Segredos Revelados
32 Encontro (Parte II)
Notas iniciais
Ichigo ficou paralisado. Aquilo era mesmo real ou só mais uma das ilusões de sua mente perturbada pela tristeza? Suas pernas se mexeram antes do cérebro dar alguma ordem, involuntariamente indo mais pra perto de Orihime e tocando seu rosto, que tinha a mesma macia e linda pele de sempre.
Orihime: Ichigo-kun, você não vai falar nada?
Ichigo: Eu... Tinha esquecido como você é bonita.
Orihime (corada): Não fale essas coisas...
Ichigo: Orihime, o que está acontecendo? Eu falei com a Kuno e ela disse que...
Orihime: Shh. Por favor, não vamos falar de mais nada agora tudo bem?
Ichigo: Por quê?
Orihime: Por que... Porque eu senti sua falta e só quero aproveitar esse tempo.
Ichigo: Tudo bem então.
O substituto de shinigami envolveu a garota em um abraço terno. Os corpos de ambos se completavam numa sensação maravilhosa, como se todos os problemas e dilemas que existiam naquele momento se reduzissem a nada.
Orihime: Você ainda me ama Ichigo-kun?
Ichigo: Que bobagem está falando Orihime?
Orihime: é uma pergunta séria. Responda, por favor.
Ichigo: Claro que eu ainda te amo, sempre vou amar. Você é a única garota no mundo que faz meu coração ficar desse jeito.
Orihime: Pode prometer?
Ichigo: Claro.
Ichigo segurou as frágeis mãos de Orihime, olhando diretamente para seus olhos acinzentados.
Ichigo: Inoue Orihime, eu, Kurosaki Ichigo, prometo que não importa o que aconteça nesse mundo, sempre vou te amar.
Orihime: Obrigada.
Ichigo: Não agradeça sua bobinha. Eu que deveria te agradecer por mesmo sendo essa pessoa tão maravilhosa continuar me amando.
Orihime: Ichigo-kun, eu te amaria nessa e em milhares de outras vidas. Mesmo que o destino nos separasse, eu daria um jeito de te encontrar.
Ichigo: E pesar que eu fiz você sofrer esse tempo todo me esperando. Me perdoa Orihime, por favor.
Orihime: Está tudo bem. O que importa é o agora, e agora nós dois estamos juntos.
Ichigo: Tem razão. Mas eu realmente preciso fazer uma pergunta e é muito importante. Quando você...
Orihime: Ichigo-kun, sabia que eu estou pensando em escrever um livro? Ele vai contar tudo que acontece com a gente.
Ichigo: Sério? Parece ser uma boa ideia. Mas é sério, você tem que me responder uma coisa...
Agora as coisas tinham ficado complicadas, se a garota não fizesse algo, tudo aquilo iria por água a baixo. A única coisa que conseguiu pensar foi em tocar seus lábios no de Ichigo, e isso obviamente funcionou.
O beijo começou lento, mas logo foi se transformando em algo urgente e desesperado, o que era natural para duas pessoas que se amavam tanto e tinham ficado tanto tempo longe. Aquela situação continuou até que os dois finalmente precisassem de ar.
Orihime: Desculpa por isso.
Ichigo: Porque está pedindo desculpas? Só antecipou meus movimentos.
Os dois já iam começar a conversar de novo, quando um relógio no pulso de Orihime tocou. Aquele era o sinal que o tempo havia acabado e ela deveria imediatamente sair dali.
Ichigo: O que foi isso?
Orihime: Já está na hora.
Ichigo: Do que está falando?
Orihime: Eu preciso ir embora Ichigo-kun.
Ichigo: O que? Por que?
Orihime: Só tenho que ir.
Ichigo: Você não pode. Eu vou ficar completamente maluco se não puder ver você.
Orihime: Me desculpa, é pro nosso bem. Mas não se preocupe, em breve prometo que estaremos juntos, e dessa vez será pra sempre. Até logo Ichigo-kun.
A ruiva se soltou dos braços de seu amado e se afastou do lugar onde ele estava, enquanto repetia o mesmo processo que utilizou para entrar naquele lugar. Em alguns segundos, estava novamente no quarto de Ichigo. Pela janela ela percebeu que a Garganta já havia sido aberta, então tocou levemente a mão do shinigami e saiu pela janela.
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Ichigo abriu os olhos em total desespero. O que tinha sido aquilo? Era muito real, será que pode ser possível ter sido só um sonho? Então porque ele sonharia com Orihime andando no seu ‘‘mundo interior’’? Eles poderiam estar em qualquer lugar, então porque justo ali?
O rapaz tocou seus lábios, a procura de algum resquício do calor da boca da garota, mas só conseguiu sentir a baixa temperatura em que se encontrava seu corpo. Estaria ele ficando maluco, sendo consumido lentamente pela insanidade dos últimos dias? Essa era a explicação mais plausível.
Porém, isso não podia acontecer. Ele devia se manter forte e bem até que conseguisse salvar Orihime. Depois disso valeria a pena ser mandado para um hospício. Desde que fosse capaz de ver o sorriso da garota que tanto amava pela ultima vez.
Ichigo olhou para a mala ao lado da sua cama, lembrando-se que no dia seguinte partiria para a Soul Society, e tentou dormir de novo, embalado pelos pensamentos daquele doce sonho.
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Orihime entrou na Garganta e foi recepcionada por Aizen e Kuno.
Kuno: E ai como foi?
Orihime: Eu nunca me senti tão feliz e tão triste ao mesmo tempo.
Kuno: Não faliu nada que deixasse obvio que foi real não é?
Orihime: Não, ficou bem parecido com um sonho. Um sonho que eu nunca queria acordar.
Kuno: Não fala assim Orihime.
Orihime: Aizen, eu vou poder fazer isso novamente?
Aizen: Temo que não. Essa pulseira que encobre reiatsu só pode ser utilizada uma única vez, e essa foi a ultima. O material que eu precisava está na Soul Society.
Orihime: Entendo. Mesmo assim, agradeço pelo que fez.
Aizen: Somos aliados, tudo que eu puder fazer para seu conforto, farei de bom grado.
Orihime: Obrigada. Vamos Kuno, temos que treinar amanhã cedo.
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