Seducing The Enemy
12 Capítulo XII – Trusting Lopez
Notas iniciais
Capítulo XII – Trusting Lopez
Sentou na cama e olhou para a parede na sua frente. Respirou fundo e deixou a cabeça cair em mãos.
Ela estava perdida.
Seu celular tocava sem parar ao seu lado, mas ela não o atendeu. Sabia que era Taylor. Apenas não tinha coragem de falar com ela. Sua namorada. Não tinha coragem de falar com a sua namorada.
Quando foi que isso aconteceu?
Quando foi que ela se perdeu assim?
Levantou da cama e pegou sua mochila no chão. Olhou para o celular e viu a foto de Taylor brilhar enquanto ele vibrava. Suspirou e saiu do quarto.
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Entrou no McKinley e foi para seu armário. O abriu e ficou olhando para o vazio na porta.
– Você deveria colocar alguma coisa aí. – Era Santana. Virou e encontrou a latina com um sorriso discreto.
– Eu não sei o que colocar. – Respondeu honestamente e pegou seu livro de literatura, depois guardou a mochila.
– Uma foto sua? Uma coisa que seja importante para você? Uma foto da sua mãe? – Ela vai sugerindo. Quinn suspira e fecha o armário.
– Não sei. Quem sabe um dia. – Diz e se afasta.
Sabia que Santana ainda estava atrás dela, ignorou completamente e continuou seu caminho. Poderia continuar caminhando, mas sentiu uma mão em seu braço, fazendo-a virar para a latina que tinha esse olhar preocupado. Quinn suspirou e desviou o olhar, direcionando-o para o chão.
– O que aconteceu? – A latina perguntou e Quinn continuou olhando para o chão. – Quinn. – Sentiu o aperto em seu braço aumentar e finalmente olhou para a latina. – O que está acontecendo?
Não sabia se deveria. Mas queria. Queria muito. Olhou nos olhos escuros de Santana e mordeu o lábio inferior. Desviou o olhar dela e olhou ao redor. Não tinha mais ninguém nos corredores. Assentiu para si mesma, fazendo Santana a olhar estranho. Voltou seus olhos para a latina e a pegou pelo pulso, puxando-a para uma sala vazia.
– Que porra...?
Quando entrou, percebeu que era a sala de História. Não tinha aula de historia para ninguém no primeiro tempo. Soltou o pulso de Santana e fechou a porta, trancando-a. Virou para a latina que agora estava encostada no quadro e tinha um olhar desafiador e confuso.
– Porque porra você me trouxe aqui? – Ela perguntou. Quinn colocou as mãos nos bolsos e se encostou na porta. Não queria se aproximar muito de Santana, tinha que manter uma certa distancia para falar.
– Eu preciso te falar uma coisa, mas você tem que me prometer...
– ...que não vou falar para ninguém e blá, blá, blá. – Santana revira os olhos e balança a mão em desdém. – Fala logo porque me trouxe aqui.
Quinn a olha, tenta não expressar nada. Não poderia mostrar o medo que sentia. Nem todo o nervosismo que estava correndo pelo seu corpo. Respirou fundo e fechou os olhos por alguns segundos.
Ela não deveria.
Ela não pode fazer isso.
Mas não aguentava mais. Não aguentava toda a pressão que tinha sobre ela. E nem todos esses sentimentos que explodiam dentro do seu corpo. Poderia não ter uma confiança completa em Santana, mas ela era a que mais confiava ali naquela escola. Sentia que poderia falar com ela. E iria fazer isso.
– Eu sou do Vocal Adrenaline. – Solta e fica em silencio rapidamente. Se arrependeu por ter falado. Sentiu o coração martelar contra suas costelas e choramingou baixinho.
Mas o silencio vindo da outra pessoa na sala era o pior.
Abriu os olhos e encontrou a latina a olhando com uma sobrancelha erguida.
– Okay... agora me conte uma novidade. – Ela diz e Quinn arregala os olhos. – O que? Achava que eu não sabia? Ah por favor! Você chegou aqui toda arrogante e ainda acha que eu não percebi?
– Mas...
– Quinn, eu sei que você é de lá. Não sei o que veio fazer aqui. – Santana se aproxima enquanto fala lentamente. Quinn engole em seco e passa uma mão pelo cabelo. – E preciso saber.
– Santana...
– Tem um plano, não é? – Quinn engoliu em seco e assentiu lentamente. Viu a mandíbula de Santana cerrar e temeu pela própria vida. Nunca tinha visto a latina tão séria. – E envolve Rachel. – Ela afirma, não questiona.
– Antes que ache alguma coisa, eu não estou cem por cento de acordo com esse plano. – Quinn fala rapidamente e Santana ergue uma sobrancelha.
– Mas estava de acordo.
– Bem... era um jeito de eliminar o inimigo! – Guinchou e Santana rosnou fazendo ela se encolher contra a porta. – Foi bom no começo... mas...
– Mas o que? – A expressão de Santana vai ficando mais dura e Quinn suspira pesadamente.
– Eu tenho uma namorada...- Começou falando e viu a expressão de Santana ficar mais dura.
– E está enganando Rachel?! – Ela guincha e Quinn engole em seco mais uma vez.
– No começo! – Falou por cima da voz da latina. Viu quando Santana recuou rapidamente. Respirou fundo, ela iria falar dos seus sentimentos pela primeira vez. – No começo, tudo se tratava de fazer ela se apaixonar por mim e depois quebrar o seu coração, mas...
– Deu merda? – A pergunta de Santana a fez sorrir de canto.
– Uma merda bem grande. – Falou e sorriu amargamente.
– Quem é a sua namorada? – Perguntou e pegou impulso para sentar-se à mesa do professor.
– A solista do Vocal Adrenaline. – Respondeu com uma pontada de orgulho.
– Taylor Johnson? – Santana parecia impressionada e Quinn assentiu orgulhosamente. – Um pedaço quente de garota que você tem ai, Q.!
Quinn sorriu mas seu sorriso sumiu rapidamente. Olhou para Santana e viu quando o sorriso da latina foi sumindo aos poucos.
– Rachel Berry? – Ela diz e Quinn assente lentamente.
– Semana passada nós... ela me disse que estava apaixonada por mim. – Falou lentamente e viu Santana assentir.
– E qual o problema? Acabou sua missão aqui. – Santana deu de ombros e Quinn a olhou. Passou tudo o que sentia pelos olhos, abrindo as portas para Santana vê o que tinha dentro. O sorriso da latina sumiu completamente e Quinn percebeu que ela entendeu. – Oh...
– É... oh...
– Isso é uma merda grande.
– Muito grande.
– Como você vai arrumar isso? – Quinn a olhou e viu nos olhos de Santana que ela estava compreensiva. Ela não estava lhe julgando.
– Meu tempo aqui é temporário, antes das Regionais eu tenho que sair do McKinley. – Disse e viu como Santana desviou o olhar e respirou fundo.
– Então você tem duas semanas aqui?
– Sim. – Colocou as mãos nos bolsos mais uma vez e olhou para o chão.
O silencio permaneceu. Quinn não tinha o que falar e Santana apenas olhava para todo lugar menos para a loira.
– O que vai fazer quando sair daqui?- Santana pergunta. Quinn sabia que ela já sabia a resposta, mas respondeu mesmo assim.
– Vou cantar com o Vocal Adrenaline. – Respondeu baixo e vê os olhos de Santana finalmente pararem nela. – Vou mostrar o quão filha da puta eu sou. – Ela fala rosnando e Santana faz uma careta.
– Isso é uma merda.
– Totalmente de acordo com você.
– Eu tenho que ir. – Santana avisa e pula da mesa. – Olha... eu não vou contar para ninguém, mas por favor... não machuca a Rachel, não vai até o fim com isso. Não que eu me preocupe com ela! – Quinn sorri e balança a cabeça. – Mas não deixa isso acontecer.
– Eu não vou deixar isso acontecer. – Quinn diz firmemente e Santana assente.
– Me promete. – Diz antes de caminhar até a porta e colocar a mão na maçaneta. Quinn já estava encostada no quadro e olhava para a latina. – Me promete que não vai machucá-la mais ainda.
– Eu prometo.
– Espero que cumpra com essa promessa. – Santana diz antes de sair.
Quinn olha para a porta, vendo por onde a latina saiu e fica com seus próprios pensamentos. Sabendo que a sua aula já tinha começado. Olhou para o globo mostrando as conquistas da Alemanha na Segunda Guerra mundial. Balançou a cabeça e passou uma mão pelo cabelo. Passou os olhos pela sala vazia e suspirou.
– Eu também espero. – Fala baixinho antes de se desencostar do quadro e sair da sala.
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Antes que conseguisse ir para o auditório para sua ultima aula do dia, que era a reunião do glee club, uma mão pesada a faz parar de andar. Quando olha para o dono da mão, seu corpo fica tenso.
– O que faz aqui, Jason? – Rosna e vê seu irmão sorrir maliciosamente.
– Vim te levar de volta. – A voz de Jason estava profunda e maliciosa. Quinn rosnou e empurrou a mão dele do seu ombro, então o empurrou para longe.
– O que porra você quer? – Rosna mais uma vez e Jason passa a mão pelo cabelo, parecendo se sentir ofendido.
– Jesse me mandou aqui. – Ele diz e contorce a boca em desgosto. – Não acredito que ele te obrigou a ficar aqui por dois meses.
Quinn olha ao redor, vendo que não tinha muita gente pelos corredores, mas as pessoas que tinham ficavam lhe olhando estranho. Agarrou o pulso de Jason e o puxou para fora do McKinley. Escutou a risada dele quando saíram para o estacionamento.
– Vergonha de mim, maninha?
– O que quer aqui, idiota?
– Okay, mamãe me mandou aqui. – Ele fala e faz um bico. Quinn revira os olhos e anda até o seu carro. – Ela está preocupada! Não faz ideia do porque o Jesse te mandou pra cá, e está querendo saber o porque!
– Porque ela simplesmente não me pergunta?! – Quinn guincha e se encosta em seu carro. – Só por isso você está aqui?
– Sim, ela estava preocupada. – Deu de ombros e colocou as mãos nos bolsos da jaqueta azul da Carmel. – Ela não sabia como perguntar isso para você, sem que você mentisse para ela.
– Você não pode dizer a verdade, sabe disso. – Quinn murmura e Jason assente preguiçosamente.
– Então, como estão as coisas por aqui?
Quinn olha para o seu irmão e sorri. Fazia tempo que não falava com ele, já que seu pai o levou para morar com ele. Jason era mais novo que ela, dois anos mais novo. Quinn era a irmã do meio. E a mais velha era Frannie, que já estava em Stanford estudando Direito. Quinn era próxima dos dois, mas depois que se assumiu, Jason foi morar com seu pai mesmo assim nunca deixou de manter contato com Quinn.
– Complicadas. – Disse e respirou fundo. – Está praticamente tudo dando errado.
– Jesse falou comigo. – Jason fala baixinho e se inclina ao seu lado, se encostando no carro e jogando a cabeça para trás. Seu cabelo caindo para trás no carro.
– Porque? – Quinn pergunta genuinamente curiosa. Olhou para a jaqueta azul de Jason e agarrou as mangas. – Tira isso.
– Porque? – Jason pergunta de olhos arregalados e olhando para todo lugar. Quinn riu e puxou as mangas de novo.
– Quem te ver com essa jaqueta vai começar a desconfiar. – Ela avisa e aponta para o nome “Carmel” no peito dele.
Jason ergue uma sobrancelha e tira a jaqueta rapidamente. Quinn ri e olha nos olhos dele, Jason parecia muito com o seu pai, tirando o cabelo que, estranhamente, parecia com o seu só que um pouco mais puxado pelo castanho.
– Enfim, Jesse queria ver como anda a sua situação. – Jason diz e enrola a jaqueta em uma bola. Vestia uma camisa preta por baixo, acentuando seus músculos. – Sabe como é, ele não confia cem por cento em ninguém.
Ela revirou os olhos e seu corpo ficou tenso quando escutou uma outra voz se juntar a eles.
– Quinn? – Jason olhou por cima do seu ombro e sorriu amarelo. Quinn virou e encontrou os olhos castanhos de Rachel sobre Jason.
– Rach. – Disse e viu os olhos de Rachel saírem de Jason e irem para ela. – Achei que estivesse no auditório. – Diz rapidamente e sorri.
– Eu estava, mas percebi que estava demorando, então vim ver se já tinha ido embora. – Rachel responde lentamente e seus olhos vão para Jason mais uma vez.
– Oh... Eu não fui...
– Eu percebi isso. – Rachel comprime os lábios e Quinn quer se bater por falar tão estupidamente.
– Então, já que ela não vai me apresentar. – Jason dá um passo a frente e estica a mão para Rachel. – Sou o Jason, irmão da Quinn.
– Oh... é um prazer, Jason.
Quinn vê como a expressão de Rachel suaviza. Franziu a sobrancelha e empurrou Jason levemente. Ele riu e bagunçou levemente o cabelo de Quinn.
– Sempre é um prazer me conhecer, Rachel. – Ele piscou para ela e Rachel pareceu confusa.
– Como sabe o meu nome? – Perguntou e Quinn fechou os olhos e bateu na própria testa.
Jason não conhecia Rachel e nem Rachel tinha dito seu nome para ele. Quinn deveria ter adivinhado que ele faria esse tipo de coisa. Jason sempre foi atrapalhado. Abriu os olhos a tempo de ver Jason arrumar uma desculpa.
– Quinn só fala de você! – Jason fala rapidamente e um pouco alto demais. Quinn vê como a bochecha de Rachel se avermelha. – Ela enche a minha cabeça com coisas sobre vocês. E não se preocupe, eu já sei que vocês se pegam. – Ele sorri malicioso e Quinn sente o próprio rosto esquentar.
– Oh. – Rachel responde simplesmente e olha para Quinn. – Será que... Eu posso falar com você, Quinn?
Quinn franze o rosto com a pergunta de Rachel. Ela parecia estar se contendo para não falar. Olhou para Jason e viu quando ele arregalou os olhos.
– Oh. Okay, eu vou indo! – Se inclinou e beijou a testa de Quinn. – Te vejo depois. – Se aproximou de Rachel e beijou a testa dela. – Foi muito bom te conhecer.
Quinn o vê indo embora e balança a cabeça.
– Seu irmão é...
– Um idiota? Retardado? Demente?
– Palavras suas! – Quinn ri quando Rachel sorri para ela. – E sim, ele é meio idiota.
– Meio não, completamente. – Quinn fala e Rachel ri. Se olham por alguns segundos e a morena se aproxima dela. – Tudo bem? – Quinn pergunta e viu Rachel assentir animada.
– É só que... Eu terminei com o Finn. – Fala e passa os braços ao redor do pescoço de Quinn, seus rostos ficando próximos. – Eu posso ser só sua.
Quinn sorriu inconscientemente. Apertou os braços na cintura de Rachel e colou seus lábios. Escutou um gemido de Rachel e apertou mais ainda o abraço.
Ela estava feliz... mas não deveria.
Se separou do beijo e Rachel a abraçou, escondendo o rosto em seu pescoço.
Oh merda.
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