Notas iniciais
fic novaaaaa, não me perguntem como mas tive a ideia dessa fic agora de madrugada, espero que gostem!

Storybrooke dias atuais.

-Me diga, porque não deu certo? –Henry perguntou pela milésima vez.

-Eu não sei, isso é assunto de adultos, é complicado. –Tentei, sem sucesso arranjar uma resposta para meu filho que estava sentado no porto ao meu lado. A brisa do mar fazia com que ele se encolhesse para perto de mim.

-Porque você nunca me fala sobre meu pai, mãe? –Henry parou de olhar o mar e se virou para mim.

As palavras fugiram da minha boca, quando eu estava considerando pular na água e me afogar Henry suspirou e disse:

-A única coisa que eu sei é que ele tinha um barco e vivia no mar. –Seus olhinhos claros me fitaram com cautela. –Isso é mesmo verdade?

-Oh, mas é claro que sim. –Sim, era verdade. Henry fora fruto de um amor de adolescência, há exatamente 10 anos atrás um barco grande e cheio de velas atracara aqui nesse mesmo porto, e foi quando eu vi o capitão da embarcação que eu soube, minha vida jamais voltaria a ser a mesma. Eu tinha 17 anos, estudava o último ano do médio, no único colégio da pequena cidade. Cabelo preso em um rabo de cavalo, óculos, uniforme impecavelmente arrumado. Saia acima do joelho, terninho azul e meias brancas até o tornozelo. Eu era um exemplo na pequena escola. Mas foi aí que me apaixonei, e pela primeira vez, foi de verdade. Sabe quando você sente que antes vivia no automático? Me aproximei do grande barco com os livros nos braços. Parecia vazio. Até que um rapaz de pouco mais de 19 anos se aproximou. Seus olhos azuis brilhavam e seu sorriso era o mais belo de toda a cidade. Eu em jamais vira tanta beleza em uma pessoa só. E foi aí que ele sorriu para mim. Por um momento parecia que seu sorriso tinha iluminado todo o mundo. E era isso que eu sentia todas as outras vezes que ia à seu navio para me encontrar com ele. Seus cabelos negros e sua forma de se vestir contrastavam com seus olhos azuis e o mais belo físico da cidade. Minhas amigas sempre me aconselhavam a deixa-lo, ele iria embora, eu sei, mas um dia, mas eu não precisava antecipar isso. Meu pai delegado e minha mãe professora do primário nem sonhavam que eu me encontrava as escondidas em um navio com Killian, sim esse era o seu nome. Killian Jones. As lembranças pareciam ter vida quando se tratava dele. Eu te amo, ele disse deitado do meu lado, no chão do navio. Meu uniforme escolar completamente sujo pela poeira da madeira. Eu o encarei e disse que o amava também, pois era a única coisa da qual eu tinha certeza naquele momento. E naquele dia foi o primeiro no qual eu não voltei para casa. Acordar com Killian era uma coisa que eu estava disposta a fazer todos os dias, e ele também. Jovens, jovens e inconsequentes. Foi aí que a dura realidade dos adultos desgastaram aquilo que chamávamos de amor. Meu pai descobriu e me arrancou do navio de Killian a força. Lembro de Killian gritando meu nome enquanto meu pai me puxava pelo braço pelo porto. “Eu vou te buscar Swan, me espera!” Sua voz estava aflita e desesperada. Acreditávamos que poderíamos sobrepujar a oposição de meus pais, as diferenças, e a inexperiência. Naquela época tudo valia, contanto que ficássemos juntos. Mas não foi isso que aconteceu. Descobri que ele havia sido expulso de Storybrooke, por meu pai que mesmo me fazendo sofrer da pior maneira possível dizia ser o melhor pra mim. “Grávida mamãe! Vou ter um bebê do Killian” Ele havia ido embora, mas tinha deixado um pedaço dele comigo. A expressão de minha mãe era de puro horror. “Essa criança não precisa dele, você e ela tem à nós” minha mãe pousou a mão em minha barriga e sorriu. “Ele é um cafajeste Emma!” “Ele é um projeto de pirata” . ouvia isso de todos. E o pior, eu nunca mais havia recebido notícias de Killian. 9 Meses depois, estava eu em Nova Iorque, não sei o motivo mas meus pais não quiseram que eu tivesse o bebê na cidade. Essa imagem eu nunca sairia de minha memória, quando a enfermeira trouxe-me o bebê, era tão pequeno e rechonchudo que se assemelhavam as minhas antigas bonecas, hoje trancadas no sótão. O bebê chorava sem parar, mas quando aconchegou-se em meus braços parou, instantaneamente, o encarei com os olhos marejados, seus olhinhos azuis me faziam lembrar dele, e eu podia jurar que se pareciam. Pensei em procura-lo mas isso só pioraria as coisas, e eu não tinha ideia de onde encontra-lo. Soube por alto que ele havia voltado para me procurar durante o tempo que fiquei em Nova Iorque, mas quando voltei, ele não estava mais lá. Eu tinha esperança que ele iria voltar, eu esperei. Todas as noites enquanto ninava Henry em meus braços, encarava a imensidão do mar pela janela e me perguntava, o quão longe ele estava? Quando o veria novamente? Até que um dia perdi as esperanças. E tentei sem sucesso continuar minha vida, apagando a parte Killian dela.

-E se meu pai voltasse? –Henry perguntou me tirando de milhões de pensamentos.

-Ele não irá voltar. –Voltei a encarar o mar, até que meu coração acelerou em um ponto, que por um segundo, eu jurei que ia parar. Não, aquilo não podia ser verdade. Avistei o grande letreiro “Jolly Roger” em um navio que se aproximava do cais.

-Killian...-susurrei.

Notas finais
se quiserem cap 2 comenteeem, só postarei se gostarem da história.kisses