Seguindo Seus Passos
24 Capítulo 24
Notas iniciais
– Meu senhor, que feridas são essas? — Thanatos olhava as cicatrizes que se formavam no rosto de Hades
– Não foi nada. Diga-me, quantos deles estão mortos?
– Apenas quatro, esses Jamanthys são muito fortes.
– São, não é a toa que Minos e Radamanthys foram derrotados tão facilmente. Mas não importa o quão fortes eles sejam, nós os venceremos.
– Com toda certeza.
– Meu senhor, não entendo o por que de o senhor não ter me deixado combater o Mú.
Flash Back:
“Thanatos, deixe que esse Jamanthy prossiga, cuidarão dele adiante, preciso que você volte ao castelo e prepare os outros guerreiros” A voz de Hades ecoou na cabeça do homem que não quis desobedecer e, assim, Mú prosseguiu.
Flash Back Off.
– Eu precisava de você aqui, no castelo. E vocês já arrumaram a viagem do meu sobrinho?
– Sim senhor. – disseram os dois gêmeos sérios
– Sorento nunca pode descobrir que eu matei meu irmão, o único motivo que o fez se juntar a mim foi seu desejo de vingança aos Jamanthy. – Nesse momento um objeto caiu no chão
– Então foi você quem matou meu pai?! – o jovem olhava seu tio com fúria – Você disse que ele tinha sido morto por um Jamanthy!
– Na verdade, Poseidon queria se juntar a eles, então tive que matá-lo.
– Eu vivi com os assassino do meu pai todo esse tempo e nunca se quer desconfiei... como sou tolo.
– Você não é tolo... – o gêmeo de cabelos dourados disse
– Meu senhor é apenas mais esperto que você. – o outro completou
– Você vai pagar caro por isso, meu tio! – Sorento havia deixado que seus caninos e suas garras aparecessem – Eu vou matar você!
O jovem estava completamente entregue a ira, os gêmeos entraram em sua frente para impedir que esse chegasse a Hades. Mas, do nada, começou a tocar uma harmoniosa melodia que os deixou imóvel. Sorento estava prestes a acertar um soco em seu alvo, mas este segurou seu punho.
– Você não deveria cometer o mesmo erro de seu pai.
– Não fale do meu pai! – o garoto soltou a mão e desferiu outros socos contra o moreno que se desviava com facilidade.
– Eu vou ter que matá-lo, sobrinho. – Hades tira de seu cinturão uma adaga dourada – Você não devia ter se rebelado...
O punhal atravessou o coração frio de Sorento, o jovem só viu tudo escurecer, em segundos caiu desacordado no chão.
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– Me desculpem, a culpa é toda minha... – Shun chorava inconsolável — Por minha culpa meu pai, o tio Dite, o Shiryu e o Seiya estão mortos...
– Calma Shun, a culpa não foi sua. – Hyoga tentava consolá-lo
– Se não fosse por mim, todos estariam vivos agora. Ele me quer, você deveriam me matar antes que a desgraça caia sobre esse clã.
– Olha Shun, você vai ficar vivo. – Shaka disse serio – Você deve ficar vivo até o final para vingar o seu pai. Você não vai morrer, não importa o que aconteça. Ouviu?!
– Sim senhor... – Andrômeda respondeu tímido
– Agora pare de chorar, temos que nos preparar, a qualquer momento eles irão entrar por aquela porta. — o loiro se abaixou e limpou as lagrimas do filho
– Sim senhor.
Com isso o loiro foi para seu quarto, lá se sentou e ficou acariciando o lugar onde Mú costumava se deitar.
– Como você se chama?
– Eu sou o Shaka...
– Eu sou Mú.
O indiano se lembrou do dia chuvoso em que se conheceram.
– Sabe, Mú, eu acho que tô apaixonado por você.
– Eu também acho que tô apaixonado por você Shaka.
Lembrou-se do dia em que os dois se declararam um ao outro. Ele sorriu ao lembrar-se da cara que Mú fez ao primeiro beijo dos dois.
– Aceitam-se para amarem-se e respeitar durante toda a eternidade?
– Aceito.
– Aceito.
Uma lagrima vermelha rolou pela face alva acompanhada de um sorriso triste.
– Pela eternidade...
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“Olha, se não quer casar comigo pode falar, eu desfaço o acordo!”
A voz de Afrodite ecoava na cabeça de Matteo, ele estava deitado, olhando para o teto enquanto se lembrava das alegrias e tristezas que passou ao lado do sueco.
“Cuida do nosso filho.” Aquele ultimo pedido, aquele fechar de olhos, o tom de voz cansado, nada daquilo o italiano conseguia tirar da cabeça, queria seu esposo de volta, sabia que não o poderia ter de volta, mas era seu maior desejo no momento.
– Eu vou cuidar... e vou te vingar.
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Aiolia e Alberich já estavam preocupados, Tinham exatas duas horas que nem Misty nem Mime diziam uma palavra.
Flash Back:
– Até que enfim vocês chegaram... – o italiano disse
– Desculpe, é que tivemos um problema no caminho. – Milo explicou, o peito dos irmãos suecos apertou ao verem o mais velho ali no chão.
Mas não tiveram tempo de conversar com ele, logo homens apareceram e uma batalha começou. Em um momento, Mime e Misty batalhavam perto do cunhado, com outros dois homens, queriam ajudar, mas os dois não eram fracos, viram um garoto chegar e salvar Matteo. Mas também viram o momento em que os olhos do loiro se fecharam, eles venceram a batalha, mas nenhum conseguiu ficar forte naquele momento ou olhar para o cadáver do Irmão mais velho.
Flash Back Off.
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– Por que, por que o nosso filho Olos? – Shura ainda não tinha aceitado o fato de o filho ter morrido
– Eu sei que está chocado, eu também estou.
– Eu tô sonhando não é? Diz-me que isso não aconteceu me diz que o Seiya não morreu.
– Eu queria que fosse apenas um sonho ruim, mas não é.
– Eu vou matar aquele homem, nem que seja a ultima coisa que eu faça na vida.
– Calma Shura...
– Eu estou calmo. – o grego viu um olhar psicopata da parte do mais novo e sabia que coisa boa não estava por vir.
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– Dohko, eu joguei uma pedra na cruz e pegou bem no saco de Jesus Cristo...
– Não diga isso Shion.
– Presta atenção. Meu filho esteve todo o tempo do meu lado e eu não sabia meus dois filhos morreram juntos e meu neto está sendo perseguido por um louco.
– Foi o destino deles, Shion...
– Destino? Não... Eles estariam vivos se aquele imbecil não tivesse decidido perseguir este clã!
– Nós sairemos dessa.
– Nós sairemos sim, mas não digo o mesmo deles...
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A noite ia chegando devagar no horizonte, o sol parecia não querer deixar a lua surgir aquele dia. Kagaho queria ir embora de lá, mas foi impedido pelos gêmeos.
– Você não vai embora, você os traiu, devem querer a sua cabeça no momento. – Saga entrou na frente da porta
– Mas se eu ficar vocês terão problemas.
– Isso não é nada. Você vai ficar. – Kanon empurrou o garoto até a cozinha – Vamos você deve estar com fome.
– Realmente deve estar. – o mais velho começou a puxá-lo também.
O moreno foi jogado em um dos bancos que ficava próximo ao balcão, logo lhe deram um copo com suco.
– Sabe, eu percebi que você tem pulso... – comentou o gêmeo mais novo
– É, mas o pior é que não me lembro do meu passado. – o rapaz deu uma mordida no sanduiche que lhe foi dado
– Entendo... Isso deve ser triste. – o mais velho procurava algo na geladeira
– É sim... Mas mudando de assunto, pra vampiros até que vocês tem muita comida.
– É que mesmo sendo vampiros gostamos de comer. — Kanon limpou o rosto do jovem que corou, deixando Saga com ciúmes.
– Ah... Desculpe-me pela falta de educação. – o moreninho disse preocupado com o olhar que o outro homem lhe lançava.
– Relaxa. – Sorriu e em seguida se virou para o gêmeo – Pare de olhá-lo assim...
– Assim como?
– Você parece criança, Sa... – o mais velho apenas revirou os olhos
– Olha, poderiam me mostrar um quarto onde eu possa descansar um pouco...? – Kagaho perguntou tímido
– Vem eu lhe mostro um. – Sem deixar o irmão contestar, Kanon puxou o hospede e saíram da cozinha.
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Ikki acordou e pensou estar sonhando durante todo o tempo, foi até o quarto dos pais ver se Dite estava lá, mas ao entrar viu apenas Matteo que estava na janela, literalmente.
– Olá campeão... – italiano se virou e sorriu para o filho
– Oi... O que o senhor tá fazendo ai em cima?
– Tava aqui desde que o sol nasceu ai esqueci-me de descer.
– Ah... Eu vou ir tomar café, quer vir também?
– Não obrigado.
– Ok. Eu estou indo...
– Vá, se alimente bem.
– Tá.
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– Come Shun... – Hyoga estava a quase dez minutos tentando fazer o mais novo comer
– Eu não quero.
– Eu vou ir chamar seu pai então.
– Não vai.
– Se você não comer eu vou.
– Mas não quero.
– Mesmo assim.
– O que foi dessa vez? – Fênix entrou no cômodo e logo viu Kagaho quieto no canto
– O Shun não quer comer...
– Então enfia goela abaixo.
– Mas... – o virginiano tentou dizer algo, mas desistiu – Tá bom, eu vou comer.
Na mesa, isolado dos demais, Kagaho comia quieto, estava tão distraído que nem percebeu quando Ikki se aproximou e começou a falar consigo.
– Kagaho! Tá ai?! – o leonino passava a mão na frente de seu rosto
– Hãn?
– Até que enfim.
– Desculpe-me. Estava longe...
– É eu notei... Tava pensando em que?
– No senhor Kanon.
– Como é? – Ikki arregalou os olhos
– É que eu tenho certeza que já o conheço há tempos... E aquele Saga também me é familiar.
– Vish. – o cavaleiro se sentou – Mas “familiar” como?
– Eu sinto que já os conheço, não é de ontem, faz tempo.
– Entendo...
– Gente, vamo pra sala? O Kanon disse que tem algo importante a dizer... – Aiolia chamou os jovens que estavam na cozinha
Os jovens se retiraram e quando chegaram à sala estavam todos lá os esperando.
– O que você tem de tão importante pra nos contar?
– É que... Como tem a possibilidade de todos morrermos, eu queria abrir o jogo com vocês. Nós dois temos muitos segredos... – o gêmeo mais novo iniciou a conversa
– Então fale... – Shura pediu
– Primeiro vou começar pelo inicio... – com isso todos lhe lançaram um olhar de “jura” – Tudo começou quando tínhamos doze anos...
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Uma família, pai, mãe e gêmeos, estavam em um carro que ia em direção a uma cidade grega para fazerem uma visita à mãe de Yume. Mas nas proximidades da entrada da pequena cidade um homem apareceu na frente do carro. O homem que dirigia ainda tentou desviar, mas acabou batendo numa arvore. Os dois meninos permaneciam acordados enquanto viam um homem morder a mãe e em seguida o pai, deixando apenas os cadáveres frios sobre o banco do carro.
– Saga... – o mais novo chamava baixo pelo irmão ao ver o homem se virar e sair
– Kanon, você tá bem...? – sussurrou o mais velho
– Estou. E você?
– Bem.
– Por enquanto! – o homem surgiu próximo à janela do gêmeo mais velho e ambos gritaram de susto.
O mais novo se soltou do cinto e iria abrir a porta pra sair quando viu que o cinto do outro havia o preso no banco.
– Saga!
– Vai embora. Deixe-me aqui ou ambos morreremos!
– Se for assim, que seja. Nascemos juntos, podemos morrer juntos.
– Não diga bobagens. Sai...
– Não sem você. – com isso o mais novo começou a puxar o cinto na esperança de soltar o irmão.
– Garotinho tolo. – Kanon foi puxado para fora do carro — Você morrerá primeiro.
– Kanon!
– Saga! – como se fosse um milagre (ou uma maldição) o cinto se abriu e o loiro correu para fora do carro.
– Solte já o meu irmão!
– Cale-se.
– Não vou me calar. Solte ele já! – Saga pegou um pedaço de madeira que caira perto do carro e avançou em direção ao homem que segurava o gêmeo.
– Tolo. – Kanon foi solto, mas com um punho o homem despedaçou a tora de madeira e lançou Saga em cima da arvore, fazendo o menino em seguida cair sobre o carro.
– Saga! – o loirinho ia correr em direção ao irmão, mas foi impedido por outro homem que apareceu.
– Já chega não é mesmo?
– O que faz aqui... Kárdia?
– Não deixarei que mate esses dois inocentes, Alone.
– Quanta tolice. – o homem apenas sorriu sarcástico
Kárdia avançou em direção ao outro loiro o tirando dali, o gêmeo mais novo aproveitou para ir até o irmão, viu que ele dificilmente respirava e que tossia muito.
– Hey Sa, aguenta firme, por favor...
– Kanon... – o grego tossiu — me perdoa irmão, não queria fazer isso contigo.
– Shiu! Você vai ficar bem, eu também vou, iremos sair dessa...
O mais novo tentava manter o irmão acordado a qualquer custo, tinha medo, afinal se ele fechasse os olhos, não abriria mais. Mas logo a conversa foi interrompida por um dos homens que voltara.
– Olá, seu irmão está bem, garotinho? – Kárdia perguntou
– Ele está mal. Me ajuda moço. – o homem colocou a mão sobre o pulso do garoto
– Ele não terá muito tempo...
– Não! Ele não pode! – o mais velho foi abraçado pelo garotinho
– Eu posso salvá-lo.
– Pode?
– Sim.
– Como?
– Eu posso... Transformá-lo em alguém como eu.
– É para o bem dele, eu aceito. Mas com uma condição.
– E qual é?
– A condição é que o senhor também irá me transformar.
– Mas...
– Eu sou o único que ele tem, não vou abandoná-lo. Se eu morrer e deixá-lo só nunca irei me perdoar! — o homem pensou por alguns instantes
– Eu irei transformá-los. Garoto cuide bem do seu irmão... – com isso o homem mordeu o pescoço do garoto que parecia agonizar.
– Eu prometo, irei cuidar dele, para sempre! – o mais novo também foi mordido e caiu inconsciente.
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– E foi assim que eu e o Kanon viramos vampiros. – Saga abraçou o esposo.
– Pera, meu pai salvou vocês? – Milo os olhava surpreso.
– Foi. E sou grato a ele, posso ter perdido minha alma naquela noite, mas continuo sempre tendo fé. – o mais novo completou
– Nossa, meu sogro tá famoso... – o francês olhou intrigado
– Sabe, vocês estão certos. – Ikki disse – Nós devemos continuar firmes, e devemos vencer essa guerra! – fênix de levantou do sofá
– É. Pelo Seiya! – Shura e Aiolos também se levantaram
– Pelo Mú... – Levantaram-se Shion e Shaka
– E pelo Shiryu. – Dohko se levantou
– Pelo Dite. – Matteo ficou de pé, acompanhado de Mime, Misty e Alberich.
– Sim! – os demais ficaram de pé também, exceto Shun.
– Shun? – Hyoga o olhou preocupado, mas não teve resposta.
– É. – o virginiano se levantou confiante – Vamos derrotá-los.
Os Jamanthy estavam ali preparando novas estratégias de combate. Ikki então notou que Kagaho estava com os olhos arregalados olhando para o nada e que Shaka se assustou ao olhar para o jovem.
– Kagaho? Shaka? – com isso todos se viraram para os dois, e Saga se assustou.
– O que foi que você viu Shaka? – Milo viu a cara que o indiano fazia.
– Eles irão atacar esta noite, quando a lua passar a ser Lua Cheia. – Saga respondeu
– Isso não é bom, em noite de lua cheia as trevas ganham força... – Camus comentou
– Não ligo. Sempre lutamos em desvantagem. Nem por isso desistimos... – Misty disse cheio de confiança
– É o Misty tá certo. Não iremos recuar por isso. – Shura apoiou o irmão do sueco com quem tanto implicou
– Arrumaremos as armas... – Matteo se separou dos companheiros junto com Aiolia, Aiolos, Alberich e até Mime.
– Vamos organizar alguns feitiços. – Dohko e Shion também se retiraram
– Iremos treina-los meninos. – Milo os olhou – Eu, Camus e Kagaho... Se você quiser, é claro.
– Eu topo. – o moreno logo aceitou.
– Ok. – Shun estava com o brilho novamente no olhar.
– E eu? – Aldebaran perguntou
– Você vai me ajudar... – Misty falou
– Com o que?
– Tenho uns brinquedinhos que vocês não têm... Vai vir comigo pegar e montaremos armadilhas nas redondezas para que ninguém interfira no treino dos meninos.
– Ok.
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Kagaho, Milo e Camus estavam frente a frente com Ikki , Shun e Hyoga.
– Eu treinava com eles, sei seus pontos fracos...
– Então nos conte, Ka... – Ikki disse
– “Ka”? – o mais velho repetiu
– Vou chamá-lo assim...
– Mas é claro que não.
– Eu não estava pedindo permissão.
– Parem com isso, voltemos ao que interessa... – Milo interrompeu
– É verdade. – “Ka” concordou com o loiro – Comecemos.
Camus sorriu de canto e começou a desferir socos contra o filho que conseguia desviar de alguns.
– Lição numero um: Os mate rapidamente ou eles arrumarão um jeito de conseguir vantagem...
Nesse momento o loiro pulou sobre os ombros do pai e segurou sua cabeça.
– Tipo assim?
– É... Tipo isso.
O loiro desceu. Mas nesse momento o moreno falou:
– Nunca vire as costas para seu oponente. – Camus o derrubou e o segurou
– Aprendeu filhote?
– Aprendi me solta...
– Tá. – o ruivo o soltou e voltou a seu lugar inicial.
– Milo, ataque o Shun. – ordenou o moreno
– Tá legal... – o loiro obedeceu e começou a atacar o genro
– Shun, junte os braços e os deixe na altura do peito, é o lugar que eles mais consideram vulnerável.
– Ok. – o virginiano obedeceu e viu que os golpes de Milo eram isolados – É, realmente eficaz...
– Sim... Está bom, Milo. – o loiro se afastou
– Shun, se aproveite desse rostinho bonito. Hyoga abuse da sua inteligência. E Ikki, faz o que sabe fazer de melhor... Bater.
– Pode deixar comigo! – o leonino gracejou.
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– Shion, é realmente necessário que façamos isso? – o moreno questionou a escolha de um feitiço
– Sim é, Dohko.
– Então nós iremos...
– Sim, iremos.
– Então vou começar a preparar tudo...
– Vou organizar os per pergaminhos.
– Ok.
– Isso ainda leva mióxido de liturra? (N/A: Tá legal, eu exagerei nesse nome aí...)
– Sim, sim.
– Onde você guardou?
– Segunda prateleira, décimo segundo frasco.
– Que memória a sua hein?!
– Um de nós devia ter né?
– Eu tenho uma excelente memória.
– Sei...
– Ainda bem que você sabe Shionzinho...
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– Caraca! Gostei desse tridente! – Aldebaran babava ao ver a coleção de armas dos irmãos suecos.
– Pode pegar pra você se quiser, tenho outros em casa.
– É sério?
– Sim. Pode pegar.
– Muito obrigado, Misty.
– De nada...
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Os garotos treinaram bastante, mas seus tutores lhes deixaram descansar por alguns minutos, em seguida os mandaram para o banho. Os adultos se encontravam na sala conversando, relembrando momentos felizes do passado, não sabiam se sobreviveriam também a essa batalha, mas todos concordavam em uma coisa: Não morreriam tentando, eles morreriam após realizar. Mas nenhum deles pretendia morrer naquela noite.
Kagaho e Kanon estavam na cozinha conversando quando o rapaz criou coragem e começou a falar:
– Senhor Kanon...
– Kanon. Só Kanon.
– Kanon... Posso lhe dizer algo.
– Claro que pode.
– É que eu fico meio sem jeito... Mas é que eu tenho a impressão de que já nos conhecemos.
– Eu sei como é. Eu também acho que já te conheço há anos.
– Sério?
– Sim. Mas se o conheci foi durante os quatro anos passados...
– E por quê? O que aconteceu nos últimos quatro anos?
– Eu não sei. – o olhar do geminiano parecia estar perdido – Eu não me lembro de nada...
– Mas como não? Não esquecemos quatro anos tão facilmente assim.
– Eu sei. Mas eu esqueci não me lembro de nada.
– Putz... Espero que um dia se lembre. – o jovem sorriu sincero recebendo também um sorriso
– Atrapalho? – Saga apareceu com um ciúme aparente ao lado de Ikki
– Claro que não meu amor... – o loiro respondeu rapidamente
– Ka...posso falar com você? – fênix o chamou
– Claro... Até mais Kanon.
– Até. – Com a retirada dos mais novos, Saga olhava para o irmão com uma cara de “Explique-se” – Por que tá me olhando assim, Sa?
– Eu quero saber o que você fazia sozinho com o Kagaho aqui...
– Estávamos conversando.
– Eu confio em você...
– E eu faço valer.
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– O que foi Ikki? – os dois caminhavam nas proximidades da casa
– Eu quero te dizer algo.
– E o que seria?
– É que eu... T-t-te a-a-a-m-mo.
– Que...?
– É que eu tô apaixonado por você, sei que não é o momento certo pra isso, mas aconteceu.
– Eu... Eu... Eu...
– Olha no te cobraré, mas se continuarmos vivos, você gostaria de ser mio namorado? – o rapaz perguntou com o rosto baixo.
– Sabe, é a primeira vez que você diz algo em italiano, e é a primeira vez que te vejo com vergonha... – o jovem continuava com o rosto baixo até que Kagaho elevou seu rosto, seus olhos estavam fechados – E sim, eu aceito ser seu namorado.
Ikki abriu os olhos sem acreditar no que lhe fora dito, ele apenas recebeu um sorriso, e em seguida, um beijo que veio para esquentar seu coração nesse período triste.
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Hades, Hypnos e Thanatos estavam à frente dos soldados sobreviventes, entre eles o assassino de Mú. Eles rapidamente avançavam. Hades estava disposto a convencer Shun a se juntar a si, mas caso não fosse possível, estaria disposto a matar o garoto.
– Meu senhor, alguns minutos para chegarmos à fortaleza deles. – um dos soldados avisou
– Então parem! – o imperador do mundo dos mortos mandou – Vá à frente e avise aos Jamanthy que os esperamos aqui para travarmos nossa batalha final.
– Sim senhor. – obedecendo ao homem logo sumiu por entre as arvores, ele avistou a janela e atirou uma pedra que tinha escrituras com sangue, e então uma rede caiu sobre si, e um machado com água benta cortou sua cabeça.
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Shaka estava lendo um livro, e esperando pelos inimigos, quando uma pedra atravessou a janela.
– O que foi isso? – Milo foi o primeiro a descer as escadas sendo seguido pelos outros
– O nosso convite. – o loiro mostrou as escrituras em sangue que diziam:
“ Nós vos esperamos a dez metros daí, venham logo antes que resolvamos fazer uma visitinha a casa de vocês.
Seu amigo,
Hades.”
– Quanta cara de pau! – Ikki disse já aborrecido
– Realmente, então vamos...Temos um clã inimigo pra matar. – Shun subiu entusiasmado.
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– Meu senhor, Zelos está morto. – um rapaz se ajoelhou na frente do “mestre”.
– Eu sabia que isso iria acontecer. – o homem disse indiferente – mas vou aguardar, eu sei que a mensagem foi entregue.
Alguns minutos se passaram e a impaciência começava a despertar num dos gêmeos.
– Senhor, por que não atacamos? – Thanatos perguntou impaciente
– Porque não, eles chegarão a qualquer momento.
– Mas e se...
– Tem a intenção de me desobedecer, Thanatos?
– Não senhor.
– Pensei que não.
O dialogo entre os dois foi interrompido, eles ouviram passos e logo puderam localizar os Jamanthy que se moviam com velocidade, então pararam, ficaram frente a frente.
– Vejo que aceitaram meu convite. – o moreno saiu do meio da multidão
– Como recusar esse convite tão carinhoso?! – Hyoga ironizou
– Cale-se que o meu senhor não referiu a palavra a você pivete. – Hypnos provocou o loirinho
– Seu nojento, não abre essa sua boca suja pra falar do meu filho! – Milo avisou ameaçador
– Ora, ora, o escolhido está aqui? – um dos homens reconheceu o grego
– E parece que o outro também está aqui... Non é Camus? – outro rapaz imitou o sotaque francês.
– Cale-se. Non queira comprar briga comigo... – o ruivo disse indiferente.
– Shun, você vai se juntar a mim? – novamente o moreno voltou a falar
– Olha Hades, vou falar mais uma vez limpe bem os ouvidos... EU NÃO VOU ME JUNTAR A VOCÊ! OUVIU?!
– Então eu não tenho opção...
– Na verdade você tem apenas duas...
– E quais são?
– Ou você morre ou você corre! – o garoto não esperou mais um segundo e se atirou contra o moreno.
– Isso vai ser interessante. – Hypnos olhava para Hyoga que prestava atenção em Shun. – Olhe para mim Hyoga.
– Eu não irei perder o Shun de vista novamente, por isso não se meta no meu caminho.
– Eu quero terminar o que começamos outro dia.
– Eu também. – o loirinho se aproximou do homem e em um movimento rápido retirou de trás de si uma adaga dourada – Hoje você vai cair! – a lamina dourada o atravessou com facilidade.
– Hypnos! – o gêmeo mais novo gritou ao ver o irmão ter a cabeça cortada
– Parece que seu amigo matou um dos meus melhores guerreiros, e também amigos. – Hades olhou para o rapaz a sua frente
– Não se importe com isso, você logo vai encontrá-lo no inferno.
– Shun, você me odeia?
– Não, você matou meu pai, meus melhores amigos, e um cara de quem gostava muito, pai de um amigo meu, como não te amar né?! – ironizou o jovem
– Eu fiz isso pra você crescer. Você precisa se tornar forte.
– Eu tenho minha própria forma de crescer, não precisa ser assim.
– Mas a morte é uma forma de nos fazer crescer.
– É, pra você, mas eu consigo crescer só. E eu quero te dizer, que se quiser ir embora agora eu não o matarei.
– Acontece que eu vou ter que lutar de uma forma ou outra, ao seu lado ou contra você.
– Escolheu mal cara! – Ikki surgiu atrás do companheiro
– Essa luta não é sua, fênix. Saia já daqui. – o homem ordenou
– Acontece que essa luta é minha sim.
– Não só dele, mas também é minha. – Hyoga jogou a cabeça de Hypnos aos pés de seu mestre
– Você matou Hypnos?! – Hades não acreditava que aquele “ser” havia matado um dos homens de sua maior confiança.
– Exato. E você será o próximo. – o loiro sorriu de canto.
– Garotos enxeridos. Essa conversa é entre mim e o Shun.
– Acontece que não quero conversar com você, eu quero matá-lo. – o mais novo do grupo disse sério
– Então assim seja...
Ikki e Hyoga foram primeiro, Ikki iria lhe acertar um soco quando este se abaixou e em um milésimo de segundo o segurou pela camisa e o atirou sobre uma rocha. O loiro foi em seguida, lhe desferiu socos, dos quais ele desviou, uma de suas garras fez um estrago na pele alva do moreno, com isso recebeu uma rasteira e caiu.
– É sua vez Shun.
– Ainda não. – o loiro se levantou num pulo e conseguiu acertar um chute no rosto do homem
– Moleque insolente! – Hades segurou o pé do menino e o jogou na rocha ao lado do amigo
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– Hyoga! – Milo iria correr para ajudar o filho, mas Thanatos o impediu
– Deixe que ele morra.
– Você vai mesmo ficar no meu caminho?!
– Não é porque você é o escolhido que terei medo de você.
– Mas deveria.
– Devo avisá-lo, não sou tão fraco como meu irmão. – Manchas negras surgiram pelo corpo do homem, seus olhos tomaram uma coloração negra, as presas pareciam dentes de tubarão, e as garras haviam aparecido – Vamos lá, Milo!
– Vamos! – os olhos e os cabelos do grego tomaram uma coloração extremamente dourada, e os dois começaram a correr entre as árvores.
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– Hades, eu juro que irei te matar. – os olhos do virginiano ficaram vermelhos, as presas rapidamente surgiram junto com as garras.
O homem apenas sorriu. Shun avançou em sua direção, na tentativa de lhe acertar um soco, foi golpeado no estômago.
“Mantenha os braços na altura do peito, é u lugar que eles mais consideram mais vulnerável.”
Lembrando-se do que Kagaho disse, o garoto deixou os braços na altura de seu peito. Voltou a atacar Hades, lhe acertou com um soco e colocou o braço a frente do peito novamente antes que o mais velho tentasse revidar.
– Muito bem Shun. Você não está de brincadeira.
– Nunca estive. – Shun mal acabou de falar e os dois amigos surgiram novamente, Ikki deu impulso ao loiro que com toda a força acertou o inimigo que caiu no chão.
– Eu já disse que essa conversa não os envolve! – a coloração negra tomou conta dos olhos do homem, juntamente com o céu que pareceu escurecer. – Morram seus vermes! – raios fortes caíram sobre o chão e se dirigiram até os pés dos dois garotos que foram eletrocutados
– AHHH! – ambos gritaram de dor, seus corpos ficaram soltando fumaça quando caíram no chão
– Você mesmo disse... Isso é só entre a gente. – Shun chamou o homem que se virou
– É verdade, mas agora eu entendo. Você nunca será meu enquanto viver, não é mesmo?
– É. Não serei seu, nunca!
– Nunca é uma palavra muito forte...
– Não nesse caso.
– Shun, vejo que nunca nos entenderemos enquanto quiser proteger seus amigos. Pois bem, morra por sua amizade. – na mão de Hades surgiu uma espada, todos viram, pois ela parecia ter saído de um dos raios.
Hades lançou sua espada na direção de Shun, a espada ia em alta velocidade, chegava a fazer rachaduras no chão por onde passava. Então ela chegou ao seu alvo.
– AH! – Sangue espirrou para os lados
– O que? – Shun viu que Sorento estava a sua frente
– Sorento?! – Hades pensou que o sobrinho estivesse morto, e agora não acreditava no que via.
– Shun, me perdoe por tê-lo enganado. – o garoto tirou a espada de seu peito – Foi um terrível engano. Vingue meu pai... Por favor.
– Sorento, não morra.
– Desculpe. Mas a minha hora já chegou... – o garoto caiu no chão, Shun deixou suas garras e caninos desaparecerem.
– Acorde Sorento, por favor... – lagrimas rolavam por seu rosto enquanto tentava reanimar o amigo. Ele logo notou que ele estava realmente morto – Eu irei vingá-lo, prometo.
– Isso é realmente emocionante. – Hades estava de pé ao lado dos dois garotos – Mas você perdeu uma oportunidade e tanto de me matar, Shun. Vai pagar caro por isso. – O moreno ergueu sua espada, quando ia acertá-lo recebeu um chute na mão deixando a espada cair.
– Me desculpe, mas não deixarei que machuque meu amigo.
– Mas... Você?!
– Todos estamos de volta. – Shun sorriu ao ver de quem se tratava.
– Ótimo, irei matar vocês também.
– Não. Você não vai.
Quando Ikki ouviu aquela voz pareceu se reanimar, ele e Hyoga se levantaram do chão. Nenhum dos dois acreditava no que viam, viram Seiya ao lado de Shiryu, e atrás desses Afrodite e Mú.
– É melhor você se preparar. – Mú ameaçou.
Continua...
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