Segredos de uma Gamine – Malicia.

1 Capítulo 1: Antes de tudo.


Notas iniciais
Ei, ei, espero que curtam a fic.

Domingo 23h00min. – Casa dos Salvatore. NorthHill.

Acordo assustada com o barulho do celular, é uma noite de domingo e amanha tem aula. Estou exausta, mas mesmo assim pego o celular que esta no criado mudo ao lado da minha cama.

- Alô? – atendo o celular é a Mellie.

- Amiga! — Mellie fala, ela parece um pouco bêbada, ha um alto barulho vindo da outra linha. – Vem para cá! Estamos fazendo uma coisa muuuuuuuuuuuuuuuuito legal.

- Mel? Onde você esta? – levanto da cama e abro as gavetas procurando uma roupa, separo uma camisa longa e uma calça jeans.

- Na minha casa, mas já vamos sair. – ela engasga com as palavras e desliga o celular.

Visto as roupas as pressas, desço as escadas devagar para não acordar minha mãe e seu namorado, pego a chave do carro em cima da mesa e saio de casa.

Penso o tempo inteiro o que a Mellie esta fazendo. Ela sempre se mete em encrenca e acaba me colocando junto, mas de uns dias para cá ela se afastou de mim e de suas antigas amizades e esta andando com uma galera “barra pesada”, a do tipo que bebe muito e quebra leis. Preciso encontra-la e tira-la dessa.

Domingo 23h57min. – Casa dos Stuart. NorthHill.

Paro o carro em frente da casa da Mellie, ocorre uma festa, ha pessoas bêbadas jogadas na grama, outras se beijando perto do arbusto. Tenho a impressão que alguém esta me seguindo, não perco tempo observando a grotesca cena de uma garota loira com mechas vermelhas vomitando tudo o que comeu e bebeu. Empurro a porta que se abre com facilidade, entro na casa a procura da Mellie, sinto alguém pegando no meu ombro, viro-me para ver o que é: a Mellie me olha com um olhar torto, me segura pela mão e me leva para seu quarto.

- Mellie? Mas que porra tá acontecendo aqui? Sua mãe sabe disso? – a encaro irritada, se eu pudesse a amarraria naquele quarto e ligaria para seus pais.

- Calma Mellie. – ela senta na cama e da uma longa e histérica risada. – Meus pais sabem. Eles não ligam, logo, logo vai saber por que eu estou dando essa festa.

A porta se abre lentamente, outra garota entra segurando uma espécie de porrete improvisado.

- Mas que porra Mellie! – grito desesperada. – O que você vai fazer?!

- Calma Rê. – ela faz beicinho e adoça um pouco a voz. – Você já vai saber.

A garota da passos lentos em minha direção. Olho diretamente em seus olhos, não há piedade naquele olha, ela iria fazer algo e não se arrependeria, e eu sei o que ela vai fazer, só não quero acreditar.

Ouço o barulho de o porrete atingir minha cabeça, meu corpo despenca no chão. Tudo não passa de uma fração de segundos. Tenho uma certeza ela vai me matar. Meu corpo bate contra o carpete, há pingos vermelhos num chão branco e gosto de sangue na minha boca. Meus olhos pesam. Tudo se apagou.

Segunda 02h07min. – Floresta de NorthHill.

Acordo desnorteada, estou amarrada em uma arvore na floresta de NorthHill, olho para baixo e empurro as folhas a minha volta, na minha camisa a sangue seco, meu sangue. Olho em volta a uma grande fogueira, um carro negro parado perto da arvore onde estou amarrada, se eu conseguisse me soltar talvez eu fugisse daqui...

Há um grupo de sete pessoas perto da fogueira, tento enxergar o rosto de cada uma, é uma tarefa quase impossível, eles estão capas e capuzes cobrindo seus rostos. Um homem vem em minha direção, os outros o seguem.

- Muito bem. Ela acordou, podemos enfim começar. – ele tira o capuz negro do rosto, e sua pele incrivelmente pálida se contrasta com um cabelo loiro quase branco. – A desamarrem. Quero que façam isso com cuidado. Não podem a machucar. Só a lua irá decidir se ela vive ou não.

- Mas senhor... – outro homem que aparenta ser mais velho fala.

- Cale-se. Façam. – ele ordena.

O homem não aparenta ter mais do que 20 anos, mas impõe respeito entre os outros. O homem me desamarra, tento fugir, mas os outros me seguram, me empurram para perto da fogueira que apaga, mostrando um circulo de pedra por dentro, me colocam sentada no circulo, o brilho da lua é focado no circulo. Sinto uma dor excruciante cortando meu peito.

Todos os outros ficam ao meu redor, perco a noção do que acontece a minha volta, eles gritam, palavras que parecem ser em latim, meu corpo flutua no ar, a fogo a minha volta, a sangue, a palavras que eu não reconheço, e há mais bondade do que maldade tomando meu peito. Um leve gosto de vingança.

“Quod Serafine convertimini, si ita est per cupiditas de Luna Nigrum”. (Que serafine volte se assim for o desejo da lua)

Imagens vêm a minha mente, como se fosse um antigo projetor, a uma mulher de cabelos pretos longos e olhos amarelados dançando com um longo vestido perto de uma antiga arvore, as imagens mudam e o corpo da mulher esta coberto de chamas, e ela da um sorriso doentio olhando para mim.

Caiu no chão, todos gritam, há trevas e escuridão a nossa volta, avisto Mellie, ela esta correndo em direção ao homem.

- Tinha que ser eu! Você disse que ela seria o sacrifício. – ela grita com o homem de cabelos loiros quase brancos.

- Não minha cara. – ele se aproxima dela – Vai ser você.

O homem a empurra no chão, outros vem segurar suas mãos e suas pernas, tento me levantar e correr, mas estou em choque, não acredito no que vejo. Ele retira de algum lugar da roupa uma adaga com um punhal negro, enfia em sua barriga, ela grita de dor, ele empunha mais uma vez dando fim a vida de Mellie. Uma mulher traz uma taça de vidro, viram o corpo que uma vez já foi de Mellie e derramam na taça até enchê-la. A taça é entregue com toda cordialidade ao homem loiro. Que bebe.

Levanto as pressas com as pernas cansadas, corro floresta dentro. A floresta por si não emite nenhum barulho, percorro por mais ou menos 30min, paro quando encontro a estrada, algo me agarra e me puxa para longe, algum deles me alcançou, preciso de ajuda. Meu corpo bate contra ao chão. Estou de volta ao local do estranho ritual, apenas o corpo morto de Mellie esta ali mais ninguém.

Ouço sirenes e vejo faróis da policia ao longe, olho o corpo morto de Mellie, me aproximo, é a coisa mais horrível que já vi, no local de sua barriga a um buraco fundo cheio de sangue, caio ajoelhada no chão, toco na sua mão fria e olha para seus olhos sem vida, nunca imaginei que a veria assim, sinto as lágrimas escorrerem dos meus olhos...

- Volte... – sussurro – eu te perdoo. Ou melhor, você será que me perdoa?

Segunda 02h07min. – Floresta de NorthHill.

A policia chegou enfim, sou colocada dentro do carro, minha mãe me olha com um olhar desaprovador. Entro em desespero mais uma vez.

Segunda 17h35min. – Delegacia de NorthHill.

- Você vai ser liberada. – O chefe de policia fala em um tom autoritário. – Mas o que foi que aconteceu lá, não deve ser comentando. Daremos uma semana para você se mudar daqui, apenas para sua segurança e de sua família.

Notas finais
Comentários ?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.