Segredos de Cinderela
16 Capitulo 15- My days end best when this sunset gets itself behind, That little lady sitting on the passenger side
Notas iniciais
Pov Damon
Três Meses Depois
3 meses 2 semanas e 1 dia é o tempo de minha agonia e lamúria, minha vida nesse tempo baseia-se em apenas viver naquele hospital e somente nos casos extremamente necessários ir até a empresa, não como direito, não durmo direito, não faço nada por completo, pois toda minha mente está voltada para os fatos que vem assolando minha vida e sua decadência.
Minha amada está ainda sob um leito de hospital, agora não mais cheia de aparelhos que a mantém viva na UTI e sim em um quarto onde seu repouso em seu sono de 107 dias sem ao menos se fazer parecer que irá acordar se faz meu abismo em acreditar que nunca mais verei aquelas orbes chocolates felizes ao meu lado, e sem contar também com a pequena protuberância já se mostra em seu ventre, meu filho cresce mais a cada dia sem ao menos conhecer a voz amável de sua mãe.
Eu sabia que nesse período as pessoas a nossa volta tomaram diferentes opiniões sobre o ocorrido, alguns me crucificaram e me culparam por isso, outras sentiam-se muito tristes por nós e outros se mantiveram ao meu lado mostrando compreensão e consolo, se houveram ótimas pessoas ao meu lado foram nossos amigos e minha cunhada, Daniel não saia do lado da amiga e sempre que podia tentava trocar de lugar comigo para que fosse dormir em casa, mas não fazia, Carol e Enzo por ter Pedro pequeno vinham ao menos duas vezes por semana e a loira passava horas conversando com a amiga adormecida, Bonnie e Jeremy também se mostraram tristes e Bonnie foi quem me disse que a matéria de Elena com nossa família foi tão bem sucedida que Elena concorria á um premio de jornalismo e que ganhou a proposta de fazer outra entrevista semelhante, Ainsley mesmo sem precisar dormiu comigo no hospital varias vezes e meu irmão também, apoio não nos faltava, apenas a esperança de que nossa garota abriria os olhos e tornaria nossos dias melhores.
Eu não sei o que há que em plena 03:23 horas da madrugada eu não conseguia pregar os olhos e minha mente vinha aquele vendaval de lembranças dos bons dias e também daquelas malditas brigas que nos trouxeram a isso, há também o medo dos médicos de nosso bebê nascer com algum problema de saúde ou físico pelo tempo em que Elena está nessa vida “vegetal” e isso me faz recear de algo acontecer se ela não acordar e o parto ser algo complicado e totalmente fatal.
Ah eu não sei mais como será minha vida no futuro, nem agora no presente eu sei e isso me deixa em uma bolha de dor.
Estava deitado tentando pegar no sono quando escuto um barulho do leito de minha amada tentei não criar muitas expectativas poderia ser apenas minha mente me pregando peças, mas levanto meus olhos e vejo aquilo que mais desejei nestes meses.
Ela estava com os olhos abertos fitando o teto branco chorando e aquilo me encheu de felicidade e ao mesmo tempo desespero, não conseguia saber o que se passava por sua mente, e essa sensação de impotência que me toma é sufocante.
Pov Elena
Eu acordo e não sei onde estou, minha boca estava seca e a claridade machuca meus olhos, mas o pior são os flash’s de lembranças que tenho, nada complexo e em ordem, mas sim aleatórios fatos que me deixaram perdida, queria minha mãe, Daniel ou Carol, e Damon aqui comigo.
Tentei me mexer, todavia, minha mão não sai do lugar, uma por estar fraca e outra por estar com alguns aparelhos e fios e tubos ligados a mim, me movo desconfortável e sinto uma dor nas costelas me fazendo gemer, minhas lagrimas que já rolavam aumentaram e não sabia decifrar o que era pior.
Eu não sei nada o que aconteceu comigo e o pior é que perdi provavelmente a única pessoa que já amei nesse mundo, estou acabada e vejo ao longe a ultima luz do meu caminho se apagar, meu choro é estridente e chego a soluçar com isso, minha cabeça doía eu não me sentia com forças, Deus o que houve no meu mundo?
–Dam... on... Dam...- tento chama-lo meu coração dói sem saber se ele me responderia.
–Calma meu amor, vou chamar o médico.- enfim ele chega ao alcance de meu olhos e eu choro mais, e o receio disso ser ele apenas com piedade de mim.
–Não me deixa.- falo baixo quase sem conseguir.
–Jamais a deixaria meu anjo acalme-se, pode fazer mal a você.
–Quanto tempo?
–O que?
–Que estou aqui depois do acidente?
–Você se lembra? – assinto e ele segura minha mão. – Três meses.
–Estou apagada a três meses?
–Sim.
–Promete não discutir mais, deixe a ideia de um filho para mais tarde, por mim, por favor, eu não posso o perder e aquilo estava acabando conosco.- meu desespero é terminantemente grandioso.
–Elena sobre isso tenho que falar algo.
–Você não me quer mais? Arrumou outra pra ter essa criança? Damon, o que custava me esperar, eu te daria esse filho, por deus estou perdida, sozinha, e agora...- meu choro volta ainda mais forte e constante.- Me desculpe por não ter te dado o que você queria, eu juro uma criança para mim era algo tão precioso e querido quanto para você.- termino entre soluços.
–Não amor deixe-me falar.
–Não se é isso pode me deixar, seguir sua vida com sua nova família, me faça sofrer menos, vá embora, eu sei que fui a pior coisa que já te aconteceu, eu...
–Elena quieta, não é nada disso, o que eu tenho a lhe dizer é que você está grávida de três meses, desculpe-me eu fui um cretino em não lhe ouvir, pois se assim tivesse feito nada disso teria acontecido, você sofreu o acidente já carregando nosso filho e mesmo com tudo o que houve a gravidez seguiu, mesmo isso sendo muito complicado, mas é a verdade.
–Eu o que?- estava incrédula, com aquilo... Agito-me e ele me segura.
–É isso mesmo minha querida você está grávida.- ele pega minha mão e a coloca sobre meu ventre e me assusto com a saliência que meu corpo possuía.
–Mas...- não conseguia entender como minha vida rodou em frente aos meus olhos em mínimos segundos.
–Não se preocupe agora poderemos nos aprofundar em seus exames.- ele fala animado e ainda estou sem entender.
–Damon chame o médico, por favor.
–Sim, está sentindo algo?- nego com a cabeça e ele sai pra encontrar o médico.
Acaricio meu ventre ainda boba, estou grávida de três meses e passei todo esse tempo em coma, estou perdida, com medo, sem noção da vida, eu queria tudo como era antes.
–Olá senhorita Gilbert, tudo bem?- um médico alto de cabelos longos se aproxima.
–Estou bem, eu acho, mas e meu bebê?- eu não queria saber de nada antes disso.
–Bom aparentemente ele está ótimo, mas antes de saber como ele está temos que fazer exames com a senhorita e depois os de pré-natal dele, como a senhorita ficou em coma muito tempo não sabemos se pode haver algo que o afete.
–Oh, mas meu estado pode lhe trazer algum tipo de doença ou malefícios?
–Não sei querida, teremos que aguardar, enquanto isso, vamos começar uma dieta de alimentação leve e rica, e vamos avaliar o seu quadro nas próximas 24 horas pra ver se não houve nenhum problema.
–Ok e quando recebo alta?
–Provavelmente amanhã pela tarde depois dos exames.
–Certo, doutor, por favor, me ajude com meu filho pra ele não ter nada.
–Senhorita agora o que posso dizer é não se agite ou estresse e faça o mínimo de esforços, peça ajuda em tudo.- assinto e ele sai.
–Elena o que você quer meu amor?
–Agora Damon ficar só um pouco, pensando.
–Mas você não pode ficar só.
–Então sente-se quieto e deixe-me, não estou em um bom momento quero ficar comigo mesma, e depois teremos que sentar e conversar seriamente e não posso fazer isso agora!
–Certo farei como você deseja.
Ele sai de perto de mim e senta-se em um sofá que tinha ali no canto e eu começo a refazer tudo em minha mente.
Medo e mais e mais constante e que me toma, não sei como agir ou nada do tipo e isso é terrível, meu mundo não é o mesmo de ontem e não será o mesmo amanhã.
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