Seducing The Enemy

2 Capítulo II – First Move.


Notas iniciais
Hey! Mais um capítulo aqui! Boa leitura.

Capítulo II – First Move.

– Nós precisamos de mais pessoas no grupo, se não nós não poderemos nos classificar para as seletivas! – Quinn parou quando escutou a voz. Era Rachel Berry, e vinha de uma sala próxima. Quinn andou até a sala e parou encostada ao lado da porta.

– Eu sei, Rachel, mas teremos que esperar até que eles venham até nós! – Quinn não conhecia essa voz, mas era uma voz masculina.

– A vergonha foi tanta que eu duvido que isso aconteça. – Essa era a voz da Santana.

– Eu não pedi sua opinião, Santana! – A voz de Rachel Berry soou e Quinn riu quando escutou algumas palavras em espanhol.

– Pessoal, pessoal! – Essa voz era nova. Quinn se concentrou mais um pouco para escutar. – Nós precisamos estar juntos para conseguir gente nova, precisamos ser uma família!

Quinn revirou os olhos com isso. Era tão clichê que ela poderia ter vomitado.

– Finn tem razão, nós temos que parar de brigar e agir como uma família. – Isso era tão ridículo.

Mas ela pensou bem. Ela poderia entrar agora que eles estão vulneráveis, antes mesmo que alguém resolvesse fazer primeiro. E ela tinha certeza que iria conseguir. E poderia não ser a melhor voz do Vocal Adrenaline, mas ela tinha uma voz que destacava entre várias delas. Tudo graças a ao Jesse.

Então Quinn bateu na porta, interrompendo o que alguém ia falar. Demorou um pouco e um homem abriu a porta, sorrindo para ela. Quinn lembrava dele. Era o professor de espanhol.

– Posso ajudar? – Ele perguntou e Quinn olhou para as pessoas na sala. Santana ainda não tinha percebido que ela estava ali, na verdade, ninguém além do professor tinha percebido.

– Ahn, aqui é o clube do coral? – Perguntou estupidamente e o professor assentiu. Ela lembrava do nome dele. Schuester?

– Você veio fazer o teste? – Seus olhos se encheram de esperança e Quinn quase teve pena. Quase.

– Sim, eu queria saber se posso tentar. – Sorriu inocentemente e olhou para dentro da sala, vendo que os olhos de Rachel estavam nela.

– Oh, claro, claro que sim. – Ele abriu espaço para que ela entrasse e Quinn entrou, tentando parece tímida, porque ela estava querendo sair dali mais do que tudo. – Pessoal! Eu disse que o nosso plano daria certo!

Todos pararam de conversar e olharam para mim. Cruzei os braços e sorri para eles. Santana arregalou os olhos.

– Olha! Não sabia que você sabia cantar. – Ela comentou e Quinn deu de ombros.

– Nós veremos isso agora. Nos diga seu nome! – Sr. Schuester pediu e Quinn pensou um pouco.

– Quinn. Meu nome é Quinn Fabray. – Se apresentou e suspirou vendo todos assentirem sem nem pensar um pouco sobre de onde conheciam esse nome.

– Ótimo, Quinn! Tem alguma coisa pronta?

– Não, mas vou tentar improvisar.

– Okay, o palco é todo seu. – Ele saiu e foi sentar ao lado do gigante.

Tentou lembrar de alguma música. Foi andando até a banda e disse para eles a acompanharem, andou até o piano e sentou, preparou os dedos nas teclas e olhou para cada um deles. Rachel ainda tinha essa expressão confusa e pensativa, Santana parecia levemente curiosa. O resto deles parecia apenas estar esperando que ela cantasse.

Todas as músicas que sabia simplesmente sumiram da sua cabeça. Respirou fundo tocou as primeiras notas e lembrou-se de uma música. Sorriu de canto e limpou a garganta.

Kiss me out of the bearded barley
Nightly, beside the green, green grass
Swing, swing, swing the spinning step
I wear those shoes and you will wear that dress.

Olhou para Rachel, colocando seu plano em ação e viu como as bochechas da morena se avermelharam.

Oh, kiss me beneath the milky twilight
Lead me out on the moonlit floor
Lift your open hand
Strike up the band and make the fireflies dance
Silver moon's sparkling
So kiss me

Tocou perfeitamente cada nota. Sorrindo para cada um deles, parando em Rachel que tinha um leve sorriso nos lábios. Olhou para Santana e viu que a latina tinha as sobrancelhas bem arqueadas e sorriu se sentindo bem por estar conseguindo cantar.

Kiss me down by the broken tree house
Swing em upon its hanging tire
Bring, bring, bring your flowered hat
We'll take the trail marked on your father's map

Escutou a banda se juntar e fechou os olhos jogando a cabeça para frente, se perdendo na música.

Oh, kiss me beneath the milky twilight
Lead me out on the moonlit floor
Lift your open hand
Strike up the band and make the fireflies dance
Silver moon's sparkling
So kiss me

Olhou para eles novamente e sorriu enquanto dedilhava no piano. Escutando como a banda tocava atrás. E quando terminou, seus olhos focaram em Rachel que tinha os dela brilhando com tanta adoração que Quinn poderia dizer facilmente que a morena já tinha se apaixonado por ela, mas quando viu a mão do gigante que estava ao lado dela, pegar a mão da morena e levar até seus lábios, beijando seu torso.

O sorriso de Quinn morreu. E ela suspirou olhando para o professor. Tudo sempre tinha um obstáculo.

– Bom, acho que não tem mais o que dizer, se não for: Bem vinda! – Sr. Schuester disse e Quinn levantou do piano sorrindo e indo sentar no lugar onde ele apontava. – Então, já que não temos mais o que discutir, vamos ao trabalho!

E ele passou o resto da reunião falando sobre bandas dos anos noventa e oitenta. Isso era uma coisa que Vocal Adrenaline não fazia. Eles nunca cantavam músicas do anos noventa ou oitenta, sempre iam para as músicas atuais, dependendo dos jurados. Sempre fazendo uma bela pesquisa sobre cada jurado, e não procurando bajular, mas sim chamar a atenção deles.

Quando acabou, cada um deles foram se apresentando para ela. Puck, Brittany, Artie, Mike, Tina, Sam, Mercedes, Finn. Quinn ainda não tinha associado de quem era cada nome. Mas isso não a preocupava. Somente Finn, ele a preocupava. Porque ele estava no seu caminho, e isso ela precisava relatar a Jesse.

Esperou todos saírem para que pudesse falar com o Jesse. Enquanto os via saindo, Quinn observou como Rachel olhou para trás enquanto esperava seu namorado se arrumar, e seus olhos fixaram em Quinn. Ela rapidamente corou quando viu que a loira estava olhando para ela, mas não desviou o olhar. Quinn sorriu de canto, e viu como os olhos da morena se arregalaram um pouco e o avermelhado em seu rosto se aprofundou. Então seu momento foi interrompido quando Finn decidiu chamar Rachel para irem embora. Rachel assentiu e foi com ele, mas antes se virou e sorri para Quinn, então foi embora.

Quinn suspirou e olhou para onde eles saíram por um tempo. Então revirou os olhos e pegou o celular que estava dentro do bolso da jaqueta. Jesse atendeu no primeiro toque.

Então?- Ele perguntou com a voz ansiosa e Quinn tentou não rir.

– Eu a vi. – Falou rapidamente e cruzou as pernas olhando ao redor para ter certeza de que ninguém estava escutando, mas só por precaução, ela diminuiu o tom de voz. – Ela é bem bonita...

– Quinn...

– Eu não vou me apaixonar por ela. – Falou rindo e escutou Jesse respirar aliviado. – Mas é sério, tem uma coisa que eu descobri aqui e que você não sabe.

O que eu não sei?- Jesse perguntou e Quinn percebeu que ele estava temeroso.

– Rachel Berry tem um namorado. – Sussurrou e Jesse bufou irritado do outro lado.

– Eu não acredito! – Ele gritou e Quinn revirou os olhos. – Você precisa fazer ela largá-lo.

– Isso não é fácil...

– Quinn. Eu nunca disse que nada seria fácil.

– Eu não sei porque eu aceitei fazer isso. – Comentou revirando os olhos mais uma vez e se recostando na cadeira. – Mas não se preocupe com isso. Eu sei o que tenho que fazer.

– Você está na base do inimigo?- Jesse perguntou e Quinn tentou não rir com o tom que ele usou. Ela respirou fundo e olhou ao redor.

– Sim, eu estou aqui. – Falou e escutou Jesse comemorar do outro lado. – E já faço parte do Novas Direções. – Resmungou e Jesse riu.

– É temporário, minha querida.

– Eu realmente espero que seja.

– Então? Já terminou tudo ai?

Quinn olha ao redor novamente e levanta da cadeira, pegando sua bolsa.

– Sim, acabou. Estou sozinha na sala. – Ela disse e foi saindo. – Estou indo para casa.

– Certo, okay então. Mais tarde eu passo na sua casa e você me conta tudo. Detalhadamente. – Ele diz animado e Quinn revira os olhos mais uma vez antes de desligar o celular e enfia-lo no bolso da jaqueta.

__

No dia seguinte, quando Quinn chegou no McKinley, Santana estava parada em seu armário. A olhou confusa enquanto abria o armário. A latina apenas estava lá, parada olhando para as próprias unhas.

– Posso ajudar? – Pergunta quando fecha o armário. Santana a olhou entediada.

– Sr. Schue mandou entregar isso para você. – Ela entregou um papel para Quinn. Pegou a folha, ainda confusa. – É uma tabela de horários. Para você saber quando será cada reunião e onde será.

Quinn viu ela dar de ombros e sair sem dizer nada. Olhou para o papel e revirou os olhos. No Vocal Adrenaline eles tinham ensaios todos os dias. Já que lá o coral era prioridade. Praticamente ninguém ligava para as aulas normais, só aqueles que não sabiam cantar, ou que não gostavam mesmo, mas geralmente esse tipo de pessoa era excluída.

Enfiou o papel no bolso e foi para a primeira aula.

Quando entrou na sala ficou surpresa ao ver Rachel Berry na cadeira da frente. Logo na primeira. Quinn não pensou muito antes de sentar no lugar vazio ao seu lado.

– Está atrasado mais uma vez, Finn. – Rachel murmurou assim que ela sentou. Quinn sorriu e esperou até que a morena tenha percebido. – O que... Quinn? Achei que...

– Ele ainda não chegou. — Quinn observou distraidamente. Então voltou seus olhos para a morena. – Eu não acredito que ele deixou você sozinha. – Falou e viu como a testa de Rachel vincou. – Se eu fosse ele, nunca sairia do seu lado. – Terminou e viu a expressão da morena suavizar. Sorriu de canto, sendo encantadora, rindo baixo logo em seguida, vendo as bochechas da morena avermelharem.

– Finn sempre se atrasa, ele dorme tarde com frequência e esquece que tem que acordar cedo e comer um café da manhã saudável para conseguir passar o dia sem querer adormecer novamente, mas ele ignora sempre que eu falo sobre isso, e continua dormindo tarde e acordando tarde. – Ela balança a cabeça e Quinn faz uma careta olhando para a sala praticamente vazia.

Não era só Finn que se atrasava, até mesmo o professor tinha se atrasado.

– É normal. – Quinn suspirou e voltou seu olhar para a morena. – As pessoas chegarem atrasadas. – Esclareceu e Rache assentiu rapidamente. – Mas porque ele não te trouxe? Como qualquer namorado dedicado faria.

Viu como Rachel se mexeu desconfortavelmente. Quinn tinha tocado exatamente onde dói.

– É... bom. – Rachel deu de ombros e Quinn se recostou na cadeira, brincando com o zíper da jaqueta.

Quinn revirou os olhos e olhou para frente vendo o professor entrar. Viu quando Finn entrou com alguns amigos do time de futebol e ela revirou os olhos novamente. Mas viu quando Rachel se encolheu quando olhou para o namorado com os amigos.

Ela ignorou e foi para o seu lugar no fundo da sala, mas viu quando Finn sentou ao lado de Rachel e ignorou a morena completamente, virando para o lado e continuando sua conversa com seus amigos. Ela viu também quando Rachel respirou fundo olhou para Finn por um tempo antes de virar para frente.

__

Assim que a aula acabou, Quinn dirigiu até o Carmel. Respirou aliviada quando entrou no colégio que estudou praticamente a vida toda. Acenou para algumas pessoas que conhecia e continuou andando como se fosse dona do lugar. E ela era. Sorriu quando algumas meninas acenaram para ela. Andou até o auditório e viu Jesse falando com os alunos.

– Hey! – Gritou e Jesse olhou para ela e abriu um sorriso que ele só fazia quando Quinn estava por perto. Quinn se sentia feliz que era querida por Jesse. Olhou para os outros e sorriu mais ainda. – Sentiram minha falta?

Eles aplaudiram e Quinn fez uma reverência. Jesse passou um braço por seus ombros. E eles aplaudiram com mais vontade.

– Então, Quinn? Que tal falar para eles como anda o nosso plano? – Jesse perguntou e Quinn mordeu o lábio inferior.

– Hoje eu consegui o meu primeiro contato com Rachel Berry. – Ela disse e Jesse quase pulou de felicidade enquanto o pessoal do Vocal Adrenaline guinchou assustado. – Ninguém sabe quem eu sou, ao menos não sabem que eu sou daqui. E... hmmm, Rachel Berry tem um namorado.

Eles bufaram irritados. Quinn sentou na borda do palco e apoiou as mãos ao lado. Olhou para eles e sorriu para cada um. Seus olhos brilharam um pouco quando pararam em Taylor. Taylor Johnson era a melhor amiga de Quinn. E ela poderia ser um pouco apaixonada por Taylor. Elas eram amigas de infância, Taylor tratava Quinn como se fosse ela fosse sua irmã mais velha. E Quinn a tratava como se Taylor fosse sua irmã mais nova. E talvez ela quisesse mais que isso.

Enquanto falava de tudo que tinha acontecido, Quinn sentia os olhos verdes de Taylor nela. E sempre que seus olhos se encontravam Quinn sentia seu estomago dar algumas voltas. Taylor era linda, seu cabelo ruivo, um vermelho escuro, seus olhos verdes quase esmeralda.

Quando terminou de falar eles foram parabenizando-a e Quinn sorria orgulhosa do próprio trabalho. Mesmo que não estivesse nem um pouco por dentro. Jesse parecia bastante orgulhoso.

Então todos foram saindo. Quinn sentou no palco novamente e sentiu Jesse bater a mão em seu ombro.

– Você está indo bem. – Ele disse e Quinn assentiu e o viu indo embora.

Quinn o observou indo embora e respirou fundo. Ela não queria fazer isso, era desumano. Era horrível. Quinn poderia ser uma pessoa que não ligava para os sentimentos dos outros, mas isso era horrível. Só por causa de uma estúpida competição de corais... Que Jesse não escute esses pensamentos!

– Quinnie? – Levantou os olhos e encontrou os esverdeados de Taylor. Ela se aproximou e sentou ao seu lado. – O que houve?

– Eu sou uma pessoa ruim? – Quinn perguntou e Taylor suspirou levando uma mão até a nuca da loira, acariciando os fios.

– Porque você acha isso? – Taylor perguntou com a voz doce. Quinn virou o rosto para olhar para ela e mordeu o lábio.

– Eu vou fazer alguém se apaixonar por mim, para logo depois largá-la. Tudo isso apenas por causa de uma competição. – Balançou a cabeça e Taylor beijou seu ombro.

– Eu sei que você está pensando nisso, mas você sabe como Jesse é. – Ela disse e Quinn assentiu lamentando. – Vai passar rápido, daqui a pouco você volta para o Vocal Adrenaline e nós vamos esquecer tudo isso.

– Porque acha que ela iria se apaixonar por mim tão rápido?

– Porque é impossível não se apaixonar por você. – Taylor sussurrou e Quinn sentiu suas bochechas avermelharem. – Eu falo sério.

Quinn assentiu sem saber o que dizer. Afinal, ali era sua melhor amiga de infância, sua paixãozinha de colegial dizendo que era impossível se apaixonar por ela. Quinn suspirou e riu sem saber o que fazer, então uma mão foi para o seu rosto e seus lábios foram atacados pelos de Taylor.

Notas finais
Caso perguntem. A Quinn terá uma voz um pouco mais forte do que a da Dianna. Só um pouco mais. Música: Kiss Me - Versão Jason Walker (sim, eu sou apaixonada pela voz dele) É isso. Comentários?