Segredos

26 Prioridades


Notas iniciais
Yoooo gente linda!! Aqui está mais um capítulo pra vcs!! Espero que gostem

Capítulo 26

Prioridades

–Lucyy – Ouvi Levy me chamar do outro lado do refeitório, acenei pra ela, mas ela ficou meio hesitante, creio que seria a presença de Rogue, acenei novamente e ela veio devagar, parecia contar os passos

– Vamos Rogue, libere a mesa pra Levy-chan!

–Desde quando usa honoríficos japoneses?

– Desde que passei a ter uma amiga de origem japonesa! Agora vai! SHÔ – balancei as mãos para dar ênfase

– “Sayonara”! – Respondeu irônico se levantando e levando sua bandeja

– “Mata ne” – Ele sorriu e me mandou um beijo no alto, fiz uma careta e coloquei as mãos sobre a boca como que bloqueando o recebimento do beijo, ele voltou a sorrir e foi se sentar com Gray a duas mesas a frente

Levy então parecia o Flash em direção a mim, com um sorriso que tomava conta de seu pequeno rosto.

– O que é aquela versão Gajeel com a qual acordei em meus braços? – Perguntou ao se sentar, ainda sorrindo

– Um presente! Não gostou?

– Claro que não! Eu amei! É igualzinho ao Gaj, só que menor e com olhos de botão – Sorri e ela me acompanhou – Onde aprendeu a costurar?

– Hmm... – pensei alguns segundos e respondi com convicção — internet!

– Você é uma ótima aluna! – ela deu um sorriso fofo – Sei fazer algumas coisas, foi a única coisa que pude levar da minha avó – ela colocou uma mecha de cabelo solta atrás da orelha e deu um sorriso triste – Ela ia amar você, assim como eu amo!

Aquilo me doeu um pouco. Eu também queria dizer que a amava, mas pensar dizer aquilo em voz alta faria ser mais verdadeiro ainda, e quando tivesse que partir, a dor seria insuportável.

– Também te amo Levy – me ouvi dizer. “ A quem eu quero enganar” não queria deixa-los.

Querer e poder. São tão diferentes e ainda sim elas sempre andavam juntas nesses novos sentimentos que cresciam em mim.

– CHEGARAM! – Levy deu um salto de sua cadeira, e abriu um sorriso tão radiante, que eu já sabia o motivo dele. Eu também queria olhar, mas não podia. Estava com medo de fazer a mesma expressão que Levy estava fazendo agora ao ver ele.

Meu coração acelerou. Senti passos apressados e logo Gajeel a alcançou lhe dando um abraço que tirara seus pés do chão. Ele á apertou tão forte, que a qualquer momento esperava que Levy se quebrasse, ela era tão delicada.

– Gaj Gaj – ela o reprendeu quando ganhou um selinho – esqueceu-se do que Gildarts disse sobre demonstrações de afeto em publico?

– Não vejo Gildarts? Você vê?

– Não, mas vejo metade da corporação tomando café da manhã. Agora me desce! – ela deu um sorriso sapeca e ele bufou enquanto a liberava do abraço – Como foi?

– Tudo em perfeita ordem, certo Natsu?!

E eu achando que era impossível meu coração bater mais rápido do que já estava.

– Afirmativo e operante comandante! — ele bateu continência fazendo Gajeel caçoar do quanto ele fazia isso mal – Levy... Lucy

– Yo Natsu! – Levy cumprimentou

Eu precisava olhar pra ele e fazer a mesma coisa, mas era como se eu estivesse travada. Eu estava agindo como uma adolescente apaixonada, e aquilo era ridículo. Olhei para Levy e ela parecia estar pensando o mesmo que eu, pois ria como uma idiota. Respirei fundo e me lembrei da minha personalidade A. Confiante, atraente e esperta. Olhei pra ele tão fundo em seus olhos, que eu logo estava sentindo o arrependimento, mas eu já havia incorporado o papel e iria até o fim.

– Natsu... como vai?

– Bem, eu acho! Com fome, mas bem!

Aqueles olhos negros...

– Então se sentem logo e comam! – Levy quase exigiu puxando Gajeel pra baixo, junto com a bandeja cheia de ovos e bacon dele.

Natsu se sentou na cadeira a meu lado, com um sorriso bobo no rosto.

– Como foi a noite das senhoritas? – O moreno perguntou

– Eu e a Lucy dormimos juntas no meu quarto – ele me deu um sorriso cumplice

– Eu sei! AAii! – ele gritou fazendo uma careta de dor

– Sa-sabe? — Levy gaguejou – vocês chegaram ontem?

Fiquei estática

– NÃO! – Natsu praticamente gritou nos encarando assustado, respirou fundo passando as mãos no cabelo e recomeçou – Quer dizer, sim. O que Gajeel quis dizer é que o Sting nos disse que vocês duas estavam no seu quarto Levy, então ficamos no meu jongando conversa fora e depois o cabeça de prego foi pro quarto dele.

– Foi isso! E posso saber por que ficou tão na defensiva baixinha?

– Ora por que, por que...

– Estávamos fazendo coisas de mulheres! E vocês não tinham que meter o bedelho lá – Respondi, e a Lucy que eu conhecia deu novamente as caras

– Ok! Já entendi — Gajeel deu um sorriso estranho e eu e Levy nos entreolhamos dando um meio sorriso

– Bom eu já terminei aqui Levy, e como você está em boas companhias, eu vou treinar um pouco!

– Okay... Nos vemos mais tarde Lu-chan – ela me mandou beijinhos e esses eu fiz questão de pegar.

Quando virei o corredor, antes que meu coração pudesse voltar a se acalmar, corri o mais rápido que pude e segui para a Ala de treinamento, peguei uma sala individual, fechei os olhos e respirei fundo, tentando me concentrar.

Ele me fazia perder o controle rápido demais. E isso estava começando a me irritar, eu estava me tornando uma mulher fraca.

Suspirei derrotada. Tudo estava fora do controle por que eu perdi o controle. Natsu não era culpado pelos meus mini surtos psicóticos. Fiz uma lista mentalmente das prioridades a serem seguidas:

1- Dominar novamente a situação;

2- Separar minhas obrigações dos meus sentimentos;

3- Focar no trabalho que eu deveria cumprir com sucesso;

E o último objetivo que... Simplesmente desapareceu em minha mente quando senti braços fortes me envolverem, e quando seu corpo se encaixou perfeitamente ao meu, eu já sabia que era antes mesmo de me virar. Seu cheiro inebriante me deixava extasiada. Eu estava com saudades dele

– Natsu! – suspirei o nome dele e ele sorriu contra meu ouvido, seu hálito roçando minha pele me deixava louca. Ah, como eu precisava dele!

Sua mão direita atrevidamente, adentrou em minha camiseta, estava tão quente quanto eu me sentia. Era como se fossemos entrar em combustão;

– Você não faz ideia do quanto eu tive que me segurar, pra não te puxar pelos pulsos e te jogar em cima daquela mesa e matar toda a minha saudade ali mesmo – ele sussurrava em meu ouvido de forma tão quente que eu pensei que derreteria ali mesmo.

Sua mão se aproximou do meu seio, tocando o bico e massageando forte, mas ao mesmo tempo carinhoso

– Natsu... – tentei falar o mais normal possível, mas o gemido que escapou de minha boca logo depois me entregou.

– Quando você geme assim, tão sexy... Me deixa louco de tesão! – seus sussurros e seus toques, já haviam me enlouquecido há tempos – Peça Luce! Diga o que você quer e eu te darei.

Antes que eu pudesse respondê-lo, o meu primeiro objetivo me veio à mente:

Dominar! Sim se eu queria voltar a ser a Lucy dominadora, não só teria que fazer isso com toda a situação em si, mas também deveria mostrar a ele que quem estaria no controle a partir de agora, era eu, Lucy heartfilia!

– Se você quer tanto quanto eu, acho que eu não deveria dizer o que “nós dois” queremos – dei um sorriso vitorioso, me virando para encará-lo. Aqueles olhos... tão profundos quanto a noite, eu não me cansaria nunca de me perder neles

Toquei sua nuca, roçando com leveza as unhas, para que seu rosto se aproximasse do meu, e então bem devagar eu deixei minha língua deslizar em seu pescoço. Suas mãos pressionaram minha bunda. Dei uma leve mordida no lóbulo e falei com toda minha sensualidade na voz:

– Quando minha língua começar, você vai esquecer o próprio nome!

Senti ele pulsar dentro da calça jeans. Seus olhos ônix carregavam tanta malícia, que me deixava ainda mais excitada.

Ele me segurou com uma mão nos cabelos e a outra em minha cintura, e com rapidez e cuidado, nós já estávamos no chão, ele sobre mim, me tirando a camiseta e eu tirando a dele.

Estávamos com pressa, sedentos. Eu precisava senti-lo em mim tanto quanto ele precisava da sensação de estar dentro de mim. Não iriamos transar, iriamos nos amar. Nos entregar de corpo e alma, e desta vez, eu estava preparada. Para ser completamente dele. Sem medos e sem preocupações. Eu finalmente estava pronta e me lembrava da minha última prioridade:

4 – Amar o Natsu e deixar que ele me amasse!

Nossos lábios estavam tão próximos e quando se tocaram, logo tiveram que se afastar. A porta de treinamento foi aberta e quando meus olhos se viraram de forma acusadora para a pessoa pretenciosa que teve a audácia de me atrapalhar, eu simplesmente senti meu coração parar por breves dois segundos.

De todas as pessoas que poderiam entrar naquela sala, aquele era o ser que Lucy nunca queria que os tivesse flagrado.

– Oh merda!

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Notas finais
Kissus :3