Sam e Freddie terminavam de se arrumar no quarto. Ela vestia um vestido vermelho, justo à cintura, e longo. Ele terminava de ajeitar a gravata borboleta do smoking.

Isabelle entrou animada, usando um vestido azul claro rodado com um laço na cintura e cabelo preso num coque:

– Finalmente vamos sair sem aqueles bebês bobões!

– Não fale assim dos seus irmãos Belinha – pediu Freddie.

– Não pedi para você ficar na sala cuidando deles no carrinho? – perguntou Sam.

– Eles são muito chatos e chorões. Perdi a paciência, então fui deixar eles logo no apartamento da vovó Marissa.

– Você desceu sozinha com eles no elevador? – perguntou Sam.

– Sim e daí?

– Não gosto de saber que meus três filhos pequenos saem de casa sozinhos. É perigoso – disse Sam.

– Poderia ser pior, eu pensei em colocar os dois na porta dos vizinhos.

– Belinha, eu sei que fala da boca pra fora. Você ama seus irmãozinhos – disse Freddie.

– Eu amo bacon – respondeu Isabelle.

Mais tarde, logo após a colação de grau, durante o jantar, num restaurante reservado por Carly, a morena se levantou e pediu um minuto de atenção, iniciando o discurso:

– Eu quero agradecer a presença de todos, dos meus amigos tão especiais Sam, Freddie, Gibby e Melanie, da minha afilhada Belinha, do meu irmão Spencer, da minha cunhada Verônica, do meu pai que veio especialmente da base aérea da Itália por mim, e do meu namorado Brad. É um momento muito especial pra mim, eu chego a ficar emocionada, hoje sou oficialmente uma jornalista, tenho um diploma e um emprego, porque eu soube ontem que fui admitida na redação do telejornal local. Depois de um período de estágio, gostaram, afinal, do meu trabalho. Estou me sentindo feliz e realizada, não sei o que mais de tão bom pode acontecer na minha vida...

– Eu sei – interrompeu Brad.

– O que? – perguntou Carly.

Brad levantou-se da cadeira, aproximou-se de Carly, ajoelhou-se, tomou a mão dela e disse:

– Carly Shay aceita se casar comigo?

– Você tá falando sério?

– Nunca falei tão sério na minha vida.

– Ahhh, eu aceito! – disse Carly, empolgada.

Brad levantou-se, ergueu Carly em seus braços e a beijou, sob aplausos de todos.

Depois do jantar, foram todos para o baile de formatura. Sam, Freddie e Isabelle voltaram para casa de madrugada. A pequena dormia no colo do pai.

Freddie trocou a roupa de Isabelle e a colocou na cama. Quando entrou no quarto viu Sam irritada, enquanto tentava abrir o fecho do vestido.

– Quer ajuda amor? – perguntou ele.

– Quero, essa droga emperrou, não quer abrir de jeito nenhum e olha que eu tenho força, mais um pouco e eu arrebento o vestido.

– Calma, é jeito, não força – disse Freddie, puxando o fecho e soltando um pedaço do tecido que o estava prendendo, abrindo o vestido finalmente.

Ele viu as costas alvas e nuas da esposa e não resistiu, começando os beijos pelo pescoço e descendo até as costas.

– Chega! – disse Sam, afastando-se.

– Qual é Sam? Vai continuar fazendo greve de sexo até quando?

– Até você fazer a vasectomia. Já expliquei bebê, quer que eu desenhe?

– Por que eu que tenho que me submeter a uma cirurgia?

– Porque é muito mais simples uma cirurgia de vasectomia que uma laqueadura, em que terão que cortar a minha barriga.

– E vão me cortar outra coisa – disse Freddie, apontando a parte íntima.

– Deixa de ser tolo, nem vai doer.

– Pode não doer, mas será que meu desempenho será o mesmo depois disso?

– É pura ignorância pensar que a vasectomia vai prejudicar a virilidade. Você não adora a internet? Por que não faz uma pesquisa antes de sair falando besteira?

– Está bem, eu faço a cirurgia de uma vez. Agora vem cá – puxando a esposa para si e começando a beijá-la com paixão.

Sam interrompeu o beijo e o empurrou:

– Só depois da cirurgia amorzinho.

– Tá sendo cruel!

– Eu sei ser muito cruel quando eu quero, você sabe disso, se eu fosse você ficava esperto – provocou Sam.

– Eu vou tomar um banho gelado! – falou Freddie, irritado, indo para o banheiro.

Pouco tempo depois, Freddie realizou a cirurgia. Ele estava deitado e manhoso:

– Sam! Vem logo! Eu estou com dor, cadê o meu remédio?

Sam apareceu com um dos bebês no colo, os pequenos já estavam com 3 meses:

– Eu tenho mais o que fazer que cuidar de marmanjo! Você já tomou seu remédio. O médico falou que em dois dias já estará totalmente recuperado. Como operou na sexta, segunda estará apto ao trabalho. Está fazendo muita manha para uma cirurgia tão simples. Queria ver o que iria te acontecer se tivesse que parir gêmeos como eu?

– Mas eu acho que estou com febre, vê a minha temperatura amor.

Sam aproximou-se e colocou a mão na testa e na face de Freddie:

– Que nada! Sua temperatura está ótima! Eu tô é preocupada com o Eddie.

– O que ele tem?

– Não sei, mas ele regurgita muito. Normalmente depois de mamar. Já falei com o pediatra e ele diz que é normal que isso aconteça de vez em quando, mas tem acontecido muito.

– Será que não é melhor levar ele ao médico?

– Com você aí “morrendo” – disse Sam, fazendo aspas com as mãos – E mais duas crianças, além dele, para cuidar, fica difícil. Mas, os garotos têm consulta marcada em algumas semanas.

Nesse momento, Marissa entrou no quarto:

– Como vai o meu garotinho? – sentando-se ao lado do filho na cama e beijando-o no rosto – Aposto que não estão cuidando direito de você – olhando para Sam.

– Eu tenho três crianças para cuidar, seu filho já é bem grandinho – defendeu-se Sam.

– Você deveria colocar sua mão na consciência e ser uma esposa devotada depois de ter obrigado o meu filho a se submeter a um procedimento cirúrgico por um capricho seu.

– Capricho? Não era a senhora mesma que vivia recriminando o fato de termos 3 filhos tão jovens?

– Ainda recrimino, mas você deveria ter feito uma laqueadura!

– A senhora não é ninguém para me dizer o que fazer!

Eddie começou a chorar e a discussão cessou.

– Tenho mais o que fazer – disse Sam, saindo com o bebê do quarto.

Quando Sam chegava na sala, a campainha tocou, Isabelle correu para abrir, como sempre. Era Carly:

– Sam, preciso da sua ajuda!

– E eu da sua! Vou pirar com o Freddie se recuperando da cirurgia, com o Eddie enjoadinho, com a Belinha e o Nick com fome de meia em meia hora e com a minha sogra jararaca me criticando dentro da minha casa – falou a loira, sentando-se no sofá e soltando um suspiro.

– Então, o melhor a se fazer é sair para espairecer.

– Com três crianças? Não, valeu!

– Por favor Sam! Eu te ajudo a cuidar deles. Preciso que me ajude a escolher o meu enxoval. Nem acredito, mas vou me casar!

– Boa sorte amiga, casamento não é tão bom quanto parece. Tenha filhos depois de 10 anos, pro seu próprio bem.

– Que nada! Adoro criança, quero ter filho bem rápido. Engravidar na lua-de-mel, se possível.

– Você não sabe o que diz.

Marissa apareceu na sala:

– Samantha, eu não acredito que não preparou a sopa preferida do Freddie!

– A cozinha é toda sua sogrinha, eu estou de saída.

Sam colocou Eddie no carrinho ao lado de Nick, pegou Isabelle pela mão e saiu porta a fora com os filhos, seguida por Carly.