Seddie, a história continua II
40 O jantar
Notas iniciais
Sam e Isabelle terminavam de arrumar a mesa do jantar quando a campainha tocou. A moça correu para abrir.
Carly, Gibby e Sophie estavam parados à porta, sorridentes. A loira convidou a todos para entrar e sorriu para Cris quando passou por ela, por trás dos pais. Ele se aproximou e depositou um beijo no rosto da moça, sorrindo para ela.
Freddie estava sentado no sofá com os gêmeos e levantou-se para cumprimentá-los, convidando-os a se sentarem em seguida.
Carly trazia um vinho nas mãos e ofereceu a Freddie, dizendo:
— Eu trouxe um tinto da melhor safra para tomarmos no jantar.
Freddie pegou o vinho agradeceu e se dirigiu à cozinha, onde o entregou à Sam.
Sam e Freddie voltaram juntos à sala e anunciaram que o jantar estava servido.
Todos sentaram-se à mesa e degustaram as massas preparadas por Sam, junto com o vinho levado por Carly, exceto os menores, que tomaram refrigerante.
Ao final do jantar, Sam serviu um mousse de chocolate e um pudim. Todos se deliciaram.
Quando todos estavam satisfeitos, antes que se levantassem da mesa, Cris levantou-se e pediu a atenção de todos:
— Eu serei breve, até porque não sou muito bom com as palavras – dando um sorriso nervoso – Senhor e Senhora Benson...
Sam interrompeu:
— Sem essa de Senhora Benson, eu te conheço desde moleque, pode me chamar de Sam.
Cris reformulou:
— Está bem. Sam e Freddie...
Foi a vez de Freddie interromper:
— Eu prefiro Senhor Benson – com a expressão fechada.
Cris engoliu em seco e tentava recomeçar, mas Isabelle foi mais rápida:
— Pai, mãe, o Cris quer me pedir em namoro.
Sam logo disse:
— Vocês têm a minha benção há muito tempo! – animada.
Freddie continuava com cara de poucos amigos e falou:
— Então, que ele peça, minha filha – olhando para Isabelle.
Cris tossiu para limpar a garganta e falou de uma vez, rapidamente:
— Eu posso namorar a filha de vocês?
Freddie respondeu:
— Cristopher, a minha filha é a minha joia rara, a minha princesa, o meu diamante, eu jamais a entregaria para qualquer um. Mas, por mais que isso tudo seja novo para mim, pois ela nunca trouxe um namorado aqui em casa, e a minha vontade de dizer não para qualquer pretendente seja gigante, eu tenho a consciência de que a Isabelle não é a mais a minha menininha, que ela cresceu e que, mais dia ou menos dia, iria aparecer aqui com um barbado pedindo a minha benção. Então, se a vida tem que ser assim, é melhor que seja você, Cris. Nós te vimos crescer e somos os melhores amigos dos seus pais.
— Muito obrigado, Senhor Benson – disse Cris, aliviado.
Freddie prosseguiu:
— Mas, aviso: Cuide dela como se fosse um diamante, jamais magoe a minha garotinha. É essa a minha condição. Se não, vai se ver comigo.
Cris respondeu:
— Eu amo a sua filha, Senhor Benson. Prometo nunca magoá-la. Minhas intenções são as melhores. Sei que é cedo para falar em casamento, já que estamos indo para a universidade, mas, quem sabe depois de formados, possamos firmar esse compromisso.
— Como você mesmo disse, é cedo para isso. Um passo de cada vez. Firmaram namoro, por ora. Que você cuide dela e a respeite como sua amiga, que ela sempre foi e, agora, como sua namorada – alertou Freddie.
— Pode deixar, Senhor.
— Outra coisa: Não sou um pai moderno. Nesta casa, você não passa para o quarto da Isabelle. Namoro é na sala.
— Sim, Senhor.
Cris já suava nervoso ao tom ríspido de Freddie ao passar todas as condições. O pai da moça percebeu e se apiedou do garoto que vira crescer, levantou-se da mesa, foi até onde ele estava sentado e falou, sorrindo:
— Agora, dá cá um abraço, meu genro – abrindo os braços.
Cris deu um sorriso amarelo, levantou-se e abraçou Freddie. Isabelle sorriu aliviada ao ver a cena.
Carly quis descontrair o ambiente e soltou:
— Agora quero saber quando que a Belinha vai pedir a nós para namorar o Cris – rindo.
Isabelle riu também, forçou uma tosse e pediu:
— Senhor e Senhora Gibson, me permitem que eu namore o filho de vocês.
Gibby respondeu primeiro:
— Demorou! Pode levar, que é todo seu – rindo.
— Como eu poderia recusar, Belinha? Sonho com esse dia há anos! Eu não poderia ter nora melhor na vida – abraçando a afilhada.
Depois, todos foram se sentar no sofá da sala para conversar e assistir programas na TV.
Os gêmeos foram jogar vídeo-game no quarto e Sophie foi assistir, querendo ter a oportunidade de jogar também, sem sucesso.
Nos sofás da sala. Carly e Gibby sentaram juntos e Sam e Freddie ao lado, no sofá maior. No sofá menor ao lado, sentaram-se Isabelle e Cris, bem juntinhos, segurando as mãos, conversando ao pé do ouvido, trocando sorrisos e comportados selinhos.
Freddie olhava com o canto dos olhos, mas não interrompeu nada.
Já era tarde e todos se despediram.
Carly cochichou no ouvido de Sam quando abraçou a amiga em despedida:
— Vamos continuar na torcida, amiga. Nossos filhos ainda irão nos casar um dia. Está acontecendo!
— Sim, amiga. Está acontecendo! – concordou Sam, muito feliz também – E então, seremos uma só família.
As duas seguraram as mãos, olharam para o rosto uma da outra e sorriram segurando as lágrimas. Sentiram-se emocionadas. Deram mais um abraço.
Cris e Isabelle ficaram para trás na saída e se beijavam no sofá da sala em despedida. Cessaram o beijo que já estava esquentando ao ouvirem uma tosse forçada. Era Freddie, que disse:
— Cris, é melhor se apressar. Seus pais já estão esperando o elevador.
— Claro, Senhor Benson – disse ele, levantando-se apressado – Até mais, meu amor – acenando para Isabelle e saindo.
Isabelle também se levantou, anunciando que iria para o quarto dormir. Mal se aguentava de felicidade.
Sam comentou com Freddie:
— Tá difícil de engolir, Freddonho? – rindo.
— Até outro dia a Belinha estava me pedindo colo e, hoje, estava quase sentada no colo desse marmanjo no sofá apertado. Quando cheguei aqui, ele a estava engolindo com aquele beijo desentupidor de pia.
— Vai dizer que você também não gosta de um beijo desentupidor de pia?
— É o primeiro namorado dela, ele devia pensar nisso e ir com mais calma.
— Nós fomos com calma, amor?
Freddie nada respondeu. Sam continuou:
— Freddie, eles são jovens, estão descobrindo o fogo do primeiro amor. Nós já tivemos a idade deles.
— Isso quer dizer que devemos deixá-los fazer o que quiserem. Quer que a Belinha siga a nossa história e acabe com um bebê para criar cedo demais?
— Não, Freddie. Quer dizer que devemos estar de olho, estabelecer os limites, mas não ficar empatando o namoro deles o tempo inteiro. Deixar fluir, mas sob controle, se é que me entende.
— Não entendo.
— Mas, vai entender. É o primeiro namorado da nossa filha, é algo novo para nós. Vamos nos acostumar. Agora, que tal irmos lá para o quarto e eu te lembro como são bons os nossos beijos desentupidores de pia?
— Demorou – falou ele, com um sorriso safado, segurando a esposa pela cintura até o quarto.
Isabelle e Cris tinham menos de um mês para viver a intensidade do namoro, até a moça partir para Cambridge. Combinaram de não falar da partida, mas, apenas de aproveitar cada minuto como se fosse o último e assim fizeram...
Fale com o autor