Segredos
3 A declaração
Quando acordei, ainda era de madrugada. Estava um pouco ressentida e magoada pela conversa que eu e minha mãe tivemos, então resolvi arrumar uma mochila, escrevi um bilhete para minha família dizendo o seguinte:
Família querida,
Estou bem e resolvi sair um pouco para arejar a cabeça, porque preciso respirar ar puro e ficar sem rotina. Posso demorar alguns dias para voltar. Peguei a moto na garagem.
Beijos, vou ficar bem.
Parei no posto abasteci a moto e segui viagem. Fui para bem longe de casa.
Jack:
Quando cheguei na escola, Annabeth ainda não tinha chegado então esperei um pouco mais aí bateu o sinal e tive que entrar e foi aí que eu percebi que ela faz muita falta pra mim.
No dia seguinte, ela não foi o que me fez ficar aflito, porque mandava várias mensagens no celular dela e ela não me respondia. Então quando acabou a aula, fui direto para casa dela.
Quando cheguei lá, a mãe dela me atendeu.
– Olá senhora. Desculpe incomodar mais a Annabeth está?
– Olha Jack, ela saiu ontem de madrugada e deixou este bilhete.
Li o bilhete.
– Mais ela disse só isso?
– Sim. Só isso.
– Ainda continuo preocupado.
– Jack, ela sempre faz isso, quer dizer desde quando...
– Desde quando.
– Eu não sei se devo te contar. A Annabeth ela sofreu uma perda muito grande há 9 meses atrás.
– Só isso?
– Quando ela voltar, peça para ela te contar.
– Está bem. Thau.
– Thau.
Quando estava indo para casa, fiquei pensando: o que será que a mãe dela quis dizer que ela sofreu uma perda muito grande há 9 meses?
Bem, isso só ela poderia me contar quando ela chegasse.
Annabeth:
Foi muito bom eu ter ficado um tempo sozinha precisava respirar e fiquei por um tempo em uma cidadezinha praticamente deserta. Pra mim foi muito bom.
Depois de duas semanas sem aula, compromisso ou sequer alguma responsabilidade, resolvi voltar.
Cheguei de madrugada, escalei a parede de casa e pulei a janela.
Pensei que iria receber uma bronca do meu pai como sempre acontecia, mais não ele não fez nada. O que me deixou impressionada.
Fui para a escola normalmente e quando cheguei no estacionamento Jack estava me esperando. Quando saí do carro ele veio com várias perguntas:
– Onde você foi? Por onde você andou? Por que você fez isso? Você é maluca?
– Calma! Gritei.
– Anda logo! Responda minhas perguntas!
– Jack, eu não lhe devo satisfações! Gritei brigando com ele.
Depois que disse isso, saí andando rápido e fui para o armário.
Por mais que ele tentou se aproximar de mim, não falei com ele. Quando bateu o sinal para irmos embora suspirei.
Quando cheguei em casa, reparei que ele tinha vindo atrás de mim.
– O você quer, Jack?! Perguntei.
– Eu quero que você me conte tudo.
– Tudo o quê?
– Enquanto você estava fora, vim até a sua casa saber de você e sua mãe disse que você sofreu uma perda muito grande há 9 meses só que somente você poderia me contar a história.
– E por que eu contaria isso à você?
– Porque eu sou o seu amigo e guardo segredos?
– Isso não é motivo para eu te contar o que aconteceu.
– Porque eu sinto falta de você quando eu não te vejo, que eu me apaixonei por você desde a primeira vez que te vi, Annabeth, eu te amo!
– Tudo bem, eu te conto entra.
– Está bem.
Subimos até o meu quarto, então peguei minha caixa que eu costumo guardar no fundo falso do meu armário e que ninguém sabe só eu, e mostri tudo a ele.
– Ele era o meu noivo. Ele foi a minha grande perda. Eu nunca mais me apaixonei por ninguém depois que ele morreu.
– Mais como ele morreu?
– Eu e ele estávamos andando de moto quando paramos em um lugar com uma paisagem linda e quando vimos alguns homens de terno e armados apareceram, eles nos sequestraram e nos levaram para um lugar e quando acordamos, estávamos com as mãos amarradas e sentados nas cadeiras eu me soltei e aí comecei a bater em um e ele também se soltou e lutou. Quando eu virei, um dos homens de terno estava apontando a arma pra mim e aí ele atirou mais o Dylan entrou na minha frente. Então eu parti pra cima do único homem de terno que tinha sobrado e o matei com 5 tiros e depois fui socorrer o Dylan mais já era tarde demais, ele já estava morto. No enterro dele, jurei que iria descobrir quem matou ele e iria vingá-lo.
– Uau! Que história.
– É. Eu já tenho tudo planejado.
– Como assim, tudo planejado?
– Você vai ver na hora certa, isso é, se você não se distanciar de mim.
– Claro eu não. Annabeth eu te amo!
– Jack, por favor tenta me entender, eu não quero ter um relacionamento tão cedo.
– Tudo bem, eu entendo. Mais por que você faltou duas semanas?
– Porque o dia em que você saiu daqui, eu e minha mãe tivemos uma conversa e ele foi um dos assuntos, desde que o Dylan morreu, eu tive um depressão intensa que durou uns 5 à 6 meses e então foi assim que comecei a ter essa saídas repentinas, só que antes eu não costumava deixar bilhetes, eu saía sem dar satisfações a ninguém.
– Annabeth, você pode contar sempre comigo, vou estar sempre do seu lado até quando você não precisar.
– Obrigada, Jack.
Quando Jack foi embora eu e minha mãe começamos a conversar:
– Então, você contou pra ele?
– Contei, menos aquele outro segredo.
– Mais aquele ele não precisa saber, aliás ninguém precisa saber.
– É verdade.
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