Notas iniciais
Quero me desculpar pela demora, mas minhas aulas começaram e eu estou tão cheia de coisas x-x Desculpem o capitulo pequeno, prometo recompensar no próximo. Boa leitura.

O dia em que eu descobri mais sobre ele

Vesti-me no banheiro do hospital, tinha acabado de receber alta. Logo depois de acordar e perceber que tudo aquilo não era um pesadelo horrível, o tempo começou a passar sem que eu percebesse. Os médicos falavam sobre o meu estado de saúde e eu só conseguia notar suas bocas se movendo. Podia notar Ethan me olhando compreensivo e por alguns segundos até me permiti achar graça, o garoto insuportável era o que mais me ajudava no momento.

Caminhei até a saída onde Ethan me esperava. Notei suas olheiras e o quão cansado ele se parecia naquele momento e não pude deixar de sentir um aconchegante calor se apossar de mim percebendo o quão preocupado ele se parecia.

— Não precisava me esperar Ethan. – digo olhando-o

— Tem para onde ir? – perguntou-me ignorando meu comentário

Oh... Eu não tinha pensado nisso.

— Eu... – comecei tentando achar algo para dizer

— Fique na minha casa ate achar algum lugar para ficar. – ele disse tranquilo, como se aquilo fosse tão normal quando um “quer café?”

— Você... – digo assustada – Isso não é normal, não posso ficar na sua casa.

— Até achar um lugar pra ficar, tenho um quarto de hospedes, não vou te morder... A menos que queira. – piscou divertido, embora ainda tivesse um charme característico, nada parecia natural, ele realmente estava cansado.

Suspirei. Eu realmente não tinha para onde ir. Quem eu estava enganando? Tenho muita sorte de poder passar essa noite sobre um teto.

— Obrigada. – digo baixinho olhando para o chão.

— Vamos. – sorriu puxando-me para sua moto.

— A maquina mortífera de novo. – choramingo baixinho ouvindo-o gargalhar enquanto me entregava o capacete.

Droga, aquele loiro era realmente bonito.

O caminho foi tranquilo, isso se você ignorasse o quão rápido aquele cretino dirigia, isso além de ignorar o quão agarrada e com medo eu me encontrava a cada curva. Tudo isso parecia diverti-lo, o que me deixava com mais raiva ainda (quando não estava morrendo de medo).

Paramos em frente a um prédio azul, enquanto eu tentava tirar o capacete com minhas mãos tremulas. Ethan me ajudou a descer da moto enquanto entravamos no prédio, subindo as escadas até o quarto andar. Apartamento 402. Ele abriu a porta e eu observei tudo parada na soleira. Era tudo bem normal, apesar dos poucos moveis.

A sala tinha apenas um sofá e uma estante com uma televisão em cima. Caminhei para dentro devagar, fechando a porta atrás de mim enquanto observava a sala a procura de Ethan, que havia sumido assim que entramos.

— Clarisse, vai ficar parada ai? – Ethan apareceu de outro cômodo me olhando enquanto ria.

— Seu apartamento é bem... Normal. – comentei olhando-o.

— Quem sabe eu tenho um quarto da tortura? – ele disse rindo mais ainda puxando-o para a cozinha. – Esta com fome?

— Não, estou bem. – disse olhando a cozinha, que tinha uma mesa com quatro cadeiras, o fogão, a geladeira e a pia.

— Vem, vou mostrar seu quarto.

Com isso partiu de volta para a sala, andando pelo corredor e entrando em um quarto que tinha uma cama e um armário.

— Não é muito, mas... – ele diz dando de ombros.

— É ótimo, obrigada.

Olhei para Ethan vendo-o dar de ombros.

— Bom, vou deixar uma toalha pra você, quando quiser tomar banho. – ele disse pegando a toalha no armário colocando-a sobre a cama. – E o medico disse para descansar. – Ethan me olhou antes de sair.

E pensar que o conheci ontem. No silencio daquele quarto tudo o que eu conseguia pensar era em Berta. Eu não consegui chorar depois de receber a noticia, não que eu não conseguisse sentir por Berta, mas eu sentia tanto que tudo parecia irreal.

Deitei na cama fechando os olhos e tentei apagar tudo da minha mente, mas no fundo eu sabia que aquilo nunca seria apagado, eu nunca me livraria daquela culpa, não que eu fosse me permitir tal coisa, eu fui a culpada da morte de Berta, eu fui avisada para desistir daquele caso, mas eu continuei pesquisando, continuei correndo atrás de alguma pista e Berta pagou por minha teimosia.

Abri os olhos e olhei para o teto do quarto estranho a meus olhos, não tinha percebido que tinha dormido. Olhei pela janela e percebi que já era noite, eu dormi tanto assim? Levantei da cama saindo do quarto e senti um cheiro agradável vindo da cozinha.

— Ethan? – chamei andando até a cozinha encontrando-o mexendo na panela em cima do fogão.

— Fiz macarrão com queijo. – me disse sorrindo enquanto servia em dois pratos sobre a mesa. – Sente-se.

Fiz o que ele disse, sentindo o cheiro do apetitoso macarrão com queijo. Realmente, a comida do hospital não tinha sabor nenhum, eu nem havia percebido que estava com tanta fome até comer a primeira garfada de macarrão.

— Isso está... Muito bom. – disse maravilhada com o sabor.

— Claro, fui eu que fiz. – ele disse divertido me observando.

— Tsc, convencido. – revirei os olhos comendo.

Ouvi sua risada e acabei sorrindo involuntariamente enquanto comia o macarrão. É fácil ficar perto de Ethan, isso até ele se tornar difícil de lidar.

— Clarisse, pode vir a um lugar comigo? – ele perguntou olhando-a. – É importante.

O quão estranho poderia ser essa fala? Eu me tornei extremamente desconfiada das pessoas desde que meus pais foram mortos, principalmente agora com... Com tudo o que aconteceu. Eu deveria desconfiar de Ethan Break? Até por que só agora eu havia parado para pensar. O garoto apareceu pela primeira vez na escola ontem, também apareceu no cinema misteriosamente, no que parecia ser uma coincidência e estava me ajudando até agora. Ele não demonstrou tanto medo pelo que viu, deveria estar aterrorizado, qualquer um estaria. Ethan Break era realmente um mistério e eu não tinha medo dele, o que poderia acabar como um daqueles filmes onde as mocinhas acreditam no vilão e acabam brutalmente mortas. Droga.

— Importante? Que lugar? – olhei-o levemente desesperada.

— Ei, calma, vou te apresentar meus amigos e vou te ajudar a resolver toda essa bagunça. – ele disse sério.

— Ethan do que você esta falando? – eu disse levantando e me afastando dele.

— Clarisse não vou te machucar. – ele suspirou. – Você vai entender quando chegarmos lá. Confie em mim.

E o que eu fiz? Confiei. Eu provavelmente vou acabar em uma sacola de lixo esquartejada.

Ethan dirigiu sua moto até um prédio antigo e sem identificações, em uma rua sem saída e vazia. Sim, realmente esquartejada. Talvez nem em uma sacola de lixo.

— Vem. – Ethan me puxou pela mão e entrou no prédio caindo aos pedaços, andando até o porão do mesmo.

Droga, eu sou tão idiota.

Ethan abriu a porta do porão e eu me surpreendi vendo-o preenchido de equipamentos tecnológicos, cujo a maioria eu desconhecia. No meio de toda a tecnologia, um garoto de cabelos pretos digitava apressado olhando um monitor e uma garota de cabelos castanhos erguia os olhos de uma pilha de papeis observando-os.

— Estes são Brian e Lucinda, somos agentes especiais e se nos permitir, vamos encontrar o assassino. – Ethan disse olhando-me intensamente.

Notas finais
Espero que tenham gostado, prometo postar o mais rápido possível :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.