Segredo mortal

1 1-Nem tudo aconteceu do jeito que você imaginou


(prólogo)

Ainda sinto falta do meu irmão, Dylan, ele morreu quando eu ainda era muito nova mas quero saber o que aconteceu com ele, sei algumas partes da história mas acho que tem muitas peças faltando, algumas coisas eu não consigo explicar, como quando ele morreu por exemplo.

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.28 de outubro de 2001

Eu e meu irmão estávamos indo para a escola de ônibus como sempre fazíamos, eu tinha apenas 4 anos quando tudo aconteceu. Entramos no ônibus fizemos nosso caminho normal, sem nenhuma explicação aparente o ônibus para no meio da rua e ouvimos um barulho alto que parecia ser de tiro. Dylan como é bem protetor gritou para todos ficarem onde estavam, depois disso se dirigiu a mim: -Se esconda em baixo do banco e não sai até que você tenha certeza que tudo está seguro. Tento contrariar, mas ele se levanta de onde está e com um olhar preocupado vai até onde o motorista estava antes que eu possa falar qualquer coisa. Faço exatamente o que ele falou, me escondo em baixo do banco em estado de choque, ouço outro barulho de tiro e em seguida silêncio, tenho vontade de sair correndo e ver o que aconteceu com o meu irmão, mas cumpro o que ele me pediu. Um homem entra e começa matar todos dentro do ônibus, sangue escorrendo pelo chão, uma imagem que está na minha cabeça até hoje e me assombra todas as noites, as lágrimas rolam pelo meu rosto, engulo meus soluços de desespero, que tipo de monstro ele era? Os gritos das crianças e o barulho do tiro impiedoso que as estava matando, finalmente quando o chão está lavado de sangue e corpos estão jogados ele vai embora, ele não havia me achado se tivesse meu destino seria diferente. A única coisa que eu vi dele foi uma tatuagem, um símbolo estranho irreconhecível mas bem memorável. Saio do meu esconderijo ainda em choque corro até o banco do motorista, o corpo dele está sobre o banco com sangue pingando no chão, olho ao redor mas o corpo do meu irmão não estava lá. Depois disso vou correndo para a minha casa e em prantos me deito no quarto sem querer falar com ninguém.

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Além de não ter visto o corpo do meu irmão, quando meus pais morreram eu também não estava por perto. Perder o pai, a mãe e o irmão, isso deve ser algum tipo de maldição não é possível. Por eu ser órfã eu tenho eu viver com o meu tio, que nunca fica em casa, vive bebendo por ai, então eu tenho que cuidar da casa, fazer almoço e janta e ainda estudar, ir bem nas provas e deixar todas as lições e trabalhos em dia. Acho que a única pessoa que se preocupa comigo verdadeiramente e o meu amigo de infância Tyler. Além de todas as coisas que eu faço eu ainda estou tentando procurar qualquer coisa que me ajude a encontrar o assassino, um nome, endereço, idade, alguém que estive por perto na hora do assassinato no ônibus e parece que magicamente ninguém viu, não saiu no jornal, não teve uma semana de luto para os mortos, foi como se todos tivessem esquecido que tinham um filho ou uma filha que foi morto no ônibus o que me deixou muito incomodada. Mas a coisa mais sólida que tenho sobre o assassino é a tatuagem dele, será que ela tem algum significado? Será que é um símbolo de algum lugar ou de alguma quadrilha? O que quer que essa tatuagem represente eu vou descobrir. Quando eu descobrir quem é esse homem eu vou seguir cada movimento dele e me vingar friamente dele, e ele vai desejar nunca ter nascido.

Mas agora eu tenho que pensar na prova de amanhã de matemática e química, está no fim das aulas e se eu não passar, vai ser mais um ano desperdiçado para que eu acabe a escola e comesse pesquisar mais afundo essa história. A pior coisa da escola eu acho que é estudar para as provas, ter que ficar trancada no quarto estudando sem parar, e por mais que eu estude eu nunca consigo um 10, tenho que fazer a recuperação e se meu tio ficar sabendo, bem eu praticamente não sei o que ele faz mas não seria nada bom. Olho para o relógio, são 18:30 ainda, volto a estudar, me lembro do meu tio e olho de novo para o relógio:

– Ah meu deus! – falo em voz alta para mim mesma -São 18:30 preciso fazer a janta antes do meu tio chegar!

Largo os livros em cima da cama e corro para a cozinha brigando com mim mesma:

– Como eu fui esquecer! Ele vai me matar.

Começo fazer o jantar o mais rápido possível, faço uma sopa e deixo no fogo, volto para o quarto caso ele apareça e perceba que eu fiz de última hora. Pego as apostilas e meu caderno, coloco o alarme para que eu possa ir tirar a sopa do fogo sem que ela queime, e então fico estudando até que não aguentar mais, tinha algumas lições de casa que já tinha feito. Resolvo ligar para o Tyler ver como ele está:

– Alô?

–Oi Ty!

–Oi Kendy, tudo bem?

–Tudo sim e você?

–To ótimo.

– Fiquei preocupada, você não apareceu na escola.

–Resolvi te ajudar, se você puder passar aqui em casa amanhã antes da aula eu te conto o que eu descobri.

–Ok, mas...

–Kendy preciso estudar amanhã a gente conversa. Beijos

–Beijos

Ligação finalizada

Entro em desespero, o que será que ele descobriu que é tão importante assim? Será que ele tem alguma pista? E se.... O alarme toca me acordando do meu devaneio. Desligo o fogo, coloco a mesa e percebo a quanto tempo eu não como e sinto a fome aparecer, resolvo comer, mesmo porque meu tio ia demorar mais um pouquinho para chegar. Ele chega 10 minutos depois com o mesmo bafo de cerveja e simplesmente passa por mim como se eu não existisse senta na mesa e começa a comer.

Vou para o meu quarto e sento na cama e começo a pensar na tatuagem no tornozelo do homem, cada detalhe eu me lembro, pego uma caneta e m papel e desenho a tatuagem, coloco na bolsa para levar para a casa de Ty. Tomo um banho, coloco meu alarme e vou me deitar. Quando é 7 horas meu alarme toca, pulo da cama visto uma regata roxa, calça jeans e um tênis, escovo o dente, penteio o cabelo e pego minhas coisas. Na cozinha vejo que não tem nada para comer, faço um café para o meu tio e vou para a padaria perto de casa comprar um lanche para mim comer. As ruas estão vazias, caminho até a padaria compro o meu lanche e quando estou saindo vejo uma figura estranha, com um casaco comprido, face irreconhecível, parada me observando, vejo a mesma tatuagem em seu tornozelo, começo ir na sua direção um pouco insegura mas com passos firmes, ele se vira e começa a andar na direção oposta, vira uma esquina, acelero meus passos e quando viro a esquina não havia ninguém na rua, meu coração bate forte em meu peito, então aquela, o que quer que fosse, uma quadrilha estava me observando, por que? Será que era eu que eles queriam naquela manhã no ônibus? Muitas perguntas sem respostas isso me irritava. Com medo de que alguém estivesse me seguindo decido que não vou andando pra casa de Ty.

Notas finais
espero que gostem sz