Seducing The Enemy

13 Capítulo XIII – No Regrets


Notas iniciais
Heeey! Por favor, antes de lerem essa capítulo, lembre que preciso estar viva para continuar escrevendo :v Boa leitura.

Capítulo XIII – No Regrets

Novamente elas estavam aqui. O corpo de Rachel sobre o seu e Quinn com a cabeça jogada para trás enquanto os lábios da morena corriam pelo seu pescoço. Estremeceu quando Rachel chupou seu ponto de pulso. Segurou o corpo de Rachel contra o seu e sentou na cama. Rachel a olhou levemente confusa e Quinn não pensou muito antes de levar as mãos até a bainha da camisa da morena.

– Posso? – Perguntou roucamente. Rachel a olhou um pouco confusa, então seus olhos arregalaram em compreensão. – Se quiser...

– Sim! – Rachel assente e segura o rosto de Quinn, seus dedos passando pela mandíbula forte e definida. – Sim, eu quero.

– Tem certeza? – Quinn sentiu seus próprios olhos ficando embaçados. Estava tão excitada que só conseguia pensar em tocar no corpo da morena e não tirar as mãos dela nunca.

– Eu nunca tive tanta certeza, Quinn. – Rachel geme ou choraminga, Quinn não tem tempo para pensar nisso, quando a morena leva as mãos para a camisa e retira. Geme ao ver o corpo dourado na sua frente, os ombros fortes e delicados, os peitos cobertos por um sutiã preto, e o abdômen forte e liso. – Me toque. – Rachel sussurra e pega as mãos de Quinn, levando-as até os seus seios. Quinn geme e seus olhos tremulam fechados.

– Rach... – Gemeu e Rachel ri ofegante.

– Você me quer? – Rachel pergunta, Quinn abre os olhos quando sente a insegurança vindo da morena. Encontra os olhos castanhos, vendo que ela parecia triste.

– Claro que eu quero. – Responde sendo o mais sincera possível.

– Como alguém como você pode me querer? – Quinn tirou as mãos dos peitos da morena e as prendeu na cintura dela.

Ela não tinha como responder, apenas existiam esses sentimentos que não sabia como negar.

– Como uma pessoa como você pode me querer?- Quinn pergunta e coloca a testa na colo da morena. – Não estamos prontas, Rach.

Sentiu a morena suspirar, seu peito subindo e abaixando lentamente. Abraçou o corpo da morena e se arrependeu por isso. Ela deveria ir para a cama com Rachel Berry antes de sair do McKinley, mas a promessa que fez para Santana continuava martelando na sua cabeça.

– É. Acho que você está certa. – Rachel sentou em seu quadril e Quinn levantou a cabeça. Viu como os olhos de Rachel brilhavam e sentiu seu peito doer.

Ela estava tão ferrada.

__

Era sábado e Quinn estava deitada na cama, olhando para o teto e sem saber no que pensar. Tudo o que ela queria era ir até a casa de Jesse e desistir de tudo. Mas então lembrava de toda a complicação que seria e sentia sua cabeça doer.

Escutou algumas batidas na porta e suspirou. Sua mãe estava querendo falar com ela desde o dia anterior. Quinn tentava avitá-la, mas sempre que descia para pegar alguma coisa para comer, encontrava os olhos verdes ansiosos para ela. Quinn apenas sorria e dizia que não estava acontecendo nada de importante e que ela não tinha que se preocupar, mas ela sabia que sua mãe não iria desistir tão fácil.

Sentou na cama e passou as mãos pelo cabelo loiro. Suspirando levemente com a ideia de levantar e dar de cara com sua mãe. Ela não queria dizer o que se passava em sua vida agora, não queria ter que ver aquele olhar de decepção nos olhos da sua mãe quando lhe falasse tudo o que estava acontecendo.

Voltou a deitar na cama, desistindo de ir abrir a porta para sua mãe. Judy iria entender no final. Era isso o que ela esperava.

– Não estou afim mãe! – Gritou para porta e voltou os olhos para o teto. Respirando fundo e brincando com a camisa branca que usava. Ela estava sem vontade até de trocar de roupa. Ainda vestia seus pijamas. Calça de moletom e camisa branca de manga até os pulsos.

– Não sou sua mãe, Q. – Os olhos de Quinn se arregalaram tanto que pareciam pires quando escutou a voz que veio do outro lado da porta. – Será que pode destrancar a porta para mim? – E forçou a maçaneta da porta.

Quinn sentou rapidamente na cama e levantou. Sentiu uma leve tontura, mas ignorou. Andou até a porta e destrancou. Encontrou os olhos verdes e sorriu involuntariamente. Feliz por ter conseguido essa reação com Taylor.

– Hey. – Cumprimentou a ruiva que sorriu fracamente. Franziu a sobrancelha por isso. – Aconteceu alguma coisa?

Taylor balançou a cabeça e passou por Quinn, entrando no quarto. Quinn fechou a porta e olhou para as costas da ruiva.

– Tay...?

Então Taylor virou para ela. Quinn suspirou e abaixou a cabeça.

– Você gosta dela, não é?

Quinn não respondeu. Escutou um bufo vindo de Taylor e engoliu em seco.

– Você ainda me ama? – Taylor pergunta depois de um tempo. Quinn levantou a cabeça e viu como a ruiva parecia quebrada.

– Oh, Taylor. – Quinn passou a mão pelo cabelo, sabia que tinha feito merda, e tinha que arrumar. – Eu nunca vou parar de te amar!

– Tem certeza?

Arregalou os olhos e foi até a ruiva, segurando-a pelos ombros, suas mãos tateavam os braços de Taylor, até pararem em sua mandíbula, fazendo-a encará-la. Ela nunca pensou que fosse deixar Taylor insegura. Taylor Johnson nunca foi uma pessoa insegura.

– Eu te amo. — Disse intensamente, olhando profundamente nos olhos esverdeados de Taylor. — Realmente te amo. Não existe outra pessoa que eu ame tanto quanto eu te amo. E nunca vai existir. — Sua voz desceu para um sussurro.

Taylor a olhou. Quinn viu como os olhos da ruiva brilharam. Sentiu as mãos dela irem para seus ombros. Quinn entendeu o que estava acontecendo. E ela queria. Seus dedos ficaram mais firmes na mandíbula de Taylor, e sentiu as mãos da ruiva apertarem sua camisa.

Puxou o rosto de Taylor para ela e colou seus lábios. Sentiu as mãos da ruiva apertarem mais ainda sua camisa. Escorregou as mãos até a cintura de Taylor e apertou, sentindo-a estremecer contra ela. Seus corpos colaram e Quinn sugou o lábio inferior de Taylor.

Seus pés de moveram e logo elas estavam em cima da cama. Taylor sob Quinn. As mãos de Taylor estavam em sua nuca, enquanto se beijavam lentamente. Quinn estava entre as pernas de Taylor, seu corpo impulsionava para frente. Suspirou e parou de beijar a ruiva. Olhou em seus olhos e sentiu seu coração bater mais forte.

– Eu também te amo. E nunca amei alguém como eu te amo. — Taylor sussurrou e Quinn estremeceu levemente. Sentiu seu peito apertar e deixou a cabeça cair para frente, colando sua testa na da ruiva. — E eu quero... quero que me ame como disse que ama.

– Eu te amo. — Quinn sussurra, sentindo seus lábios rasparem nos da ruiva. — Exatamente como eu disse que amo.

Quando terminou de falar, sentiu a pressão das mãos de Taylor a puxarem para mais um beijo. Taylor parou o beijo e olhou nos olhos de Quinn. Quinn sentiu a intensidade do momento.

– Faça amor comigo.

E Quinn fez.

__

Abriu os olhos e sua vista estava coberta de fios avermelhados. Respirou com força e sentiu o cheiro amendoado da sua namorada. Tirou os fios de cabelo do seu rosto e finalmente respirou o ar do quarto. Pelo clima, parecia ser umas quatro horas da tarde. Quinn ergueu a mão desocupada e passou-a pelo rosto, para acordar melhor. Olhou para baixo quando escutou um leve grunhido.

Sorriu quando percebeu o outro corpo nu abraçado ao seu. Quinn voltou a colocar a mão nas costas nuas de Taylor e beijou a cabeça vermelha.

Ela não se arrependia. De nada. Melhor do que poderia ter sido com qualquer outra pessoa. Era a primeira vez de Taylor também e isso tornou a situação mais especial. Quinn foi delicada, se preocupou com a ruiva o tempo inteiro, ela realmente a amou.

Dedilhou as costas da ruiva, apreciando a pele pálida da ruiva. Inclinou a cabeça e beijou o cabelo avermelhado de Taylor. Sentiu um aperto em seu abdômen e olhou para baixo, vendo a mão de Taylor apertando a pele do seu abdômen, logo as unhas curtas da ruiva rasparam seu estomago e não conseguiu evitar o arrepio. Sorriu e colocou a mão vazia em cima da dela.

– A quanto tempo está acordada? — A voz rouca da ruiva a fez suspirar. Ela ainda estava atordoada, mesmo depois de dormir algumas horas.

– Alguns minutos atrás. — Respondeu com a voz baixa. Suspirou mais uma vez e apertou a mão da ruiva.

Taylor levantou a cabeça e Quinn sorriu ao ver os olhos sonolentos e a boca avermelhada da ruiva.

– No que está pensando? — Perguntou e Quinn lambeu os lábios, sentindo-os secos.

– No que aconteceu algumas horas atrás. — Respondeu, sua voz desceu para um sussurro rouco. Sentiu o corpo da ruiva estremecer contra o dela e sorriu mais ainda com isso.

– Nem pense nisso. Não agora. Sua mãe vai chegar daqui a pouco e precisamos tomar banho. — Taylor diz rindo e senta na cama.

Quinn admira como o lençol cai do corpo da ruiva e seus seios ficam livres. Quando a ruiva percebe suas bochechas ficam da cor do seu cabelo. Quinn gargalha e puxa Taylor para seu corpo.

– Não se preocupe. — Diz beijando a têmpora da ruiva. — Minha mãe as vezes demora para chegar em casa.

Dito isso, seu celular apita. Quinn olha para Taylor como se estivesse dizendo que era sua mãe avisando que iria demorar. Mas quando se estica para pegar o celular, vendo que era uma mensagem de outra pessoa.

– Quem é? — Taylor pergunta quando percebe que o sorriso no rosto de Quinn some. — Rachel Berry? — Os olhos de Quinn voltara para Taylor, vendo que a ruiva tinha ficado repentinamente chateada.

– Não. — Disse verdadeiramente. Olhou mais uma vez para a mensagem e sentou na cama, fazendo Taylor a imitar. Ambas estavam enroladas no lençol. — Jesse St. James. — Responde com um leve rosnado.

Sente que Taylor não está mais tensa. Olha para a ruiva e a vê desviar o olhar. Quinn entendia. Elas tinham acabado de fazer amor, e se Rachel ligasse agora, ou até mesmo mandasse uma mensagem, iria cortar todo o clima que estavam tendo. Mesmo depois disso tudo, Quinn ainda não tinha certeza dos seus sentimentos por Rachel, e queria muito que tivesse apagado, nem que seja um pouco.

– O que ele está dizendo? — Então Taylor a tira daquele devaneio.

– Hmmm. — Seus olhos voltaram para o celular e relendo a mensagem de Jesse.

"Regionais estão chegando. Precisamos conversar. Hoje. Lugar de sempre."

Mostrou a mensagem para Taylor que fez uma careta, então sorriu rapidamente.

– Está acabando? — Quinn percebeu qu ela aliviada que estava acabando. Assentiu e forçou um sorriso, esperando que seja verdadeiro o suficiente para uma Taylor sonolenta.

– Parece que sim. — Balançou a cabeça e guardou o celular. Se inclinou e beijou os lábios de Taylor rapidamente. — Vou tomar um banho rápido para me encontrar com Jesse.

– Okay. — Taylor levou uma mão até a nuca de Quinn e beijou os lábios da loira mais uma vez. — Vou tomar banho no banheiro do corredor. — Ela diz e levanta enrolada em um lençol.

Quinn observa como a ruiva vai andando porta agora, praticamente saltitando.

__

Passava a mão no cabelo, que estava crescendo. Quase sobre os ombros. Pensou em cortar, mas pensou se ficaria como antes. Antes de se revoltar com seu pai e cortar o cabelo radicalmente.

– Quanto tempo vai passar admirando o seu cabelo? — Olhou para trás e encontrou o dono da voz.

– Jesse. — Falou e colocou as mãos nos bolsos. — Estava esperando você chegar.

Jesse assentiu lentamente e passou a mão no próprio topete. Quinn olhou para o piano e suspirou. Ela tinha chegado a um tempo no auditório e ficou surpresa quando não encontrou Jesse no piano como sempre.

– O que queria falar comigo? — Quinn pergunta depois de um tempo. Jesse balança a cabeça lentamente.

– Você precisa sair do McKinley. — Falou e Quinn sentiu seu corpo ficar tenso. Ela já sabia que isso ia acontecer, mas mesmo assim ficou surpresa que ainda conseguiu ficar tensa. — Mas antes, terá que dormir com Rachel Berry.

– Isso não está acontecendo. — Quinn responde, por reflexo. Ela engoliu em seco quando percebeu isso. Jesse a olhou. Quinn pode ver ele respirando fundo, seus ombros subindo e ficando lá por um tempo, então descer lentamente.

– Você tem uma semana. Nada a mais.

E virou as costas, saindo do auditório.

__

Olhou para a porta branca da casa dos Berry e respirou fundo. Ainda estava no carro. Não sabia se estava fazendo a coisa certa. Olhou para o volante e apertou com força. Balançou a cabeça e ligou o carro. Desistindo do que ia fazer.

Quando desligou o carro novamente, estava em frente a casa dos Lopez. Saiu do carro antes de pensasse duas vezes. Tocou a campainha e esperou a porta abrir, dando de cara com Santana.

– Hey. — Falou diante da expressão surpresa de Santana. — Não sei se está ocupada, mas preciso conversar com você.

Santana olhou para trás, dentro de casa, e gritou um "vou sair, volto antes do jantar" e saiu da casa. Quinn viu que ela usava uma calça jeans, um tênis e uma camisa roxa de mangas longas.

– Então? Qual a crise? — Santana pergunta depois de um tempo que elas estavam sentadas no banco da praça que fica em frente a casa da latina.

– Porque você acha que é uma crise. — Quinn pergunta, com um leve humor.

– Porque você não iria me procurar se não fosse uma crise. Já que eu sou a única pessoa que sabe da situação toda. — Santana diz e Quinn ri fracamente antes de respirar fundo. — Então. Vai me dizer?

– Jesse me deu um prazo.

– Pra quê?

– Para dormir com Rachel Berry e largá-la. — Respondeu rapidamente, sua voz demonstrava toda a frustração que estava sentindo. Não quis olhar para Santana, não queria ver a expressão que ela tinha agora.

– Você não vai fazer isso, vai? — Quinn estremeceu em como a voz de Santana saiu dura.

– Claro que não! — Guinchou e olhou para a latina, vendo com a expressão dela suavizou consideravelmente. — Minha cabeça está tão confusa agora.

– Eu não queria está no seu lugar agora. — Santana comenta baixinho e Quinn sente uma risada borbulhar. Solta ela aos poucos e sente a latina lhe acompanhar.

– Eu não queria estar no meu lugar. — Falou dando ênfase no "eu".

– E o que vai fazer? — Santana pergunta depois de alguns segundos. Quinn balança a cabeça.

– Não faço ideia.

Santana fica em silêncio e Quinn tenta imaginar o que ela está pensando.

– Eu realmente espero que você arrume isso. – Santana comenta. – Não faça nada com a Rachel. Apenas resolva o assunto com o Jesse.

– Você sabe que eu tenho que sair do McKinley. – Quinn lamenta e Santana suspira pesadamente. Passa as mãos nas mangas da camisa e Quinn se pergunta se ela iria sair depois de conversarem.

– Sim, eu tenho uma ideia. – Ela balançou a cabeça e Quinn se arrasta no banco. Santana se mexe inquieta e Quinn a olha, confusa. – Mudando de assunto. Você está cheirando a sexo!

Quinn não consegue evitar, seu rosto cora tanto que Santana gargalha.

– Isso não tem graça!

– Sim. Tem sim. – Santana murmura entre gargalhadas. E então ela para. – Não foi a Rachel, foi?

– Não!

– Oh. Então foi a sua namorada? – Um sorriso malicioso surge nos lábios da latina e Quinn revirou os olhos. – Okay, não vou falar nada sobre isso.

– Muito obrigada.

– Mas é sério. Voltando para o assunto. – Ela balança a mão e Quinn se arruma no banco. – Faça o que você acha que é certo, mas pense nas pessoas que estará magoando.

Então ela se levanta e atravessa a rua. Quinn vai com ela e para no carro. Abre a porta e respira fundo antes de gritar:

– Hey! – Santana se vira para ela e Quinn comprime os lábios. – Eu sei que é estúpido, mas... você parece mais tensa do que eu.

Santana a olha por alguns segundos e Quinn teme ter falado alguma besteira, mas quando viu os olhos da latina ficarem úmidos, viu que tinha feito uma merda. Correu até Santana e a abraçou.

– Não. – Santana a empurra levemente. Quinn a olha e vê a latina sorri. – É uma besteira... Brittany está vindo... vou contar para os meus pais... sobre a minha... sexualidade. – E dá de ombros. Quinn arregala os olhos.

– Isso não é besteira! Isso é grande! – E abraça a latina de novo. – Parabéns. Você vai ser feliz. Isso é uma garantia.

– Eu serei feliz se eles não me colocarem para fora de casa. – Santana murmura contra a camisa de Quinn. A loira ri baixinho.

– Caso isso aconteça, pode ficar comigo. Minha mãe não vai se importar.

Elas se separam e Santana limpa as lágrimas.

– Bem. Isso é doce da sua parte. Eu já estou fodida por ser você quem está me consolando.

– Não tem o que consolar. Você está bem. Tenho certeza de que seus pais não vão te colocar para fora de casa.

– Eu rezo.

– Amém. – Quinn brinca e beija a testa de Santana. – Agora eu tenho que voltar para o meu drama. Boa sorte hoje.

Santana acena e entra em casa. Quinn volta e entra no carro.

Notas finais
Então... Lembram que eu ainda tenho que estar viva para continuar escrevendo? Não se preocupem, isso foi importante. Realmente não me matem! Até quarta, se eu puder postar.