Não sou nada popular, fico mais no meu canto com o Tyler, devem me achar a estranha da escola (menos Ty, provavelmente porque não acreditava na história), que tem o tio bêbado e perdeu os pais e o irmão. Tem gente que acha que eu os matei mesmo eu tendo na época apenas 4 anos, mas vou provar a eles que é mentira. Ainda mais que ninguém lembra do acidente, me chamam de louca, psicopata, sociopata ou pior.

Ando pelo corredor da escola, até o meu armário, guardo o jorna, pego os cadernos de matemática e química e vou para a classe. Em quanto vários alunos conversam, fofocam e flertam no corredor eu estudo dentro da sala à espera do começo da aula. Não gosto muito de pessoas prefiro meus livros, além de que eu não havia estudado nada, devido aos incidentes de ontem e de hoje de manhã, minha cabeça já está ficando confusa com tudo isso.

Na aula de matemática, começo fazer a prova com calma, nem pensava nas coisas que haviam acontecidos recentemente, tinha apenas um objetivo naquele momento ´´Passar de ano``. A prova de matemática fiz com calma e acho que fui bem, mas o que é bom dura pouco, na prova de química não fui nada bem. A prova começou bem, estava fácil para mim como sempre esteve, mas dessa vez não consegui me afastar dos meus reais problemas, estava lá pela 20° questão e a prova tinha 50. Me lembrei por um momento da minha briga com Tyler, tentei ver onde ele poderia ter razão e me lembrei do maldito jornal, dou um pulo na cadeira que quase caio, começo a chutar todas as questões entrego a prova ao professor e saio correndo pelo corredor da escola, passo pelo meu armário pego o jornal e ficou pensando em como eu não reparei nisso. Começo a falar sozinha:

– Como eu não percebi isso, eu sou muito idiota. Aquele studio de tatuagem, porque eu não pensei nisso, alguém pode conhecer o assassino pela sua tatuagem e talvez saber se tem algum significado.

Saio da escola e vou para a casa ver o endereço do tal lugar, pois no jornal só tinha o número e eu queria falar com alguém ao vivo. Quando chego em casa o meu tio milagrosamente está lá e começa gritar comigo, aparentemente bêbado:

– Kendery você deveria estar na escola!!Que que é isso agora você acha que sou seu escravo para você ficar matando aula e sair por ai?!

–Tio eu fiz prova e fui liberada antes. -Falo em um tom baixo com medo que ele comesse me bater- Vim apenas buscar uma coisa que eu esqueci e já vou voltar para a aula.

Vou em direção do meu quarto pesquiso o endereço do jornal e o faço um rápido desenho da tatuagem e enfio na bolsa de qualquer jeito e saio da casa correndo deixando meu tio falando sozinho. Tiro o jornal da bolsa e procuro onde fica. Chegando lá vejo um monte de gente estranha, cheia de tatuagens e piercings, o que é esperado para um studio de tatuagens. Chega um moço alto e até bonitinho e fala:

–Oi, posso ajudar?

Eu pego o desenho que fiz da tatuagem noite passada e mostro para ele e pergunto:

– Por acaso vocês já fizeram essa tatuagem em alguém?

–Porque quer saber sobre isso?

–Não posso contar, mas é de extrema importância.

–Ok, vou perguntar para eles espere um pouco.

O tempo passa e vejo as pessoas a que ele pergunta de cara séria e negando começo a ficar preocupada e nervosa, percebo que estou tremendo. Ele volta e diz:

–Não ninguém lembra der ter feito essa tatuagem não.

Começo a chorar, mas tento disfarçar, ele olha para mim com a cara de preocupado que lembrava a do meu irmão. Os traços do homem eram bonitos olhos escuros, cabelos mais escuros ainda e percebi que ele não tinha nenhuma tatuagem ele deveria ter no máximo uns 24 anos. Paro e percebo que ele também me olhava com atenção, não tenho tempo de dizer nada e ele começa a falar:

– Você tem olhos bonitos.

–Obrigada – e dou um sorriso bobo, eu nunca fiquei assim, mas tenho que assumir que meus olhos são mesmo bonitos, eles têm uma tonalidade de um verde escuro, quase como esmeralda e meus cabelos são pretos como de meu pai então chamam atenção.

–Você precisa de ajuda, para descobrir o que quer que seja isso? Penso um pouco isso seria bom ter alguém para me ajudar, mas eu mal acabei de conhecer o cara e vou deixar ele saber da minha vida?

Deixo o meu extinto me guiar, ele me dizia que isso era o certo:

–Eu quero sim.

Ele dá um sorriso de aprovação, pega seu casaco da tchau para todos e me guia até a porta e com uma expressão mais sombria me fala:

–Você nunca mais mostre essa tatuagem a ninguém!

–Nossa porquê?

–Pelo jeito tem muita coisa que você não sabe.

–Me conta! – Falo quase gritando- Por favor!

–Não posso é muito perigoso, mas posso te contar algumas coisas.

Ele pega um papel do seu bolso pega uma caneta, provavelmente escrevendo seu número. Lembro que ainda não sei seu nome:

–Como você chama?

–Jake Pevensie.

–Eu me chamo Kend....

–Eu sei seu nome Kendery Clark.

–Como? Como?

–Eu disse tem muita coisa que você não sabe, por exemplo porque seus pais morreram te protegendo, lembra disso?

Para ser honesta não eu não me lembro eu tinha 3 anos e estava dormindo quando minha mãe morreu, depois meu pai morreu quando eu estava na escola quando tinha 13 anos, portanto a única que eu presencie foi a do meu irmão, mas eu também não vi certinho. Meu Deus nunca tinha pensado nisso:

–Eu sei é muita coisa para você entender agora, mas com o tempo eu vou te ajudar a entender, tudo está para mudar agora.

Ele me entrega um papel e a caneta, coloco o meu número de celular, e devolvo o papel ele pega da minha mão e fala para mim:

–É melhor você ir embora agora.

–Também acho, mas você tem muitas coisas para me explicar.

–Eu vou, tudo tem seu tempo.

–Obrigada de qualquer forma.

–De nada.

Me viro para ir embora e sinto sua mão em meu ombro:

–Tome cuidado.

–Com o que?

–Com tudo e com todos.

–Ok.

Dessa vez eu começo andar e ele não me impede, procuro um taxi no meio da multidão, não iria conseguir ir embora a pé com tanta coisa na cabeça. Pego um taxi e vou para casa.

No meio do caminho avisto de novo a mesma pessoa que vi na frente do restaurante, provavelmente fiz uma cara de pânico, o taxista olha para mim e pergunta:

–Está tudo bem?

–Sim, você pode acelerar um pouco?

–Claro.

Em cinco minutos estou em casa, graças a Deus, pago o taxista e agradeço. Entro em casa e vou direto para o meu quarto me deito na cama e a única coisa que eu conseguia pensar era como um cara totalmente estranho sabia tantas coisas sobre mim, mas não consegui pensar mais do que dois minutos e lembro de todas as minhas responsabilidades que eu preciso fazer antes do meu tio chegar.

Corro para a cozinha para fazer o jantar, apesar de ser 17:00, faço uma comida rápida e vou arrumar o resto da casa. A preocupação, a preguiça, o medo, tudo se juntou e quase não terminei de arrumar a casa, não queria continuar ali, queria falar com o Jake, queria saber o que tinha acontecido. Continuo a arrumar a casa e quando acabo nem acredito, me jogo na cama e caiu no sono tão imediatamente que nem tinha tomado banho.

Notas finais
Sorry pela demora, de novo mas estou em época de prova e apesar de ter vários capítulos prontos não tenho tempo pra postar. Espero que gostem sz