Sede de Vampiro:capítulo Excluído-leonel

1 Capítulo único - Páginas arrancadas


Notas iniciais
- Sim mais uma fanfic, mas esta é da coleção dos capítulos excluídos. Vampiros que fazem parte do grupo da 'sede de vampiro', mas que não têm uma ligação direta com a trama original.
-Comentem, isso ajudaria.
-Como podem ver, esse é uma fanfic de capítulo único.

Páginas arrancadas.

Antes de qualquer merda que eu diga aqui para vocês, irei me apresentar. Tenho que mostrar, que pelo menos tenho algum tipo de educação. Pelo menos isso, não é?

Alguns, principalmente os humanos, me conhece como o assassino vampiro. Mas aqueles que realmente me conhecem, chamam-me de Leonel. Este, porém não é meu verdadeiro nome, o recebi quando meu mestre deu-me a vida. Ele me chamou assim, por parecer um antigo amigo dele, de quando ele era um humano, e sobre o mundo não sobrevoava aviões. Na verdade eles nem imaginavam que poderia ser possível tal coisa.

Meu verdadeiro nome é Jonathan. O sobrenome não é importante. E recebi a dádiva das trevas quando completei 33 anos, hoje tenho 60, mas podem ter certeza que caso me virem na rua, numa noite escura e fria, não perceberão minha verdadeira idade. Certamente dirão que tenho por volta de 30 anos. Esse é o outro lado bom da imortalidade, a idade e aparência que tinha quando se tornou um vampiro continuará em você. Tudo bem que cada dez anos de um humano, equivale a 1 na vida de um vampiro. Isso é lógico em questão de velhice. Por isso os vampiros demoram para se tornarem velhos. Principalmente os nascidos vampiros, que cada 1 ano de sua vida, é 20 anos na vida do humano.

Deixemos isso de lado, certamente não é importante essas informações. Afinal caso vocês, mortais inferiores, realmente tivessem um interesse verdadeiro nessas informações, com certeza não seriam alimento dessa raça. Acho isso tão maravilhoso.

Como havia dito, me tornei vampiro aos 33 anos. Muitos teimam em falar que sou transformado, ao inferno esses. Eu sou vampiro como qualquer outro, nascido assim ou não. Meu mestre, Carlos, ensinou tudo que eu sei. Sempre mostrou os melhores lugares para caçar, e sempre me apresentou as leis dos vampiros. Os clãs. Famílias de grande importância para nossa raça. Estipulou inúmeras leis, que todos tinham que seguir. Eu disse ‘tinham’ pois muitos não o faziam, e quando eram julgados saiam ilesos. Coitados daqueles que não tinham proteção. Viravam pó.

Nunca virei, mesmo passando em cima de algumas leis. Carlos tem como mestre o odiado e respeitado Raul. Um nascido Vampiro de ligação sanguínea direta com a família Küorl. Ou seja, aquele que se pode se achar, e portanto se mostra o todo poderoso. O único porém que o coloca no lugar é Kaus, desentende da família Küorl. Porém este diante de um julgamento, nunca dar seus palpites, e Raul, que como disse, gosta de mostrar seu poder, sempre o faz. E sempre eu me livro de qualquer porcaria que possam vim fazer comigo. Eu sou demais. Podem falar.

Tudo mudou com as minhas novas peripécias. Talvez tenham notado que não gosto de seguir as leis. Como também não suporto o fato de que preciso ser moderável quando infringir essas. Oras vai á merda aqueles que acham que preciso se moderável. Eu nunca entendi, porque raios têm tantas leis, e principalmente aquelas que protegem os humanos. Esses não são nosso alimento? Porque então protegê-los?

Nem me olhem assim, eu sou verdadeiro, ok? E vamos e convenhamos, vocês são somente alimentos e pronto.

Lembro que comecei na mesma noite que Kedra me falou de seu ódio pelo novo transformado. Eu estava rindo dela, e ela, é lógico furiosa. Eu achava interessante, como um nascido vampiro, ás vezes, talvez por caprichos deles, se pareciam com humanos. Deixavam-se envolver em sentimentos tão inferiores; a conversa nos levou ao fato dos casais de namorados, que muitas vezes eram vitimas perfeitas das nossas noites de caças. Kedra foi quem me deu a idéia.

‘Imagine somente um sobreviver e o outro morrer. Como seria deliciosamente doloroso.’

Claro que a magoa dela gritava em seu peito, e mesmo assim aquilo que ela disse me fez agir naquela noite.

O casal de namorado que me encontrou infelizmente não gostou da idéia. Como se eu me importasse com isso. Eu peguei a garota. Baixinha, usava óculos, cabelos longos e castanho, olhar de fuligem. O susto eu via refletido no olhar do namorado. Rapaz alto, magro e um cabelo horrível. Totalmente arrepiado para cima. E acho que a cor do cabelo dele era azul, não lembro a cor. Somente sei que assim que mostrei meus caninos o medroso deixou a garota largada a própria sorte.

Quase a deixei ir e fui atrás dele. Mas aquilo somente deixou as coisas interessantes. Pena que não durou muito, ela morreu tão rápido. A coitada chamou por ele até o ultimo suspiro, acho que ela esperava que ele a salvaria a qualquer momento. Nunca salvou.

Somente meses depois eu voltei a atacar. O primeiro ataque não surgiu grande efeito. O rapaz ficou com medo de falar algo, eu acho. Somente a partir do segundo que tudo se tornou interessante. Antes disso, porém, havia contado para muitos dos meus conhecidos a minha nova brincadeira. Alguns não gostaram, outros se mostraram interessados. Em especial o escritor. Um vampiro novo, que gostava de escrever. Agora o infeliz não é nada. E seus livros entre os humanos é tesouro. Pena que no mundo dos vampiros ele não foi tão adorado assim. Mas isso não me convém.

O engraçado é que, assim que o quinto casal foi atacado, um livro chamado ‘Beijo de sangue, chegou as livraria. Um mês depois , com a morte de um rapaz, onde uma garota loira escapou. Um detetive mané, disse que um fã lunático estava se espelhando no livro. Eu adorei tal coisa, infelizmente minha vida noturna atacando casais, e deixando que um sobrevivesse para sofrer, não durou muito. Não após o livro.

E eu fui julgado, como nunca fui. Raul não falou, e pela primeira vez, num julgamento meu. Kaus falou. Minha condenação, porém, não foi das piores.

Eu tive que deixar o país, e ir para Londres, onde ficaria com um novo mestre. Neste caso, uma vampira. Caroline.

Não achei que o livro tenha me atrapalhado, na verdade achei que ele me ajudou. Eu sempre esperei ter um verdadeiro julgamento, onde mostraria que mesmo assim eu conseguiria sair ileso. E eu mostrei.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!