Segredos Da Eternidade
6 Capítulo 6
– Eu, eu sou filha de Ades, e da Lua também. Descobri a pouco tempo sobre os atos do meu pai, e eu quero ajudar vocês a acabar com essa guerra.
Ele continuou me analisando.– Porque deveria acreditar em você? Como posso saber que isto não e um truque contra nós? – Ele perguntou.Eu não sabia o que responder, então simplesmente agarrei minha mochila, — que tinha pegado antes de seguir Sonne até aqui. – Abri e comecei a procurar. Vi de canto de olho que uma mão de Sonne estava do lado direito de sua cintura, provavelmente segurando a arma caso eu fizesse alguma gracinha.Apenas tirei uma pilha de papeis de dentro dela.– O que e isso? – Perguntou.– São táticas, planos e formação de ataques do meu pai. Eu peguei do escritório dele antes de vir pra cá. Isto é o suficiente? – Rebati. Não queria ser grossa, mais me senti uma formiga perto desse homem, tinha que mostrar alguma – por mais pouca que fosse – dignidade.Posso dar uma olhada nisso? – Pediu e esticou a mão.Prensei o papel contra mim.– Pode, mais com uma condição.Ele se recompôs.– E qual seria esta condição?– Se a morte for necessária, quero que seja apenas valida para meu pai.– Porque eu faria isso?– Porque ninguém do meu Reino tem culpa, muito menos minha Mãe, ela pretendia resolver isto em paz com você, mais não teve como.– Porque não?– Porque o meu pai roubou o amuleto dela. E você deve saber que isso a deixa sem poder nenhum, já que tem um também. – Disse e apontei para o amuleto que ele usava no pescoço.– E agora ele usa um escudo protetor contra ela a impedindo de pegar de volta não é?– Exato.Ele soltou um suspiro frustrado e balançou cabeça.– Agora entendo porque está contra ele.Então me olhou novamente.– Ok, se você esta disposta se unir a gente, e nós ajudar a acabar com isso, eu aceito sua proposta, e ofereço uma Estadia no Castelo pelo tempo que precisar.Sorri.– Obrigada.Ele apenas assentiu.Então me aproximei e estiquei as mãos com os papeis pra ele.Ele pegou.– Obrigado, tenha certeza que isto vai ser de grande ajuda.Assenti.– Sonne, leve-a até um quarto de hospedes, e a ajude com qualquer coisa que precisar. E a acompanhe ela a todos os lugares, acho que ela vai se sentir deslocada andando por ai sozinha.– Vou virar babá? – Perguntou horrorizado.– Sonne, os modos.– Perdão.– Tudo bem. Leve-a.Ele abriu espaço a acenou pra eu passar, Fiz o que falou e então saímos da sala.Ele começou a me guiar pelos corredores do Palácio.Agora que prestava mais atenção via que as pessoas ali não paravam, soldados, cozinheiras, faxineiros, todos andando para lá e para cá pelo castelo, e tinha outros poucos que usavam roupas mais formais, que imaginei serem os moradores do Castelo. Todos ainda me analisavam uma hora ou outra mais preferi não ligar.– Não sou tão nova assim. – Me defendi. Bem depois.– Como? – Perguntou.– Você perguntou se iria virar Babá. Não preciso de Babá, só preciso me acostumar aqui. Não sou tão nova, deve ter quase a mesma idade que eu. – Respondi.Ele sorriu.– Quantos anos têm?– Dezessete.– Hum... Dezenove.– O que?– Eu tenho dezenove.– Viu, não e tanta diferença assim. – Apontei.– É, tem razão, bom, aqui e seu quarto. – Ele disse parando em frente a uma porta dourada. Abriu e fez um gesto pra eu passar. Em seguida entrou atrás de mim.O quarto era adorável.Como o castelo ele era um bronze claro com detalhes brancos.Só que esse era mais escuro e com mais detalhes.– Gostou? – É adorável. – Respondi.– Bom, o almoço vai ser daqui à uma hora, passo aqui pra te buscar ok?– Ok, mais, almoço?– É. Por quê?– Nada, e que quando eu sai do meu Reino era hora de dormir.– Ata, bom, deve ser por causa dessa coisa de Lua e Sol, os horários devem ser invertidos ou algo do tipo.– Tem razão. – Sorri um pouco.Tinha que me acostumar a viver assim.Por que agora eu estava vivendo como uma do povo Sol.
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