Segredos De Uma Vida.
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Culpa. É o pior sentimento que existe. Aquela coisa insuportável que parece ficar entalada na garganta que nunca desce e te faz sentir sufocada... Só quem um dia sentiu, seria capaz de concordar comigo.
–-xXx--
Eu pensei estar sonhando, mas aqueles gritos eram reais, vinham de uma garota real, uma garota em apuros. Levantei em um salto o mais rápido que pude e corri para a janela a tempo de ver duas figuras correndo. A segunda parecia pertencer a um homem, eu sabia que homem era.
Sabe aquele negocio de grifinorios serem tão corajosos a ponto de serem burros? Pois é ela é verdade.
Eu saltei a janela com a varinha em mãos, e corri para ajudar a garota.
Seus gritos cessaram e eu percebi que ela tinha sido pega. E ali no silencio da rua, mal iluminada em plenas três horas da manhã eu estava sozinha, e tentava me enganar de como se não soubesse onde eles estariam eu sabia que eles deveriam estar floresta adentro, mas aquela mata em frente a minha casa não me agradava nem um pouco, entretanto eu fui estúpida o bastante pra não me preocupar com isso, eu precisava salva- la
Podia sentir meus pés cortados pelas raízes das arvores, eu estava tremendo se era de frio ou medo eu não fazia a mínima ideia.
Já tinha 17, então minha varinha estava iluminada, mas de nada adiantava a escuridão da floresta era densa de mais para o meu 'lumus'.
Decidi que usaria o cérebro, voltaria pra casa avisaria as autoridades e voltaria ali apenas com ajuda, naquela escuridão eu não acharia ninguém mesmo.
Então quando me virei tive que me segurar para que meu coração na saísse pela boca, la estava ele ofegante e com um brilho assassino nos olhos, os cabelos negros e encaracolados caindo ameaçadoramente nos olhos, mas o que me chamou atenção foi a garota presa com os braços dele envolta de seu pescoço.
Ela estava tão pálida quanto se é possível, eu não deveria estar melhor, mas acima de tudo eu tinha a situação sob controle, certo?
Eu tinha mágica. Eu era uma bruxa. E tinha uma varinha. Mas ele não sabia disso, ele não sabia de nada.
– Mais um passo e eu acabo com a bonitinha aqui — droga, nessa distancia com a escuridão eu poderia acertar a garota, então obedeço e permaneço parada.
– Olha, por que agente não para com isso, você solta ela e nunca mais tocamos no assunto? -Propus mesmo sabendo que não iria funcionar
Ele gargalhou, aquela gargalhada fria e intensa que te faz se arrepender de todos os pecados que puderam ter te levado ali, como castigo.
– Garotinha insolente, mas até que... Até que você é bonitinha — Engoli em seco, podia sentir um terror imenso se apoderar de mime quase me arrependi de ter saído da cama pra dar uma de heroína. Quase.
A garota tinha uns 13 anos, não nos falavam muito, mas eu sabia que ela morava a poucas quadras da minha, ela estava tão apavorada que chegava a tirar de mim todo medo que pudesse existir e transformar em puro ódio daquele homem por estar ameaçando-a.
– então você quer fazer um acordo, certo? — ele perguntou chegando perigosamente perto de mim sem solta- la.
– Não, não quero mais... Digo sem tratos com você seu... Seu estúpido — Merda! Esse cérebro não podia colaborar comigo tinha que esquecer todas as palavras dignas de xingamentos? E essas cordas vocais tinham mesmo que tremer tanto, eu parecia uma garotinha assustada.
E então a realidade me atingiu eu era mesmo uma garotinha assustada
– Oh! Não tem acordo? — Ele perguntou passando o rosto pelos cabelos dela. Percebi que ela estava ficando muito vermelha, ele estava sufocando ela.
– PARE, PARE! POR FAVOR, VOCÊ VAI MATA-LA — eu gritei desesperadamente.
– SEM TRATOS, ELA MORRE! E NÃO ME OLHE ASSIM, A IDEIA FOI SUA LEMBRA? — Lily Evans você é uma burra, tinha que ter aberto a boca.
Olhei para a garota, ela estava tão apavorada que me deu uma dor só de olhar, seus olhos só transmitiam o horror que ela estava sofrendo, e foi ai que eu tomei a decisão que mudaria minha vida, eu iria salvar a garota.
– O que você quer? — Eu perguntei com um fio de voz.
– Pra começar... — Ele falou se aproximando cada vez mais de mim, e cheirando meus cabelos.
E a única coisa que eu pude fazer foi fechar os olhos e pensar em sorrisos, em pergaminhos, em velas, em livros, em grama. Só pra poder me distrair de tudo que pudesse vir a acontecer. Eu fechei os olhos.
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