Sedentas Por Sangue
1 Capítulo 1
Notas iniciais
P.S.: Como ainda é o comecinho, está bem parada.
-Nattasha
POV LAURA
“Mais um dia comum”. – pensei enquanto me levantava da cama. Arrumei-me e fui comer.
-Penélope, vamos nos atrasar! E nós moramos no internato! – apressei-a.
Bati o pé no chão impaciente com os braços cruzados.
-Já acabei. Podemos ir agora. – anunciou tranquila.
-Francamente... Nem parece que você era quem estava me apressando alguns minutos atrás.
Corremos discretamente até a sala do primeiro horário. Devido à ausência do professor, havia muita bagunça. Mesmo estando ocupados bagunçando, nossos colegas estranharam. O professor sempre era o primeiro a chegar, inclusive repreendia os alunos que não chegassem no mesmo horário que ele.
Eu e Penélope trocamos um olhar cúmplice, sorrindo em seguida. Sabíamos perfeitamente qual era o motivo de sua falta. Ele estava morto.
-Vocês sabem o que aconteceu? – perguntou Lee.
-Não, mas deve ter acontecido algo. – disse Penélope.
Ele assentiu e continuou o que estava fazendo. Queria poder contar-lhe a verdade, que ele estava morto e por quê. O motivo principal foi que ele atrapalhava nossos planos constantemente e insistia em implicar conosco. Uma vez, chegou a admitir que não nos suportava! Que tipo de professor é esse?
Alguns poucos alunos podiam ser salvos e não mereciam estar lá, mas eu não podia simplesmente matar 75% da turma. Enquanto pensava nisso, o professor chegou e, muito atrapalhado, começou a dar aula. Incrivelmente (ou nem tanto), ele conseguiu dá-la.
O resto do dia foi normal. Fomos liberadas assim que o sexto sinal tocou. Enquanto os outros corriam como desesperados, eu observava pacientemente. Dirigimo-nos ao nosso quarto (apartamento) e nos trocamos. Pegamos alguns ônibus; faltavam somente duas ruas até o QG.
Por um “milagre”, encontramos duas velhas amigas por lá, as gêmeas Valentine. Elas estavam feridas e vestiam roupas curtíssimas/provocantes.
-Vocês estão bem? –perguntou Penélope.
-Nos tirem daqui... –pediu Rose.
Tivemos que carregá-las um pouco até a enfermaria, e então os ajudantes cuidaram delas.
-O que vocês estavam fazendo lá fora vestidas desse jeito? – estranhei.
-Parece até enredo de novela... – suspirou. – Nós somos obrigadas a nos prostituir. Como fizemos o máximo pra não... com ninguém, o chefe nos agrediu.
-Hmm... Compreendo...
As Valentine ainda possuem certa ingenuidade. Como elas saberiam se estávamos ou não envolvidas com o chefe delas? Mergulhei em devaneios e fui ‘acordada’ por alguém que me sacudia.
-Huh? Ei, tive uma ideia.
- O que vocês vão aprontar? – perguntou Lillian, preocupada.
-Err... Nada! Temos só que conversar.
Fomos ao meu escritório e conversamos. Decididas, voltamos à enfermaria.
-Temos uma proposta irrecusável. –começou Penélope.
-Até porque salvamos suas vidas.
-Digam logo!
-Vocês querem virar nossas ajudantes?
-Ajudantes...? Como? –perguntou Lillian.
-Vocês verão! –disse eu.
-Meninas?- G.P. (General Pingo – O.C de uma amiga) nos interrompeu.
-Sim? –perguntou Penélope.
-Acho melhor vocês se livrarem do corpo daquele professor...
-Que corpo?! –indagaram as irmãs Valentine.
-Não interessa! –cortei-as. –Me sigam.
POV PENÉLOPE
Seguimos Laura até um beco não muito longe do QG. Ela parou para falar algo com um cara. Eu e as irmãs Valentine seguimos até o fim do beco, arrombamos a porta da frente e entramos. No sofá, jazia o corpo do drogado do meu ex-professor . Lillian logo de cara ficou chocada:
-M-mas o que é isso?
-O nosso ex-professor. – respondeu Laura.
-Isso!- falei.
-Vocês o mataram? Por que o corpo dele está aqui? – questionou Rose.
-Sem perguntas. –disse.
-É... Ajudem-me a levar o corpo até o carro lá fora.
-Não, não faremos isso. –teimaram.
-Ah, vão sim!
-Vocês não têm opção, ou nos ajudam ou voltam a ser putas. – disse puxando o braço das duas. – Venham.
Fomos até o sofá. Levantei a cabeça, as irmãs Valentine o tórax, e Laura os pés. O colocamos na mala do carro e Laura dirigiu-se à janela, dando instruções ao capanga. Perguntei a ela aonde ia levá-lo e ela apenas me respondeu:
-Para longe de nossas vidas!
Antes de voltarmos ao internato com as gêmeas, paramos numa sorveteria do outro lado da rua. Rose estava tão branca que parecia uma boneca de porcelana. Já Lillian, estava muito assustada. Quando chegamos na sorveteria, nos sentamos próximas à janela. Lillian então perguntou:
-Por que fizeram aquilo?
-Sei lá... Ele era o maior safado, se metia muito nos nossos assuntos. – falei.
-Só por isso?
-Se der mais um pio você morre por muito menos. – ameaçou Laura.
-Você não teria coragem!
-Está nos desafiando?
-Não duvidaria disso se fosse você. – disse eu.
Eu e Laura arqueamos uma sobrancelha e nos encaramos. Pedimos apenas uma água mineral e vazamos dali. No caminho do internato, Laura foi explicando como tudo funcionaria.
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