Segredos
2 Capítulo 2 - Aquela irritante
Notas iniciais
Sasuke estava faminto, depois de ter ouvido a bronca da mãe e ter ficado de castigo não podendo usar o celular e nem sair de casa se contentou já que estava com a cabeça longe. Estavam jantando o pai de Sasuke sentado a cabeceira com o olhar serio na comida enquanto a mãe dona Mikoto conversava e ria com o filho mais velho Itachi.
— Sasuke? – Mikoto chamou a atenção do filho.
— Sim? – ele despertou de seu pequeno devaneio.
— Perguntei o que achou da irmã de Sora – a mulher disse tomando um pouco de suco.
— Arrogante – ele disse sério.
— Por que está dizendo isso? – Itachi se surpreendeu com o irmão – ela parece ser agradável e pelo que Sora me disse ela é muito inteligente já devia estar na faculdade mas os avós decidiram que ela deveria passar por todas as etapas.
— Por isso mesmo – Sasuke brincou com a comida – esses que são inteligentes demais sempre se acham superiores.
— Então ela é igual a você – o mais velho disse – só que de um jeito diferente.
— O que está insinuando – Sasuke encarou o irmão e rapidamente desviou o olhar.
— Você se acha melhor que os outros por ter dinheiro e ser bonito – Itachi se levantou – ela pelo que é não pelo que tem como você irmãozinho tolo – deu um peteleco na testa de Sasuke.
— Cala boca – Sasuke massageou a testa – não sou mais criança! – gritou para o irmão que já estava longe dali.
— Vocês dois agem como duas crianças – Fugaku disse e riu – não mudou nada de quando eram pequenos – levantou – só espero que seja cordial na escola com a irmã da noiva de seu irmão, sem implicar com ela.
— Seu pai tem razão – dona Mikoto acompanhou o marido – logo sermos da mesma família.
Os dois subiram para o quarto e Sasuke encarou o garfo em sua mão, só podia ser brincadeira. Se eles soubessem tudo o que aquela garota tinha falado e o jeito dela, aquele olhar superior a firmeza nas palavras. Suspirou e saiu dali indo para o quarto já que estava de castigo.
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— Como se atreve? – Sora disse ainda com a expressão surpresa.
— Não precisa mentir – Sakura ainda estava sentada encarando a irmã que estava em pé – não sei para quê o teatrinho.
— Sakura – Pain tentou intervir mas foi impedido.
— Você não tem provas não pode me acusar! – Sora andou de um lado para outro – eu não fiz isso! O irmão do meu noivo? Faça-me o favor.
— Tenho evidências – Sakura respirou fundo – como consegue enganá-lo?
— Chega! – Sora gritou – eu te trago aqui pra casa pra morar com a gente e é assim que retribui?
— Eu não pedi para estar aqui – o olhar da mais nova era frio e Sora sentiu seu coração se apertar – nem sei por que me trouxeram, todos sabemos que isso é uma farsa.
— Não Sakura – Pain suplicou – nós...
— Não explique – ela levantou – viver de aparências não combina comigo então se querem consertar as coisas deixem de hipocrisia.
— Se você falar pro Itachi – Sora ameaçou.
— Você vai estar arruinada – a rosada tirou os óculos – façamos assim – começou a limpa-lo – eu deixo você arrumar isso sem interferir apesar de tudo ainda tenho fé que você é uma pessoa – pensou na escolha de palavra – decente.
Sora encarou a irmã subir as escadas sem nem tremer depois do que havia acontecido, viu o olhar de reprovação de Pain, havia sido pega e não podia fazer nada. Sempre soube que o senso de dedução da irmã era um perigo, mas o fato dela descobrir tudo aquilo em poucos minutos a assustou. Enxugou as lágrimas e começou a limpara os cacos de vidros da jarra.
— Posso entrar? – Pain disse depois de bater na porta do quarto da irmã mais nova.
— O que foi? – Sakura estava sentada na poltrona e Pais se ajoelhou na frente dela segurando sua mão.
— Me perdoe – ele estava com os olhos cheios de lágrimas – eu devia ter te protegido, sido um irmão de verdade só que eu estava com...
— Medo – Sakura sentiu uma lágrima solitária cair de seus olhos – eu sei.
— Então me perdoa? – os olhos dele brilharam com esperança – não devia ter te deixado e eu prometo que serei um irmão melhor a partir de hoje.
— Claro que perdoo – ela disse e foi puxada para um abraço – temos o mesmo sangue.
— E a Sora? – Pain quis saber.
— Ela nunca quis conversar comigo e não me pediu perdão também – Sakura fechou os olhos.
— Só da um tempo pra ela – o ruivo disse.
— Ela teve tempo desde que nossos pais morreram – Sakura saiu do abraço e se encostou na poltrona.
— Isso sobre o Sasuke é verdade? – Pain não queria que fosse.
— Sim – Sakura encarou os próprios dedos – queria que não fosse.
— Eu também – ele disse por fim.
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Hinata estava a caminho da escola, e como era a representante de turma teria que chegar cedo naquele dia para receber a aluna nova que estava chegando dos Estados Unidos. Estava empolgada quem sabe ela não seria uma amiga. Sua amizade com Ino estava um tanto distante e ela se sentia um pouco só.
— Pensando em quê? – Neji perguntou ao ver a expressão da prima.
— Na aluna nova – disse sorrindo um pouco.
— Certo – ele colocou as mãos nos bolsos – pensei que era no otário do Naruto.
— Primo – Hinata corou – eu não penso só nele.
— Hina – Neji suspirou – ele é um babaca.
Desceram do carro e cada um foi para um lado, muitas garotas eram loucas por Neji, porém ele só tinha olhos para sua namorada Ten Ten eles estavam juntos desde p 1º ano do ensino médio. Hinata esperou no portão até ver a garota nova foi quando um carro parou e uma garota de cabelos rosados desceu dele e caminhou em direção a entrada da escola.
— Sakura san? – Hinata chamou e a rosada a encarou.
— Sim – se limitou a dizer e não sorriu.
— Sou Hinata Hyuga e sou a representante de turma – a perolada sorriu – Seja bem vinda a nossa escola!
— Obrigada – sorriu sem mostrar os dentes.
— Irei te mostrar a escola então pode vir comigo – Hinata disse e as duas saíram andando.
Sakura até que gostou da garota, ela não parecia ter nada a esconder a não ser o fato dela gostar de alguém. Sim Sakura sacou isso de primeira, tudo estava nos detalhes o que pessoas desatentas jamais notariam. A escola era grande e refinada tinha que ser um colégio de ricos mesmo e Sakura admirou mas não estava empolgada.
— Essa é nossa sala – Hinata disse e as duas entraram – pode sentar onde quiser eu já volto.
— Certo – Sakura disse e caminhou sem pressa, viu um grupinho no fundão e se dirigiu a uma carteira na primeira fila.
— Ei o jardim de infância não é aqui – Ino disse e os que estavam com ela riram.
— ao julgar pela sua atitude acho que estou na sala certa – Sakura respondeu mantendo o olhar frio. Se ouviu um “Uou” dos que estavam na sala.
— Olha aqui novata espero que saiba muito bem com quem está se metendo – Ino disse já próxima de Sakura e nesse momento Hinata entrou na sala sentindo o clima.
— Curioso – Sakura olhou Ino de cima a baixo cada detalhe – parece que você está escondendo algo de alguém bem próximo a você.
O corpo de Ino estremeceu ao ouvir aquelas palavras, não podia ser aquela garota não tinha como ela saber de nada ela acabara de chegar na escola.
— Escuta aqui baixinha – Ino alterou a voz – vou te colocar no seu lugar!
— Ino por favor – Hinata suplicou e olhar de Ino vacilou. Bingo!
— Hinata sama – Sakura chamou – acho que ela esconde algo de você.
O silêncio se instalou na sala, todos sabiam dos sentimentos de Hinata por Naruto e que Ino estava dormindo com ele também. Ino arregalou os olhos e levantou a mão para dar um tapa na cara de Sakura. A rosada não soube explicar como aconteceu mas a dor não apareceu e quando abriu os olhos viu alguém em pé na sua frente, e esse alguém estava segurando o braço de Ino. As costas ele estavam tão perto de Sakura que ela sentiu o perfume de hortelã vindo dele, era tão alto que de fato ela parecia baixinha ela dava na altura dos ombros dele.
— Sasuke? – Ino disse surpresa – por que a está defendendo?
— Ela é irmã da minha cunhada – Sasuke disse normalmente – então nem se atreva.
Sakura não sabia o que pensar, não por que ele havia a ajudado? Estava uma bagunça a sua cabeça e já tinha dado trabalho para arrumar todas as informações. Mas aquele ato dele estava fora do que ela esperava. Ele se virou para ela e se abaixou para a olhar olho no olho.
— Você está bem? – ele sorriu, ah o sorriso que fazia qualquer garota se derreter.
— Você tem algum transtorno de personalidade? – Sakura o encarava com indiferença.
— O que? Não! – ele balançou a cabeça – podia só agradecer.
— O brigada – ela disse – mas isso não muda os fatos.
— Eu sei – ele encarou o chão – mas você prometeu que não diria nada.
— Não prometi – ela sentou na sua carteira – eu dei uma chance dela contar.
— Nossa como você é irritante – ele disse e sentou atrás dela.
— Podia só ficar longe – ela disse pegando o material
— Quem disse que eu quero? – ele disse bem perto do ouvido dela com uma voz rouca.
O efeito foi reverso. Ele queria causar arrepios nela só que no momento que sentiu o perfume de rosas exalando dela sentiu seu corpo todo estremecer. Se afastou rapidamente sentindo o coração acelerar. Mas que diabos aconteceu? A olhou e parecia que nada tinha acontecido ela nem teve reação alguma. O alarme tocou indicando o início da primeira aula.
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— Amor – Sora disse saindo da academia onde trabalhava – que surpresa boa.
— Tem um tempinho? – Itachi beijou os lábios dela.
— Pra você sempre – entrelaçaram suas mãos.
— Que tal um almoço? – ele sugeriu.
— Só se for um hambúrguer – ela sorriu.
— Quem diria – ele riu – você sempre me proíbe de comer isso.
— Hoje pode – ela estava nervosa – preciso me distrair.
— Aconteceu alguma coisa? – o Uchiha mais velho se preocupou.
— Nada é só – ela o abraçou – ainda tenho dificuldade em lidar com a Sakura.
— Calma – ele a acolheu – vocês vão se entender.
— Eu espero que sim – ela respirou fundo e aproveitou aquele abraço.
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Kakashi estava arrumando suas coisas depois de ter dado uma aula daquelas para sua turma. Notou a garota nova se aproximando de sua mesa assim que todos saíram da sala.
— Sensei? – a ouviu chamar.
— Haruno Sakura certo? – ele a encarou – seu histórico escolar é ótimo.
— Obrigada – ela sorriu – poderia me passar as referências da aula de hoje?
— Claro – ele abriu a bolsa – me deixe procurar – ele revirou uns papéis , Sakura sentiu estar sendo observada.
Sakura sempre notou os homens inteligentes, sempre se repreendia por deixar as vezes os instintos a atrapalharem além do mais até ela tinha fraquezas apesar de achar relacionamentos com outro ser humano uma perda de tempo ela não controlava seus hormônios. Kakashi sensei era bonito, sexy e extremamente atraente além de ser inteligente e pelo que tudo indicava solteiro. Fechou os olhos e se repreendeu por tais pensamentos quando ouviu Sasuke chegar na sala.
— Vamos Sakura! – ele a puxou pelo punho.
— Mas o que – ela tentou mas ele era mais forte.
— Te passo amanhã! – Kakashi disse e acenou.
— O que está fazendo? – Sakura se soltou das mãos de Sasuke.
— Ele dorme com as alunas sabia? – o Uchiha parecia irritado.
— E eu com isso – a expressão séria voltou ao rosto dela.
— Engraçado – ele se encostou na parede – desde que chegou aqui eu nunca te vi sorrir e quando foi falar com o professor sorriu.
— Então era você que estava espionando – sua intuição estava certa.
— Eu não estava – ele tentou se explicar.
Sakura saiu andando sem nem deixar ele terminar a frase, Sasuke despertava algo nela que a deixava com raiva e a fazia querer sair de perto para não fazer uma besteira. Andou os corredores que estavam cheios já que estava na hora do intervalo. Entrou na fila e pegou seu lanche, só que tinha algo em sua vida que não a deixava. Ela era desastrada, pisou em falso e iria cair bem em cima da bandeja até sentir um braço forte agarrar sua cintura.
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