Segredo Descoberto
24 Eu preciso de você!
Notas iniciais
Violetta Castillo
—Oi, Vilu, você está linda! — León disse sorrindo, deixando à mostra aquelas duas lindas covinhas.
Sei que o tempo de corar e ficar envergonhada com um simples elogio já passou, mas foi inevitável. Ele percebendo isso alargou o sorriso.
— Obrigada. Você também não está nada mal. — Digo e ele ri.
— Certo. Vamos então? — Perguntou ele estendendo-me a mão e eu assenti de muito bom grado.
— Tchau, meus amores. — Digo olhando para as gêmeas. As duas se levantaram do chão e correram até mim.
— Você vai aonde, maman? — Angel pergunta fazendo bico.
— Mamãe vai jantar com o tio León. — Digo sorrindo. E vi com o canto do olho León ficar um pouco desconcertado com a situação. Acho que a palavra "papai" seria mais apropriado, porém...
— Maman... — Mel me puxa pela mão para eu me abaixar. — Ele é mau, lembra? Cuidado! — Ela sussurra no meu ouvido. Não pude deixar de rir da fala dela.
— Tá bom. — Sussurro de volta segurando o riso. — Agora a mamãe tem que ir. — Digo voltando a falar normal.
— Tá. — As duas dizem.
— Tchau, meninas. — León diz e Angel vai até León e dá um beijo na bochecha do mesmo. — Mel?
— Tá bom, eu vou te dá um beijo, mas é só hoje! — Ela diz apontando o dedo e com uma feição séria. Mas logo que dá o beijo em León sorri e sai correndo para a cozinha. Percebia-se de longe a felicidade de León estampada em seu rosto.
— Ok, agora precisamos ir, né? — Chamei a atenção dele que assentiu sorrindo, logo demos as mãos como "bons amigos" e saímos do prédio.
Hoje León estava de carro, normalmente o vejo sempre com a moto. Ele foi até a porta do passageiro e abriu a porta para mim:
— Hmm... que cavalheiro! — Digo e ele ri.
— Eu tento. — Diz sorrindo.
Logo depois deu a volta no carro e entrou no mesmo. Logo começou a dirigir.
O percurso até a casa de León foi até que divertido. Não foi desconfortável ou nada disso que eu pensei que seria. Foi divertido, conversávamos de diversas coisas, mas o principal era: nossas filhas.
Assim que chegamos à casa dele, León foi cavalheiro novamente e abriu a porta para minha saída. Saímos do carro de mãos dadas, e... isso foi um pouco estranho! Há alguns dias atrás pensei que León faria algo, que para mim, seria horrível, como tirar minhas filhas, e agora nos encontramos "nessa" situação, claro que isso tudo é apenas para conversar sobre as meninas, pelo menos é isso que eu estou fazendo aqui. Mas o que ele pensa sobre esse "encontro"?
— León? — Precisava tirar essa dúvida da cabeça e saber o que ele pensa.
— Sim? — Ele para na calçada e me olha curioso.
— Err.. esse... hã.. encontro, se é que podemos dizer assim... é apenas para discutirmos o que será das gêmeas agora em diante, certo? — Perguntei receosa. Essa dúvida estava me matando. Não podíamos misturar as coisas à essas circunstâncias, nosso foco são nossas filhas, e nada mais, apenas nossas filhas!
— Err... sim... — Ele hesitou antes de responder, o que me fez ficar com uma pulga atrás da orelha. Arqueei a sobrancelha e ele suspirou.
— Certeza? Não quero misturar as coisas. — Digo séria.
— Sim, claro, estamos aqui para falar das gêmeas, mas também não quero que você fique desconcertada com essa situação, vamos colocar as cartas na mesa! — Ele disse e eu assenti. — Agora vamos entrar?
— Claro!
Entramos na casa dele e eu sinceramente não sabia o que fazer. Então engoli seco esperando que ele tomasse uma atitude logo, pois se não o fizesse, eu teria um surto!
— Vilu, desculpa! — Ele disse desesperado.
— Pelo quê? — Perguntei confusa.
— Eu não sei o que fazer agora! Estou tão nervoso e nem consigo pensar direito! — Ele diz e eu não consegui segurar o riso.
— Pensei que fosse algo grave! — Digo rindo.
— É sério... você me deixa nervoso! — Diz ele e ri baixo. Provavelmente meu rosto deveria ser um tomate.
— Errr... eu não sei o que dizer. — Digo sincera e mordendo o lábio, e León me olha sorrindo.
— Acho que deveríamos fazer a janta, né? — Pergunta ele desfazendo o ar de constrangimento do ambiente.
— É... acho que devíamos sim! — Digo mais que depressa e ele solta uma gargalhada.
Fomos para a cozinha e começamos a fazer a janta, que seria... panquecas! E foi engraçado a bagunça que fizemos na cozinha. Parecíamos mais era dois adolescentes que não sabiam fritar um ovo. Tinha farinha para todo lado, parecia que havia caído uma nevasca na cozinha.
— León, tem certeza que tá certo isso? — Perguntei segurando o riso enquanto ele tentava fazer as panquecas, com um avental que o deixava engraçado, mas muito sexy, confesso.
— Claro! Você nunca fez panquecas, não? — Perguntou óbvio e eu revirei os olhos.
— Claro que sim! Mas como você disse: a sua é especial. — Digo irônica.
— Tá certo sim! É só fazer isso.. daí... isso... e... pronto! — No mesmo instante ele joga a panqueca para cima e foi questão de segundos para a panqueca grudar no teto.
— Essa é sua "panqueca especial"? — Perguntei olhando para o teto e rindo, rindo não, gargalhando. León me olhou sério e frustrado, mas não aguentou muito e então começou a rir junto.
Mas também... não é todo dia que vemos essa cena hilária né! Minha barriga já estava começando a doer de tanto rir. Acho que eu devia parar né?
— Tá, chega né! — Ele disse demonstrando a frustração.
— Enquanto aquele "treco" continuar grudada no teto eu não vou conseguir parar de rir! — Exclamo com a mão na barriga tentando controlar o riso.
— Se você não parar de rir eu vou jogar esse saco de farinha na sua cabeça! — Diz ele pegando o saco de farinha da bancada e sorrindo ameaçador.
— Você não teria coragem! — Digo estreitando os olhos e com um sorriso sarcástico no rosto.
— Tá duvidando? — Pergunta se aproximando lentamente. Mordi o lábio. Ele não teria coragem... ou teria?
Sem dar tempo de elaborar qualquer tipo de resposta para minhas perguntas totalmente sem sentidos, me vi coberta por um pó branco e muito macio. Abri a boca para dizer algo, mas nada saiu, simplesmente olhei para minha roupa totalmente coberta de farinha e olhei para León, o mesmo estava rindo exageradamente.
— Seu... seu... Argh! Seu... — Antes de pronunciar algo, a panqueca que estava grudada no teto se solta e... adivinhem? Caiu na cabeça do León!
Eu não me aguentei e comecei a rir novamente. Sem dúvidas esse jantar vai marcar história!
— Ok, acho que nossa janta já está feita! — Diz ele retirando as migalhas do cabelo e fazendo uma careta engraçada.
Depois da nossa "guerrinha" na cozinha, não teve jeito, eu tive que tomar um banho, e León também. Mas que fique bem claro, ele tomou banho no banheiro do quarto de hóspedes e eu tomei banho no banheiro do quarto dele. Nada de pensar besteira!
Tomei o banho rapidamente, pois eu não estava em casa, é claro. Quando acabei me sequei com a toalha de León que estava ali no armarinho do banheiro. Coloquei as peças íntimas, pois elas não haviam sujado. Mas então me lembrei que meu vestido estava todo sujo de farinha, e não teria como pôr ele novamente. Ótimo!
Abri a porta do banheiro silenciosamente, rolei meus olhos pelo quarto para ver se León não estava ali. E não, ele não estava.
Deixei a toalha no banheiro, pois estava molhada. Saí do banheiro só de calcinha e sutiã. Maldita hora que eu resolvi duvidar daquele idiota! Agora eu estaria perfeitamente vestida se não tivesse duvidado dele!
Caminhei até o closet que ficava de frente para o banheiro, iria pegar uma roupa de León, porque semi-nua eu não iria ficar, não iria dar esse gostinho à ele!
Estava de costas procurando algo que me agradasse e que, talvez me servisse — o que seria difícil -, quando sinto um corpo quente contra o meu. Me arrepiei por completa, e então me virei de frente para ele, que estava somente de calça moletom. Algumas gotas d'água ainda estava sobre seu tanquinho bem definido. Engoli seco. Essa aproximação não vai dar certo!
— Eu menti — León disse sussurrando em meu ouvido com nossos corpos colados.
— Mentiu sobre o quê? — Perguntei baixo por conta da aproximação.
— Menti quando disse que iríamos apenas falar de nossas filhas. — Disse com um sorriso malicioso no rosto. E que sorriso!
— León... — Minha voz saiu falha.
— Hum? — Ele pousou as mãos em minha cintura e foi me empurrando lentamente até encostar na parede — O que foi? — Sussurrou no meu ouvido, e um arrepio percorreu por todo meu corpo.
— Nã..o fa..faça iss..o. — Digo com a respiração acelerada e a voz falha.
— Eu não consigo, fiquei muito tempo sem te beijar, preciso dos seus lábios junto aos meus! Principalmente vestida assim, eu preciso de você! — Diz ele. Logo depois esqueci do que eu havia falado. Ele iniciou um beijo carinhoso, porém voraz e quente. Havia um misto de sentimentos naquele beijo.
O beijo foi esquentando, e tudo o que eu podia fazer era retribuir. Naquele momento eu esqueci de tudo à minha volta. Só havia nós dois ali. León e eu.
Ele foi me empurrando carinhosamente até a cama, e então me deitou ficando por cima de mim. Em momento algum havíamos nos separado. Parece que até o ar estava colaborando.
O beijo cessou e ele olhou para mim. Minha vontade era de agarrá-lo novamente, porém, não o fiz. Logo ele me deu um selinho e foi descendo os beijos por meu pescoço. O olhei e sorri também. Logo já estávamos nos beijando novamente. Fui tirando sua calça com os pés, e ele retirou os últimos tecidos que cobriam meu corpo. Quando percebi, já estávamos completamente nus...
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