Segredos Revelados

36 Batalha entre amantes


Notas iniciais
Iae pessoas, como estão?

Orihime se preparou para atacar o mais rápido possível, não havia tempo para pensar em nada, porque se pensasse poderia hesitar por um instante, e não havia tempo para perder repetindo essa simulação. Então a única coisa que a ruiva podia fazer era tentar não se concentrar no rosto da ilusão, e apenas parti-la ao meio.

Ichigo: Orihime, você está bem?

Orihime: O que...

Ichigo: Parece tão angustiada, tem certeza que quer continuar com isso?

Orihime: Eu...

Ichigo: Porque não para de se magoar? Eu quero o melhor para você então... Só fique paradinha ai e morra de uma vez.

Antes de ao menos terminar de falar, o ruivo partiu para cima, mas por um milésimo de segundo Orihime conseguiu escapar, embora a zanpakutou tenha deixado um fino corte na sua barriga.

Ichigo: Tsc, vai insistir em alongar isso ainda mais? Só vai sofrer meu anjo.

Orihime: PARE DE ME CHAMAR ASSIM!

Ichigo: Qual o problema?

Orihime: Pode tentar o que quiser, mas eu sei que você não é o verdadeiro Ichigo. Por isso vou te matar!

Ichigo: Como você pode ter tanta certeza? Na loucura que as coisas andam ainda consegue entender o que é real ou não?

Orihime: O ICHIGO DE VERDADE NUNCA ME ATACARIA!

Ichigo: Ele não fez isso antes?

Orihime: Aquilo... Não...

Aproveitando a brecha, a ilusão partiu para cima, mas sua espada foi bloqueada pela da ruiva. Os dois continuaram trocando ataques, mas era bem obvio que Orihime estava muito instável com aquela luta. Será que o desafio era demais para ela? Não adiantava curar os cortes em seu corpo, já que obviamente eles não eram reais, mas Kuno havia dito que para deixar a luta mais real, depois de certa quantidade de ferimentos ela perdia e a simulação era desativada.

Os golpes do substituto de shinigami ficavam cada vez mais rápidos e intensos, e por estar desnorteada Orihime quase não conseguia se defender, tanto que em certo momento a única coisa a ser feita foi um escudo em sua frente, que mandou o rapaz para longe de seu corpo e a protegeu enquanto sua barriga expelia sangue sem parar.

Ichigo: Ora, o que está fazendo Orihime? Ficar atrás desse escudo não te faz ganhar. Só vai deixar seu sangue ser desperdiçado...

Orihime: CALE A BOCA!

Ichigo: Ah entendo, está fazendo o que sempre faz, se esconder para não ter de lutar.

A garota já estava furiosa, como aquilo podia ser tão assustador? Era como se o Ichigo de verdade estivesse dizendo aquelas palavras. ‘‘Então você vai mesmo se deixar vencer assim? É o que eu digo, ter sentimentos pelas pessoas só te leva para o buraco. Se vai ficar desse jeito só morra logo de uma vez, pelo menos me livra de ficar sempre presa.’’ Uma voz que Orihime nunca tinha ouvido falou em sua cabeça. Quem poderia ser se Kuno estava na sala de controle? Seja lá quem fosse, a dona da voz deixou a ruiva num estado de insanidade momentânea, onde ela agarrou sua espada e saiu correndo em direção a ilusão.

Ichigo: Não adianta, você nunca vai conseguir me...

Antes que ele conseguisse terminar a frase, Orihime se movimentou muito rápido, e em dois segundos cortou o rapaz ao meio. A simulação terminou, e Kuno saiu da sala de controle, vendo que sua amiga continuava de costas para ela.

Kuno: Orihime...

Orihime: Bem, eu consegui terminar. E agora o que fazemos?

‘‘Ela está assustadoramente séria”, a garota de cabelos negros pensou, mas decidiu não comentar nada.

Kuno: Bem, acho que depois disso eu não tenho nada para ensinar a você.

Orihime: E o que fazemos?

Kuno: Vamos descansar um pouco, depois falamos com o Aizen-kun para vermos como andam os preparativos do plano.

Orihime: Tudo bem.

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Numa sala de projetos, Aizen trabalhava em alguma coisa, quando Ulquiorra chegou.

Aizen: O que deseja Ulquiorra?

Ulquiorra: Só queria lhe avisar que a mulher e aquela espírito já terminaram o uso do simulador.

Aizen: Entendo. Ouviu elas falarem alguma coisa?

Ulquiorra: Apenas que iriam lhe procurar em breve, em seguida foram direto para o quarto.

Aizen: Ótimo, agradeço a informação.

Ulquiorra: Se me dá licença...

Aizen: Tem algo lhe incomodando Ulquiorra?

Ulquiorra: Não. Mas eu mentiria se dissesse que não tenho o mínimo de curiosidade sobre seus planos.

Aizen: Claro, peço que me desculpe por não ter compartilhado com você, eu ando bastante atarefado mantendo o conforto de Kuno e Orihime. Mas acho que já passou da hora de eu lhe contar tudo que vai acontecer.

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Um brilho dourado. Olhos insanos e psicopatas. Um ataque e litros de sangue voaram para todos os lados. E uma risada. Uma risada assustadora, que parecia achar aquilo tudo a melhor comédia do mundo.

Ichigo: AHHHHHH!

Renji: Oy Ichigo, o que aconteceu?

Tinha sido... Um pesadelo? O substituto de shinigami arfava por um pouco de oxigênio, enquanto tentava ligar as peças. Mas aquilo não tinha acontecido de verdade, ele estava deitado num futon na casa de Renji, não num salão enorme e desconhecido, então porque o desespero corria em suas veias?

Renji: Ichigo?

Ichigo: Hein? Foi mal Renji, eu tive um pesadelo.

Renji: Tá bem então. Bem eu estou voltando para o meu quarto, tente dormir de novo.

Ichigo: Certo.

Ichigo ajeitou seus lençóis e se virou para o outro lado, tentando esquecer a ultima coisa que tinha visto naquele sonho terrível. Uma mecha de cabelo comprido e ruivo.

Notas finais
Até o proximo!