Segredo de família
10 Luciana A Morte
P.O.V. Luciana.
Finalmente eles serão meus. Ninguém me faz de boba! Ninguém escapa de mim, ninguém sai da cruz.
P.O.V. Kol.
O Sol sumiu do nada. Nuvens negras povoaram o céu e aquelas com certeza não eram nuvens normais.
—Ela chegou.
A mulher apareceu com seu vestido preto as asas tão longas que arrastavam no chão, eram lustrosas e negras como asas de corvo.
—Hora do Óbito 21:33 da noite. Dia do óbito trinta e um de maio de dois mil e dezessete!
O anjo Luciana lançou seu poder por sob nós e de repente...
A luz mais brilhante que eu já vi, brilho suficiente pra cegar. Era puro branco.
—Estamos no inferno?
A minha resposta veio da forma mais inusitada possível. Uma risada de bebê.
—Jean?
Eu olhei em volta e vi a cara da Renesmee. Ela tava chocada, sua expressão era de total e completa descrença, choque total e absoluto.
—O que foi que aconteceu?
—Jean.
Jean levantou e se aplaudiu. Então, ela falou com palavras.
—De novo! De novo!
—De novo?
—Ela falou! Ela falou!
—Jean, você fez aquilo?
Ela assentiu com a cabeça.
—Como?
Perguntou Elijah e ela respondeu dando de ombros.
—Ela não sabe como. Ela só fez.
P.O.V. Cléo.
Quando eu vejo a Senhorita Cullen segurando ou brincando com a Jean, eu me lembro da minha mãe. Beverly. Mas, meu pai chamava ela de Bev.
Eu estava sentada no sofá bebendo coca cola com gelo quando o Senhor Mikaelson sentou.
—Se importa se eu sentar?
—Não, imagine. Quer um pouco? Eu posso pegar pro senhor.
—Senhor. Uau!
—Desculpe, eu não quis ofender... eu só estava sabe... tendo respeito.
—É que quando se tem mil anos e se é chamado de senhor, as coisas ficam meio... claras.
—Oh! Desculpe, não tive a intenção.
—Eu sei.
—O senhor... quer dizer você tem sorte.
—Porque?
—Porque você tem a Jean e a Senhorita Cullen, ela meio que te odeia na maior parte do tempo, mas eu sei que no fundo ela meio que gosta de você.
—Em que estava pensando?
—Na minha mãe. Quando, eu vejo a senhorita Cullen com a Jean eu lembro da minha mãe.
—Ela morreu?
—Não. Ela só... deixou a gente. Um dia, eu acordei e ela tinha ido embora.
—Tem alguma noticia dela?
—Não. Ela foi embora no dia depois do meu aniversário. Ela esperou a Kim e eu fazermos aniversário e dai se mandou. Mas, é a vida eu acho.
—Quem é Kim?
—Minha irmã, Kimberly. Eu deixava o meu pai triste sabe, porque eu pareço muito com ela e depois que a minha mãe foi embora eu meio que assumi a casa. Meu pai é pescador, passa muito tempo fora e alguém tinha que ir ao supermercado, cuidar da Kim, limpar a casa, lavar a roupa, passar. Na primeira vez que eu lavei roupa foi... um desastre total.
Ela riu.
—Eu misturei tudo dentro da máquina e era uma máquina nova, toda cheia de tecnologia, eu devo ter colocado muito sabão dai eu acabei inundando a lavanderia e deixando as cuecas brancas do meu pai cor de rosa. Eu escorreguei no sabão bati a cabeça e tive uma concussão. Por isso até hoje eu tenho dificuldade em lembrar das coisas e uma cicatriz na cabeça.
—Cléo! Procuramos você por tudo o que foi lugar!
—Eu to aqui.
—Vamos, temos que ajudar. O que quer que a Jean tenha feito detonou tudo e temos que ajudar a concertar.
—Tá bem. Bom, eu tenho que ir, foi um prazer conversar.
—Igualmente.
Elas usaram os poderes para concertar o que havia sido danificado na explosão e logo o Castelo estava novo em folha.
—Pronto.
—E a sua mãe, Cléo?
—Ela é naturóloga. Faz tratamentos holísticos, ela não gosta muito de médicos, diz que não tem nada que não possa ser curado pela medicina alternativa. Por isso eu peguei sarampo e quase morri.
—Quase morreu de sarampo?
—Não tem graça! Minha mãe se recusou a deixar o meu pai me levar ao hospital até eu ter um troço e quase morrer. Foi um acidente, acho que ela colocou a parte errada da planta ou a planta errada no remédio, porque o treco era venenoso e eu tive intoxicação.
Ela ria.
—Você tá rindo porque?
—Porque agora é engraçado. Minha mãe levou xingo do médico e bateu boca com ele, tiveram que chamar a segurança do hospital. Meu pai não sabia onde enfiar a cara.
—Como é seu pai?
—Ele é uma figura. Ninguém que o conhece esquece dele. Dominic Sertori,mas todo mundo chama ele de Dom. Ele sempre se fantasiava de papai noel e no Halloween passado ele se fantasiou de grávida.
—Se fantasiou de grávida?
—É. Ele tem uma barriga bem grande.
—Seu pai bebe muito?
—Não. Não mais, ele teve problema com bebida, mas ele vai ao grupo do AA. Está sóbrio á vinte e oito dias.

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