Seddie, a história continua
46 Amor no mar do Caribe
O avião aterrissou nas Bahamas no início da manhã. Pouco antes da aterrisagem, Sam olhou encantada pela janela do avião e sacudiu Freddie:
– Acorda amor, olha só que incrível!
Freddie abriu os olhos, sonolento:
– Já chegamos?
– Sim, veja isso.
Freddie inclinou-se sobre a esposa para olhar a paisagem.

– Nossa! Quanto sol!
– E quanto mar! É lindo! Finalmente vou conhecer as Bahamas.
– Sério que eu acertei na escolha do nosso destino? Não sabia que seu maior sonho era conhecer as Bahamas.
– Eu não diria que é o meu maior sonho, porque estes costumam envolver muita comida de graça, mas eu comecei a ter vontade de conhecer as Bahamas desde que fiquei de babá com a Cat de umas crianças milionárias. Um casal de pestinhas que os pais não suportavam e que nos pagaram para acompanharmos até as Bahamas.
– E não foram por quê?
– Porque tivemos um baita azar e vários incidentes aconteceram até que não conseguimos embarcar por culpa do Goomer e do Dice, que foram confundidos com terroristas ao tentar nos entregar um temporizador das crianças que mais parecia uma bomba. Acabamos presos no aeroporto, até explicarmos o mal entendido.
Freddie começou a rir e Sam rebateu:
– Não é engraçado, foi triste.
– Sam, você tem uma capacidade incrível de acabar presa.
– Então toma cuidado bebê, vai que eu acabo presa nessa viagem e você junto comigo – caçoou Sam.
– Vira essa boca pra lá.
Assim que desembarcaram no aeroporto Sam e Freddie avistaram um guia segurando uma placa: “Senhor e Senhora Benson”.
– Muito prazer, meu nome é Bill e trabalho para a empresa responsável pelo cruzeiro. Vou acompanhá-los até o porto – apresentou-se o homem moreno e simpático, apertando as mãos do casal.
Mais tarde, Sam e Freddie estavam na fila para verificar a reserva da cabine no navio.
– Eu tô morrendo de fome amor – reclamou Sam.
– Tem um bar logo ali – falou Freddie apontando para um espaço com mesas um pouco adiante da fila – Acho que se você for rápida, dá tempo de comer e voltar. A fila tá enorme.
– Vou nessa – disse Sam, deixando a mala com o marido e correndo.
No corredor, Sam chocou-se com uma moça e reclamou:
– Ei, não olha por onde anda?
– Você que estava correndo queridinha!
– Espera aí, eu te conheço...
– Eu também te conheço, só podia ser a Sam Puckett do ICarly.
– Valerie?! – surpreendeu-se Sam – O que faz aqui?
– Estou em lua-de-mel. Me casei com um milionário. Há anos vivo em Dubai.
– Que bom pra você.
– E você? Como conseguiu entrar aqui? Veio trabalhar no navio?
– Não, também estou em lua-de-mel.
– Quem foi o louco que aceitou se casar com você?
– Freddie Benson. Aquele que te deu um fora, lembra?
– Coitado, só lamento. Mas, aqui se faz, aqui se paga.
– Coitada é de você! – irritou-se Sam.
– Vai me bater Samantha? Pior pra você se fizer isso. Vai acabar presa antes mesmo de começar sua lua-de-mel.
Sam ignorou a afronta e continuou o seu percurso para a lanchonete. Certamente um hambúrguer triplo poderia acalmar seus nervos.
Mais tarde, na sacada da cabine no navio, Sam e Freddie apreciavam toda a beleza do mar caribenho.
– Esse mar tem um azul incrível! – elogiou Sam.
– Tão lindo quanto os seus olhos – elogiou Freddie.
– Oh bebê, você gosta dos meus olhos?
– Não, eu amo você todinha, inclusive seus lindos olhos.
Os dois se beijaram. Sam interrompeu o beijo e Freddie estranhou:
– O que foi?
– Bem que a Belinha ia gostar de estar aqui.
– Está com saudade da nossa pequena né? Eu também.
– Estou sim, vamos ligar pra Carly e falar com ela.
Freddie pegou seu ipad e acessou o contato de Carly, logo a morena apareceu do outro lado da tela.
– Oi Carly! – cumprimentou o casal.
– Oi! E aí? Se divertindo muito? Como é o Caribe?
– O lugar é lindo! – contou Freddie.
– Ainda mais bonito que nas fotos – completou Sam.
– Eu posso imaginar.
– E cadê a Belinha? – perguntou Sam.
– Jogando video-game com o Spencer – falou Carly, virando o notebook e mostrando o irmão e a afilhada com controles na mão, animados, em frente ao telão do quarto de Carly — Belinha, vem dar oi pra mamãe e pro papai.
– Agora não! – respondeu a menina, ainda vidrada na tela.
– Dá um pause e vem amor – insistiu Carly.
– Não quero! – teimou Isabelle.
– Deixa ela, pelo menos vimos que está bem – disse Freddie.
– Ela ficou chorando muito tempo depois que saímos? – perguntou Sam, preocupada.
– Não, o Spencer deu um jeito de fazê-la parar bem rápido. Ele sabe usar psicologia infantil – explicou Carly.
– Que bom – falou Freddie.
– Diz pra Belinha que estamos morrendo de saudade – pediu Sam – Vamos tentar falar com ela mais tarde.
– Pode deixar. Aproveitem. Até mais – despediu-se Carly.
– Até mais – falaram Sam e Freddie, ao mesmo tempo.
Sam jogou-se na cama, pensativa. Freddie deitou-se ao lado dela:
– O que foi amor?
– A Belinha nos esqueceu rápido né?
– Melhor assim. Pior se ela ainda estivesse chorando.
– É, você tem razão.
– Que tal aproveitarmos um pouco a piscina do hotel?
– Eu acho uma ótima ideia.
Pouco depois Sam saiu do banheiro trajando um biquíni azul. Freddie já estava com seu calção vermelho. Os dois riram e ele falou:
– Novamente estamos formando o roxo.
– Pra variar. Agora passa protetor nas minhas costas?
Freddie pegou o protetor da mão de Sam e começou a esfregar, dando beijos no pescoço dela.
– É só pra passar, não é pra começar com safadeza não nerd – repreendeu Sam, em tom de brincadeira.
– Podíamos mudar nossos planos e passar o dia por aqui mesmo, só nós dois, o que acha?
– Teremos tempo pra isso, mais tarde. Agora quero aproveitar a viagem.
Freddie terminou de passar o protetor e olhou para Sam:
– Não acha esse biquíni pequeno demais?
– Nem é um fio dental.
– Você não seria louca de colocar um fio dental.
– Se me desse na telha, colocaria sim. Então, não reclama do meu biquíni que pode ser pior.
– Mas, Sam, vão te olhar demais desse jeito.
– E daí? Tudo que é bonito é pra se olhar.
Freddie fez beicinho, sem esconder a contrariedade.
Pouco depois, na piscina, os dois deitaram-se em cadeiras espreguiçadeiras e pediram drinks ao garçom, que voltou pouco depois com os pedidos, sem deixar de dar uma secada em Sam.
– Qual foi cara, perdeu alguma coisa aqui? – perguntou Freddie, irritado.
– Não senhor – respondeu o garçom, nervoso, apressando-se em sair.
– Como você tá estressado bebê. Ralaxa, estamos aqui para aproveitar – disse Sam, sentando-se na cadeira e reparando em Valerie do outro lado da piscina – Não acredito que vamos ficar dando de cara com essa aí toda hora.
– Essa aí quem? – perguntou Freddie, sem entender.
– A Valerie. Eu te contei que esbarrei com ela mais cedo.
– É mesmo. Nossa, ela tá diferente – disse Freddie, observando a moça com luzes acobreadas no cabelo e óculos de grife, num biquíni de oncinha.
– Mais brega do que nunca – observou Sam.
Um senhor de aproximadamente 50 anos aproximou-se de Valerie, com um drink na mão e a beijou na boca. Sam e Freddie ficaram surpresos.
– Ai meu Deus, ela deu o golpe no vovô – disse Sam.
– Sempre foi interesseira.
Freddie tirou a camiseta e chamou a atenção das moças em volta.
– Vamos dar um mergulho lindinha? – perguntou ele à esposa.
– Agora não, vou terminar meu drink e ver se consigo ficar menos branca nesse solzinho.
– Eu adoro a sua cor, você é linda! – falou ele, beijando-a e indo para a piscina em seguida.
Ao ver Freddie entrar na água, Valerie foi atrás:
– Como vai Freddie Benson?
– Oi Valerie. Eu vou bem e você?
– Muito bem e rica – contou ela rindo.
– Meus parabéns.
– Valeu. Meus parabéns pra você também, está mais lindo do que nunca! Quem diria que ia dar um homem desses?
– Ah, valeu.
– É um desperdício um pedaço de mau caminho como você perdendo tempo com a valentona da Sam. Você merecia coisa melhor – aproximando-se de Freddie.
– Valerie, melhor pararmos por aqui – afastando-a.
Sam viu a cena e se aproximou:
– Tá querendo o que com o meu marido?
– Eu nada, pergunta pra ele o que quer comigo – respondeu Valerie, sarcástica.
– Você é louca! – disse Freddie, olhando para Valerie.
– Conheço seu veneno não é de hoje garota – falou Sam – Sai logo daí amor.
Freddie obedeceu e saiu da piscina.
– E você Valerie, volta lá pro seu marido da terceira idade – debochou Sam, pegando a mão de Freddie e voltando com ele para as cadeiras.
Valerie voltou para perto do marido, que cochilava na cadeira, mas não tirava os olhos de Freddie.
– Você vai perder alguns quilos amor, de tanto que aquela lá te seca – observou Sam.
– Podemos voltar pra cabine se você quiser.
– Não. Se ela quer espetáculo, ela vai ter – disse Sam, beijando o marido com ardor.
Freddie prontamente retribuiu e as línguas dos dois já se encontravam. Quando cessaram o beijo viram que Valerie já havia se retirado do local.
– Ótimo, ela foi embora – comemorou Sam.
– E nós também vamos – disse Freddie.
– Como assim?
– Preciso urgentemente de mais – cochichou Freddie, com malícia, no ouvido de Sam.
Os dois foram para a cabine e assim que Freddie fechou a porta atrás de si, já se empenhou em puxar as amarras do biquíni de Sam, retirando a parte de cima com facilidade e abocanhando um de seus seios. Ela apertou a nádega do marido com uma das mãos. Os dois foram andando de costas e caíram na cama. Freddie sobre Sam. Ele se afastou para tirar o próprio calção. Sam puxou o marido para a cama, fazendo-o se deitar e iniciou uma trilha de beijos pelo peitoral sarado e a barriga com gominhos:
– Muitas podem cobiçar esse seu tanquinho meu amor, mas sou eu me divirto com ele – disse ela.
Freddie sorriu satisfeito e falou, enquanto apertava as coxas da esposa:
– Digo o mesmo. Muitos podem desejar essa loira gostosa, mas você é só minha – ele inverteu as posições e subiu a mão da coxa para a tira da parte de baixo do biquíni dela, desamarrando e tirando.
Os dois uniram-se no ato de amor. Mais tarde, Sam e Freddie, ofegantes, estavam abraçados. Ela com a cabeça sobre o peito dele, gostava de ouvir o coração do marido acelerado.
– Eu tô com fome – disse ela, finalmente.
– Podemos pedir algo pra comer.
– Ou podemos ir ao restaurante do navio.
– Mas deve ser muito caro.
– Vai começar a ser pão-duro Benson? Eu pago se for o caso.
– Não precisa. Vamos ao restaurante, como você quer.
Sam levantou-se para ir ao banheiro. Estava nua e sob os olhares atentos do marido.
Ela ligou o chuveiro, quando sentiu a mão de Freddie puxando-a pela barriga:
– Quer companhia pro banho? – perguntou ele.
– Como recusar? – perguntou ela, virando-se e beijando o marido.
Os dois entraram em baixo da água e se amaram mais uma vez.
Mais tarde, o casal estava elegante, ele de terno e ela num vestido longo vermelho. Os dois pediram frutos do mar e Sam apreciava a refeição, prestando atenção aos mínimos detalhes:
– Esse bolinho é de linguado e há mistura de pimenta amarela, deu uma combinação muito interessante, vale a pena testar no restaurante.
– Não é hora pra falar de trabalho amor.
– É mesmo? E você já reparou naquele telão 3D que vai transmitir ao vivo o show daqui a pouco?
– Uau! É de última geração, tem uma tecnologia realmente avançada, repare nos detalhes da tela flexível e no efeito 3D mesmo sem óculos, é fantástico! Bem que eu tentei fazer isso uma vez.
– Mas fez algo muito melhor, contribuiu pra medicina ocular. Agora chega de papo de nerd e vamos terminar de comer.
Assim que o casal terminou a refeição, a música começou a tocar. Freddie levantou-se e ficou diante de Sam, estendendo a mão:
– Será que a dama me concede a honra dessa contradança?
– Ui, que chique! Claro, cavalheiro – aceitou Sam, rindo e tomando a mão do marido.
Os dois começaram a dançar ao som de uma música lenta da Adele.
– Isso tá mesmo acontecendo ou a gente tá sonhando? – perguntou Freddie à esposa.
– Se é um sonho, não quero mais acordar – falou ela, deitando a cabeça no ombro dele.
Numa mesa ali perto, sem que Sam e Freddie tivessem reparado, Valerie jantava com o marido coroa e não tirava os olhos do casal, nutrindo um dos piores sentimentos: a inveja!
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