Sedução Da Noite

2 Um estranho de olhos azuis piscina


Notas iniciais
Hey galera, eu sei que o primeiro capitulo fica meio:"Tá, mas ainda não da pra entender muita coisa..."Por isso ja me apressei em postar o segundo, para iluminar a história...

Era uma noite de sexta-feira, Alexya havia saído pra dançar, não conseguia mais ficar dentro de casa, o ambiente estava sufocante.

Colocou um vestido de noite dourado, saltos altos, brincos, colar, pulseiras. Arrumou o cabelo em um coque bagunçado, com fios soltos. Fez uma maquiagem leve, mas que destacava seus olhos dourados e traços delicados. Perfumou-se.

Estava linda.

Sentia-se linda.

Pegou as chaves do Focus que havia ganhado da avó materna á três meses, no seu aniversário de 19 anos.

Foi para o centro da cidade. Não sabia ao certo em que boate deveria ir, apenas queria dançar, e quem sabe beber um pouco.

Resolveu-se pelo Metarmophose, o clube mais novo da cidade, e um dos mais caros.

Deixou o carro noestacionamento privativo da boate, pegou sua bolsa e seguiu para a entrada, onde as pessoas esperavam numa fila que parecia não ter fim.

Na entrada, o segurança/porteiro lhe pareceu familiar.

Chegou mais perto e olhou bem para o corpo musculoso e bronzeado. Era Matt. Seu primo.

Fazia quanto tempo desde que não se viam? Meses? Quem sabe até um ano.

Não fazia ideia de que seu primo estava trabalhando no Metarmophose.

Bom, não importava quanto tempo fazia, ele era seu primo, e se bem se lembrava, ele tinha uma quedinha por ela. Alexya iria se aproveitar disso pra não precisar ficar esperando na fila. Sempre foi impaciente, e sabia que se tivesse que esperar muito, desistiria de dançar e acabaria indo pra casa.

Hey, Matt, é você? — Alexya aproximou-se contida, fingindo surpresa e receio de estar errada.

Sempre foi uma boa atriz.

Matt olhou na direção de onde ela se aproximava, olhou-a dos pés a cabeça, seus olhos castanhos brilhantes se demorando principalmente em suas cochas grossas e em seu decote. Quando finalmente olhou em seu rosto, sorriu e disse:

Oi, Alex, quanto tempo!

Alexya não gostava quando ele a chamava de Alex, parecia muito intimo o modo como ele dizia. Mas ignorou isso, afinal, queria entrar na Boate.

Pois é. Eu não sabia que você estava trabalhando aqui.

É. Recebi a proposta, e a grana era boa, então pensei: Por que não? E você, onde vai linda desse jeito?

Obrigado pelo “linda”, são seus olhos. E, bem, eu estava agora mesmo me dirigindo ao fim da fila, mas olhando daqui, ela parece muito extensa. Acho que vou deixar pra dançar outra noite. – Ela disse com falsa tristeza.

Nada disso. Vem, você é minha prima, não vai ficar na fila. Anda, entra.

Ela arregalou os olhos fingindo estar surpresa.

Sério? Matt, você é o melhor! – Ela ficou na ponta dos pés e lhe deu um beijo no rosto. – Valeu!

Matt fingiu que aquilo não foi nada, mas a mão dela que estava no peito musculoso dele sentiu seu corpo estremecer.

Bom, acho que afinal era mais que uma quedinha. Pensou, enquanto entrava na Boate.

Guardou sua bolsa na portaria e seguiu para a pista de dança.

As luzes multicoloridas, e depois a luz estroboscópica, faziam o ambiente parecer um Arco-íris, a fumaça baixa, o som tão alto que se enfiava a força dentro de sua mente, e tudo que Alexya poderia fazer era balançar no ritmo da musica.

Começou sozinha, mas logo havia pessoas ao seu redor e uma “roda” havia sido feita.

Dançou por horas, rindo, se movimentando, se divertindo.

Estava ficando cansada. Precisava de uma bebida para se entorpecer.

Seguiu em direção ao bar e sentou-se em uma banqueta.

O Barman surgiu em frente a ela, alto, moreno, olhos verdes, quando sorria, covinhas se formavam em suas bochechas.

Alexya não ficou impressionada. Estava acostumada a andar com homens bonitos.

O que a senhorita deseja beber?

Uma cerveja, por favor.

O Barman fez uma cara de surpresa, como se estivesse esperando que ela pedisse algo mais elaborado, como um coquetel, ou um gim com tônica. Talvez uma Marguerita. Mas assentiu e foi buscar a cerveja sem dizer nada.

Voltou com uma longneck em um suporte e um copo.

Obrigado – Alexya disse com um sorriso.

De nada – Respondeu o Barman, enrubescendo.

A vontade de Alexya era ignorar o copo e tomar a cerveja no bico, mas forçou-se a coloca-la no copo. Lembrou a si mesma que não estava em um barzinho com seu pai, e que sua mãe ficaria muito triste por ela não demonstrar modos de mulher.

Esse lugar esta vago? – Perguntou uma voz masculina ao lado dela.

Se não tem ninguém sentado ai é porque provavelmente esta. – Ela respondeu sem olhar para o dono da voz que havia lhe perguntado.

Olhou para seu copo: Vazio. A longneck: Vazia.

Posso te pagar uma bebida? – Perguntou o cara, agora sentado ao seu lado.

Vai em frente. A grana é sua. – Ela disse séria, olhando para o copo como se estivesse se perguntando: Como você se esvaziou tão rápido?

Dinheiro não é o problema. E será um prazer pra mim pagar uma bebida a uma mulher tão linda. – Disse o cara. Alexya sentia que o safado estava sorrindo. Como se o sorriso acompanhasse suas palavras.

Economize saliva, eu não estou interessada em sair com você. – Ela respondeu. Desejava ardentemente que isso tirasse aquele sorrisinho de suas palavras.

O Barman apareceu na frente deles, após o cara fazer um sinal quase imperceptível com a mão.

Sim, chefe? – Perguntou o Barman. Que modo esquisito de falar com um cliente, pensou Alexya.

Traga pra mim um Whisky e mais uma cerveja para a senhorita… — ele deixou as reticencias suspensas pra que Alexya terminasse a frase com seu nome.

Ela poderia ter lhe dito: “Senhorita Steven”, ou “Alexya”, mas antes que pudesse pensar muito,respondeu:

– Nikky. Meu nome é Nikky.

Para a senhorita Nikky, David. Obrigado – Completou o cara ao lado dela.

Deve ser um cliente assíduo. Pensou Alexya. Ele sabe até o nome do Barman.

O Barman, David, assentiu e foi buscar o pedido. Alexya ainda encarava o copo, pois não queria olhar ao redor e encarar o cara que queria lhe pagar uma bebida. Ele não precisava de nenhum incentivo.

Então, Nikky – quando ele dizia o nome, parecia que estava falando de fetiches sexuais. Para Alexya, parecia pior do que quando Matt lhe chamava de Alex.– Você pretende me ignorar a noite toda?

Esse era o plano – Alexya disse sarcasticamente. Quem sabe se tratasse o cara mal, ele desistisse e fosse dar em cima de outra? Ela realmente não estava a afim de joguinhos essa noite.

Ele riu. Era um riso grosso, meio rouco. Sexy, pra dizer o mínimo. Pena que Alexya não estivesse nem um pouco interessada.

Sabe, — ele disse, sua voz como um sussurro, perto de seu ouvido. — Eu gosto de coisas difíceis. Uma boa caçada faz tudo ficar mais excitante.

Pena então que eu não sou nenhum animal, e que sua arma não é impressionante o suficiente pra me fazer sequer te dar atenção. — Alexya provavelmente estava sendo cruel, mas ela não gostava de caras que se achavam a ultima bolacha do pacote.

David, o Barman, voltou com as bebidas e Alexya dessa vez ignorou o copo na sua frente, bebendo a cerveja direto do bico da garrafa. Talvez sua falta de modos fizesse o cara desistir dela.

Você sabe, eu poderia te fazer mudar de ideia. — Disse o cara ao seu lado.

Alexya virou os olhos. Um péssimo habito, que sua mãe detestava e repreendia, mas que era difícil perder.

Desculpe, mas não estou interessada. Pensei que já tivesse dito isso.

O cara ao seu lado resmungou algo sob sua respiração que soou como “eu não queria ter que fazer isso...”

O corpo de Alexya se tencionou, pensando no que ele provavelmente estava querendo dizer com aquilo, pronto pra colocar em pratica aquelas estupidas aulas de defesa pessoal que seu pai obrigou ela a fazer, quando soube que ela iria estudar em uma faculdade a exatamente 943 Km e 472 metros de distancia. Não que ela estivesse contando.

O cara colocou a mão no ombro dela, e ela se virou, pronta pra torcer o braço do sujeito e faze-lo se arrepender de não ter ido dar uma volta quando ela tinha deixado claro que não estava afim, mas então seus olhos se prenderam em olhos incrivelmente azuis, cor de piscina, com a pupila tão dilatada que a Íris parecia apenas uma aureola azul circulando um buraco negro.

Lindos. Aqueles olhos eram tão lindos...

Me dê uma chance, Alexya. — O cara disse pra ela, sem tirar os olhos dos seus.

Um aviso no canto mais distante do cérebro dela piscava em vermelho, fazendo alarde, como uma sirene de carro de policia. Ela não havia dito que seu nome era Nikky? Não. Se ela houvesse dito que era Nikky, como ele saberia que ela era Alexya? Ela devia ter apenas pensado em mentir seu nome...

Mas ela estava afim de dar uma chance a ele. Ele parecia precisar tanto disso, aquela chance. E ele era tão bonito. Aqueles cabelos negros, arrumados em um estilo bagunçado. Aquele rosto masculino, com traços delicados. Aqueles lábios vermelhos.

Alexya não conseguia lembrar o motivo de ter sido tão rude com o cara. Afinal, ele era tão doce. Onde ela estava com a cabeça?

Claro. Todas as chances que você precisar. — Ela disse sonhadoramente.

Ela havia dito isso mesmo? Nossa, ela não podia ter soado pior. O que havia acontecido com o cérebro dela? Tirado férias?

E a cada minuto aquele aviso no canto distante se tornava mais insistente, como se ela devesse se concentrar naquilo, e lembrar de algo.

Venha, vamos pra um lugar mais reservado – ele disse, estendendo a mão na direção dela.

Ela queria ir com ele pra onde quer que ele quisesse leva-la, mas a cabeça dela resolveu começar a doer naquele momento, fazendo quem que ela fechasse os olhos e se curvasse com as mãos na têmpora, como se aquilo fosse fazer a dor ir embora.

Sem o contato visual com o cara, ela voltou a pensar como ela mesma. Mas que porra era aquela?

Alexya sentiu um arrepio na nuca, e ergueu a cabeça, pronta pra mandar o cara ir pro “lugar mais reservado” sozinho e se virar com a própria mão quando chegasse lá, mas então seus olhos se encontraram com os dele outra vez.

Ela já havia dito que eles eram incrivelmente bonitos?

Eu não devo ir a lugares reservados com estranhos – Ela disse, como se estivesse recitando o “Manual de Regras” do seu pai.

Mas eu não sou um estranho – ele disse, sorrindo pra ela.

Não, ele não era um estranho. E aquele sorriso, assim como seus olhos, era lindo. Seus dentes perfeitos, brancos, bem desenhados. Ele devia ter um ótimo plano dentário.

Alexya sentia como se estivesse deixando escapar algo pelas bordas, mas sua cabeça não estava ajudando, com aquela sensação no canto de sua mente de novo. Porque ela continuava doendo?

Verdade, você não é um estranho. Você é – Alexya não lembrava o nome do cara. — Desculpe, mas qual é o seu nome mesmo?

Ela esperava que ele não ficasse chateado com ela por ela não se lembrar seu nome. Nossa, ela era tão distraída. Como conseguiu esquecer o nome dele? Duvidava que fosse conseguir esquecer qualquer um dos traços do seu rosto.

Lucian – ele disse, e depois se aproximou da orelha dela e disse, de forma sensual – Esse será o nome que você ira gritar quando eu estiver dentro de você essa noite.

Alexya sentiu um arrepio de puro desejo percorrer seu corpo, e então sua cabeça começou a latejar tão forte, que ela pensou que poderia explodir.

Ela se curvou no banco do bar, apertou as mãos na sua cabeça outra vez. Fechou os olhos com força, silenciosamente implorando pra dor ir embora. As palavras do cara, Lucian, queimando dentro de sua mente: “Esse será o nome que você ira gritar quando eu estiver dentro de você essa noite.”

Mas que pervertido! Só pode que esta maluco, se acha que irá me levar pra cama.

Ela tinha que dar o fora dali. O nível de bizarrice da noite estava passando do normal.

Eu, hun, eu tenho que ir – Ela disse, sem olhar pro cara. Alguma coisa lhe dizia que olhar naqueles olhos não seria uma boa escolha.

Ela desceu do banco, com uma mão em sua cabeça, como se tentasse segurar ela no lugar. Foi em direção à saída, passando pela pista de dança e tentando se esquivar dos corpos que dançavam e se divertiam, sem prestar atenção nela.

Uma mão se fechou sobre o pulso dela, e a fez virar bruscamente.

Ela levantou os olhos, pronta pra mandar Lucian à merda – só pode que seria ele, o cara que não entendia o que era um não.– mas o cara que segurava ela era loiro, com olhos verde-jade.

Definitivamente não era Lucian.

O cara era bonito, com queixo quadrado, e traços fortes, másculos. A beleza dele chegava a ser algo cruel. Os dentes? Perfeitos também. Seu corpo era magro, mas definitivamente tinha músculos. Tinha mais ou menos 1 e 85 de altura.

Onde uma garota tão linda como você vai com tanta pressa? — ele perguntou com um sorriso convidativo.

A garota linda aqui, esta dando o fora. — Alexya respondeu, se virando e puxando o braço pra fora de seu agarre.

Mas ele não soltou.

Da pra soltar meu braço? — Alexya perguntou, olhando do braço que ele segurava até os olhos dele.

Aqueles olhos. Assim como os de Lucian, sua pupila era tão dilatada que a íris parecia apenas uma auréola verde.

Claro – ele respondeu sorrindo. Estranhamente, aquele sorriso não foi tranquilizador. Ele parecia quase... Felino.

O cara soltou seu braço, e em um movimento involuntário Alexya esfregou a mão no local onde ele havia segurado.

Posso te acompanhar até lá fora? Esta tarde, você não devia andar por ai sozinha. Coisas perigosas se escondem nas sombras. — Ele disse conspirativamente.

Dificilmente Alexya iria a qualquer lugar com aquele cara.

Eu já estou velha o suficiente pra não acreditar em bicho papão, mas obrigado pela dica. Vou ficar longe das sombras. — Ela disse de forma sarcástica. Seu pai estaria orgulhoso. Ao que parecia, sarcasmo era um dom de família.

Alexya se virou pra sair, mas ele segurou seu braço novamente, e quando ela se virou, ele prendeu os olhos dela com os seus.

Eu insisto. Prometo que será divertido. — ele disse, sem tirar os olhos dos dela.

Esta bem – Alexya respondeu. Se ele insistia, não havia motivo pra ela não aceitar. Inferno, ele só ia acompanhar ela até o carro. Nada de mais nisso. E ele disse que seria divertido. Ela gostava de se divertir. Não gostava?

Alexya se virou e seguiu para a portaria, pegou sua bolsa e pagou a cerveja, enquanto o senhor alto e loiro pagava a própria consumação. Ela liderou o caminho para o estacionamento, direto até a vaga onde havia deixado o Focus, sem olhar para os lados, nem procurar formas dentro das sombras. Não havia acreditado no papo sinistro do cara, embora houvesse concordado com ele a acompanhando.

Bom, sã e salva. Nenhum monstro pulando das sombras, nenhum zumbi tentando puxar meu pé. Acho que você já cumpriu sua parte – ela disse, quando chegaram ao carro.

Ele sorriu pra ela, com aqueles dentes brancos surreais. Parecia o sorriso de um gato, antes de comer o canário. Certo. Esta na hora de dar o fora daqui.

Bom, adeus. — Ela disse e virou-se para destrancar a porta do motorista.

E então o cara a atacou.

Bem, é nessa hora que você pensa que ele me prendeu contra o carro e rasgou meu vestido, enquanto abria a braguilha da calça jeans e toda aquela coisa de cena-proibida-para-menores-de-18-anos. Às vezes eu penso que se aquela cena tivesse esse desfecho eu não seria como sou agora. Não teria me tornado Vampira. Ainda poderia sair ao sol sem queimar como uma pira funerária. Provavelmente teria alguns traumas, iria me mudar pra algum lugar bem distante e teria todo o tipo de pesadelos a noite. Meu coração iria bater muito rápido, com medo, quando um cara que eu julgasse suspeito chegasse muito perto de mim. Mas ao menos, meu coração iria bater.

Mas o que realmente aconteceu àquela noite, foi isso:

O senhor alto e loiro fechou sua mão sobre o seu cabelo, inclinando seu pescoço para o lado, enquanto cravava aqueles dentes brancos em sua pele sensível.

Um som arfado escapou de sua boca, depois um gritinho fino, como se pedisse socorro. Sua cabeça estava toda esquisita, como se tivessem dado morfina pra ela, incrivelmente ela não sentia dor, embora soubesse q devia sentir.

Alexya sentia seu sangue fugindo de suas veias direto pra dentro da boca do Vampiro – Sim! Ele tinha q ser um vampiro! Ou quem sabe um chupa cabra? Qualquer coisa que sugasse sangue. Um pernilongo ele certamente não era.

Ele vai me matar. O pensamento a atingiu como uma pedrada na cabeça, deixando ela ligeiramente tonta, depois com uma raiva imensa.

Como se isso fosse fazer alguma diferença, Alexya pisou no pé do vampiro, em seguida deferiu um golpe no estomago dele com o cotovelo.

Nada. Nem um ligeiro desconforto.

Alexya emitiu um pequeno gritinho fino, mais histérico do que qualquer coisa, enquanto tentava chamar por ajuda.

Vamos lá, garota, você pode fazer mais que isso. Seu traseiro branco ta dependendo disso, coloca vontade nesse grito.

– Socorrooo!! Ela gritou, dessa vez em alto e bom som.

O vampiro soltou a mão do seu cabelo e colocou em sua boca, fazendo com que seus protestos mal fossem ouvidos por ela mesma.

Pronto, ela pensou, estou morta. Só espero que eu vá para o céu, por que depois dessa, se eu não for, será uma Puta injustiça, hein São Pedro!!

Sem aviso prévio, o Vampiro foi puxado pra trás, pra longe dela, levando uma lasca do seu pescoço junto. Alexya tropeçou em seus próprios pés e caiu, ao lado do carro.

Colocou uma mão no seu pescoço e sentiu o sangue escorrendo pelos seus dedos, sua pele estava meio esquisita,faltava um pedaço grande de pele, e ela não queria nem imaginar com que aparência estava aquilo.

Você está morrendo, e esta pensando em como parece o seu pescoço sem um pedaço? Sua consciência gritou para ela.

Alexya apertou mais forte sua mão na ferida, como se tentasse segurar o sangue que escorria e manchava seu vestido. Aproximou-se mais do carro, e escorou suas costas ali, enquanto assistia o vampiro loiro lutar com outro de cabelos negros.

O vampiro loiro investiu com tudo contra o vampiro moreno, mas o outro era muito rápido, e em um momento estava parado, como se fosse receber o ataque, mas no segundo seguinte, tinha o vampiro loiro pelo pescoço, segurava-o por trás.

O vampiro loiro estava de frente para Alexya, olhou em seus olhos e expôs suas presas para ela, como um animal ameaçando sua vitima.

Alexya se encolheu, suas costas contra a porta do carro, tentando se fazer pequena, como se aquilo fosse tirar a atenção do vampiro sobre ela. Lagrimas escorriam pelo seu rosto enquanto o sangue – e sua vida – escorria pelos seus dedos.

O vampiro moreno – seu rosto escondido pelas sombras – torceu o pescoço do loiro, quebrando – o, e enquanto o loiro caia no chão, arrancou o coração de dentro do peito do vampiro, com uma rapidez surpreendente.

Alexya olhava horrorizada para a cena em sua frente, depois para o vampiro moreno que havia dado um passo a frente, ficando com o rosto iluminado o suficiente para que ela pudesse ver quem era.

Lucian.

Notas finais
Como sempre, aguardando comentários ;D