Notas iniciais
Caramba, este capítulo foi bem difícil de fazer. Eu tinha a ideia, mas não conseguia colocar no papel ou elas não se encaixavam. Mas, enfim... aqui está mais um cap. Aliás, a partir daqui haverá alguns flashbacks no decorrer nos capítulos. Vamos lá!!!

Base Secreta da Shadows

Londres, 2013


Trent é um inglês de 60 anos muito perspicaz, audacioso e sarcástico. Para alguns é um diplomata de respeito, integro que trabalha em missões da ONU e para o governo britânico. Para outros é considerado um grande líder fundador da Shadows, (a organização secreta antibioterrorista) com funções ilegais que trabalha nas sombras. É ele quem faz a ponte entre o submundo das espionagens (roubando e coletando arquivos ultrassecretos) e a própria BSAA, pois sem seu incentivo e apoio financeiro, a organização formada pelos ex-STARS, não passaria de uma idealização.

Basicamente, o objetivo da Shadows é roubar informações secretas e até pesquisas de organizações e grupos bioterroristas e usá-las contra seus próprios criadores, como por exemplo, alguns vírus que foram analisados, minuciosamente, com o intuito de sintetizar uma cura, ou um antivírus mais acessível e eficaz contra as infecções e que, sobretudo, não deixasse sequelas. A partir dessas pesquisas foi descoberto que alguns dos sobreviventes de Raccoon City são imunes ao T-vírus. Além disso, a equipe de Trent também foi responsável, mesmo que indiretamente, pela captura de vários executivos da Corporação Umbrella.

"Trent, Barry Burton está na linha." Diz Daryl entrando na sala de seu chefe.

"Certo. Pode passar a ligação." Trent liga o viva-voz e vai até a janela olhar para o anoitecer de Londres. A verdade é que sua mente está bem longe dali, vagando em um passado sombrio, cheio de segredos que lhe atormentam dia e noite. Por trás de suas ações há um homem em busca de vingança.

"Olá, Trent." Diz Barry Burton diretor da BSAA e seu amigo leal. "Como estão as coisas aí?"

"Estão bem tensas e certamente ficarão piores." Trent e Burton são amigos de infância que em determinado momento foram separados pelas jogadas da vida. Cada um seguiu seu caminho até que a vida, casualmente, resolveu reuni-los novamente.

"Bem, há indícios que Ada Wong e sua nova organização a Neo-Umbrella estariam aqui em Lanshiang... Ou melhor dizendo, a Mei está mantendo Jake Muller em um centro de detenção em Waiyip."

"Ah, merda!" Daryl e Trent se entreolham. "Eu preciso que você mantenha essa informação em sigilo, pelo menos por enquanto. Eu vou para Lanshiang ainda hoje. É preciso ter cautela com a Mei. Talvez, eu consiga trazê-la de volta a razão."

"Trent as coisas estão ficando sem controle. Ela tem causado o maior caos com esse novo vírus. E sem contar que ela está criando um exército de aberrações. Quantos homens eu ainda irei perder até fazê-la parar? Se é que haverá limites para sua loucura."

"Eu tenho que acreditar que ela ainda pode ser salva. Mei é só mais um peão no meio desse jogo sujo. Os verdadeiros culpados estão por aí, manipulando todo mundo." Ele respira, pesadamente, olhando para Daryl que está ali em silêncio sentado na sua frente. "Esse é um pedido de amigo para amigo. Por favor, Barry!"

"Eu vou fazer o que tiver ao meu alcance pra te ajudar. Eu prometo!" A ligação termina com os dois homens na sala ainda tentando achar uma forma de resolver os problemas. Cada vez mais, o cerco está se fechando.

"Senhor Trent, essa é uma ligação recente. Acabamos de interceptá-la." Diz uma analista de sistema da Shadows os interrompendo. Trent e seu braço direito Daryl se reúne na sala de comunicações e tecnologia para avaliar a nova mensagem.

A gravação interceptada aconteceu entre o agente da DSO chamado Leon Kennedy que estava em conversa com a inteligência americana a FOS em Washington e havia ainda uma terceira voz que eles reconheceram ser de Ada.

"Volte a mensagem. Preciso ver uma coisa." Daryl se concentra na gravação que é repetida mais de uma vez até chegar a confirmação: Ada estava em Tall Oaks, bem no meio de um atentado bioterrorista onde uma das vítimas fatais fora o próprio Presidente norte-americano.

"Mas, que droga! Ela é um dos suspeitos?" Trent estava com a cabeça a mil, pensando em como resolver o problema. "Quero uma equipe pronta. Agora!" Ele rosna em frustração para seus soldados.

"Não!" Daryl decide confrontar seu chefe. "O que você vai fazer?" Os dois homens caminham lado a lado na direção de um corredor.

"Preciso tirá-la de lá, antes que a peguem. Será que não vê... é uma armadilha." Seu tom é de apreensão.

"Trent, as coisas não são tão simples." Os dois homens param e se encaram.

"Eu não vou deixar Simmons tocar nela. Eu já falhei mais de uma vez com Ada e... a Mei." Trent passa a mão, nervosamente, em seus cabelos grisalhos. "Eu não vou falhar de novo. Mesmo que eu tenha que tomar uma medida extrema."

"O que você vai fazer? Vai trazê-la a força, drogá-la e mantê-la enjaulada? Isso não vai funcionar. E você sabe bem disso." Daryl disse determinado, desafiando o seu chefe.

"O que você sugere?"

"Eu sei que sou o único que Ada ainda deixará chegar perto dela."

"Depois do que houve na Eslava Oriental, acha que ela confiará em você?" Trent com sua face marcada pelo tempo e seus olhos esverdeados cansados e sombrios, travam-se com os olhos verdes determinados de Daryl.

"Precisamos ir com calma... Talvez, podemos usar o ponto fraco dela para pegá-la."

"Que ponto fraco?"

"Sabe o outro agente... o tal Leon Kennedy? Ela fará qualquer coisa para protegê-lo."

"Quem é ele, afinal?"

"Ele era o motivo pelo qual Ada, ás vezes, fugia para a América. O Kennedy é o que a Fang foi um dia para o Phil." Suas palavras foram como um soco no estômago de Trent.




Londres, Outono de 2005


Na sala de treinamento da Shadows, Ada e Daryl se confrontam, ambos são exímios lutadores e já conhecem os movimentos um do outro. A única diferença entre eles era a força bruta de Daryl versus a velocidade sobre-humana de Ada.

"Você tá ficando enferrujada, Wong." Daryl conseguiu prender Ada a parede e lhe golpeou o estômago com o joelho lhe causando uma dor horrível que dificultou sua respiração, depois sentiu outro golpe no braço, seguido por uma dor latejante na cabeça e, por fim, suas costas se chocam contra o chão frio.

"Filho da puta!" Ada rosna entre dentes se levantando, desajeitadamente.

"Quem manda lutar como uma mulherzinha. Cadê aquela FERA indomável!" Ele diz petulante. Ada ao longo dos meses vem aprendendo a controlar suas habilidades antinaturais e, assim, consegue se manter sempre racional e no controle de seu corpo. Ela esperou Daryl a atacar e, rapidamente, desviou de um chute e contra-atacou dando-lhe uma rasteira, seguido por uma chave de pernas que o manteve no chão.

"Nunca subestime o poder de uma mulher!" Ada o provoca fazendo com que o resto da equipe que assistia a cena zombassem dele. Trent também estava ali assistindo e se divertindo com a luta que durou mais uma hora entre provocações, confrontos e piadas infames de Daryl.

"Eu gostaria de conhecer essa FERA na cama." Ele diz bloqueando socos e pontapés dela.

"Vai sonhando!" Ada diz presunçosa e em mais um movimento rápido e frenético derrubando-o no chão. No chão ela ainda o mantêm sufocado por suas pernas em torno de seu pescoço. "Isso está muito fácil e eu nem precisei usar minhas habilidades." Ela ri com desdém agora dando uma brecha para o seu oponente respirar.

"Uh, mulher... assim você me mata!" Ele diz ofegante arrancando risos dos seus espectadores. Mas, Daryl ainda não tinha se rendido de vez e, inesperadamente, consegue inverter as suas posições ficando por cima dela. "Me diz Ada, aquele Agente americano já conheceu esses seus olhos de cor carmesim?" Ele sussurro em seu ouvido. Naquele instante, a espiã sente seu corpo ficar rígido e tenso.

Fazia oito meses que ela não via Leon, desde aquela noite em que se entregou completamente a ele. Claro, ela ainda continuava bem informada sobre sua vida, mesmo a distância. Entretanto, a decisão de sumir da vida dele foi para mantê-lo seguro e longe de Wesker e, também, longe de sua vida de espiã. Mas, parece que isso não foi suficiente.

"Meu maior talento é rastrear qualquer pessoa e descobrir seus segredos mais obscuros. E eu nunca erro." Os olhos verdes de Daryl se travam com os tons sombrios vermelhos de Ada. Agora ela havia sentindo a fera lhe dominar.

"Fique longe dele!" Ela ruge enfurecida segurando a cabeça dele entre suas mãos, fazendo-o sentir como se sua face queimasse. Instantaneamente, Daryl cai ao seu lado se sentindo tonto e com a sensação de ardor em sua face.

"Eu sinto muito!" Ao perceber que perdeu um pouco o controle da situação, Ada saiu logo dali, ignorando os chamados de Trent.

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"A culpa não foi sua. Daryl ás vezes passa dos limites. Mas, seja lá o que ele te disse... não o leve a sério." Trent e Ada conversam amigavelmente na sala dele. Era estranho como havia nesses últimos meses aprendido a admirar este homem.

Trent era diferente de Wesker e Simmons, nunca a olhou com malícia, nunca a tratou frio ou arrogante e, algumas vezes, ela até se identificava com ele. E, pela primeira vez, ela sentia que estava no caminho certo, sem prisões ou humilhações, havia uma certa sensação de liberdade, respeito e independência. Trent era um homem reservado e, ao mesmo tempo obstinado, que superou as perdas do passado para continuar lutando por um futuro melhor.

"Eu só não quero mais perder o controle. Acho que minha vida inteira eu passei não sendo dona da minha vida. E agora eu sou essa coisa... Essa aberração."

"Você não é uma aberração e tem mostrado isso. Posso dizer que estou muito orgulhoso de você." Os dois se entreolham, os olhos do homem mais velho sempre transparecem um certo mistério e, as vezes, medo, porque ele raramente olha nos olhos dela e quando acontece, Trent irá quebrar o contato visual.

"Trent, mandou me chamar?" Daryl apareceu hesitante entre a jovem mulher e seu líder. "Estou interrompendo?" Trent o ignora voltando a se focar na nova missão.

"Tenho uma missão para ambos, por isso os chamei aqui. Teremos uma conferência amanhã e quero vocês dois lá, de olho em tudo. Certo?"


Conferência Internacional de Londres, 2005


O lugar estava cheio de representantes de vários lugares do mundo, entre imprensa, a ONU, principais políticos europeus, americanos e asiáticos e entre outras organizações governamentais tratando de assuntos variados. A noite havia chegado fria e sem estrelas. Todos pareciam confraternizar, animadamente. Ali fora criado vários tratados, acertado novos projetos e fortalecidos velhas e novas alianças.

Para Ada tudo isso era uma chatice e perda de tempo, pois no fundo, a maioria deles estava apenas interessado em poder e dinheiro. A paz mundial era insignificante, ou então, não haveria tantas guerras por aí.

"Eu te trouxe algo para beber. Isso aqui é um tédio." Daryl interrompeu seus devaneios lhe trazendo uma taça de vinho. Ele estava vestido elegantemente em um terno azul marinho que combinou, perfeitamente, com sua pele acobreada e barba feita, assim ele parecia bem mais jovem e com cara de bom moço com seus olhos verdes e sorriso maroto.

Daryl era um homem atraente e com muito bom humor, o problema era a sua petulância que irritava demais Ada.

"Pelo menos eles tem bom gosto." Ada diz bebericando sua bebida. Uma música começa a tocar.

"Então, dama de vermelho que tal uma dança?" Ada hesitou por um momento, mas acabou se rendendo, os dois se juntaram a vários outros casais no salão.

Entre os vários casais na pista de dança, Leon viu ela dançando animadamente nos braços de outro. Silenciosamente, ele assistia a cena da mulher de vermelho sorrir e se aconchegar mais aquele estranho, como se fossem íntimos. Aquilo estava lhe corroendo por dentro. Era ciúme, ódio, ou simplesmente inveja do desconhecido que a tinha em seus braços... Tanto faz!

A última vez que a viu foi em dezembro do ano passado, há exatos oito meses. Desde então, não houve mais notícias, nem vestígio dela andando sorrateiramente em seu apartamento e a única lembrança que ficou foi a noite que a espiã dormir em seus braços, em que ele havia realizado seus desejos mais profundos. E até hoje ainda se pergunta se aquilo foi real, ou fruto da sua mente embriagada. Ainda que houvesse o seu perfume feminino deixado em seus lençóis, ainda que houve as carícias e os beijos impregnado em seu corpo.

Cada vez que fechasse os olhos o agente iria se lembrar. Em seus sonhos Ada Wong apareceria como uma miragem para hipnotizar ele.

Por que justamente agora, neste lugar, ELA tinha que aparecer? Agora que ele já tinha se conformado que aquela noite fora uma bela despedida e só. Que não houve promessas e nem juras de amor.

Provavelmente, para ELA... Leon foi apenas mais um. Mas, afinal, o que eles tinham? Eles não eram namorados, nem amantes, nem amigos. Enfim, a mulher não devia nada a ele.

O homem desconhecido que está dançando com a sua espiã, sussurra algo em seu ouvido. Leon que ainda está parado os olhando, sente seu sangue ferver. Ele fecha seus punhos enfurecido. Então, os olhos dela, de repente, se cruzam com os seus.

Daryl havia percebido que eles estavam sendo vigiados. Ele sabia que o Agente americano, o tal Kennedy estava na festa como guarda-costas do Presidente Graham. Mas, curiosamente, Ada parecia distraída desse fato. Aproveitando-se disso, ele a convidou para dançar e esperou o momento certo para lhe dar a notícia.

"Tem alguém nos vigiando há algum tempo." Inesperadamente, ele sussurra no ouvido dela. Ada fica no primeiro momento, desconcertada com sua proximidade, mas decide ignorar. "Seu Agente americano está aqui, olhando na nossa direção, agora." Foi quando seus pequenos olhos castanhos, ansiosamente, o encontraram.

Leon estava ali vestido num traje social os fuzilando com os olhos. Porém, ele decide sair dali dando as costas para os dois.

"Droga!" Ada resmunga incerta do que fazer.

"Vai atrás dele. Eu te dou cobertura." Daryl dá uma piscadela maliciosa. Os dois trocam um olhar cúmplice antes dela seguir atrás de um tal agente carrancudo.

Leon precisava tomar um ar fresco e recobrar sua consciência antes que ele perdesse a cabeça e fizesse algo que pudesse se arrepender depois. Ele chega ao jardim do lugar sentindo o vento frio da noite.

"Leon!" Ele escuta sua voz aveludada lhe chamar. Ada estava vestida num vestido longo vermelho sem alça que se agarrava perfeitamente as curvas de seu corpo, os cabelos pareciam mais compridos que da última vez que a viu, seu rosto estava com uma maquiagem para realçar sua beleza natural e um colar de diamantes reluzente sobre seu pescoço.

Sob a luz do luar Ada parecia ainda mais linda. Ambos se olham fixamente em silêncio.

Ada sente seu coração bombear o sangue por seu corpo causando um ardor incontrolável. Ele estava aqui diante dela com um olhar feroz e questionador. Seguindo as batidas do seu coração, num piscar de olhos ela fecha a distância entre eles, selando seus lábios nos dele. Suas mãos se prendem em sua nuca o trazendo mais perto dela.

Leon foi pego no susto e ficou totalmente desarmado, sem pensar em mais nada ele retribui ao beijo com a mesma intensidade e voracidade. Suas mãos descem por seus braços e se agarram a cintura dela, sobre o tecido fino do vestido sente a pele febril de Ada lhe formigar as pontas dos dedos.

Agora ali com aquela mulher nos braços dele, Leon percebe que aquela noite de paixão foi real, porque o gosto dos lábios dela ainda é o mesmo, assim como o perfume e o modo como seu corpo se encaixa ao dele. Como se ela fosse feita sob medida para ele.

"Me espere acordado. Eu prometo que eu vou te ver está noite." Quando ela lhe disse isto e depois voltou para o salão o deixando sozinho no jardim, ele não pensou que Ada falou sério. Mas, então, para sua surpresa ela havia aparecido com o mesmo vestido parado a sua porta. E antes que algo fosse dito ela pulou em seus braços enlaçando suas pernas em sua cintura e lhe devorando os lábios. Qualquer vestígio de razão foi para o espaço.

Ele a segurou firme em seus braços e com a mesma ânsia seus lábios se uniram em um beijo avassalador. Havia um certo desespero por ambas as partes, eles queriam aproveitar a noite nos braços um do outro. As mãos delicadas dela foram abrindo apressadamente a camisa branca dele, assim como o seu vestido vermelho também foi retirado e jogado em qualquer canto do quarto.

Delicadamente, Leon a deitou em sua cama e se posicionou sobre ela, colando mais seus corpos. Seus beijos foram descendo sobre seus pescoço a fazendo arfar, as mãos deslizaram sobre todos os pontos sensíveis que ele, curiosamente, já conhecia. Ainda faltava a lingerie preta de renda que adorou ver nela.

Ada sentia seu coração pulsar forte tanto quanto sua intimidade que o desejava, loucamente. Ela precisava dele agora por completo. Subitamente, a espiã trocou suas posições assumindo o controle.

"Você é muito lerda, Leon." Ela murmurou arrancando uma gargalhada dele. Ele se deixou ser dominado por Ada com seus olhos enigmáticos e seu jeito felino. Logo, seus corpos se encontravam completamente nus se roçando e se moldando num mesmo ritmo deixando todo o desejo cru e arrebatador os consumir. Houve uma troca de olhar que deixou exposto todos os sentimentos impossíveis de serem traduzidos em palavras. Mas, talvez, elas não fossem necessárias.

Naquela mesma noite de outono londrino, eles se amaram insanamente. Naquela noite tudo começou, eles fizeram um pacto. Ali Ada e Leon se tornaram amantes. Ali eles começaram uma relação perigosa de amor e fúria.




Tall Oaks

29 de Junho de 2013


Enquanto isso, nas ruas da cidade contaminada ocorre uma perseguição de carro desenfreada. Leon roubou um carro e corre sem rumo tentando se livrar de seus companheiros que estão o perseguindo. Ele faz algumas manobras arriscadas tentando desviar de destroços de automóveis empilhados e de alguns zumbis que insistem em atrapalhar o seu caminho e acabam sendo atropelados. O agente da DSO estava a toda velocidade e na próxima curva acabou perdendo o controle ao bater em mais uma dessas criaturas, fazendo-o frear bruscamente, ao mesmo tempo Thompson que vinha logo atrás não conseguiu frear a tempo de impedir o impacto entre os carros. O impacto foi forte e estrondoso, jogando o carro de Leon em um muro, enquanto o segundo carro derrapou e em seguida capotou várias vezes.

Leon se sentia tonto, desorientado com um grande zunido no ouvido. Olhando seu reflexo pelo retrovisor quebrado vê-se um pequeno corte em sua testa. Ele sai do carro meio cambaleando e necessita se apoiar no capô para recuperar as forças. Há um cheiro forte de gasolina, seguidos de gritos desesperados. Ainda com a visão turva Kennedy vê o carro onde o grupo da DSO estava capotado e todo destruído. Um dos agentes ficou preso dentro do carro e gritava agoniado. Thompson e outro agente tentavam tirá-lo dali, mas cada vez que o tocavam o jovem soltava mais um grito doloroso. Então, o fogo foi se alastrando, era tarde demais. Era desesperador e angustiante assistir o seu companheiro de luta morrer queimado sem que eles pudessem fazer nada para ajudá-lo.

O cheiro de gasolina, sangue e carne humana queimando em brasa com os gritos agonizantes e lágrimas incessantes paira no ar. Segundos depois... tudo explode.

Notas finais
Então, é isso. Se vcs tiveram sugestões ou críticas ou dúvidas sintam-se a vontade pra comentar.