Seddie, a história continua II
39 O retorno dos pais
Cris disse, afoito:
— Eu tenho uma idéia, mas temos que ser rápidos!
Pouco depois ele saiu do quarto vestindo o mesmo agasalho do dia anterior, fechando a porta do quarto atrás de si e indo para a sala.
— Estou aqui, mãe – dando um beijo no rosto de Carly – e pai – batendo na mão de Gibby em cumprimento – Voltaram cedo. Eu pretendia buscá-los no aeroporto. Ainda não são nem 10h – observou olhando o relógio da sala.
Carly explicou:
— A empresa aérea estava com overbookig e acabou nos transferindo para outra empresa, a fim de que não perdêssemos a data da viagem e o outro vôo era mais cedo.
— Entendi – falou Cris – Mas, poderiam ter me avisado, assim eu iria buscá-los.
Gibby falou:
— Não precisava se incomodar, filho. Pegamos um táxi.
Carly disse:
— Onde está a minha Sophie? Estou com saudade dela! Ainda com a Belinha?
— Não! Ela está lá em cima dormindo. Não vejo e Belle desde ontem quando deixou a Sophie aqui.
— Quer ver seus presentes agora, Cris? – perguntou Carly.
— Não. Na verdade, eu tenho uma surpresa para vocês, lá em cima. Venham comigo agora!
Carly e Gibby acompanharam Cris até o terceiro andar onde ficava o estúdio do ICarly. Enquanto eles entravam, Cris mandou mensagem para Isabelle:
“Barra limpa, pode vazar”.
Isabelle saiu sem fazer barulho do quarto do rapaz, quando estava prestes a deixar o apartamento, abrindo a porta, ainda com cuidado para não fazer barulho, ouviu uma voz infantil:
— Belinha, você ainda está aqui?
Era Sophie. Isabelle nem se virou, saindo rápido e fechando a porta atrás de si. Subiu pelas escadas, temendo que ao esperar elevador Sophie pudesse vir atrás ou mais alguém vê-la.
No estúdio ICary, Gibby se manifestou:
— É o estúdio ICarly, estamos cansados de conhecer. Qual a surpresa?
Carly concordou:
— É mesmo, meu filho. Qual a surpresa?
— A surpresa é que agora que acabou o ICarly vocês podem fazer o que quiserem com esse espaço. Ele é todinho de vocês!
— Mas isso é evidente né, Cris! É o nosso apartamento e você está de saída para a faculdade! – disse Carly.
— Desculpa, pensei que não tinham pensado nisso ainda e que seria uma surpresa.
— Eu já pensei! Pode ser uma sauna – falou Gibby.
— Eu prefiro um espaço de SPA – expôs Carly.
— São boas idéias – elogiou Cris.
— Se era só isso, vamos descer e abrir seus presentes de uma vez – propôs a mãe.
— Mas, já! Não querem avaliar melhor o lugar para os planos de vocês – falou Cris.
— Você está muito estranho, Cris. Passou bem a noite? – suspeitou Carly.
— Muito bem, mãe – olhando para o celular e vendo a mensagem de que Isabelle já havia saído do apartamento – Vamos logo descer e ver os presentes.
Encontraram Sophie, ainda sonolenta, sentada no sofá da sala, assistindo desenhos.
Carly correu para abraçar a filha:
— Minha bonequinha, quanta saudade!
Sophie também abraçou a mãe com força e em seguida o pai.
Carly anunciou:
— Eu trouxe muitos presentes para você, quer ver?
— Claro que sim! – falou a menina, animada.
— Dormiu bastante hoje, heim, Sophie! O mano não te acordou? – indagou Carly à filha.
— Não. Nem o mano, nem a Belinha.
— A Belinha? – estranhou Carly.
— Sim, ela contou uma história pra mim ontem à noite e hoje de manhã eu a vi saindo daqui.
Cris se apressou:
— Sophie, você deve ter sonhado. A Belinha te contou a história ontem à noite e depois ela foi embora daqui.
Carly perguntou à pequena:
— Você sonhou, Sophie?
— Acho que sim, mamãe. Ainda estou com sono – bocejando.
Enquanto isso, Isabelle abriu a porta do apartamento 13-B temendo o que viria a seguir, mas, para a sua surpresa, não havia ninguém em casa, além de Bolinha, que logo pulou nela em recepção. Conseguiu passar para o quarto e depois para o banheiro, onde tomou banho, vestiu-se, tomou seu café da manhã, até receber uma mensagem de Sam:
“Já chegamos. Estamos com Eddie no hospital. Ele deve ter alta na hora do almoço. Prepare alguma coisa para comermos”.
Assim Isabelle fez, começou a preparar um macarrão com salsichas, a única coisa que sabia fazer bem, enquanto cenas da noite com Cris vinham a tona e ela suspirava apaixonada.
Nova mensagem no celular. Era de Cris:
“Essa foi por pouco, princesa! Tudo certo por aqui, e por aí?”
Ela respondeu:
“Tudo certo por aqui também, meu príncipe. Ninguém em casa”
Ela continuou:
“Temos que oficializar a nossa relação de uma vez. Assim, dormimos juntos sem estresse”.
A resposta dela:
“Podemos oficializar, mas enquanto não nos casarmos, não poderemos dormir juntos sob as vistas do meu pai” – complementando com um emoji de risada.
E ele:
“Por isso não, nos casamos amanhã. Já não tenho dúvidas de que você é a mulher com quem quero passar o resto da minha vida. Eu te amo”.
E ela:
“Eu também te amo, mas vamos esperar até a formatura”.
Ele respondeu:
“Por você, espero o tempo que for, meu anjo”.
Ela respondeu:
“Também vou esperar por você, sempre, meu amor” – mandando um coração vermelho pulsante.
Ele respondeu com muitos corações, de todas as cores.
Isabelle lembrou-se do macarrão no fogo e foi mexer na panela, estava mole e grudado no fundo da panela. Soltou um “droga!”.
Jogou tudo fora e teve que começar de novo, agora forçando a atenção, apesar de se sentir nas nuvens e não tirar Cris da cabeça e do coração, o qual acelerava e a fazia suspirar a cada pensamento.
Sam, Freddie, Marissa, Charles, Eddie e Nick chegaram animados.
Sam foi a primeira a abraçar a filha, seguida por Freddie. Na sequência, os avós e os gêmeos a cumprimentaram.
— Como você está, Eddie? – perguntou a moça ao irmão.
— Já estou bom, pronto para outra – respondeu o menino.
— Nem brinca com isso, quase mata a sua avó do coração – ralhou Marissa.
Freddie explicou:
— Ele teve uma intoxicação alimentar que levou a uma desidratação, precisou do soro e de ficar em observação.
— Mas, graças a Deus que já passou – disse Isabelle, abraçando o irmão – Agora é tomar juízo e se cuidar, Sr. Edward.
O menino fez que sim com a cabeça.
Sam reclamou:
— O almoço ainda não está pronto?
A moça respondeu:
— Está no fogo, mãe. Já vai.
— Tô cheio de fome – reclamou Nick.
Todos concordaram que estavam com fome.
Sam resolveu:
— Vamos pedir uns tacos de uma vez!
Marissa insurgiu-se:
— Não é saudável para as crianças. Ainda mais para Eddie que estava passando mal.
Sam respondeu:
— Eu faço uma sopa rápida para o Eddie. Quanto aos outros, uma vez, não vai matar ninguém.
Freddie já pegou o telefone para fazer os pedidos.
Depois do almoço, Isabelle disse que iria tirar um cochilo no seu quarto e Sam foi atrás, entrou, fechou a porta atrás de si e falou de supetão:
— Onde passou a noite, Isabelle Puckett Benson?
— Em casa – respondeu ela, tentando sustentar o olhar duro da mãe.
— É mentira! Antes de irmos ao hospital ver Eddie, estivemos aqui para deixar a bagagem.
Isabelle sentiu o seu coração acelerar de nervoso. Sam prosseguiu:
— Eu pensei que você estava dormindo aqui e vim ver, mas não te encontrei. Reparei que não estava em lugar nenhum da casa. Mas, para evitar mais um problema, porque já nos bastava Eddie internado, menti ao seu pai, dizendo que te vi dormindo no quarto e que não iria acordá-la.
— Por que vieram tão cedo? – perguntou Isabelle, tentando desviar o assunto.
— Overbooking e realocação de passageiros. Mas, não foge do assunto. Onde esteve, Isabelle? Ou melhor, com quem passou a noite e fazendo o quê? Enquanto viver sob meu teto, ainda que apenas pelos próximos dias, me deve satisfações.
Isabelle abaixou a cabeça e disse pra dentro:
— Eu dormi com o Cris.
— Não sei porque isso não me surpreende! Sozinhos, sem vigilância, com oportunidade, do jeito que andavam de chamego...
— Se sabia por que perguntou?
— Porque você ainda me deve satisfações! Você já não é tão inexperiente, não se esqueceu do preservativo, certo?
— Usamos, sim.
— Belinha, você e o Cris têm que assumir esse relacionamento de uma vez. Não fiquem se escondendo por aí. Além disso, você tem que começar a tomar anticoncepcional, já que agora vai praticar mais vezes e eu sou muito jovem para ser avó, só tenho 36 anos. Vou marcar ginecologista para você ainda essa semana.
— Está bem, mãe. Obrigada.
— Chama o teu namorado para vir jantar aqui hoje à noite e já avisa que estamos esperando o pedido oficial.
— Como quiser, mãe.
Sam saiu do quarto e Isabelle pegou o celular, escrevendo para Cris:
“Meus pais te convidaram para vir jantar aqui hoje à noite”.
Ele respondeu com outra pergunta:
“Devo levar meus pais também?”
E ela:
“Se você quiser”
E ele:
“Quero que eles estejam presentes quando eu te pedir em namoro”.
Isabelle suspirou aliviada, pois não teve que dizer a ele que seus pais esperavam por isso, já que ele mesmo se propôs. Ela mandou uma carinha sorrindo e um coração.
Ele prosseguiu:
“Até mais tarde, meu amor. Mal posso esperar por esse jantar. Um beijo, nessa sua boca deliciosa”
Isabelle mandou vários emojis de beijos. Estava ansiosa para o jantar.
Fale com o autor