Segredo Virtual

13 Capítulo 13 O Passado Bate à Porta


Notas iniciais
Depois de muito tempo sem postar eu voltei e com um capítulo aonde os "fantasmas" do passado voltaram. Muitas coisas mudaram em 1 ano e você vai descobrir nesse capítulo:

Em um quarto da pousada onde Sara havia se hospedado, todos os integrantes do Cold Blood estão presentes. Ellen cuida do ferimento de Jason, feito por Sara, que parece nem ligar para os gemidos baixos do homem. Thiago se aproxima dela, entregando-lhe um envelope branco. Ela guarda em seu bolso sem se preocupar com o que é.

—Não vai abrir? — Pergunta Thiago, encarando Sara com desconfiança.

—Eu sei que é dinheiro, não sou burra... Onde está o Daniel?

—Saiu do Cold Blood, quer recomeçar a vida. Ficar com a Lídia o deixou assim. — Thiago Explica.

—Será que podem me explicar, agora? — Jason fica confuso com a situação. Não por causa do envelope que Sara acabara de receber ou pela conversa sobre Daniel, mas sim pela morte há um ano atrás, que já havia superado a algum tempo.

—Aquela não era a Sara, era uma das sósias do novo projeto do "S.A.N". — Tenta esclarecer Ellen, passando algodão na ferida causada pela bala. — Transformei a sósia em alguns meses, é vantajoso fazer parte de projetos assim.

—E eu sou mais um experimento, não é? — Sara Pergunta, encarando Ellen com um sorriso irônico.

—Você vale mais que um experimento, Sara, você é mais como uma boneca. — Ela se levanta da cama onde estava sentada enquanto cuidava do ferimento de Jason e caminha até Sara com um sorriso no rosto, acariciando sua bochecha. — Você é minha boneca, Sara.

—As vezes, as bonecas invertem o papel de ser a comandada para ser a pessoa que a comanda. — Sara anda a caminho da porta e pega um capuz vermelho que estava jogado no chão.

—A antiga Sara ainda existe? — Pergunta Jason.

—Ela morreu junto com as outras pessoas que tive que matar. — Ela sai do quarto e todos ficam em silêncio.

Thiago e Jason olham para Ellen.

—Fez um bom trabalho. — Diz Thiago.

—Incompleto, infelizmente. — Ellen se debruça na janela e espera ver Sara saindo pelo portão da pousada.

—O que você fez para prendê-la aqui? — Pergunta Jason, deitado na cama.

—Eu estou com o filho de vocês. — Ela pega um batom vermelho em seu bolso e passa-o, sem precisar de um espelho. Logo então, dá um sorriso, mostrando a beleza e a fragilidade de seus lábios vermelhos esbeltos.

Lídia e sua filha estão em um parque de diversões, na montanha russa, entre altos gritos agudos e finos, altos e baixos. Após saírem do brinquedo, caminham aceleradamente até a Roda-Gigante, e já que não havia ninguém na fila, elas entram em uma cabine sem que precisem esperar.

Uma mulher também entra na cabine de cabeça abaixada, vestida com um capuz vermelho, seus cabelos castanhos estavam a mostra. Sem que demore muito, a roda-gigante começa a subir e Rose parecia bastante fascinada olhando para baixo pelo vidro transparente. Seu sorriso era lindo. Sua mãe a olhava com um encanto enorme, com um sorriso tão bonito quanto o dela, mas logo começa a estranhar a mulher que está sentada a sua frente. Lídia tenta ver o rosto da encapuzada de um jeito que ela não perceba, mas infelizmente não consegue.

—Olá? — Sem ter o que dizer, ela decide falar a coisa mais simples e educada que veio a sua mente no momento.

—Olá. — Ela tira seu capuz e levanta o rosto, revelando quem é, Rebeca.

Lídia dá um grito, não de felicidade ao rever sua antiga amiga, mas de surpresa ao descobrir que uma pessoa possivelmente morta há um ano, está, na verdade, viva.

—Tia?! — Rose avança nela ao perceber quem era, abraçando-a bem forte.

—Oi, pequena. — Rebeca coloca Rose em seu colo, retribuindo o abraço, e sorri para Lídia, que demonstra espanto em seu rosto.

—Por que você... — Lídia não sabe o que dizer ou perguntar, apenas sabia que aquela situação era estranha para as duas.

Um carro preto está estacionado dentro de um beco escuro, e dentro do automóvel estão Marina e Daniel.

—Você não pode fazer isso, além de não ser permitido, ainda é perigoso. -Daniel não pode acreditar no que Marina diz.

—Eu não quero ter esse filho. -Ela olha para Daniel e passa a mão na barriga suspirando. — Não um filho dele...

—Por que não quer me contar de quem é seu filho?

—Eu prefiro que você não saiba. — Marina olha pelo retrovisor. Havia alguém atrás do carro ouvindo a conversa. Ela sai do carro e dá de cara com Oscar,seu irmão.

—Você não vai abortar o nosso bebê.

Marina se assusta ao vê-lo e decide ir embora, mas é segurada pelo homem. Daniel sai do carro e entende o motivo pelo qual Marina não o contou sobre o pai de seu filho.

—Eu não tive culpa, você sabe disso!

—Só sei que você me estuprou! — Ela o chuta e corre. Daniel decide ir atrás dela ao perceber o tamanho do transtorno que deve passar em sua cabeça.
—Marina! — Ele grita, correndo atrás dela. — A Gente pode resolver isso!
—Não, não podemos. — Marina passa em cima de uma ponte e se senta encima do corrimão. — Eu não posso ter esse filho, Daniel.

—Marina, por favor, me escuta!

—Eu não quero ouvir ninguém! — Ela grita, deixando lágrimas escorrerem em seu rosto.

—Eu posso ser o pai do seu filho.- Ele falam tentando evitar que ela pule.

—Não vou deixar você estragar a sua vida por mim. — Marina olha para baixo. O rio estava mais cheio por causa das chuvas que houveram naquela semana.

—Você ainda tem muita coisa pra viver, não deixa sua vida acabar assim!

—É tarde demais, Daniel.

—Não, não é! — Ele tenta evitar o suicídio de Marina e aos poucos vai se aproximando dela. Oscar chegava pelo outro lado da ponte, sem que ninguém o percebesse.

—Adeus, Daniel. — Dito isso, Oscar a empurra da ponte. Seu grito ecoa pelo local.

—O que você fez? — Daniel se assusta com a decisão que Oscar acabara de tomar.

—O que ela não tinha coragem de fazer.

Sara caminha pela rua escura e vazia. Havia apenas dois postes ligados e um estava piscando. Ela bate na porta de uma casa e é atendida por Jessica.

—Oi, mãe. — Diz Sara, sem exitar e explicar. Jessica parece não entender o que ela está dizendo.

—O quê? — Pergunta ela, confusa. Sara entra na casa, passando por Jessica, sem pedir permissão. — Quem é você?

—Faz apenas um ano que a gente se viu, realmente não se lembra de mim? -Jessica fica em silêncio, sua ficha ainda não havia caído. — Lembra de mim quando eu tinha dois anos? — Jessica fica em silêncio por alguns segundos, mas logo se lembra da criança que abandonou há anos atrás e da visita que recebera há um ano.

—É você! — Jessica abraça Sara e lágrimas caem de seus olhos brilhantes e inundados.

—Sim, e eu quero respostas. — Sara a empurra e as duas se encaram. A porta se abre e entram Lídia e Rose acompanhadas por Rebeca.

—Sara?! -Lídia fica boquiaberta, com uma expressão de surpresa em seu rosto. Logo avança para abraça-la.

—Surpresa! — Diz Sara, a abraçando forte.

Na sacada de uma mansão iluminada e bela, estava Bianca em sua cadeira de rodas penteando seus longos cabelos, vestida com uma camisola branca e olhando para o chafariz gigante, desligado. Sofia vai até a sacada onde Bianca se encontra e a beija na testa, mas sua filha parecia mais entretida com a visão.

—Boa noite,querida. — Sofia caminha até a saída do quarto de Bianca. — Vou mandar alguém pra vir te ajudar a deitar na cama. — Ela sai do quarto e entra no cômodo ao lado.

Bianca estava prestes a se retirar da sacada, quando, de repente, chafariz liga, assustando-a. O chafariz recebia uma nova cor a cada segundo, proporcionando um belo festival de cores. Ao ouvir um barulho vindo do seu quarto, Bianca se retira da sacada, indo até o cômodo: alguém havia entrado.

—Com licença, senhora... — Dizia um homem.

—Oi... — Após se virar, Bianca dá um grito. O homem era idêntico a Sérgio.

—O que foi, Senhora?

Ela estava apavorada, e o homem, meio sem jeito diante daquela situação. Uma empregada entrara no quarto.

—SAI DAQUI! — Grita Bianca, pegando um porta-retrato com uma foto dela junto sua mãe e jogando nele.

No quarto ao lado, o rádio estava ligado com o sol alto e uma musica em francês. Sofia e o prefeito se beijavam semi-nus em sua cama, igual as que só pode ser vista em contos de fadas. Se ouve uma batida na porta. Sofia se levanta, suspirando, e a abre.

—Temos problemas. — Diz o homem ruivo, que bateu na porta. Logo entra no quarto. — O novo jornalista que fez aquela matéria sobre você descobriu sobre a Naomi e quer bastante dinheiro em troca de não revelar a todo mundo sobre isso.

—Me explica direito, Oliver. — O prefeito não entendera, pois o homem falara muito rápido.

—Descobriram que a Naomi está viva. — Explica Sofia.

Continua...

Notas finais
Como eu já tinha dito, muita coisa mudou e infelizmente não deu para eu colocar tudo nesse capítulo. Eu me esforcei para detalhar e fazer o mais devagar possível pois a história realmente é bastante corrida o que não é algo agradável, estou tentando melhorar e a história parece evoluir junto comigo.