Segredos e Mentiras

25 Capítulo 25 - Primos


Notas iniciais
Uma noticia boa trás uma alegria esquecida. Como revelar um segredo sem dizê-lo?

Cathy estava desacordada jogada num canto qualquer, sua roupa estava toda rasgada, estava coberta de hematomas e cortes alguns profundos.

Tonks rapidamente tirou sua capa e a cobriu aparatando para o castelo, junto de Dumbledore.

Uma semana depois...

- Que bom que acordou querida! – disse madame Ponfrey enquanto Cathy abria os olhos pela primeira vez depois que chegará a enfermaria.

- O que...? – começou a dizer enquanto tentava se levantar, mas fora interrompida pela enfermeira.

- Acalme-se Dumbledore irá te explicar tudo! Enquanto isso, você tem algumas visitas que estão ansiosas para lhe ver e falar com você.

- Madame Ponfrey, por favor, não deixe ninguém entrar antes do diretor. E se puder nem diga que eu acordei. – ela implorava com os olhos.

- Tudo bem querida, mas não tente se levantar. – consentiu ao seu pedido entendendo que talvez ela ainda não estivesse pronta para responder qualquer pergunta que eles com certeza iriam fazer.

oO.Oo

- Catherine! – chamou pela segunda vez agora a tirando de seus pensamentos.

- Ah! Olá diretor, bom dia.

- Bom dia, como está se sentindo?

- Um pouco cansada, parece que fui atropelada por um caminhão. – riu sem vontade e um pouco sem graça.

- Lembra de alguma coisa? – perguntou sereno olhando-a por sobre os óculos de meia-lua.

- Só que estava fazendo compras e de um barulho ensurdecedor depois mais nada. O que aconteceu?

- Você foi levada por comensais e torturada, mas nada que deva se preocupar agora. – sorriu transmitindo muita calma para ela.

- Como eu cheguei aqui?

- Eu e alguns auros te resgatamos. – Dumbledore percebeu como ela ficou tensa em relação a sua resposta, confirmando suas suspeitas de que ela lembrava sim de alguma coisa.

- Tonks a trouxe assim que a localizou. – disse para tranqüilizá-la.

- Senhor queria te fazer um pedido. – disse sem encerá-lo.

- Fale, verei o que posso fazer. – disse sorrindo docemente.

oO.Oo

- Procure entender Harry. – pedia o diretor com toda a paciência do mundo para um Harry muito nervoso.

- Mas, professor...

- Harry, o diretor tem razão. Se ela não quer ver ninguém por enquanto você tem de aceitar. – disse Hermione tentando consolar o amigo.

- Não Hermione! Eu não aceito! – disse se desvencilhando do meio abraço da amiga. — Ela não pode se isolar dessa forma e deixar a família e os amigos assim nessa angustia, nessa falta de... – disse colocando as mãos sobre o rosto sem terminar a frase.

- Diretor! – disse Tonks que virava no corredor da enfermaria acompanhada do professor Lupin.

- Ah sim! Entre, ela está a sua espera! – disse com um sorriso divertido.

- Mas... – disseram Vivian e Harry juntos.

- Acalmem-se. – Disse levantando as mãos em direção aos alunos. – tenho certeza que logo, logo ela irá pedir que entrem.

oO.Oo

Tonks entrou sozinha carregando consigo uma pasta preta de plástico. Aproximou-se com cuidado de Cathy que estava distraída olhando pela janela.

- Está melhor? – perguntou suave.

- Estou! Professor Dumbledore disse que foi você quem me trouxe.

- Sim.

- Quando chegou perto, qual foi a minha reação?

- Como assim? – Perguntou confusa.

- Aconteceu alguma coisa?

- Não, nada. – respondeu ainda confusa sem saber onde ela queria chegar. – Você estava desacordada, apenas abriu os olhos por dois segundos e se aconchegou em meus braços, mas nós já estávamos dentro do castelo. Foi quando te peguei nos braços novamente.

- Não sabe como me deixa feliz saber disso! – disse com um sorriso sincero nos lábios. – Trouxe o que pedi? – disse mudando de assunto.

- Sim, aqui está! – e entregou a pasta a ela.

- Você não entendeu, não é? – disse ainda sorrindo.

- Na verdade não.

- Eu fui apenas torturada, nada mais. Do contrário teria me debatido ou tentado fugir ao qualquer contato com você nesse breve instante de consciência. Mas me senti segura e protegida. Se ele tivesse conseguido o que pretendia desde o começo além de me torturar, a nossa aproximação não seria possível por cauda do seu sangue.

- Como assim? – Perguntou mais confusa ainda.

- Você é uma Black, não? – disse divertida.

- De certa forma... – disse ainda sem entender.

- “Incantatem protego Sangs Black” – disse o encantamento antigo que protege toda e qualquer bruxa nascida na família Black. (Gente, não sei se as primeiras palavras estão certas e acabei de inventar o feitiço, em tão, por favor, não me matem.).

- Impossível! Só se você fosse... Quem? Como? Quando?

- Bem, ainda estou sobre o feitiço “Fidelius”, mas logo saberá de tudo! – disse sorrindo.

- Quem sabe?

- Só o fiel do segredo e o meu “irmão”. Agora você sabe uma parte.

- Irmão?

- Sim adotivo, o adotei em nome de meu pai que era padrinho dele. Por falar nisso ele deve estar impaciente para me ver junto a minha prima.

- O único que está impaciente para saber de você é o... – disse entendendo o que ela queria dizer sem dizer.

oO.Oo

- Aaaahhhh!!!!! – Eles escutaram Tonks gritando, todos quiseram entrar correndo na enfermaria, mas foram impedidos por Dumbledore que ficou bem curioso para saber o motivo.

Alguns minutos depois Tonks apareceu na porta da enfermaria com um largo sorriso no rosto e com seus cabelos num roxo fortíssimo.

- Harry! – foi até ele e o abraçou fortemente. – Entre, ela quer falar com você e com você Vivian.

- O que houve? Porque gritou? – Perguntou Lupin preocupado.

- Eu gritei? – fez-se de desentendida. – Deve ser impressão sua! — disse sorrindo.

- Ela lhe disse algo que a deixou feliz! Seu cabelo está com uma ótima coloração. – constatou o professor de DCAT.

- Não sei do que está falando! — olhou travessa para Dumbledore que compreendeu.

oO.Oo

- Oi Harry! Vi!– disse feliz.

- Você está bem? – perguntou ele estranhando o jeito dela.

- Estou ótima! Na realidade estava com medo que tivesse acontecido uma coisa, mas graças a Merlin não aconteceu.

- Por que não queria ver ninguém antes? – perguntou chateado.

- Por isso! Estava com medo, mas deixa isso de lado! Lembram que fui a Londres, não?

- Sim lembro... – Harry estava chateado e com raiva pelo que tinha acontecido com ela.

- Fala! O que houve? – disse Vivian sorrindo, pois conhecia muito bem sua prima e sabia que ela sabia um segredo e estava doida para contar, ela não conseguia guardar uma noticia ou um segredo quando sabia que ia alegrar alguém.

- Vocês estão muito estranhas!

- Relaxa Harry! Já vai entender! – disse Vivian. – Quando ela está com esse sorrisinho maroto no rosto e querendo conversar é coisa boa na certa!

- Sou tão transparente assim? – riu tímida.

- Com certeza! – sorriu mais ainda pelo modo como a prima estava leve.

- Bem, eu fui a Londres por causa do testamento da vovó, lembra que o senhor Austin falou de uma tia nossa que morreu depois de nascer?

- Lembro!

Notas finais
Galera! Só porque demorei para atualizar não precisa tirar meus pontos de popularidade, não é?
Espero que gostem do cap.
Bjs, Cat.