Seguindo Seus Passos
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Música que Misty canta para Aiolia - My Dear (Meu Querido) de Larissa Tassi
Música que Camus escuta - Pirulito do Cantor Hesha
Boa Leitura!
O sol aparecia no horizonte e o loiro ofegante perguntou ao marido:
- Hey Camyu...?
- Hum... – o outro murmurou
- Vamos dar uma voltinha hoje? Ir até aquela ilha? – apontou pela janela
- Claro, mas agora vou dormir...
- Eu... – bocejou – também...
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- Hãn? Que horas são? – Kanon acordou atordoado no jardim
- Calma, são apenas 8 horas da manhã... – Saga afagou-lhe o cabelo
- Que horas eu dormi?
- Er... 9:30...
- O QUÊ?
- Calaboca. – falou rapidamente o mais velho – os outros ainda tão dormindo...
- Desculpe.
- Tudo bem...Mas agora vamos entrar e nos arrumar logo, porque quando eles acordarem vai dar muita confusão pra se arrumar.
- Vamos então.
Os gêmeos tomaram banho e se arrumaram, Saga colocou uma blusa branca de mangas compridas, uma calça jeans e um tênis, Kanon colocara uma blusa de cor negra, um jeans e um tênis (https://fbcdn-sphotos-g-a.akamaihd.net/hphotos-ak-frc3/p480x480/972095_487047818034281_1278317238_n.jpg). Uma hora depois os outros despertaram e foram se arrumar. Custou para saírem em direção ao parque, afinal Dite não sabia que roupa vestir. Mas quando o sueco se decidiu foram.
- Quero ir na montanha-russa! – gritou o pisciano arrastando Matteo
- Vamos na roda-gigante? – Shion chamou o filho e o genro
- Vamos. – respondeu o tibetano
- Quero ir na casa de espelho, Olos... – Shura saiu com o esposo
- Vamos no Túnel do terror! – Kanon falou ao irmão.
- Podemos ir com vocês? – perguntou Misty
- Claro. – responderam em coro
- Quer vir Aiolia? – o loirinho perguntou ao leonino
- Claro.
Passaram a tarde inteira naquele parque, se divertiam, corriam, jogavam, riam, comeram. Quando viram o sol baixar no horizonte perceberam que já estava na hora de voltarem. Todos já estavam dormindo, exceto Aiolia, este havia perdido o sono e foi para o quintal ficar nos balanços. Misty também havia ficado sem sono e foi para o quintal, ao chegar lá viu o leonino no telefone..
- Anhan... entendo. Tudo bem. Sim, tudo bem, sério... felicidades. – ao desligar o aparelho o rapaz começou a chorar
- Aiolia? Tá tudo bem com você? – perguntou o garoto que observava
- Ah, tá sim... – limpou as lagrimas – eu tô bem. – as lagrimas novamente lhe rolaram a face
- Me diz, o que foi. – Misty se ajoelho na frente do balanço
- Ai Misty. – o leonino se ajoelhou no chão de frente para o amigo e o abraçou, encostando seu rosto na curva do pescoço alvo
- Shh, calma. O que houve afinal?
- O Asmitha... ele, ele... terminou comigo. –falou apertando mais forte as costas do outro
- Wow, olha pra mim. – o rapaz voltou seu olhar pra cima – se ele te magoou não vale a pena chorar – limpou com o indicador as lagrimas que desciam – agora eu tô aqui, e quero te ver sorrindo tá ouvindo?
- Mas...
- Sem essa, eu quero ver aquele seu sorriso. Mostra ele pra mim vai?
O leonino sorriu, o outro o abraçou novamente e perto do seu ouvido começou a cantar.
- Reluz o luar e as estrelas... brilha o amor, por onde você for... o fogo aquece o frio e acende o meu coração... é você quem me conduz minha guerra, minha paz... o abrigo da alma e a coragem que faz nosso sonho se realizar... vamos lutar, juntos nada pode nos deter, o amor é a fonte do nosso poder... e acreditar que um novo dia vai amanhecer, recriando a luz do sol, para nos... aquecer.
- Obrigado, Misty. Você é meu amigo?
- Claro seu bobo. Tô aqui pro que der e vier ok?
- Obrigado...
- De nada.
Ficaram ali conversando e se balançando por alguns instantes, depois o irmão de Dite viu que o grego olhava para si como se fosse dizer algo, mas sempre mirava o chão em vez de falar.
- Quer me dizer algo, Olia?
- Nã-não.
- Gaguejou. Quer dizer o que? Pode falar, de boa...
- É que... eu não tava chorando por ele ter terminado comigo...
- Hãn? Então tava chorando por que?
- Porque eu descobri que tava gostando de outra pessoa. Mas acho que essa pessoa ainda gosta do ex dela, eu ouvi ele falando no telefone mais cedo...
- Então quem é o felizardo?
- Ninguém...
- Fala vai. Senão não te deixo em paz até dizer.
- É... bem... é... você. – sua voz saiu em tom de sussurro, mas suficiente para que o garoto ao lado ouvisse
- D-de mim?
- Sim... – a essa altura do campeonato tanto Aiolia quanto Misty estavam corados
- Ma-mas, por que eu? Sou tão chato...
- Não sei, só sei que gosto de você, mesmo sendo “chato”, não me importa...
Misty não sabia o que fazer, estava em total estado de choque que nem piscar conseguia. Quando percebeu algo foi quando os lábios de Aiolia se firmaram sobre os seus mas logo se separaram e o leonino sorriu.
- Boa noite, Misty. – e saiu desfilando até seu quarto
“Zeus, o que foi isso?” “Não consigo entender mais nada...”
“Como assim ele gosta de mim?” “Como eu vou falar com ele amanhã?”
- Eu venho tomar água e vejo você e o Aiolia se pegando... – Uma voz fez com que Misty quase caísse do balanço
- Ai Dite, credo! Quer me matar do coração?!
- Mas vem cá, que historia é essa de tu e o Aiolia?
- Nã-não sei do que você tá falando...
- Ah para! Eu vi quando ele te beijou ok?
- Ai, você viu aquilo?
- Acabei de dizer que vi.
- Desculpa, mas é que eu tô chocado ok?
- Por?
- Ele simplesmente me fala que gosta de mim, me beija e sai desfilando com um sorriso na cara. O que você queria?
- Wow, então é serio o bagulho?
- Eu não sei...
- Mas e você, gosta dele?
- Eu, eu... acho que sim.
- Então vai atrás besta! Não fique esperando ele vim te perseguir denovo, Se ele ver que você tem uma pessoa vai te deixar em paz...
- Será?
- Não vai saber se não tentar... – beijou o topo da testa do irmãozinho e saiu
Alguns minutos mais o loirinho passou ali pensando no que faria. “Eu vou pro meu quarto!”, levantou-se do balanço onde estava e saiu andando. Chegou então não porta do quarto.
Toc Toc Toc
- Oi... – Aiolia abriu a porta com meio sorriso nos labios
- Oi... – Misty estava envergonhado “O que eu vim fazer aqui? ”
- Então, o que lhe traz aqui?
- Você. – “O que eu tô dizendo Zeus? ”
O leonino abriu um sorriso maior ainda e agarrou o loiro pelo braço o puxando para dentro de seu quarto e fechando a porta com o pé
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Dite entra sorrindo em seu quarto e se deita na cama olhando para o teto ainda sorridente.
- O que houve lá embaixo mi rosa? – perguntou então Matteo
- Nada... o amor é lindo né Matteo?
- Hãn? Do que você tá falando Dite?
- Quando se deixa uma pessoa que não a faz tão feliz e fica com outra, com quem sabe que vai realmente ser feliz... – ao ouvir isso o italiano se sentou na cama num pulo
- VOCÊ VAI ME DEIXAR DITE?!
- Shh! Os outros tão dormindo! Mas, te deixar? De onde tirou isso?
- Você falando ai que “Deixar uma pessoa que não te faz feliz pra ficar com outra que sabe que vai realmente te fazer feliz”...
- Mas você me faz feliz seu bobo!
- Então tá falando de quem?
- Do Misty e do Aiolia...
- Não brinca?!
- Não tô...
- Os dois ficaram?
- Tavam se beijando no quintal agora pouco... – Dite pegou o celular
- Vai ligar pra que a essa hora?
- Ninguém. Vou mandar mensagem avisando o que aconteceu...
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Plin!Plin! Tum!Tum! Os celulares de Milo e Camus avisavam que uma nova mensagem havia chegado.
- Quem é Milo?
- Dite.
- O que ele quer essa hora?
- Enviando os babados novos...
- A criatura fofoqueira, non gosto de fofocas...
- MENTIRA?!
- O que foi?
- Não acabou de dizer que “Non gosto de fofocas”?
- Desembucha, Milo!
- O Aiolia e o Misty tão ficando.
- Mentira?
- Serio...
- Diêu, esses dois me surpreendem...
- A mim também.
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- Quem é essa hora Mú? – Shaka passava o braço possessivamente pela cintura do tibetano
- Afrodite.
- Esse maluco não cansa não? E o que ele quer?
- “Babado Novíssimo!” – leu o titulo da mensagem
- E o que aconteceu?
- Aiolia e Misty tão ficando...
- Nossa... e o que ele tem a ver com isso?
- Credo Shaka.
- Eu não gosto de fofoca Mú!
- Ok, ok.
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- Hahahahahaha
- Que foi maluco? – Aiolos olhava confuso para o espanhol
- Mensagem do Dite.
- E o que ele quer essa hora?
- Avisar coisas.
- Que coisas?
- Fofocas...
- Que fofocas?
- Minha deusa! Que interrogatório é esse homem?
- Então fale tudo de uma vez...
- Ele tá avisando que o Misty e o Aiolia tao ficando agora.
- QUÊ?
- Calaboca! Tem gente descansando!
- Mas o Misty e o Aiolia?
- Sim.
- Uau...
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- Shionzinho, quem tá mandando mensagem pra você essa hora?
- O jovem Afrodite, Dohko...
- O que ele quer?
- Avisar que... OAioliaeoMistytãoficando QUÊ? – falou em um único fôlego
- Como é?
- O Misty e o Aiolia tão ficando... Santa Athena!
- Por que Shion?
- Eles são jovens demais...
- Nós começamos novos também.
- Mas nós, eles não.
- Deixem que curtam.
- “Curtam”? Você tem que parar de andar com o Matteo...
- Por que? Vai parar de andar com o Kanon também?
- O que ele tem a ver com isso?
- Nada.
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- Será que isso dá certo, Saga?
- Não sei...
- Nem eu.
- Misty e Aiolia né? Quanto será que eles se suportam?
- Vamos esperar pra ver. Afinal temos toda a eternidade pra ver isso.
- É claro! Juntos pela eternidade, lembra?
###FlashBackOn###
Dois irmãos gêmeos corriam pelas ruas, algo os caçavam não sabiam quem ou que, ou melhor, sabiam o que os perseguia, era um vampiro. Aquele havia matado quase todos de seu vilarejo, matado seus pais e amigos. Eles eram os únicos sobreviventes daquela matança, enquanto corriam enquanto as arvores Kanon tropeçou e Saga parou bruscamente para olhar se o irmão tinha se machucado.
- Não me deixa pra trás, Saga...
- Eu não vou deixar Kanon.
- Mas e se...
- Nada disso. Ficaremos juntos pela eternidade meu irmão.
- Sim!
O garoto mais novo se levantou e continuou a correr junto ao irmão, fugiram mas não duraria mais, eles continuavam a correr, porém o vampiro os tinha alcançado, e aquela noite foram transformados em criaturas da noite, enfim, estariam juntos por toda a eternidade...
###FlashBackOff###
- Como me esquecer daquele dia, Kanon?
- Eu sei...
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O sol se levantava na Fortaleza J onde os rapazes se encontravam. Alguns deles estavam na cozinha tomando café:
- Então você já sabem do babado? – Disse Dite
- Aiolia e Misty estão ficando... – Disseram em coro, exceto Matteo
- Exato!
- Falando nisso, cadê eles? – Shura observou
- Devem tá se recuperando da noitada... – Matteo debochou
- O que tão falando da gente ai? – Misty chega junto com Aiolia
- Nada! – Disseram todos juntos
- Sei... – disseram os dois jovens
O café-da-manhã seguiu agitado, até que alguém batesse na porta.
- Eu atendo! – avisou Misty
O loirinho foi em direção a porta e quando abriu só pode-se ouvir seu grito ecoando por toda a casa, rapidamente Afrodite se levantou e correu em direção a porta já pensando o pior, foi logo seguido por Matteo e Aiolia, logo os demais foram atrás de si.
- O que houve, Misty? – ao olhar direito viu Mime
- MANOOO! – o abraçou e só então percebeu a presença de seu cunhado
- Cara, não me preocupe assim tá? – Aiolia coloca a mão no coração atraindo olhares de todos fazendo-o enrubescer
- Então, fiquei sabendo que eu e o Misty temos outro casamento pra arrumar, certo? – Mime interrompeu
- Certo! – Misty abraçou o irmão novamente
- Então, mãos a massa. Podemos falar um minutinho com os noivos?
- Ah, Claro! Vamos cambada, tudo pro quintal! – Dite saiu empurrado os amigos
- Cambada é... – Shura ia falando mas Aiolos tapou sua boca com a mão
Depois que os amigos saíram Mime pegou novamente seu bloquinho e começou a perguntar:
- Gostam de que cores.
- Vermelho. – Mú falou
- Eu gosto de lilás, do jeito do cabelo do Mú... mas pode ser vermelho. – o indiano mexia numa mexa de cabelo
- Ok.
- O que vocês acham de uma festa estilo indiano? – Misty sugeriu
- Misty! – Mime o repreendeu
- Não, sabe que pode ser uma boa ideia... – o tibetano encarou seu noivo – o que acha?
- Seria bem legal.
- Ok, então. – Mime anotou
- Então em cinco dias, um casamento pronto? Será que conseguiremos Mime?
- Nós sempre conseguimos...
- Verdade.
- Então vamos? Temos muito o que encomendar, comprar, montar...
- Claro. Então tchau gente.
- Não vai se despedir de mim não? – Aiolia fez uma cara de cachorro sem dono
- Claro. – beijou o leonino – volto a noite, não faz mal criação ai não!
- Vou pensar no teu caso...
- Rhun! – Misty estreitou o olhar e depois caiu na gargalhada
Em seguida os irmãos, e Siegfried seguiam para um salão onde seria realizada a cerimônia. Na casa Afrodite ficou infernizando Aiolia a tarde quase toda, ele parou por duas horas apenas para comer, o que levou o leonino a sair de lá e mergulhar na piscina. Toda vez que o pisciano chegava ele ficava sob a água.
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- Hey Camyu, de noite vai ter um luau, vamos? – Milo pulava na cama em sinal de pirraça
- Para de pular! Quer que o menino fique bixado?!
- Por que diz isso?
- O coitado ai dentro e você pulando igual a uma perereca doida, ele vai virar ovo mexido!
- Ai, diz isso não.
- Então para de pular.
- Então me leva pro luau.
- Tá, vou te levar nesse bendito luau, Milo.
- Ebaaa!
- As vezes você parece uma criança... – sorriu o francês
- As vezes você parece um velho rabugento... – o francês olhou estreitamente para o loirinho – tá eu vou ir escolher a roupa pra irmos pro luau! – saiu Milo cantarolando
- Crianças... – sorriu o francês
- Eu ouvi isso! E somos da mesma idade Camyu...
- Ok mon amour.
- Hey, será que tem muitos dançarinos de Hula bonitos?
- Ô grego assanhado, você tá casado a dois dias.
- Eu sei, mesmo que tenha alguém bonito, ninguém se iguala a você meu francês.
- Meu greguinho lindo e sensual.
- Que papo é esse Camus? Tu nunca fala assim...
- De vez enquando tenho né Miluxo?
- Zeus! Camus, acho que a alta temperatura tá te afetando...
- Olha Milinho, a musica louca que o Dite me mandou.
Me deixa... que papo trest de olhar para trás outra vez, já não sou o otario de sempre.
Esqueça... de tentar me mudar pois dessa vez eu já sei, eu só vou se for para frente...
- Que isso Camus?
- Escuta o refrão!
Larga esse seu vicio, meu piru, pirulito, eu sei como ninguém usar meu pirulito
Não quero ouvir seu blábláblá você tem seu pirulito, mas só quer chupar o meu...
- Camus, você tá me preocupando, sério!
- Por que, ágape?
- Por favor né Camyu?
- Eu vou lá escolher minha roupa.
- Tá.
- Vamo curtir a vida adoidado né?
- HÃN? – Dali Camus saiu requebrando e dançando a musica que Dite havia mandado
Meu piru, pirulito, não devo a ninguém meu piru, pirulito não quero ouvir seu blábláblá
Você tem seu pirulito mas só quer chupar o meu!
Tem o seu mais quer o meu...
- Zeus, o Camus enlouqueceu...
Tem o seu, mas quer o meu...
Não devo a ninguém, meu piru, pirulito... é seu novo vicio, só quer chupar o meu!
A tarde foi passando, Camus ouvindo a bendita musica do Pirulito, Milo rindo das danças malucas que o francês fazia. Quando a noite chegou os dois se arrumaram e foram para o tão esperado Luau.
- Aloha! – uma garota morena vestida a caráter colocou um colar de rosas no pescoço de Milo e depois no de Camus dando uma piscadela para o francês
- Ranrhan! – Milo fingiu irritação na garganta
- Algum problema, Milo?
- Aloha! – deixou a voz fina pra imitar a garota
- Ah para, vai? Você sabe que eu só olho pra você.
- Quero ver você dizer isso daqui seis meses quando eu tiver redondo...
- Eu vou continuar dizendo mesmo assim, vou dizer todos os dias do Para Sempre.
- Wont, meu amor... – abraçou o ruivo que sorriu vitorioso
Ao longe ouviram um som calmo, um instrumento diferente, refinado. O casal se levantou e foi verificar o que seria aquele som tão melodioso. Lá estava, um belo rapaz com os cabelos na altura do ombro, seus olhos cerrados e seu rosto apenas iluminado pelo luar. Em seu colo havia uma lira, o instrumento do qual vinha o som.
- Boa Noite. – Camus se aproximou do rapaz
- Boa noite. Algum problema? – o rapaz os encarou com um par de orbes azuis
- Não. É porque ouvimos sua harmoniosa melodia e queríamos saber de onde vinha. – Milo sorriu para o rapaz
- Ah, muito obrigado.
- Me chamo Milo, esse é meu esposo Camus. E você, como se chama?
- Orfeu.
- Prazer, mas por que você toca aqui, isolado, Orfeu? – Camus perguntou
- É uma promessa, assim que ele morreu eu prometi que todo mês no dia de sua morte iria tocar minha lira para as estrelas, eu resolvi fazer essa viagem ai achei esse lugar...
- Desculpe-me.
- Sem problemas.
- Você é daqui? – o loirinho se sentou ao lado do musico
- Não, venho da Grécia.
- Serio? Nós também. – o francês comentou
- Depois poderia vir nos visitar. – convidou o loirinho
- Seria uma honra...
- Então qualquer dia desses nos vemos por ai. – o gravidinho se levantou e junto com Camus começaram a se afastar
- Simpatico ele, né Camyu?
- Sim, e bem ajeitadinho.
- Tarado! – os dois então começaram a gargalhar – vamos? Tô cansado...
- Vamos sim.
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No jardim Mú estava deitado na grama contando as estrelas, distraído em seus próprios pensamentos.
- Sabia que contar estrelas dá rugas? — Shaka se deitou ao lado do tibetano
- Nem me fale isso, já contei mais de duzentas. Então tô lascado...
- Mas, o que veio fazer aqui?
- Respirar ar puro.
- De madrugada, sério?
- Sim.
- Tem algo te afligindo, amor?
- Não. Só queria um pouco de silencio, os outros fazem bagunça demais. – sorriu
- E eu? Posso ficar aqui?
- Bobo. – logo Mú se sentiu envolvido por um abraço
- Daqui algum tempo vamos ser eu, você e nosso filhinho...
- É, mas e se for uma menina?
- Que seja, vou amar de todo o jeito.
- Sabe, não sei como você gosta de mim... sou chato.
- Não gosto mesmo de ti. – o coração de Mú falhou a batida (N/A: Coração de vampiro não bate eu sei, mas é modo de dizer XD) – Eu te amo, tá?
- Não me assuste desse jeito indiano desgraçado! – o dono dos cabelos lilases deu um tapa no braço do loiro lhe arrancando uma risada
- Você sabe que eu te amo seu bobo.
- Eu acho que vou viajar por uns tempos. Sozinho...
- POR QUÊ? — o loiro se sentou
- Porque não quero que me veja gordo...
- Não Mú. Por que tá preocupado com isso?
- Porque muitos dizem que os casais perdem o interesse quando o homem vê a mulher grávida...
- Tô nem ai! Nó somos vampiros, ninguém acredita que existimos, temos poderes, o que é impossível, você é homem e tá grávido. Por que agora eu iria seguir uma “lei” normal? Eu quero que você fique aqui, comigo.
- Tá, assim eu fico...
- De todo jeito não iria te deixar ir...
- Não tenho medo de você.
- Deveria...
- Mas não tenho.
- Sei. Uma hora que eu acordar de mau humor ai você vai conhecer o medo.
- Sai fora! Só te vi com raiva uma vez, te juro que não foi legal.
- Então pronto...
- Mo Deusi! – Afrodite se jogou no meio dos dois e logo os demais chegaram ali
- Dite, sai daí! – Matteo pediu
- Não.
- Eu vou te tirar daí pelos cabelo.
- Não ouse.
- É, os trem aqui fora tão bom né? – Shura se sentou junto com os amigos
- Hey Shura, dá conta de levantar depois? – Aiolos se sentou junto ao espanhol
- Por que perguntou isso, Olos?
- Sei lá...
- Tá me achando gordo?
- Não...
- Saiba que gordo é a senhora sua avó!
- Fala mal da vovó não, cunha. – Aiolia se sentou rindo
- Posso sentar aqui? – Kanon perguntou a Shaka
- Pode.
- Kanooon! – Dite atropelou o indiano e pulou no colo do gêmeo mais novo
- Afrodite, sai já daí! – gritaram Saga e Matteo
- Por que?
- Porque ele é meu. – Saga empurrou o pisciano
- Ain, que agressividade...
- Anda logo rapaz, senta bem longe do Kanon. – o italiano ordenou, enquanto Kanon rolava de rir dos dois ciumentos
- O que todos estão fazendo aqui? — Perguntou Dohko na companhia de Shion
- Só de boa aqui... – respondeu Dite folgando no colo do noivo
Ali os “mestres” começaram a contar a historia da lendária Medusa, ao termino da história um certo sueco fez uma cara de nojo e suspirou um “Argh!” todos o encararam sem entender nada.
- Ai gente, ela tinha dentes de javali, devia ter um bafo lascado dos inferno!
Todos então caíram na gargalhada. A noite seguiu animada até que os nenéns tiveram vontade de comer, a bagunça na cozinha foi geral, depois de comer, foram todos descançar.
Continua...
Notas finais
Beijs!
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