Seducing The Enemy

10 Capítulo X – Who told him?


Notas iniciais
Minha gente! Me desculpem por não ter postado na quarta passada, mas é que eu estou sem internet faz 9 dias, e só resolveram a situação hoje. Agora mesmo :v Corri para postar aqui. Boa leitura.

Capítulo X – Who told him?

Quinn entrou no auditório do Carmel e encontrou Jesse atrás do piano. Dedilhava levemente. Se aproximou vendo que ele já tinha percebido que ela estava ali. Mas, ainda assim, não lhe direcionou o olhar.

– Veio me atualizar? – Jesse pergunta, levemente sarcástico. Quinn respira fundo, ainda sem saber o porquê de estar ali agora.

Se aproximou mais um pouco e puxou uma cadeira. Sentou e ficou olhando para as próprias mãos. Pensou bem se deveria falar sobre o que aconteceu nesses dias. Ela não falava com Jesse desde as Seletivas do Vocal Adrenaline – que ganhou, obviamente – e ela não sabia deveria falar... ou se queria falar...

– Quinn, se você vai ficar ai, olhando para as mãos sem falar nada eu...

– Eu a beijei. – Quinn solta de repente e levanta a cabeça. Jesse está olhando para ela com uma expressão surpresa. – Na verdade, foi ela que me beijou.

– Hmmm. – Jesse fecha a tampa do piano e apoia os cotovelos nela e o queixo nos punhos. – E como foi?

– Ela não queria parar. Eu a deixei em casa depois, e no outro dia, nós demos uns amassos no armário do zelador. – Ela fala rapidamente. Seu coração martelava nos ouvidos. Sentia que estava traindo. Só não sabia quem.

– Isso é bom. – Jesse murmura e levanta lentamente do banco do piano. Passa as mãos pela gravata e sorri. – Quer dizer que não vai demorar muito para ela estar de quatro para você.

Quinn reprimiu uma careta com a linguagem e voltou a olhar para as mãos. Espremia os dedos nervosamente, mas tentava ao máximo fazer com que Jesse não percebesse.

– Até quando isso vai continuar? – Quinn pergunta, sua voz saiu um pouco tremida.

Jesse respira fundo, como se estivesse pensando, ou até mesmo, procurando um jeito de se acalmar. Quinn limpou a garganta e passou uma mão pela nuca. Estava inquieta.

– Até ela chegar para você e dizer, com todas as palavras, que está loucamente apaixonada por você. – Jesse diz pausadamente. Quinn respira fundo e tenta não pensar em Rachel dizendo tais palavras. Por algum motivo, era bom, mas também era perturbador. – Ah, e terá que fazer o possível para isso acontecer. – Ele diz e Quinn levanta a cabeça. Jesse tinha esse sorriso malicioso, que ele a olha deu uma maneira quase sedutora. Quinn arregalou os olhos.

– Está dizendo que...

– Que fará sexo com ela, se for necessário. – Ele diz e dá as costas para ela, indo até sua pasta em cima do piano. – É isso. Fico feliz com o progresso. Continue me notificando.

E saí do auditório.

Quinn fica olhando por onde ele saiu e balança a cabeça. Ela não conseguia mais pensar em nada.

__

Santana rodava em cima do palco com Brittany. Quinn entrou no auditório e sorriu discretamente. A latina tinha as mãos da loira em seu quadril e giravam pelo palco, como uma dança de salão. Ambas tinham esse sorriso apaixonado e encantado estampado nos lábios. Quinn foi se aproximando e se encostou em uma poltrona enquanto esperava elas acabarem.

– Eu sei que está aí, Fabray. – Santana diz e seu sorriso apaixonado some, dando lugar a um presunçoso. Ela se solta de Brittany e anda até a ponta do palco. – Venha, nos mostre o que sabe.

– Porque é que você quer que eu faça isso? – Pergunta rindo. Subiu as escadas e foi envolvida pelos braços de Brittany que beijou sua bochecha.

– Porque a San está curiosa. – Brittany sussurra e Santana cora quando escuta.

Brittany a solta e corre até o estéreo no fundo. Quinn ri e se apoia no piano, enquanto Santana vai para o centro do palco. Brittany desliza até a latina e a batida começa. Ambas estão lado a lado.

– Nos acompanhe. – Santana diz e começa a cantar logo em seguida. Brittany fazia a coreografia e Santana fazia a mesma coisa ao seu lado.

I had a way then losing it all on my own
I had a heart then but the queen has been overthrown
And I'm not sleeping now
The dark is too hard to beat
And I'm not keeping now, the strength I need to push me

Quando chega no refrão. Quinn tira a jaqueta, jogando-a em cima do piano e vai até elas, fica ao lado da latina. Elas deslizam os pés pelo chão e rodam pelo palco. Rapidamente ela pega os passos de Brittany. A loira mais alta fazia leves movimentos com os quadris, rodando-os. Quinn fazia movimentos com os braços, que fez Brittany sorrir e imitar os movimentos. Erguiam os braços sempre que deslizavam uma perna.

You show the lights that stop me turn to stone
You shine it when I'm alone
And so I tell myself that I'll be strong
And dreaming when they're gone

'Cause they're calling, calling
Calling me home
Calling, calling, calling home
You show the lights that stop me turn to stone
You shine it when I'm alone
Home

Santana se afastou delas, e as observou de longe enquanto continuava a cantar. Quinn foi surpreendida por Brittany que a pegou pelo braço e elas se viraram, frente a frente.

– O que...? – Quinn perguntou confusa e Brittany piscou pra ela.

– Apenas me acompanhe. – Ela sussurra e coloca uma mão no ombro de Quinn e outra segurando a mão da loira. Quinn percebeu o que ela queria e pegou a cintura da loira, puxando-a para perto. Era um tango.

Noises, I play within my head
Touch my own skin
And hope that I'm still breathing
And I think back to when my brother and my sister slept
In an unlocked place the only time I feel safe

Brittany soltou Quinn e virou de costas para ela. Elas deslizavam para trás com os corpos colados. Então Quinn virou de costas. Santana ficou impressionada como Quinn conseguia fazer exatamente o que Brittany fazia. Ela nunca pensou que a loira dançasse realmente bem.

You show the lights that stop me turn to stone
You shine it when I'm alone
And so I tell myself that I'll be strong
And dreaming when they're gone

'Cause they're calling, calling
Calling me home
Calling, calling, calling home
You show the lights that stop me turn to stone
You shine it when I'm alone
Home

Lights, lights, lights, lights
Lights, lights, lights, lights (home, home)
Lights, lights, lights, lights
Lights, lights

Então quando acabou, Quinn estava frente a frente com Brittany que estampava um sorriso gigante.

– Realmente, isso é impressionante. – Santana comenta e se aproxima delas. Quinn sorri de canto e coloca as mãos nos bolsos. Se sentiu repentinamente tímida.

– Nós vamos arrasar nas Regionais!

Brittany abraçou ela com força, parecia tão animada que Quinn se sentiu mal. Quinn sabia que não estaria presente nas Regionais. Se afastou de Brittany e pegou sua jaqueta.

– Bom, era só isso? – Perguntou, seu humor indo embora.

– O que foi? – Santana perguntou, parecendo realmente curiosa. Sua sobrancelha se erguia em uma expressão quase indiferente. Quinn se mexeu inquieta e vestiu a jaqueta.

– Nada, só lembrei que tenho que estar em um lugar agora. – Disse e balançou os ombros.

– Tem outro encontro com a Rach? – Quinn arregala os olhos e olha para Santana. A sobrancelha da latina se ergueu mais ainda.

– Brittany! – Quinn guinchou e a loira olhou para ela, parecendo realmente confusa.

– O que? Achei que não era mais um segredo depois que vocês deram uns amassos quentes no armário do zelador. – Brittany murmura e inclina a cabeça com um sorriso.

– Fabray e Berry? – Santana fala e solta uma gargalhada. – Porra, isso deve ser fantástico. Finnocente vai perder a única coisa que ele acha que tem. – Ela solta outra gargalhada e Quinn comprime os lábios para prender sua própria.

– Não fala assim do Finn, San. Ele tem sérios problemas. – Brittany fala fazendo um bico e Quinn soltou seu riso e respirou fundo.

– Então, você e a Berry? – Santana pergunta e faz uma careta. – Não é tão ruim.

– Fabray e Berry... Faberry! – Brittany guincha e pula duas vezes enquanto bate palmas animada.

Santana ri e passa um braço ao redor da cintura da loira.

– Isso mesmo, meu amor. Faberry é melhor que Finchel. – Ela diz sorrindo e se inclina para beijar a bochecha da loira, que cora.

Quinn começa a se sentir uma intrusa. Ela pigarreia e Santana a olha.

– Depois nós conversamos sobre isso, Fabray. Agora vai, quero ter o meu tempo com a minha garota. – Ela diz e puxa Brittany para trás do palco.

– Okay. – Quinn fala para si mesma e sai do palco.

Escutou um gemido baixo e respirou fundo enquanto corria para fora do auditório.

__

– Então, impressionou as Cheerios? – Rachel pergunta quando senta ao seu lado na aula de literatura. Quinn se inclina para trás na cadeira e sorri de canto para a morena enquanto cruzava os braços.

– Vamos dizer que sim. – Deu de ombros e suspirou.

– Aconteceu alguma coisa lá? – Rachel perguntou, se inclinando para que só ela escutasse.

Contra sua vontade, Quinn prendeu os olhos nos lábios da morena. Imaginava como seria beijá-los mais uma vez. Fazia vinte e quatro horas desde que tinha tocado aqueles lábios com os seus, queria ter esse prazer novamente.

Não!

Ela não pode pensar nesse tipo de coisa!

– Hm, não. Nada. – Se arrumou na cadeira e olhou para frente. Rezando para que a Sra. Paulson entrasse logo.

– Isso é bom. Achei que Santana tinha te ameaçado com alguma coisa caso você não fizesse o que ela quisesse. – Rachel fala, sem perceber as expressões de desconforto de Quinn.

– É... Uh... – Pigarreou e passou uma mão pelo cabelo. Desarrumando-o em frustração.

Rachel ia falar alguma coisa, mas foi interrompida por uma mão grande que pousou em sua mesa. Pousou não, ela bateu em sua mesa, fazendo sua caneta cair e sair rolando. Quinn olhou para cima, atrás de Rachel, estava o namorado dela, vestindo sua jaqueta Letterman e um olhar nada feliz.

– O que porra é essa? – Finn rosnou e Rachel se encolheu.

– Quem você pensa que é? – Quinn rosnou de volta.

Se levantou e ficou na frente dele, o empurrando para longe da morena. Ficou surpresa que ele realmente deu alguns passos para trás.

– Quinn.. – Rachel chamou, mas a loira estava muito ocupada trocando olhares afiados.

– Sou o namorado dela! E fiquei sabendo que vocês estavam de beijinhos por aí! – Ele rosna e Quinn dá um passo atrás. Ela não esperava por isso.

– Finn, isso não é necessário...

– Sim, nós estávamos. – Quinn fala tranquilamente e Rachel arregala os olhos e se levanta rapidamente.

– Quinn!

– O que? É verdade!

Ela não sabia o porque de estar fazendo isso, mas quase não viu quando Finn se aproximou dela, todo pronto para atacar. Quinn recuou e quase tropeçou em uma mochila.

– Quem você pensa que é? Chega aqui e quer tomar tudo o que é meu! Rachel é minha! E ela não é gay! – Ele esbraveja. Quinn viu ele ficando consideravelmente vermelho e arregalou os olhos.

– Eu nunca disse que não era gay...

– Não interessa. – Finn ignorou Rachel e continuou indo para cima de Quinn.

– O que está acontecendo aqui? – Quinn respirou aliviada quando viu Finn parar de ir para cima dela. Virou e encontrou a Sra. Paulson com os olhos apertados para Finn. – O senhor não está nesta aula, senhor Hudson.

– Já estou indo, Sra. Paulson. – Ele diz e se inclina sobre Rachel, colando seus lábios nos dela. Quinn vira o rosto fazendo uma careta. – Eu te perdoo. – Ele diz com um sorriso estupido e Rachel franze o rosto em confusão.

Mas antes que pudesse perguntar alguma coisa, Finn já estava se afastando e passando por Quinn, batendo o ombro no dela.

– Cuidado, Fabray. – Ele murmura baixinho e sai da sala.

Quinn respira fundo e olha para Rachel enquanto a Sra. Paulson acalmava o resto da sala. A morena se aproximou de Quinn e a puxou para a mesa que dividiam. A loira sentou e passou as mãos pelo cabelo.

– Porque disse pra ele? – Rachel perguntou baixinho enquanto abria seu caderno.

– Porque ele é um idiota. – Murmurou simplesmente e abriu o próprio caderno.

__

– Você contou pra ele? – Gritou assim que entrou no vestiário vazio, sabendo que ainda tinha alguém. Santana a olhou com os olhos arregalados.

Ela gostava de ser a ultima á tomar banho. Tinha mais tempo e poderia relaxar. As vezes ainda tinha a companhia de Brittany. Quinn só sabia disso depois que a loira, infelizmente, lhe disse isso.

– Contei o que? – Perguntou e Quinn revirou os olhos.

– Sobre Rachel e eu. – Disse e sentiu o rosto corar levemente.

– Ah. Isso não é da minha conta. – Ela deu de ombros e voltou a mexer no armário. Tirou uma bolsa e colocou no banco atrás dela. – Mesmo que eu queira muito, eu não faria isso.

– Porque não? Você mesma estava louca pra fazer isso.

– Porque... você meio que me ajudou com Britt. – Ela deu de ombros corando e Quinn sorriu levemente. Logo seu sorriso sumiu e deu o lugar de uma expressão pensativa.

– Então quem fez isso...?

– Então, Finnpotente descobriu que você anda provando o suco da Berry? – Santana pergunta com um sorriso malicioso. Quinn revirou os olhos e corou.

– Isso é ridículo.

– Mas é verídico.

– Não é. – Balançou a cabeça e viu Santana rir enquanto retirava uma calça jeans da bolsa e uma camiseta branca.

– Claro que é. – Ela diz e fica ereta. – Eu tenho que tomar banho agora. Vai querer ficar pra ver o show? – Ela sorri maliciosa e Quinn pensa bem, mas nega veementemente.

– Não, não tenho tempo pra isso. – E acenou para a latina antes de sair do vestiário.

– Louca. – Escutou antes de sair.

__

Entrou em casa e suspirou enquanto deixava as costas caírem contra a porta. O silencio era perfeito. Sua mãe não estava em casa, tinha saído no objetivo de colocar currículos pela cidade. Tinha que se acostumar com a ideia de sua mãe trabalhando, já que antes, seu pai era quem colocava o dinheiro dentro de casa.

Se arrastou até a sala e se jogou no sofá, ligando a tevê e colocando em um canal qualquer. Sentiu o celular vibrar e se contorceu para retirá-lo do bolso de trás da calça. Retirou e olhou para a tela. Número desconhecido.

Oi, Quinn! Sou eu, Rachel. Provavelmente deve estar descansando, mas preciso falar com você. Será que podemos conversar?

Quinn sorriu com a gramática de Rachel, até mesmo em uma mensagem. Passou a mão de leve ao redor da tela do celular e olhou para a tevê. Não tinha o que fazer. Então porque não chamar a morena?

Isso seria loucura, mas ela o faria. Precisava também esclarecer algumas coisas com a morena. Inclusive, se ela tinha dito para Finn sobre elas. Salvou o número de Rachel e tratou de responder.

Hey, Rachel. Sim, nós podemos conversar. – Q.

Notas finais
É isso. Agradeço pelos comentários nos capítulos passados. Comentários?