Segredo entre Lobos ...
7 7 Capítulo s2
Notas iniciais
— Como vai Alexia ?
Zayn estava parado na porta com um leve sorriso no rosto, confesso que fiquei surpresa.
— Bem obrigada, mas o que faz aqui ?
— Estava esperando alguém quando percebi, alguém me olhar de uma janela. Você está bem ?
— E por que não estaria ?
Estava nervosa por ele ter visto, mas ele arrumou sua jaqueta e me olhou.
— Não sei, parecia tão assustada ao me ver.
Sinto alguém puxar a porta, minha mãe me olha e sorri olhando para Zayn em seguida. Fiquei aliviada pois não sabia o que dizer.
— Filha, tudo bem ?
Olhava para o chão, lembrando da cena da janela. Mas percebo que ela fala comigo, balanço a cabeça voltando a olhar para ela.
— Está sim, esse é Zayn um amigo do colégio.
Zayn estende a mão para ela, com um sorriso mais que gentil.
— É um prazer conhece-lo, gostaria de entrar ?
— Não.....
Confesso que não estava afim de ficar olhando para a cara dele, gostava dele sim, mas aquela não seria uma boa ideia.
— Que isso filha, é ótimo ter um amigo seu aqui.
Para o meu pai fazer perguntas indecentes, ou para mim ficar com minha cara de idiota sem saber o que falar ? Olho para Zayn que estava sorrindo.
— Eu adoraria.
Reviro meus olhos, respirando fundo caminhando até a sala, só esperando meu pai revistar todo o meu quarto descer e ver um garoto estranho, que minha mãe convidou para o jantar. Ele entra passando a mão em seus cabelos pretos em seguida colocando a mão no bolso da calça.
— Deixe-me guardar o seu casaco.
Ele então tira o casaco a entregando. Quando meu pai desce as escadas ainda segurando, o taco de beisebol.
— Acho que o vento deve ter derrubado o va......
Ele olha para Zayn desfazendo, o sorriso em seu rosto. O mais estranho é que parecia que ele já o conhecia.
— O que faz aqui ?
Fico realmente surpresa, olhando Zayn se aproximar do meu pai, olho para minha mãe que também parecia não entender aquilo.
— Olá senhor Edgar, estava resolvendo alguns problemas aqui por perto.
Mais que merda estava acontecendo aqui. Meu pai o olha preocupado.
— Que tipo de problemas ?
— Eles estão chegando.
Zayn me olha e depois volta a encarar meu pai, minha mãe se aproxima.
— Querido está tudo bem?
— Está sim, vão arrumar a mesa enquanto eu converso com Zayn.
Minha mãe balança a cabeça, e vem até mim pegando em meu braço me levando para a cozinha.
— Mãe o que ta acontecendo ali ?
— Não sei, depois falamos com seu pai, agora é melhor não interrompe-lo.
Cruzo meus braços e olho para o lado, estava com muita vontade de escutar o que eles falavam, quando realmente algo estranho acontece. Abaixo a cabeça e começo a ouvi-los.
— E eles sabem sobre ela ?
— Eu duvido muito, mas eles devem saber que um dos lideres ainda está vivo.
— Mas não há ninguém além dela.
— Não é isso que descobrimos, ele ainda está vivo só não pode se transformar.
— Como é possível ?
Estava assustada com tudo aquilo que estava ouvindo, quando minha mão segura meu braço.
— Filha, está tudo bem ?
Olho para ela que parecia desconfiada de algo, respiro fundo.
— Mãe está na hora de você parar de me perguntar isso. Eu estou bem.
— Que bom.
Ela sorri parecendo aliviada.
— Ok me ajude com os pratos.
— Claro.
Pego os pratos no armário, quando meu pai aparece na cozinha, sozinho.
— Cade o Zayn ?
Digo um pouco preocupada.
— Ele não pode ficar, recebeu um telefonema e teve que ir.
— Ah que pena, filha só três pratos então.
Olho para o meu pai desconfiada e pego três pratos colocando sobre a mesa, me sentando em seguida. Queria poder encher me pai de perguntas, mas ele não estava com a cara muito boa. Quando o silêncio tomou conta, meu pai levanta seu olhar para mim.
— Filha, a escola está programando um acampamento para esse final de semana.
— Sério que legal.
Achei bem interessante.
— E acho melhor você ficar em casa.
— Como ?
Não estava entendendo, já havia ficado trancada naquela casa por anos, não estava pronta para voltar a obedece-lo novamente.
— Filha se estamos fazendo isso é pela sua segurança.
— Segurança....?
Sorrio me levantando.
— Sabe eu realmente gostaria de saber, por que toda essa segurança, em papai me responde.
Meu pai abaixa a cabeça, como se não pudesse dizer.
— Filha sente-se.
— Não .... eu me cansei ... ou vocês me contam o verdadeiro motivo de me deixarem trancada por anos ....
Sinto as lagrimas escorrerem pelo meu rosto.
— Ou eu vou embora.
— E você vai pra onde ?
Meu pai se levanta, um pouco nervoso.
— Não importa, vão me dizer ou não ?
Olho para minha mãe que abaixa a cabeça chorando, meu pai respira fundo e se senta novamente.
— Está bem.
— Não Edgar .... não.
Minha mãe parecia nervosa segurando a mão do meu pai.
— Julieth ela precisa saber.
Olho para eles ainda mais confusa, enquanto lagrimas continuam a cair.
— Saber o que ?
Meu pai segura a mão da minha mãe com força, balançando a cabeça em seguida.
— Vai ficar tudo bem.
Ele diz para ela, e então a minha vontade de chorar aumenta.
— Queríamos ti contar a algum tempo......
Ele começa a falar olhando em meus olhos sem desviar o olhar um segundo se quer, então percebo o brilho em seus olhos e uma lagrima cair.
— Não somos seus pais verdadeiros. Seu avô lhe entregou a nós quando uma guerra começou. Você era só uma criança no meio de tudo aquilo, nunca mais ouvimos falar dele, mas ele nos contou algo sobre você que tinha que ser mantido em segredo.
Aquilo era demais pra mim, me sento na cadeira não querendo acreditar em uma palavra.
— Vocês mentiram pra mim todo esse tempo ? Me trancaram nessa casa .... me esconderam do mundo lá fora.
— Você ainda é nossa filha.... nós amamos você.
Ela olha para mim ainda chorando, achando que aquelas palavras poderia mudar alguma coisa.
— VOCÊS MENTIRAM PRA MIM....
— Queríamos ti proteger.
— Belo trabalho ..... vocês estão de parabéns.
Saio correndo saindo de casa, andando sem direção, começo a escutar eles chamando meu nome, isso me faz chorar ainda mais. Vou para a floresta, estava escuro e calmo, me sento em uma pedra, coloco as mãos sobre o rosto e começo a chorar novamente feito uma criança.
Estava acabada, a minha vida inteira passou em minha cabeça, os momentos felizes e os mais tristes também. Começo a me perguntar o por que ... por que deles mentirem pra mim todo esse tempo.
— Você não pode culpa-los.
Olho em volta assustada, não vendo ninguém.
— Quem está ai ?
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