Seducing The Enemy
1 Capítulo I - Rachel Barbra Berry
Notas iniciais
Mais uma fanfic minha por aqui!
Espero que gostem dessa.
Boa Leitura!
Capítulo I
- Rachel Barbra Berry! – Jesse gritou para todos e Quinn suspirou revirando os olhos. Jesse apontou para a enorme foto da morena em um slide que tinha atrás dele. – Nós precisamos eliminá-la. Ela é a estrela deles e nós sabemos que se ela estiver entre eles, nós iremos perder!
Todos guincharam de horror e isso fez Quinn revirar os olhos novamente. O quão ridículo era Jesse St. James agindo como se eles fosse realmente perder. Sim, Rachel Berry era muito boa, e linda claro, mas ela era uma das poucas vozes do New Directions que é boa. E o Vocal Adrenaline era bom demais para perder.
- Quinn! – Jesse gritou chamando sua atenção. Quinn suspirou e olhou para ele. – Você está pronta?
- Uh? – Franziu o cenho e riu sem entender.
- Está pronta para sua missão?
- É o que?
Jesse suspirou e Quinn olhou ao redor. Ela estava sozinha sentada no palco com Jesse na sua frente. Quando foi que todos foram embora?
- Me escute bem. – Jesse pediu e sentou em uma cadeira na frente de Quinn, que cruzou os braços apertado. – Você será transferida para o McKinley, irá chamar atenção, será você mesma, mas você agirá como se nos odiasse por expulsá-la por motivos injustos e Rachel Berry virá até você, a ajudará.
Quinn arregalou os olhos e tentou procurar alguma coisa na expressão de Jesse que fosse brincadeira.
- Você enlouqueceu? – Ela perguntou guinchando e Jesse suspirou pesadamente e dramaticamente.
- Eu mesmo iria, mas não tenho idade para voltar para o colégio.
- Isso é loucura Jesse!
- O que? Você fará a garota se apaixonar por você, é tão simples quanto cantar Jar of Hearts da Christina Perri. – Ele deu de ombros como se não fosse nada demais.
- Porque eu tenho que fazer isso? – Ela perguntou com os olhos arregalados.
A expressão de Jesse ficou sombria. Quinn sentiu seu corpo tremer na cadeira.
- Lembra quando você ficou me devendo um favor quando pediu para que eu fizesse sua ex-namorada sumir?
Quinn suspirou pesadamente e fechou os olhos apertados. Droga! Ela tinha que estar devendo um favor para Jesse St. James.? Tudo bem que ele conhecia muita gente e era fácil fazer outras pessoas desaparecerem em um piscar de olhos, e ela precisou dele quando sua ex-namorada simplesmente enlouqueceu. Mas agora ela tinha esse fardo. Ela não tinha culpa se sua namorada era uma obsessiva doente!
- Isso ainda é loucura, Jesse. – Disse e bufou quando viu Jesse sorrir. – Mas eu irei fazer esse favor.
- Isso não é um favor, é uma ordem.
Quinn revirou os olhos mais uma vez e se inclinou na cadeira, aproximando seu rosto de Jesse.
- Eu irei fazer Rachel Berry se apaixonar por mim.
Jesse se afastou e levantou animado, batendo palmas e rindo. Quinn voltou a se encostar na cadeira e suspirou irritada.
Ela sabia que Jesse iria até o inferno com ela se ela não aceitasse.
- Já falei com sua mãe! Judy disse que não tinha problema em transferir você temporariamente para o McKinley, mas não diga a ela o motivo disso. E se ela perguntar, diga que é apenas uma estratégia. – Ele disse e girou animado no palco. – Você terá que dar o seu melhor! Use todas as suas armas. Suas seduções. Tudo! Eu sei do que Quinn Fabray é capaz de fazer!
- Quando eu vou pra lá? – Quinn perguntou interrompendo Jesse da sua divagação. Ela estava entediada, só queria ir pra casa.
- Próxima semana, na segunda você já irá para o McKinley. Esse final de semana nós ficaremos juntos e testaremos tudo o que você vai fazer quando chegar lá.
- O que exatamente eu vou ter que fazer quando chegar lá?
- Seduzir. – Ele disse com um sorriso maldoso. – Irá fazer o que for para ela se apaixonar por você. Não deixe que ninguém desconfie do que você realmente está fazendo.
- Eu não entendo uma coisa. – Quinn disse franzindo o cenho e Jesse a olhou pedindo para falar. – Nós não vamos ser contra eles na próxima competição, então porque essa preocupação antecipada?
- Como estamos iniciando o ano, quero que eles percam antes mesmo de chegarem as Nacionais.
- Então eles terão que perder nas Secionais?
- Não! – Jesse fez uma careta. – Ninguém perde nas Secionais.
- Então as Regionais?
- Sim! – Ele disse e ficou de joelhos. Quinn não entendia a animação toda dele.
Quinn respirou fundo e levou uma mão até o cabelo, enterrando os dedos e bagunçando os fios curtos e loiros.
- E como é que realmente vamos fazer isso? Tem muitas probabilidades de isso dar errado. – Ela ergueu as mãos fazendo o rosto de Jesse formar uma careta.
- Se você fizer direito não vai dar errado. – Ele diz dando de ombros. – Mas tenho um conselho para você.
Quinn viu a expressão de Jesse se tornar sombria.
- Hm?
- Não se apaixone. – Ele disse baixo e levou uma mão até o cabelo para arrumá-lo.
Quinn franziu o cenho.
- Eu não vou me apaixonar. – Disse garantindo e Jesse a olhou no fundo dos olhos.
- Rachel Berry tem muita semelhança com Shelby Corcoran. Elas tem um charme que ninguém tem... acredite, se não tomar cuidado, irá se apaixonar. – Ele aconselhou e Quinn comprimiu os lábios com mais força.
- Porque está me dizendo isso?
Jesse suspirou pesadamente.
- Já tive meus momentos com Shelby Corcoran, e ela é a mãe biológica de Rachel Berry.
Quinn não quis saber mais. Ela levantou e passou as mãos sobre a jaqueta preta que usava, arrumando-a. Jesse levantou com ela e colocou as mãos no bolso da calça.
- Amanhã. Uma hora da tarde. Aqui mesmo. – Ele disse e foi se dirigindo até a saída do auditório.
- Amanhã é sábado!
- Sim.
E ele foi embora.
Quinn revirou os olhos e pegou sua bolsa na cadeira ao lado e se dirigiu até a saída. Ela ainda tinha que estar em casa a tempo para o jantar.
__
Era segunda. Quinn respirou fundo e entrou no McKinley.
Ela realmente nunca pensou que fosse colocar os pés nesse colégio algum dia. Evitou fazer uma careta e estacionou seu Audi. Não deveria ter vindo de carro para um colégio publico como o McKinley. Desligou o carro, pegou sua mochila no banco de carona e saiu do carro.
As pessoas olhavam para ela. Quinn revirou os olhos, fechou a porta do carro e colocou a mochila nas costas. Antes de sair trancou o carro e se arrastou até a entrada do McKinley.
Assim que entrou seu corpo trombou com o de algum nerd. Ela revirou os olhos e rosnou para o menino que se encolheu pedindo desculpas.
Porque mesmo ela está fazendo isso?Argh! Ela nem lembra.
Foi até o escritório do diretor. Ela nem mesmo sabia como tinha conseguido achar, ela simplesmente foi seguindo um indiano vestido de terno que tinha chegado logo depois dela.
E o indiano era o diretor!
Quinn conseguiu o numero do seu temporário armário e seu horário das aulas. Assim que saiu da sala do diretor, se arrastou até o armário e ficou tentando abrir.
Mas a porra do armário não abria!
- Quer ajuda? – Uma voz disse atrás dela e Quinn revirou os olhos.
- Não, eu consigo. – Disse rosnando enquanto puxava o armário com força.
A pessoa atrás dela bufou e a empurrou para o lado. Puxou o papel com a senha da sua mão e tentou abrir o armário. Era uma mulher. Uma menina para ser mais exata. Tinha o uniforme de líder de torcida. Parecia ser latina pela expressão e um leve sotaque.
A menina empurrou um pouco o armário para cima e puxou rapidamente.
- Viu?
- Isso é uma droga. – Quinn murmurou e viu o armário vazio. Respirou fundo e enfiou a mochila dentro do armário.
- Um “obrigada” é bem vindo. – A suposta latina disse e Quinn suspirou fechando a porta do armário e virando para a morena.
- Obrigada. – Disse forçadamente e a latina riu.
- Você não é daqui. – Observou cruzando os braços. – Eu já te vi em algum lugar. – Disse examinando Quinn de cima a baixo.
Quinn pensou em algumas coisas que Jesse lhe disse.
Algumas pessoas provavelmente iriam lhe reconhecer por causa das competições de coral e dos solos que ela já fez. A latina ainda a examinava e Quinn ficou um pouco nervosa. Jesse disse que era normal que as pessoas lhe reconhecessem, seria mais fácil demonstrar que não estava satisfeita com algo, e isso seria o Vocal Adrenaline a expulsarem hipoteticamente do time.
— Hmmmm. – Quinn resmungou e cruzou os braços imitando a posição da latina.
- Onde foi que eu já vi você? – Ela perguntou novamente e Quinn revirou os olhos.
- Tenho que esperar aqui até que você lembre?
- Hmmm, não. – A latina disse dando de ombros. – Então... Como é seu nome?
- Porque não diz o seu primeiro? – Quinn não iria dizer seu nome, se a latina já estava desconfiando dela, se ela dissesse seu nome, era uma probabilidade grande de que ela soubesse de onde veio.
Quinn ainda não estava cem por cento certa de que ela deveria dizer de onde veio. Se alguém perguntar ela não vai negar, mas ela não quer chegar dizendo que foi expulsa do Vocal Adrenaline e do Carmel.
A latina bufou e revirou os olhos. Quinn percebeu que ela fazia isso com frequência.
- Santana Lopez. – Disse estalando a língua e Quinn tentou passar o nome na sua cabeça. Ela já tinha escutado esse nome antes...
- Você é do New Directions? – Perguntou realmente curiosa e quando viu Santana assentir ela tentou lembrar se ela já tinha visto a latina em algum lugar.
- Ooohh! – Santana guinchou e Quinn a olhou assustada. – Eu sei quem você é!
Quinn suspirou imaginando o que vinha agora.
- Sim...
- Você trabalha no Breadstix!
- Sim.. espera! O que? – Quinn a olhou assustada e Santana assentiu orgulhosa de si mesma. – Não!
- Não o que?
- Eu não trabalho no Breadstix!
Santana fez uma careta e revirou os olhos novamente.
- Então eu não conheço você. – Bufou e saiu andando sem nem ao menos se despedir.
Quinn balançou a cabeça e se encostou em seu armário.
Ela acabou de entrar no McKinley e já queria sair. As pessoas eram mal educadas e irritantes. Ela não iria durar aqui sem nem ao menos arrumar algumas brigas.
Olhou para as pessoas correndo de um lado para o outro e suspirou pesadamente. Porque mesmo ela estava nisso? Jesse poderia ter escolhido qualquer um! Ele nem ao menos sabia se Rachel Berry sentia atração por mulheres! Como é que ela vai resolver essas coisas assim?
Pegou seu celular no bolso e discou o numero de Jesse.
- Hey! Falou com ela?
- Não. – Quinn rosnou e saiu andando em direção a sua próxima sala. Ela nem ao menos sabia, só ia olhando as portas que passava. – Eu estou odiando isso aqui!
- Quinn, querida...
- Não! É sério! – Respirou fundo e se encostou em um armário. Os corredores ficaram repentinamente vazios.
- Não faz nem dez minutos que você entrou aí. – Jesse guinchou e Quinn bufou.
- Porque você me colocou aqui. Porque eu especificamente?
- Porque eu confio em você! Sei que fará o trabalho melhor do que ninguém!
- Argh! – Resmungou e voltou a andar até sua sala. – Como você sabe se ela é atraída por mulheres?
- Rachel Berry é bissexual. – Ele diz simplesmente suspirando.
- Vou desligar. – Quinn avisou e antes de Jesse dissesse algo ela desligou.
__
Quando foi hora do almoço, Quinn já estava nervosa porque ainda não tinha encontrado Rachel Berry em lugar algum. Não compartilhava nenhuma das suas aulas com ela, ao menos nenhuma dos primeiros períodos. Quinn concluiu para si mesma que odiava os professores do McKinley. Ou eles a fazia dormir, ou a fazia querer da um soco na cara deles.
Pegou seu almoço e sentou em qualquer lugar do refeitório. Olhava ao redor o tempo inteiro, vendo se conseguia achar Rachel Berry em algum lugar, mas nada. Nada mesmo. Bufou e mordeu sua maçã.
Com sua visão periférica viu que algumas pessoas entravam no refeitório com alguns instrumentos. Eles pararam no canto enquanto montavam as coisas. Quinn logo ficou em alerta. Isso sempre significava alguma coisa. E ela não queria ser surpreendida por ninguém. Nem nada. Então o som de um violão a fez ficar mais atenta.
Hey, brother
There’s an endless road to re-discover
Quinn revirou os olhos quando viu uma menina vestindo o uniforme das Cheerios subir na mesa e cantar. Ela reconhecia a menina. Santana Lopez. A menina que a ajudou a abrir o armário. Quinn não sabia que a garota sabia cantar tão bem assim.
Hey, sister
Know the water's sweet but blood is thicker
Então um menino de moicano subiu na mesa e ficou ao lado da latina. Quinn revirou os olhos e olhou ao redor, vendo que nem todo mundo estava prestando atenção neles. Na verdade, muita gente apenas ignorava. Como se fosse algo normal. Para Quinn isso era algo normal, mas em um colégio como o McKinley, não deveria ser. Quinn voltou os olhos para os dois que estavam em cima da mesa e viu quando os dois juntaram suas vozes, terminando de cantar a primeira parte da música.
Oh, if the sky comes falling down, for you
There’s nothing in this world I wouldn’t do
Então a latina pegou o foco novamente para cantar a próxima linha.
Hey, brother
Do you still believe in one another?
O garoto pegou o foco e passou um braço ao redor dos ombros da latina.
Hey, sister
Do you still believe in love? I Wonder
E novamente os dois se juntaram para terminar a segunda parte da música.
Oh, if the sky comes falling down, for you
There’s nothing in this world I wouldn’t do
Então Quinn viu quando a movimentação se tornou maior. E quando Rachel Berry subiu na sua mesa com a ajuda de uma loira que vestia o uniforme das Cheerios. E ela começou a cantar junto com os outros membros que também subiam em mesa. A menina loira subiu na mesa de Quinn e dançou alegremente.
Oh, oh, oh
What if I'm far from home?
Oh, brother, I will hear you call
What if I lose it all?
Oh, sister, I will help you out
Oh, if the sky comes falling down, for you
There’s nothing in this world I wouldn’t do
Santana Lopez subiu na mesa de Quinn e quando percebeu que era ela que estava ali assistindo eles, a latina saiu da mesa e sentou em seu colo, mas ainda cantava. Quinn revirou os olhos e viu a loira descendo da mesa também para se aproveitar do seu corpo, exatamente como a latina estava fazendo. Quinn viu quando algumas pessoas a olharam com inveja, e sorriu meio desconfortável.
Quando a música acabou eles não foram aplaudidos e Quinn sentiu um leve desconforto com isso. Ela olhou para Rachel Berry que revirou os olhos e cruzou os braços. Vendo todos eles em pé nas mesas, Quinn pôde perceber melhor cada um deles. Tinha dois asiáticos, uma negra, um cadeirante, o cara do moicano, um loiro com uma boca enorme, Santana e a loira as duas ainda estavam ao lado de Quinn. Tinha também um menino com muito jeito de menina, que poderia facilmente dizer que ele era gay, e tinha outro que estava ao seu lado com uma gravata borboleta que irritava Quinn. Também tinha uma negra que cantava as notas mais altas no refrão. Mas ainda tinha um cara, ele era muito alto e estava ao lado de Rachel Berry. Tinha uma expressão de cachorro chutado enquanto Rachel Berry tinha a expressão raivosa.
- Vocês deveriam estar agradecidos por nós estarmos nos apresentando de graça para vocês! – Ela gritou para todos que simplesmente ignoraram.
- A culpa é toda sua Berry. – Santana disse alto ao lado de Quinn que observou a latina saindo e puxando a loira com ela.
- Muito obrigada por isso, Santana. – Rachel Berry disse e saiu do refeitório batendo o pé com o gigante indo atrás dela.
Todos eles foram recolhendo e não demorou até que o sinal tocou. Quinn respirou fundo e levantou da mesa recolhendo suas coisas e saindo do refeitório.
Notas finais
Me deem suas opinies!
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