Sedução e Abandono...
1 Primeiro (Re)encontro
Fomos dar uma volta no parque. Ele me disse \"te espero às três horas, na entrada\". Cheguei lá já dez minutos adiantada, pensando melhor um pouco adiantada do que atrasada, não? Quando cheguei D. já estava lá na porta a minha espera, de longe me viu e sorriu, e eu retribuí o sorriso. Ele estava bonito como eu me lembrava, mas não tão atraente como eu esperava...
Comprimentamo-nos com um beijo no rosto e um abraço, como de costume. Fomos conversando sobre nossas vidas, de modo tão estranho, faziam quase dois anos que não nos víamos, este era o primeiro reencontro. Eu já sabia, quando nos vemos, sempre é com o mesmo objetivo por parte de ambos, cruzar nossos lábios e não mais falar, apenas gesticular. Eu já estava mais que acostumada com essa peça. Mas desta vez eu estava certa de que não queria isso, queria conversar, estabelecer laços de amizade. Eu realmente achei que pudesse fazer isso — apesar de que não me importaria de compartilhar minha saliva com ele novamente -, mas já percebi logo ao chegar que não seria desta forma. Os objetivos dele com o passeio, cheios das segundas intenções, já haviam sido escolhidos.D. então passa seu braço em volta da minha cintura, tenta dar me um beijo, eu fujo, me desvio, ele pergunta o que eu quero, eu respondo que quero só ver a trilha. E vamos nós andando. Ele pergunta por nossos amigos em comum, dos quais não via a tempos, eu pergunto por seu irmão — ex de uma das minhas melhores amigas. Lembro-me de quão religioso esse irmão era, até cheguei a me perguntar se D. ia pelo mesmo caminho. Que tolice pensar nessa possibilidade, D. era apenas um conquistar barato, não mudaria jamais... E nessas conversas sem real propósito vamos adentrando a trilha.Parando-me em certo ponto, me segurando pelo quadril, ele olha em meus olhos e me dá um beijo, como costumava antes fazer. Eu tento fugir novamente, sem sucesso, fui vencida. Para falar a verdade eu também o queria – apenas – naquele momento. De início foi um beijo gelado, sem sal, sem euforia. Mesmo assim, ele queria mais, ia levantando devagar minha blusa e eu fugia ainda sem sucesso. Mas apesar de querer uma coisa mais excitante, ainda faltava aquela faísca... Onde estaria?Ele tentou tirar minha blusa, eu não deixei, porém ele foi levantando-a até chegar abaixo dos meus seios, eu não resistia por completo, de propósito, fui deixando aos poucos, esperando que aquilo fosse ficar mais interessante. D., vendo que eu não tentaria o mesmo com ele, puxa um pouco sua própria blusa para cima, sinalizando o que queria. Para mim seus gestos estavam mesmo quase que gritando: \"Me toque! Tire minhas roupas! Não tenha vergonha! Me coma!\", isto é, se eu pudesse lhe comer, anatomicamente falando. Bem, mas não era vergonha exatamente o que eu tinha, eu queria só a faísca que esse toques deveriam fazer surgir. \"Cadê a maldita faísca?\" eu me perguntava, enquanto ele resolveu que deveria tirar sua própria blusa, a jogando no chão, sobre as folhas, jogando também meus óculos.D. me leva um pouco mais a dentro da trilha. Ainda tentando tirar o que restava de minha blusa, eu só repito seu nome, como sinal de reprovação, e ele como quem não quer nada me pergunta o que tem demais. Onde está agora o menininho de igreja que você parecia ter se tornado? Da mesma forma que sempre, ele fingia estar despretensioso, quando tinha suas ideias já programadas, ideias essas que não convém citar, estão mais que explícitas.Em algum momento ele conseguiu finalmente o que queria. Depois de tanta tentativa, abriu meu sutien, por debaixo da blusa mesmo. Escorregou seus lábios por meus seios, arrancou de vez minha roupa, e colocando se de joelhos, roça seus lábios por meus seios e barriga. Eu estava agora apenas de tênis e calça, e para falar a verdade me sentindo numa posição mais elevada vendo ele de joelhos aos meus pés, como eu mandasse. Naquele momento eu mandava, e ele era minha... Puta...Ele me puxa de manso, sobre seu corpo, agora ele estava de joelhos sobre o chão e eu de joelhos e pernas abertas sobre ele. Ele disse que tinha preservativos. \"E daí? Você não vai ter motivos para usá-los mesmo\", eu pensei. Porém, só respondi um não. Eu estava suada, molhada, excitada e queria mais. Mas não ali, não com ele. Apesar da situação que me denunciava, ainda não sentia fagulhas me consumindo... Talvez se ele ainda fosse o senhor galante que eu havia conhecido, quem sabe... Mas não. Ou melhor, não sei se ele não era mais tão galante, ou o tipo de homens que me atraem está agora mais seleto. Penso que a segunda opção.Naquilo ouvimos barulhos vindo em nossa direção, pegamos as roupas no chão e saímos para o outro lado. Alarme falso. Não vinha ninguém em nossa direção. Então D. se sentou no chão ali mesmo, me fez sentar em seu colo. E Entre beijos, e corpos roçando, e partes íntimas se esfregando através da roupas mesmo, ele puxa um preservativo. Mas como eu disse, aquilo em si, o sexo, não seria ali (nem em qualquer outro lugar que fosse com ele...). Mas ele decide que quer me levar mais para dentro do mato, vá entender, ele ainda achava que passaria de amassos, crianças nunca perdem a esperança... Tolo D.Descemos mais um pouco em um barranco, D. ficou em algo entre sentado e em pé, me puxou para junto de seu corpo, as costas curvadas sobre mim, ele olhava nos meus olhos como se ele se importasse. E eu já imaginei que era outro truque, mais uma forma de tentar me seduzir e então me deixar. Seus olhos eram castanhos claros enquanto refletiam a luz do sol. Lembro que sempre tive fraco por olhos castanhos claros, apesar de geralmente não me dar conta deste fato. E mesmo assim, com toda essa bela cena eu ainda não queria que ele me possuísse realmente. Não era ele o homem que eu desejava. E nós ainda sem a parte de cima das roupas, troncos desnudos, abraçados, menos frenéticos. Apenas carinhosos, como um casal que acabara de fazer amor. Apesar de que nós não havíamos o feito. Ele estava apenas cansado, tentara tanto chegar aos finalmentes e nem isso conseguira, estava até um pouco decepcionado com ele mesmo, eu percebia. Mas ele não desistiu, dando-me outro beijo nos lábios perguntou:
- Quando nós vamos nos ver de novo?- Eu não sei. — Coçando as costas dele — Quando você quer me ver novamente?- Amanhã.- Amanhã eu não posso. É aniversário de uma amiga.- Vai ter festa?- Eu vou para casa dela.- Não vai mais.Ele me puxou para mais perto de si, como se achasse que pudesse me fazer sentir protegida. Não sei se pensava realmente que esse ato me faria mudar de ideia, mas para mim ele só parecia um tolo, que achava que estava lidando com uma criança, enquanto entrava na jaula de uma fera.- Vou sim. — Respondi.- Hm, depois de amanhã?- Pode ser.- Duas horas, eu passo na sua casa.- Ta certo, duas horas.Ele me dá outro beijo, me apertando contra seu peito.- Vamos? — disse eu.- Já?Acenei a cabeça em sinal de positivo. Ele me enrolou, abraçou, beijou, e finalmente cedeu a sua derrota. Fomos saindo de lá, subindo até onde estavam nossas roupas. Perguntou-me as horas. Eram quatro e vinte. Ele tinha médico marcado e deveria estar em casa às quatro e meia. Tudo bem, ele morava ali do lado. Vestimos nossas roupas. Voltando pela trilha, ele me escorou em uma árvore, deu-me outro beijo, e outro. Me soltou e continuamos o caminho, enquanto ele me puxava para seus lábios de segundos em segundos.Perto da porta nos despedimos, mais um beijo, ele andou para um lado e eu para outro. Sorrindo, um novo encontro marcado... E ele que costumava sempre usar dos outros, estava agora sendo usado por mim. E será, na primeira possibilidade, deixado – novamente, pela segunda vez. Bem sei que não deveria usar as pessoas assim, dar lhes esperanças onde não existem, mas eu realmente não resisti à possibilidade.Mesmo assim, apesar de toda essa história, eu só pensava que antes você costumava ser mais galante, sedutor, mais rápido... Foi você quem perdeu o jeito, querido? Ou fui eu quem amadureceu?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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