Segredos De Uma Vida.
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Enjoy.
Narrador por: James Potter
Descer as escadas numa madrugada de sábado para domingo, ás 3:30 da manha não estava nos meus planos.
Mas aconteceu.
Encontrar Lily Evans aos prantos, também não. Mas aconteceu.
Eu até ia dar meia volta e subir as escadas em completo silencio, já que ela tinha deixado bem claro mais cedo que não nos contaria o que (seja lá o que for) aconteceu nas férias, mas então ela me viu, e claramente ela não estava nada bem, os olhos vermelhos e desesperados, a boca pressionada como se estivesse se controlando para não gritar.
— Hey — ela disse com a voz rouca
— Hey, você não parece muito bem, quer alguma coisa? Quer que eu vá embora?
— Não, não fica... Por favor — ela disse baixinho e eu me aproximei do sofá onde ela estava e me sentei, não pensei realmente que ela fosse falar alguma coisa mas então ela começou com a voz rouca e triste — Sabe, quando todos vocês estavam me evitando eu realmente fiquei imaginando se eu tinha feito alguma coisa pra isso — abri a boca pra me desculpar, mas então — não me interrompa por favor, eu ficava imaginando e agora vejo que eu tenho sido muito ausente e egoísta na vida de todos que importam pra mim de verdade, mas é que é tão difícil pra mim falar disso pra qualquer pessoa que for, é difícil até pra mim admitir, entende? — ela não esperou minha resposta, e começou a falar tudo rápido e desesperadamente- Eu não estava preparada pra nada daquilo e todos ficavam me perguntando o que tinha acontecido, e eu tinha que repetir tudo, todas às vezes, doía, doía muito...
- Lily, você não pré...
- Não, eu quero falar, eu tenho ou sinto que uma hora tudo que está preso aqui vai me enlouquecer — ela disse desesperada, era desconcertante ver Lily Evans a garota de 17 anos mais bem estruturada psicologicamente assim tão frágil, desesperada e triste, mas não disse nada e assenti pra ela olhando-a nos olhos o tempo todo — Eram férias, faltavam poucas semanas para o retorno das aulas, e tinha esse homem o novo vizinho, ele era tão estranho com todas aquelas janelas fechadas no verão, e todo esquisito. Até ai tudo ia normal, até as brigas com a Petúnia estavam na mesma, mas depois de um tempo eu me sentia sendo observada o tempo todo, até mesmo no meu próprio quarto, era aterrorizante, foi aí que meu lado idiota 'grifinória' falou mais alto e eu comecei a observar tudo ao meu redor com mais precisão, e percebi que tinha alguém me seguindo, o vizinho. Então eu comecei a tomar todo o tipo de cuidado, e não sei, mas acho que fiquei obcecada por isso! Quer dizer no começo era só como em filmes trouxas onde eu era a mocinha dando uma de espiã. Mas então teve uma noite, eu escutei alguns gritos e sai de casa — Eu não sabia se queria continuar a escutar tudo aquilo, me senti culpado por ter pressionado tanto nesses últimos dias, eu não estava esperando que a coisa fosse assim tão obscura — e encontrei o homem, segurando uma garotinha no mato de frente a minha casa, eu estava tão apavorada que eu não pensei direito, eu podia ter chamado alguém, um adulto para checar isso, mas não! Eu tive que ir sozinha, ele a ameaçou James, a garotinha, ela estava tão assustada tão apavorada e era tão nova, eu me sentia responsável por ajuda-la entende? — não respondi, eu entendia, então acenei com a cabeça — Então ele propôs um trato. E-ele e-ele — ela sucumbiu as lagrimas, tinha sido tão forte até ali eu queria saber o que aquele desgraçado tinha feito com a minha Lily, mas ela parecia tão sem condições de continuar, abracei-a pelos ombros e ela chorou no meu peito.
— Lily, você não precisa me contar mais nada, acalme-se, sim? — mas então ela se afastou e eu sequei algumas lagrimas enquanto ela me encarava
— não, eu tenho. Ele disse que me queria que tinha gostado de mim — fechei minhas mãos em punho, com vontade de quebrar alguma coisa e gritar até ficar sem voz, me controlei e continuei a escutar -eu tinha que concordar com tudo que ele dissesse ou ele matava a garotinha, eu tive tanto medo James, mas eu aceitei ele disse pra nunca contar isso pra ninguém e que eu iria ter que.. Que satisfazê-lo, eu tive nojo de mim por dias juro que tive, a garotinha foi mais corajosa que eu, uma menininha de 12 anos James! Foi mais mulher do que eu jamais seria capaz, eu tive tanto medo, eu estava tão em choque, mas ela não. Depois da noite na floresta, que ela foi obrigada a assistir tudo, toda aquela violência, ela me procurou no dia seguinte, disse que eu não deveria ter aceitado. Agora ele mataria nós duas, que mesmo que ela estivesse grata nós tínhamos que contar tudo que aconteceu á todos, mas só de pensar que todos ficariam sabendo daquela sujeira, eu tive vergonha e disse que não podíamos mas ela não me escutou e na noite seguinte eu estava na floresta em completo estado de choque ainda, mas ela, aquela pequena garotinha de 12 anos de idade enfrentou aquele homem ela disse que ele nunca mais tocaria em nenhuma de nós duas que ela ia contar pra todos o que ele fazia, quem ele era de verdade. Mas isso só irritou ainda mais e ele correu atrás de nós, eu e a pequena corríamos juntas em um momento, as nossas vidas em risco, mas então em algum momento ela já não estava mais lá, eu gritei por ela procurei por horas e não a encontrei James, eu juro que dei o meu melhor eu fiquei desesperada para encontra-la mas não á achei, só então eu usei a cabeça e corri para casa, e chamei por ajuda, e cerca de 3 horas depois eles a encontraram. — Quem estava em choque agora era eu, Lily tinha sofrido mais nas férias do que se pode imaginar, ela nem dava importância (demais) ao fato de ter sido 'tocada' por esse monstro. Eu juro que ia falar alguma coisa quando ela recomeçou a soluçar, e quebrou o contato visual para encostar-se ao meu ombro e recomeçou a falar com a voz embargada — e quando eles a encontraram ela estava morta James, a pequena tão linda, tão nova, tão inocente e tão valente tinha morrido, eu fiquei dias pensando no fato de que deveria ser eu ali, e ainda tinha o fato de que Ele tinha evaporado. Como medida de precaução nós nos mudamos.
Agora entende porque era tão difícil falar tudo isso para alguém? Mas eram ao mesmo tempo coisas demais para guardar para uma só pessoa, eu estava me sufocando,
Nunca senti tantas emoções ao mesmo tempo, como quando Lily terminou de me contar a coisa mais obscura, triste e pesada da minha vida, mas ela tinha cofiado em mim para contar todas essas coisas, e ouvindo tudo isso, fiquei me perguntando como ela aguentou toda essa barra pesada todo esse tempo, eu já teria feito uma loucura com toda a certeza, me senti tão orgulho dela, como nunca tinha sentido antes.
Notas finais
dei um jeito de escrever pra vocês hoje, apenas 1 minuto do tempo de vocês pra escrever aqui em baixo, sim?
é eu sei mega trágico, mas enfim tinha que sair, no próximo tem o resto dessa conversa depois tem o último capitulo e só então o EPILOGO
Beeeeeeeeeeeijo beeijo e reviews *o*
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