Notas iniciais
Oi oie gente (encarnei a Kéfera agora kkk) aqui está mais um capitulo da historia e obrigada Danianair pelo seu comentário!! Dedico o capitulo especialmente para você diva! Nos vemos lá embaixo.

– Vamos logo Meredith. – gritei esperando na entrada do apartamento de minha tia, Suzane.

– Ah, qual é? Nem estamos tão atrasadas assim! – resmungou Meredith revirando os olhos castanhos idênticos ao mais doce mel existente.

– Já pegou seus cadernos? – perguntei com um suspiro pesado sabendo que aquele era o papel que uma mãe deveria desempenhar não uma garota de Nova York com 17 anos, todavia eu não tinha escolha, não mais. Meredith assentiu em um sim. – Já pegou o dinheiro para comprar sua comida? – questionei erguendo minha sobrancelha desconfiada, Meredith por sua vez assentiu novamente em um lento “sim”. – Pegou o cérebro? – abri um sorriso largo ao ver que ela se irritou com minhas perguntas.

– Para uma garota de 17 anos você parece uma velha! – resmungou ela prendendo os cabelos negros como a noite em um rabo de cavalo malfeito, parte de seu cabelo caia nos lados formando uma franja lateral sob seu rosto de porcelana.

– Para uma garota de 15 anos você parece uma criança de 7 anos! – retruquei pegando minha mochila e jogando nas costas.

Meredith nada disse, apenas revirou os olhos ignorando meus comentários por completo. Observei a porta de madeira com pequenos entalhos que lembravam vagamente girassóis em plena primavera, enquanto lembranças da minha antiga casa se acumulavam em minha mente. A mais de oito meses meus pais morreram em um estranho acidente de carro, não se sabe como, ou o que aconteceu de fato naquela noite, apenas que seria impossível uma pessoa sobreviver quando se tem o carro “cortado ao meio”.

O corpo do meu pai foi encontrado dois dias depois perto de Brooklyn Bridge, ponte que liga o Brooklyn á Nova York, todavia era um tanto longe para alguém que sofreu um acidente daquele porte, os detetives disseram-nos que seria normal em uma batida o corpo de a vítima ser arremessado até mesmo dez metros de distancia, entretanto havia algo que não se encaixava naquela historia toda, se fosse assim por que havia manchas de sangue espalhadas pelo perímetro inteiro em que ele foi “arremessado”? Parecia que ele tinha se arrastado naquela direção ao em vez de ser jogado como um saco de lixo sem valor.

Todavia para a surpresa de todos não conseguiram encontrar o corpo da minha mãe Cecília, de todos os acontecimentos esse era o que mais me assustava. Mas de alguma maneira encontram cinzas da roupa dela perto do banco do passageiro, e isso explicava o fato dela ter sido carbonizada na explosão. Ainda assim eu tremia só de pensar no fato de nunca mais ver o rosto sorridente de minha mãe, nem mesmo para dizer adeus a ela.

– Catherine! – gritou Meredith despertando-me de meus devaneios ao passado. Engoli em seco enquanto ela ainda avaliava minha expressão, os olhos castanhos sem nenhuma demonstração de sentimento evidente. – Vamos? – disse ela de um jeito desconfortável.

O céu estava com uma estranha coloração cinzenta cheio de nuvens carregadas e escuras, não havia estrelas, o vento ecoava pela pequena rua quase sem nenhum movimento, as lojas começavam a se fecharem conforme o tempo escurecia, todavia a chuva já ensopava meus cabelos desprotegidos do capuz de minha jaqueta. Ao meu lado Meredith resmungava baixinho algo inteligível envolvendo seu cabelo e a água que se acumulava em meu rosto.

Em meio à chuva ouvi passos pesados e rápidos atrás de nós, sem diminuir ou aumentar o ritmo, era como se estivesse nos acompanhando, ou melhor, dizendo seguindo nós. Lancei um olhar para trás meus olhos procurando avidamente pela pessoa que estava fazendo algum tipo de brincadeira de mau gosto, quando vi um rapaz não muito mais velho que eu do outro lado da rua deserta.

Ele me encarava fixamente, sua pele era bronzeada pelo sol um tom extremamente fascinante, seus cabelos eram de um tom castanho escuro meio bronze que reluzia minimamente por baixo do capuz preto, ele tinha as maçãs do rosto um tanto largas e seu nariz era fino – ate de mais para um homem, ainda assim havia beleza em seu rosto – seus lábios eram carnudos e convidativos como se tivesse sido esculpido por anjos, erguiam-se em um mínimo sorriso arrogante e seus olhos eram cinzentos e indecifráveis, entre tanto havia algo mais neles, algo que me desafiava e ao mesmo tempo dizia-me para correr o mais rápido que podia. Desviei meus olhos encarando novamente o lado contrario em que andávamos e então eu o vi.

Um homem cujo rosto eu não conseguia enxergar, estava escondido em meio às sombras de uma loja de antiguidades, consegui ver apenas um breve lampejo esverdeado de seus olhos. Ele tinha os ombros largos e era alto, mas havia mais nele do que apenas a aparência bruta e perigosa, eu só não sabia o que era.

– Ah! Mais que droga! – urrou Meredith parando subitamente de andar.

– O que aconteceu? – questionei alternando meu olhar entre o rapaz e o homem cujo rosto eu não via.

– Esqueci meu celular! – choramingou ela.

– Isso não tem importância Meredith, agora vamos. – eu disse puxando seu braço e forçando-a a andar, todavia foi uma tentava em vão ela não se moveu.

– Você não me entende não é?! Eu P-R-E-C-I-S-O do meu celular! Fique ai que eu vou buscar. – disse ela se soltando de mim e correndo em direção ao apartamento de Suzane. Antes que eu pudesse dizer algo Meredith já havia desaparecido em meio aos prédios.

Voltei a olhar assustada para o garoto que ainda estava lá distraído com algum jogo no celular e para meu alivio ele parecia nem me notar mais, todavia o homem estranho não estava mais em seu esconderijo. Senti a pulsação de meu coração aumentar rapidamente enquanto eu me aproximava lentamente do esconderijo.

Não havia nada ali além de latas de lixo, restos de caixas de papelão e uma vitrine com televisores ligados no canal do noticiário. Escorei-me perto da vitrine enquanto esperava impaciente por Meredith. Já havia se passado quase uma hora desde a partida de minha irmã, eu estava quase ligando para minha tia quando uma noticia me chamou atenção.

– É isso mesmo Logan, estamos ao vivo da quinta avenida onde um apartamento acaba de explodir! – exclamou a repórter, nesse momento a câmera focou no apartamento em chamas do décimo nono andar.

Senti minha respiração parar subitamente enquanto corria em disparada ao apartamento em chamas... o apartamento que outra hora foi o da minha tia!

Notas finais
E ai o que acharam? Aprovado? Digam o que pensam, sentiram ou algo haver com isso. Sejam sinceros, e façam suas perguntas kkk
Nos vemos no próximo cap, juro que esse não irá demorar! Prometo!

Beijos *-*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.