Segredo entre Lobos ...
5 Capítulo Cinco s2
Notas iniciais
– Filha já estamos indo.
Ouço minha mãe gritar da sala.
– Okay mãe.
Ouço a porta se fechar, vou até o guarda roupa procurar uma roupa que cause uma boa impressão na família de Margô. Pego um short jeans preto, uma blusa rosa e um colete jeans claro, coloco meu tênis, pego minha mochila, e vou para a casa da Margô, mas havia um problema, eu não sabia em qual esquina Margô morava, decidi tentar na sorte, fui para a direita rezando para ser lá.
Cara eu tenho 17 anos e estou cansada de ir até a esquina, preciso ser mais dedicada aos esportes, só que não.
Chegando em um sobrado, que era a última casa da direita, toco a campainha. Em alguns segundos uma mulher não muito velha abre a porta:
– Sim.
Ela parecia ser simpática.
– Olá, estou procurando Margô. É ... ela mora aqui ?
– Ah sim. Você deve ser a Alexia, Margô pediu para você entrar enquanto ela arruma a bagunça daquele comodo que ela insiste em chamar de quarto.
Ela sorri e abre a porta, dando espaço para mim entrar. Solto um sorriso entrando, era uma casa linda e grande. Não demora muito até Margô aparecer, com um vestido florido e com uma pantufa de tigre nos pés.
– Nossa você veio. Eu disse que ela viria vovó.
Ual não acredito que aquela era sua avó, Margô estava com um sorriso convincente abraçando sua avó.
– É eu fiquei meio indecisa se viria ou não, mas acho que você é uma boa pessoa.
Sorrio enquanto a olho.
– HAHAHA... sem graça, já vi que conheceu minha avó Anabel.
– É um prazer conhece-lá .
Estendo minha mão com um sorriso, mas ela logo me puxa para um abraço, meio apertado.
– O prazer é meu.
Margô encosta no meu ombro.
– Não se engane pela carinha de doce, ela sabe ser uma Medusa malvada quando quer.
– Se esta se referindo ao seu quarto, sou mesmo aquilo nem parecia ser um comodo da casa.
– Também ti amo dona Anabel.
Sorrio olhando para elas, que também estavam sorrindo.
– Bom vou preparar um lanche pra vocês, suco de laranja ?
Margô começa a me puxar em direção as escadas.
– Isso vó, estamos lá em cima estudando.
Ela me pucha até seu quarto, que parecia estar muito bem arrumado.
– Não parece que seu quarto estava tão ruim assim.
Sorrio.
– É por que você não estava aqui a uma hora a trás, depois que me mudei pra cá, minha avó me obriga a manter meu quarto arrumado.
– Mas... e seus pais ?
Margô se senta na cama com a cara não muito boa, fico me sentindo mal por ter perguntado.
– Bom, minha mãe morreu quando eu tinha apenas um aninho, agora só tenho meu pai e meu irmão. Vamos se dizer que meu pai não é o tipo de pessoa '' boa '' para se morar, então vim morar com minha avó.
– Eu sinto muito.
Me sento ao seu lado.
– Obrigada, ,mas então.... vamos estudar ?
– Claro !
Quado Margô pega alguns livros que estavam em cima de uma mesinha, outros livros se chocam com o chão, e um colar que não me parecia ser estranho cai perto dos meus pés.
– Ah ...que raiva.
Margô começa a pegar os livros. Pego o colar do chão e logo percebo que ele se parecia muito com o meu, a única diferença era a cor da pedrinha, a dela era preta com um brilho não muito forte.
– Você tem um colar igual ao meu. Quer dizer quase.
Ela se levanta pegando o colar da minha mão e logo em seguida olha para o meu.
– Nossa, verdade o seu é lindo.
– Obrigada, o seu também, você comprou ele ?
– Não, ganhei da minha mãe, meu pai me deu quando eu tinha doze anos, ele me disse que ela queria ter me dado pessoalmente, mas ...
– Também ganhei da minha mãe, ela me diz que é muito importante.
– E é, a história desses colares são bem interessantes.
Margô guarda seu colar em uma caixinha, e olha para mim.
– Eles tem uma história ?
– Claro, existem mais colares como esses, mas estamos nos distraindo muito, vamos focar nos estudos.
Fico pensando por alguns minutos no que Margô havia dito, mas logo começo a focar na matéria. Ficamos estudando por algumas horas, sinceramente tinha duvidas que não acabavam mais. Após alguns minutos Margô se levanta um um sorriso, que me fez ficar desconfiada.
– O que foi ?
Ela sorri.
– Eles chegaram !
– Eles quem ?
Digo confusa. Ela se levanta da cama e vai em direção a porta, quando ela abre não vejo ninguém, confesso que tive medo de Margô estar enlouquecendo.
– Hey .. podem entrar.
Olho para a porta, quando vejo Morgana, Harry e Algusto.
Sorrio, olhando para todos eles.
– Oii
– Eai
– Como vai ?
Olho para eles.
– Oii, eai e bem ..
– To sentindo falta de alguma coisa.
– Acho que é do suco que sua avó ficou de trazer.
Sorri, quando vejo Margô arregalar os olhos.
– É mesmo o suco.
– Calma .. fiz um lanche para vocês podem descer.
A avó de Margô, aprece na porta. Nos levantamos, deixo os livros em cima da cama e fomos para a varanda, onde estava com uma mesa com um bolo, rosquinhas, bolachinhas e o suco de laranja. Sentamos todos na mesa, Margô agradeceu sua avó pela comida.
– Então vocês também vieram estudar ?
Pergunto quebrando o silêncio.
– Não, pelo amor de deus, apenas viemos por que, somos jovens vagabundos, desocupados que não tem nada melhor pra fazer.
Morgana parecia estar certa daquilo que acabará de dizer.
– E então nossa querida amiga Margô nos chamou para vim até aqui.
Harry estava com um suco e uma rosquinha, coloco mais um pouco de suco no meu copo.
– Hum, entendi.
Depois de alguns minutos jogando conversa fora, olho para Harry e Algusto que estavam fazendo queda de braço.
– Homens ..
Margô parecia estar acostumada com aquela cena dos dois bobinhos fazendo força, mas ela revira os olhos quando Harry ganha e começa a se gabar.
– Eu sou invencível.
– Não é pra tanto Harry.
Digo sem querer ofender, mas parecia ser demais, era só uma brincadeira.
– Acha que pode ganhar de mim ?
– Em nenhum momento eu disse isso, mas não acho impossível.
Harry sorri e se senta em minha frente colocando o cotovelo sobre a mesa. Margô, Morgana e Augusto estavam em pé olhando e sorrindo.
– Alexia para vai, deixa esse bobão.
– Eu quero tentar.
Margô levanta suas duas mão como se a escolha fosse minha. Coloco meus cotovelo sobre a mesa e pego em sua mão, focando nos seus olhos.
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