Segredos da Sarah
5 Visita ao ♥ veterinário ♥
Oi, pessoal. Com o fim de semana chegando, eu precisava levar a Ártemis pra uma nova consulta no veterinário. Meu pai já tinha comprado uma caixinha pra levar ela, e prometeu me dar carona depois da aula. Quando eu cheguei lá, fiquei meio surpresa quando conheci o pai do Thomas – não parecia nada com ele: loiro, baixinho, olhos azuis, bem relaxado e brincalhão. Mas tava na cara que era um ótimo veterinário – foi supercuidadoso com a Ártemis. Disse que semana que vem ela já ia poder começar com a ração sólida, o que era um alívio pra gente.
Quando a consulta terminou a gente voltou pra sala de espera e o Thomas estava chegando da faculdade, desta vez com uma camisa polo que não deixava muito a imaginação – ele era mais musculoso do que eu tinha imaginado. Ele teve que se abaixar pra abraçar o pai o que só deixou a diferença entre os dois mais clara.
Eu tinha trazido um dos cartazes do abrigo e perguntei pra eles se podia colocar lá na clínica. O pai do Thomas ficou superfeliz, disse que ia colar na sala de espera ele mesmo. Enquanto ele foi buscar fita adesiva no escritório eu fiquei batendo papo com o Thomas.
Eu meio que comentei que o pai dele não era como eu imaginava. Ele explicou que era adotado, o que eu achei que ia deixar ele chateado, mas ele nem se abalou. Ele falou dos pais com muito orgulho e como ele se esforçava pra retribuir por ter tanta sorte. Eu quase deixei escorrer uma lágrima...
Eu perguntei pra eles quanto era a consulta quando pai dele voltou, mas ele insistiu em não cobrar. Eu fui me despedir quando o Thomas perguntou como eu ia voltar pra casa. Eu expliquei que tinha vindo de carona, mas que ia voltar de ônibus e ele fez questão de me dar carona. O cara é um verdadeiro cavalheiro mesmo, abriu a porta pra mim e tudo mais.
No banco de passageiro, com a caixa no meu colo, eu fiquei meio quieta e sem graça. Decidi quebrar o silêncio perguntando como ele achava tempo pra fazer faculdade e trabalhar na clínica.
O Thomas fez uma cara séria antes de responder, falando que ele sentia que devia muito pros pais dele por tudo que fizeram por ele, mas depois ele mostrou aquele sorriso e disse que era puxado sim, mas que ele fazia com muito orgulho. Ele tinha pouco tempo livre, mas adorava passar os fins de semana velejando no clube – um hobby que aprendeu com o pai. Nossa, ele parece tão maduro, nem parece que é só dois anos mais velho que eu!
Ele me deixou na frente do meu prédio e eu, meio envergonhada, agradeci a carona. Ele vai ser um ótimo veterinário um dia, né? Mas eu tenho bastante trabalho pela frente: esse fim-de-semana preciso fazer o site do abrigo e decidir meu próximo passo pra campanha.
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