Segredos de um passado obscuro
23 Wolwerine
Notas iniciais
Heey pessoal, então, como prometido, um capítulo sobre o envolvimento da Nat e do Logan. Acho que vocês vão gostar, comentem o que acharam! Próximo capítulo promete kkk.
Logan não é um homem fácil de ser encontrado. Primeiramente pensei que ele estivesse em algum bar no Texas, ou um lugar calmo de Montana, mas não o encontrei em nenhum desses lugares.
— Quem sabe ele não esteja em Nova York? — Steve sugere. — O que ele estaria fazendo lá? — Não na cidade, no estado. Quer dizer, não existe uma escola para mutantes lá? Só aí me lembrei disso. O nome da escola é Instituto Xavier para Estudos Avançados. — Você... Você tem razão. — É mesmo? Então estamos rumo a Nova York agora? De onde nós saímos? — Steve parece impaciente por ter dado tantas voltas para retornar ao mesmo lugar, mas eu acabo rindo, e ele relaxa também. A viagem para Nova York é longa, mas não fazemos paradas a não ser para abastecer o carro. Salem Center é o nome da vila, cenário de vários filmes de caça as bruxas, no Condado de Westchester. A escola é enorme e muito bonita, se eu fosse mutante, com certeza seria o primeiro lugar que procuraria. Eu e Steve paramos no portão, onde há um jovem loiro, alto e musculoso, com um par de asas brancas grandes e majestosas nas costas. — Em que posso ajudar? — ele pergunta. — Não somos mutantes. — Steve responde. — Sou Steve Rogers e ela é Natasha Romanoff, somos agentes da S.H.I.E.L.D. — Queremos falar com o Wolwerine. — eu completo. — Como sei que vocês não são invasores? — Tiramos as armas, você pode revistar. — eu digo, e assim fazemos. É claro que eu me sinto desconfortável desse jeito, indefesa, é por isso que guardo uma adaga presa na coxa. Ele nos acompanha pelos corredores, e eu reparo que a escola é mais elegante que eu pensava. — Deve ser legal estudar aqui. — Steve comenta. — É o máximo. — o homem sorri. — Eu sou o Anjo. Vou levar-lhes ao Professor, e ele poderá lhes mostrar onde está o Wolwerine. Encontramos Xavier sem muito esforço, ele estava lecionando, mas Anjo faz questão de sua presença. Ele nos encara com bondade e serenidade. — Interessante... Vocês me parecem mutantes, mas ao mesmo tempo não. — Não somos. — eu me apresso. — Fomos geneticamente modificados. — Eles são parte dos Vingadores. — Anjo acrescenta. — Muito bem. Do que precisam? É uma missão? — Na verdade não. Eu tenho alguns assuntos a tratar com o Wolwerine. Ele continua a me encarar com expressão solene, e tenho a certeza de que ele está lendo minha mente. Tento encobrir os pensamentos mais pessoais e íntimos, mas quanto mais tento, mais aparente eles ficam. Ele sorri. — Muito bem, Natalia, queira me acompanhar. Eu olho de Steve para Xavier, nervosa, mas o acompanho. Steve aquiesce, me encorajando a seguir o homem na cadeira de rodas. — Ele não recebe muitas visitas. — Xavier diz. Paramos em frente a uma porta de madeira, e ele me diz para bater, depois, vai embora. Eu tenho vontade de correr de volta para Steve e dar o fora daqui, mas tenho muitas perguntas a Logan, e já está mais que na hora de resolvê-las. Ele está sentado próximo a um balcão quando entro, já que ninguém veio abrir a porta. Está bebendo Whisky tranquilamente e fumando um charuto, mal nota minha presença. — Logan? — chamo. — Jean?! — ele se vira bruscamente, pulando da cadeira. Mas depois que nota que não sou a tal Jean, ele se acalma, e começa a estudar minha feição. — Quem diabos é você? — Não me reconhece, Logan? — eu me sento ao seu lado e pego um copo de Whisky. — Espere um pouco... Você é a Natasha? A pequena Natasha? — Nem tão pequena assim. — ele sorri debochado. — Uau, a última vez que a vi você tinha o quê? Doze anos? — A Hidra nos capturou. Eu, você e Ivan. Éramos aliados, e eles tentaram me fazer matar você e Ivan, mas eu consegui reverter a situação. Se lembra disso? — De qualquer modo não teria me matado, Natasha. — Só que na época eu não sabia disso. Eu podia ter tentado, porque você tinha matado meu pai. — Ele não era seu pai, você sabe disso. — A Hidra só nos capturou porque Ivan nos vendeu, sabia? — isso o surpreende. — Você não sabe do que está falando. Continua uma criancinha boba. — Eu o vi, e ele me contou. Naquela noite eu não teria matado nenhum de vocês dois, só a mim mesma. Realmente fui uma criança tola em confiar em vocês. — Ele era um espião, seu pai. — ele contou, mas isso eu já sei. — Eu estava em missão. — Para quem?! — O nome dela era Seraph. Cometi muitos assassinatos por causa dela. Mas se você não se lembra, quem a salvou do Tentáculo fui eu! — Não foi nada! Eu que me virei sozinha. — E quem ensinou você a fazer isso? Você. Eu respondo mentalmente, mas não digo nada. — Eu já ouvi o que tinha que ouvir, com licença. — eu me viro para ir embora, mas ele segura meu braço. — O que está dizendo sobre Ivan é verdade? Ele nos traiu? Eu não me viro para respondê-lo. Ainda de costas, retruco: — Vocês não eram muito diferentes, afinal. Puxo meu braço que ele ainda segura, e bato a porta atrás de mim. Steve ainda está conversando com o Anjo, mas quando me vê levanta-se num pulo. Deve ser minha expressão furiosa, ou as lágrimas de ódio que se formam em meus olhos.
— O que houve? — Nada. Já descobri o que queria. Vamos embora. — Espere um momento, Natalia. — é Xavier. — Posso dar uma palavrinha com você? — É claro. Nós entramos em seu escritório. Não posso deixar de ficar ansiosa com o que ele quer me dizer, afinal, ele leu minha mente. — Sinto muito ter invadido sua privacidade mais cedo. — Não é problema. — Você teve uma infância difícil. Suas lembranças são muito dolorosas, senão oblíquas, repartidas e confusas. — eu assinto, triste. — Este é um colégio para mutantes, no entanto, eu ficaria grato de ajudá-la, Natalia. Isso me surpreende ainda mais. Ele estava se oferecendo para realmente me ajudar? — Você quer dizer... — Ajudá-la a se lembrar, a organizar seus pensamentos. Se posso ler sua mente posso tentar ajudá-la, não é mesmo? Eu não consigo responder. É claro que eu quero ajuda! Mas não sei se posso, afinal tenho trabalho a fazer, Coulson já deve estar cheio de serviços, e precisa da minha ajuda. E ao mesmo tempo eu não quero mostrar minhas memórias mais dolorosas e pensamentos profundos para um estranho. — Você pode pensar pelo tempo que precisar. — ele afirma. — Vou estar esperando sua resposta. — Obrigada, Professor. Muito obrigada mesmo. Quando saímos do colégio eu já me sinto bem mais calma. Parece que Xavier tem mesmo o dom. Toda a fúria que eu sentia por Logan passou. — O que ele disse? Eu conto tudo a Steve. — Isso é... É ótimo! E quando vai começar? — Ah, Steve... Eu não sei se devo. Quer dizer, Cousol deve estar precisando de mim e... — Natasha. — ele fica muito sério de repente. — Coulson vai ter que entender que você precisa disso. Não quero que você mude, mas... Os pesadelos que você tem a noite, podem parar, tudo pode melhorar, você não quer isso? — Steve segura meu rosto entre as mãos, e eu sinto um tremor percorrer meu corpo. É claro que eu quero! — Eu... não consigo fazer isso. — admito, envergonhada. Steve seca a lágrima solitária que insistiu em escorrer. — Ei, quando eu conheci você soube o quanto você era valente, aliás, quando vi você pegar carona naquele alienígena para fechar o portal, eu soube na hora que você era a mulher mais corajosa que eu já conheci. Você consegue fazer tudo que bem quiser, entendeu? E eu vou estar aqui com você, sempre. Eu não consigo resistir a suas palavras. A expressão "ir mais devagar" nem sequer passa pela minha cabeça. Eu o puxo para um beijo, e de repente estou em seu colo, passando a mão por seu abdome, puxando sua camisa. Ainda estamos no carro, e sem querer eu pressiono as costas contra o volante e aciono a buzina. Nós gargalhamos sem nos soltarmos. — Que tal irmos para outro lugar? — Steve sugere. — É, ótima ideia.
Notas finais
Acho que essa fic já tá quase chegando ao fim, mas não agorinha mesmo sabe? Eu só queria agradecer a todos que comentaram e que ainda vão comentar e as recomendações e tudo mais, mas eu vou deixar isso pro último capítulo. Isso é só um aviso prévio kk. Mas esqueçam isso e finjam que é só mais um capítulo normal kkk.
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