Segredos
22 Isso é um adeus
Notas iniciais
– Amanhã ela já estará liberada — O doutor disse ao chegar na sala de espera
– Nenhuma sequela?
– Nenhuma! A garota é forte como um touro, o problema não foram as balas em si, a que acertou o quadril, não acertou nenhum órgão como eu havia explicado antes. O problema todo foi a quantidade de sangue perdida, foi muita sorte você ser um doador universal
– Ela esta?
– Sim senhor Dragneel, ela está ótima, pode ter filhos normalmente — brincou
– Na verdade... — Lissana começou a dizer
– Na verdade, eu ia perguntar se ela esta consciente
– Quer vê-la?
– Todos nós queremos — Natsu tentou amenizar o clima
– Todos de uma vez? Nem pensar, podem ir um de cada vez e no máximo dez minutos. De acordo?
– Estamos
– Vou liberar o namorado dela primeiro! Pronto senhor Dragneel?
Gray e Levy não contiveram o riso
– Ele não é... — Lissana começou a dizer
– Vai logo Natsu! — Levy cortou
Natsu seguiu o doutor pelo elevador
– Senti uma hostilidade na senhorita Strauss, disse algo que não deveria?
– Eu sou o noivo dela! — Natsu disse sem jeito enquanto coçava a nuca
O doutor pareceu surpreso
– Me perdoe, é que o jeito que você ficou nesses últimos dois dias, deu a entender que...
– Eu tenho algo com a Lucy?
– Exatamente, desculpe pela minha gafe
– Tudo bem, acho que o que sinto pela Lucy realmente transparece mais do que deveria
– Então você...
– Amo a Lucy?
– Como pode amar uma e ser noivo de outra? — O doutor agora estava chocado
– Longa história
[toc toc]
– Senhorita Heartfilia? — perguntou abrindo a porta — Visita
– Natsu!
– Vou deixá-los sozinhos, e se quer uma dica garoto,de um homem velho vivido, eu ficaria com a namorada, pois a noiva não te olha com a mesma intensidade que ela te olha
– Huum, obrigado! Mas esse conselho deveria ser pra namorada também
–
Boa sorte! — desejou fechando a porta
LUCY ON
– Como você está?
– Com seu sangue correndo nas minhas veias
– Agora sim, posso dizer que estamos conectados!
– Obrigada
– Se precisasse do meu coração, teria arrancado pra você
– Natsu, não...
– Tudo bem Lucy, eu já entendi, na verdade, não! Eu juro que tento dar um motivo pelo que você fez, mas não consigo e não venha dizer que é pena da Liss pois sei que não é
– Natsu, você só está animado, empolgado comigo, mas amor mesmo, você sente e sempre sentiu pela Lissana
– Está errada! O que eu sinto por você é verdadeiro e não uma coisa automática que eu sinto que tenho que sentir. Você está me forçando a fazer o que eu estava fazendo, me forçando a amar ela
– Você ama
– Não, eu me acomodei com ela! Lucy, eu eu...
– Não vamos complicar as coisas, Natsu eu errei quando seduzi você, eu não deveria ter feito o que eu fiz, sua vida está confusa e bagunçada por culpa minha! E eu quero que ela volte a ser o que era antes de te atrapalhar
– Lucy, eu cansei! Cansei tá legal! Eu não irei mais insistir
Um certo alívio percorreu pelo meu corpo junto com a tensão. Ele desistiu de mim?!
– Mas também não irei insistir no meu relacionamento fracassado com a Liss, não quero enganá-la, não quero me enganar
– Natsu...
– Peço que não insista também, isso já foi decidido, não vou viver algo que não sinto
Ele se levantou da cadeira e seguiu até a porta
– Mas também, não irei mentir quando ela quiser saber o motivo... Eu te amo loirinha! Mas, acho que isso é um adeus!
Ele tocou relutante a maçaneta da porta
– Natsu... — me levantei, estava sobre os efeitos dos analgésicos, então quase não sentia dor
Ele não se virou, apenas manteve a cabeça baixa, sem girar a maçaneta. Peguei o braço dele com demasiada força, fazendo-o se virar para me encarar e antes que ele pudesse dizer algo, tomei a boca dele em um beijo, no começo ele pareceu assustado o suficiente para manter os lábios em linha reta, mas quando percebeu que eu queria mesmo beijá-lo, ele cedeu, abrindo a boca e deixando que minha língua tomasse conta do espaço.
Peguei firme em seu ombros e o empurrei até a cama onde eu estava, quando mantinha minha sanidade
– O médico só me deu dez minutos!
– Ele vai saber o que fazer
– Lucy, não! Você levou uma bala
– Duas!
– Precisa de repouso — ele se desvencilhou de mim e se levantou se encostando na parede
Fiz um biquinho, e ele reetribuiu com uma cara de dor
– Se você não vai fazer isso, então eu mesma faço
– Do que você...
Puxei aquela veste horrorosa do hospital até a cintura, me deixando exposta, abri mais as pernas e então deslizei meus dedos pelo meu corpo, até chegar em minha entrada. Natsu me encarava surpreso, com os olhos arregalados. Penetrei dois dedos e grunhi. Só aquilo não bastava, eu estava fazendo aquilo pra ele e o pau de Natsu era bem mais grosso que dois dedos. Com a mão livre, subi mais a camisola azul até expor meus seios, então desci minha mão ao encontro da outra, fazendo afundar mais dois dedos. Arqueei minhas costas e gemi o nome dele, a vontade de fechar os olhos era grande, mas ficar vendo as expressões dele era melhor. Natsu era uma mistura deliciosa de prazer com medo e aquilo me deixava ainda mais excitada, ele também estava. Vi o rosado engolir seco e levar as mãos até o pau. Ele iria me foder e eu iria garantir isso!
Tirei uma das mãos, e com a outra adicionei mais um dedo na minha entrada.
– Olha o que acontece comigo, quando eu faço isso pensando em você... eu fico... tão molhada! — mostrei a mão livre antes de descansa-la em meus seios
Natsu passou as mãos pelos cabelos e depois as desceu para arrancar o cinto e descer a calça e a cueca, ele estava enorme e pulsante e então veio em minha direção, ficando sobre mim. Ele pegou a mão que estava sobre os seios, chupando os dois dedos e depois voltou a atenção para meus seios molhados, levando primeiro o direito a boca e depois o esquerdo sempre deixando mordidas nos mamilos duros. Quando fui tirar os três dedos, ele segurou meu braço.
– Continua! — sua voz estava firme e grossa como seu pau que se pressionava contra minha barriga. Eu queria ele mais pra baixo, mas não ia implorar, não ainda!
Sua boca sugava meu seio com vontade e suas mão circulavam por meu corpo enquanto eu me tocava. Ele soltou meu peito e fixou os olhos lá em baixo, vendo meu trabalho. Natsu apoiou os joelhos na cama, um de cada lado de minha cintura, pegou minha mão livre e a colocou sobre seu pau
– Você vai masturbar nós dois loirinha
Enquanto meus dedos se moviam na minha entrada molhada, os outros faziam questão de tocar uma pro Natsu, ele jogou a cabeça para trás. Era delicioso a imagem dele excitado, grunhindo, ele era delicioso. Depois de um tempo, ele voltou seus olhos pra mim
– De quatro Lucy, agora! — aquele tom rouco me comandando era tão sexy que deixava minhas pernas trêmulas
Ele se inclinou na cama para que eu pudesse mudar minha posição. E eu fiquei, que tipo de louca não ficaria de quatro por esse homem?
– Ooh Natsu! — minha boca era um perfeito "o" e eu imaginei o seu pênis se encaixando ali.
Ele puxou minha mão pra fora e enfiou a sua, metendo três dedos, gemi, ele não demorou ali e tirou a mão, os dedos "encharcados"
– Continue se masturbando... — mandou colocando a mão em minha cintura — Cacete! Como você é gostosa... — sua mão pressionou a minha, fazendo os dedos irem mais fundos
– Huum...
– Você me provocou, agora espero que esteja pronta pra arcar com as consequências, gostosa Heartifilia! — sua mão soltou a minha e antes de tocar novamente minha cintura, ela parou em seu pau, passando meu líquido nele — Já fez sexo anal loirinha?
– Oh porra — ele queria me enlouquecer — Natsu...
– Não pare com seus dedos! — ordenou
Natsu penetrou devagar e não colocou tudo. Provavelmente sabia que doía e que o tamanho do seu pinto não ajudava muito. A dor não importava, eu estava tão excitada, que não demoraria á gozar. Os movimentos de vai e vem eram deliciosos e ele enfiava sempre um pouquinho mais dele dentro de mim.
Enquanto uma de suas mãos se apoiavam em minha cintura, a outra retornou sobre minha mão, fazendo eu afundar meus dedos em mim, enquanto ele me penetrava por trás.
– Quase lá... — falei entre os gemidos — eu... aanh... eu vou...
Quando cheguei ao ápice, Natsu me liberou e eu me deitei ofegante. Ele lambeu meus dedos, acariciou os meus cabelos e se levantou, se vestiu e meu deu um sorriso.
– Natsu...
– Eu sei, obrigado pela despedida!
Ele sabia que era um adeus. E sabia que nós não tínhamos volta, aquilo estava me machucando, e eu me perguntava se não me separei dele tarde demais...
continua...
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