Segredos de um passado obscuro
26 Surpresa
Notas iniciais
Thor volta ao normal de repente, e eu continuo encarando-o, incrédula.
— O que é? — ele pergunta, desnorteado.
— Nada não.
Eu recosto minha cabeça na parede e espero, me corroendo internamente por causa da mensagem, imaginando se Xavier estaria chateado por eu não ter atendido a sua oferta instantaneamente. E como agiria quando visse Logan.
Bucky e Steve conversam, mas não tenho certeza sobre o assunto.
— Do que vocês estão falando?
— Estou tentando acrescentar algumas memórias a mente dele. — Steve responde.
— Hum... Como se lembrou?
— Não foi muito fácil. Eu tive muita ajuda! Um tal de Tony Stark.
— Tony Stark?! — todos nós indagamps em coro.
— Isso aí. Um cara meio alto, cabelos escuros.
— Metido? Convencido? Petulante? — eu completei.
— Você percebeu que só disse sinônimos? — Steve brincou.
— Ele parecia assim mesmo, mas foi muito legal ao me ajudar, e falou muito bem de você. — ele se direcionou para Steve.
— Inacreditável!
De repente ouvimos um estalo, todos nos viramos na direção do som. Era uma garota pequena, com olhos delineados de gatinho, com uma trançado com mechas pretas e rosas.
— A senhorita acabou de aparatar de um portal cor de rosa? — Thor indaga.
— Você é Natasha? Fui enviada para buscá-los, mas... não estou conseguindo abrir meu portal aí dentro.
— É uma força mágica. O nível do seu poder não deve ser alto o suficiente.
— Talvez se eu trouxesse outros X-men aqui...
— Talvez. — Steve se apressa. — Qual é seu nome?
— Blink.
— Tudo bem Blink, faça o seguinte: aparate para fora e busque um mutante muito poderoso, depois tente canalizar sua força para passar, ou então busque um que consiga desligar isso aqui.
Blink assente e desaparece em mais um de seus portais cor de rosa.
— Ótimo! Porque meu resgate foi frustrado. — Bucky comenta.
— Você tentou. — eu brinco.
Logo que Blink voltou eu me arrependi de ter concordado. Ela está com Logan. É claro que está.
Enquanto ele a ajuda a ultrapassar a barreira, seus olhos se mantêem focados nos meus por um bom tempo, até desistirem.
— É impossível.
— Não, não é. — eu digo, já tendo uma ideia. — Se Xavier entrasse na mente de um dos soldados, talvez ele alcance a fonte geral, e tem que a destruir toda!
— Não vai ser assim tão fácil.
— Mas vai dar tempo de a gente sair, e então quando já estivermos lá fora podemos pensar em algo melhor!
— Eu concordo plenamente com a Lady Romanoff.
— Vou falar com ele. — mal pronuncia as palavras, Blink desaparece, deixando Wolwerine conosco.
— Como foram parar aí afinal?! — ele pergunta, de seu modo cético e desinteressado ao mesmo tempo.
— Estávamos em missão. — eu respondo, seca.
Alguns minutos depois um alarme diferente ressoa no cômodo.
" O sistema falhou. Alerta 1, código 12. Repetindo, alerta 1, código 12."
As grades se levantam até o teto e nós passamos o mais rápido possível. Blink reapareceu e montou um de seus portais. Eu não fui altruísta e deixei os outros irem primeiro, na primeira oportunidade que vi pulei. Demorou um só instante, mas meu estômago revirou e eu não aterrissei muito bem do outro lado.
O lado de fora.
Finalmente livres. Quase sou atropelada pelos outros nos próximos portais. Um helicóptero sobrevoa nossas cabeças, e uma escada de corda é lançada para nós. Blink, é claro, não precisou.
Dentro do helicóptero, onde eu esperava ver Xavier, só havia uma mulher de cabelos brancos, Tempestade, presumi, e o Anjo.
— Xavier está no Instituto. Ele precisa do Cérebro para realizar a missão. — Tempestade avisa, sem tirar os olhos do painel.
— Ahn... É claro que ele precisa do cérebro, qualquer um precisa. — Steve comenta exatamente o que eu estava pensando, o que arrancou risadas de todos, menos os não mutantes.
— O Cérebro não é o que você está pensando, é como uma máquina. — esclarece Tempestade.
— Ah... — ele está corado de maneira fofa, eu não resisto e o abraço de lado, o que atrai olhares curiosos de Bucky e Wolwerine.
— Então vocês voltaram? — Bucky pergunta.
— Então vocês estavam juntos?! — Wolwerine completa.
— Sim e sim. — eu retruco.
A viagem é muito tranquila, e chegamos ao Instituto no fim da tarde. Imediatamente, ligo para Coulson.
— Ah, Natasha, graças a Deus! Estive enviando dezenas de agentes para o seu resgate, e nenhum deles voltou. Você os encontrou? — é o seu "olá" para mim.
— Não, sinto muito. Demos um jeito de sair com ajuda dos X-men. Mas a missão não foi concluída. Precisamos de um plano melhor. O computador se regenera!
— Ouvi falar nisso. Fique tranquila e aproveite suas sessões com Xavier.
— Espere um pouco. Está me excluindo da missão?
— Estou. Foi o que você pediu, certo?
— Não! Eu quero as sessões, mas isso é meu trabalho, é mais importante que tudo na minha vida. — exceto Steve, eu acho.
— Então... quer que eu te deixe atualizada?
— E me chame se necessário.
— Tudo bem. Adeus, agente Romanoff.
— Adeus, diretor Coulson.
Eu penso em encontrar Steve, e evito todos os caminhos onde posso encontrar Logan, ou mesmo Xavier, porque ainda estou meio indecisa.
— Steve? Está aí? — eu chamo da porta de seu quarto. Ninguém responde, então eu entro mesmo assim.
Fico preocupada, então abro a porta do banheiro lentamente.
— Oh, desculpe! — eu exclamo quando o vejo no chuveiro. Mas não me preocupo em fechá-la de volta.
— Não tem problema. — ele diz, tímido.
Reparo na água escorrendo pelos músculos no seu abdmome e me vejo parada contemplando a bela vista.
— Sabe, eu ainda não tomei banho. — eu insinuo.
— É? — ele começa a entrar na brincadeira. — Acho que cabe você aqui.
Eu tiro as roupas e entro no boxe. Passo a mão por seu abdome, chegando um pouco mais baixo.
...
— Então, já tomou sua decisão sobre Xavier? — Steve me pergnta enquanto nos enxugamos do "banho".
— Já.
— E?
— Eu vou ficar aqui. Quer dizer, por um tempo. Não deve demorar muito.
— Vou ficar com você.
— Você não precisa...
— Eu sei que não. Eu quero. Porque você é a coisa mais preciosa na minha vida, não quero ficar longe nem por um segundo.
Eu sorrio e o beijo suavemente.
— Obrigada. Significa muito para mim.
— Olha, eu tenho uma surpresinha pra você depois, lá fora. Então, vá para seu quarto e arrume-se.
— Não pode ser aqui?
— Não. — ele diz, o que me surpreende e me mata de curiosidade ao mesmo tempo.
— Tudo bem. Vejo você em...
— Uma hora e meia.
— Pois bem.
— Tchau. — ele se despede com um sorriso malicioso e eu corro para o quarto para me vestir o melhor possível.
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