Secrets of the Light and Shadow
14 Capítulo 13
Notas iniciais
MELLANY P.O.V.
Voltamos para o acampamento, depois de algumas horas. Passamos muito tempo sentados na floresta, pensando no que fazer. Teríamos que pedir ajuda para Alex. Ela logo apareceu para nos receber.
– Bom vocês querem a minha ajuda para terem certeza que são os casulos, é isso mesmo? – Alex nos olhou interrogativamente depois de explicarmos o plano.
– Sim, será que você pode? – Perguntei.
– Eu não sou a pessoa mais adequada. – Eu devia ter feito uma cara muito triste. – Mas tem uma pessoa. Ela vai esclarecer suas duvidas.
– Ótimo, onde esta ela? – Aiden parecia elétrico.
– No meio da floresta. – Olhei pra ela interrogativamente. – Ela é a bruxa meio fada que falou dos seus pais, isso explica porque todos acreditaram nela tão cegamente. Sabbat é uma hibrida com uma vida extremamente longa, ninguém nunca soube o porquê dela ser tão velha, mas não é esse o ponto. Ela vê todas as possibilidades do futuro e fala qual a mais provável, ela também fala as outras possibilidades. Mas o pior é que Sabbat sempre acerta. – Alex sorria um pouco.
– Ela mora na floresta, que lugar estranho pra se ter uma casa. – Aiden olhava para os outros sobrenaturais.
– Alguém falou casa, Flamevell? Ela é uma coisa complicada. – Nós dois olhamos Alex ainda mais confusos.
– Ela mora como no meio da floresta? – Flamevell parecia incrédulo.
– A um forte rio que corta essas florestas. Há quedas d’água bem bonitas, em especial Queda da Sereia. Essa cachoeira, posso chamar assim, tem esse nome porque Sabbat vive lá. Ela vive na água. Então ela é conhecida como sereia pelo fato de ser uma vidente e hibrida.
– Esse local é cheio revelações. – Eu olhei para Alex com descrença.
– Esta ficando tarde e acredito que não queiram passar a noite aqui. Amanhã informarei o caminho até Sabbat, boa noite aos dois. – Ela nos acompanhou até os portões do acampamento.
Voltamos até a casa de Phillips.
– Você quer visitar aquela mulher? – Eu perguntei para Aiden assim que pisamos na casa.
– Acho que sim, ela pode esclarecer se aquilo é verdade. – Ele logo foi retirando a camisa xadrez que mais gostava.
– Nossa, que sexy. – Falei rindo. Abri o zíper devagar do moletom que usava.
– Pena que tem uma regata preta embaixo do moletom. – Ele fez uma cara de falsa decepção.
Quando eu fui responder, ouvi um barulho vindo do andar de cima. Andei rapidamente até a mesa e peguei uma pistola. Pedi pro Aiden ficar perto de mim. Passos de novo. Apontei a pistola para a escada, se passasse alguém, iria recuar. Vi Aiden se concentrando, pois ouvimos passos no gramado da casa.
Comecei a analisar os invasores. Dois vampiros, uma hibrida de bruxa com vampiro e duas bruxas. Olhei para Aiden, ele tinha feito a mesma coisa e riu.
– Vocês são tão únicos que nem sustos conseguem nos dar. – Aiden falou alto.
Ben e Claire abriram a porta da casa e as Prices desceram as escadas. Abaixei a arma logo que as vi.
– Botaram as suas habilidades de caçadoras em prática? – Impliquei com as meninas.
– A Ellie farejou vocês. – Akane falou.
– Sério? – Aiden olhou estranho para a mais baixa das irmãs.
– Claro que não, imbecil. – Ellie lançou um olhar mortal para Aiden e em seguida para Akane, que ria da brincadeira.
Melinda veio na minha direção e me abraçou. Sai puxando ela para perto de Claire e Benjamin.
– Vaca! Você me deixou triste. – Claire falou fazendo beicinho.
– Eu falei que íamos nos ver de novo. – Revirei os olhos.
Ela me deu um tapa no braço. Ri com sua reação.
– Eu to com fome, o que vamos comer? – Benjamin falou do nada. Ele era do tipo quieto e quase não falava quando estávamos em grupo.
– Não sei o que sugere? – Perguntei curiosa.
– Alguma massa, tipo macarrão. Estou com muita fome e macarronada é rápido, não é? – Ele falou sorrindo.
– Quem vai me ajudar?
– Eu! – Claire levantou a mão.
– Eu também. – Melinda sorriu.
– Okay, vamos antes que o Ben devore o sofá. – Impliquei com ele.
Nós três fomos andando e vi o sorriso de cada um, até mesmo Ellie que não era muito de ser sociável estava feliz, mas depois que eu e Aiden falássemos a grande nova, isso iria ser bem complicado.
Cozinhamos e tricotamos, sempre é assim, a cozinha tem uma mágica especial de sempre se falar dos melhores assuntos lá.
Ouvimos uma batida na porta, corri para atender e pedi silencio de todos. Quando abri, era um homem que aparentava ter uns 30 anos.
– Pois não?
– Você é Audrey não é? – Ele perguntou. Tinha uma voz grossa.
– Sim. O que quer? – Falei mais seriamente. Ele saber aquele nome era um complicador.
– Mensagem de sua tia, ela conseguiu o encontro. Amanhã às 16 horas.
– Tão rápido? – Questionei ainda mais curiosa.
– Sua tia tem poder e o encontro é para pessoas importantes. Ah, tenho essa pasta para você. – Ele sorriu de modo sombrio. – Era isso, adeus. – Ele deu as costas e foi embora.
– Cara esquisito. – Fechei a porta e todos me olhavam.
– Sem perguntas agora, só depois do jantar. Que por sinal, está pronto. – Corri para cozinha.
Todos comeram relativamente rápido, curiosidade é uma coisa estranha.
– Agora pode responder? – Akane perguntou.
– Provavelmente, o que querem saber? – Eu estava terminando de comer.
– Primeiro, que cara foi aquele apareceu? – Melinda indagou e logo depois deu um gole no suco.
– Um dos capangas da minha tia. – Falei tranquilamente. Melinda quase cuspiu o suco.
– COMO ASSIM? – Todos perguntaram ao mesmo tempo, tirando Aiden que levantou e foi pra cozinha.
– Eu encontrei um resquício da minha família de sangue, melhor, ela me encontrou.
– E como você sabe que ela é sua tia mesmo? – Ellie demonstrava interesse, mas ao mesmo tempo parecia não ouvir. Essa era Ellie.
– Quando sua suposta tia é uma fada e tem uma conexão muito familiar entre nós, acho que posso ter essa certeza. – Falei séria.
– E como ela te achou? – Akane parecia bem preocupada, senti que havia mil perguntas formando na cabeça dela. Acho que mais mil formavam na mente de Melinda.
– Bom essa pergunta é complicada de explicar, sem contar uma hipótese provável de minha tia. – Falei com cuidado. Isso envolvia o ataque de Aiden e não era ele naquela hora.
– Por quê? Alguém tentou te matar? – Claire falou em tom zombeteiro.
– Sim. Tentaram me matar. – Falei seriamente, deixando bem claro que aquilo não era brincadeira.
Vi o olhar de descrença em cada um. Olhei para a porta da cozinha, Aiden estava lá parado e mantinha um olhar triste, mas ele os mantinha em mim.
– Minha tia me chamou para irmos até o acampamento que ela é a diretora. Lá a Alex, só pra constar é o nome dela, nos contou o que a Luz e a Escuridão realmente existem, são duas pessoas e vivem entre os sobrenaturais. Eles são sempre distintos, mas com algumas peculiaridades, quando a Luz nasce como menina, a Escuridão nasce como menino e vice-versa. Dessa vez foi a ordem foi as Trevas – menina, e Luz – menino. Quando nasce nessa ordem, os nomes deles são Audrey e Gabriel.
Fui interrompida por Melinda.
– Então eles deveriam parar de caçar o Aiden, não é? Pronto, já temos os nomes e o sexo, achem eles e acabou. – Ela sorriu.
– Não é bem assim, Melinda. – Abri a pasta, mas eu sabia o que tinha lá dentro. Sorri ao olhar as folhas.
– O que tem nessas folhas? – Ben perguntou curioso, ele estava sentindo o cheiro forte de guardado. Ellie e Akane não ficaram tão incomodadas, afinal estamos acostumadas, somos obrigadas a fazer muitas coisas para conseguirmos informações.
– Registros. O primeiro registro é de um menino. Gabriel Carrigan Flamevell, filho de Sarah Carrigan e Petrus Flamevell ele nasceu em 01 de Maio de 1998. Assinado pelos pais e por Alex Morgan como testemunha. E tem um clip prendendo com outro registro, mas depois eu mostro. – Coloquei essa folha em cima da mesa e a outra deixei dentro da pasta. Aiden havia recolhido os pratos e copos enquanto explicava o que Alex tinha dito. – E nessa outra folha está grampeada com outro registro. A primeira parte esta com o registro de Audrey Morgan Simmons, filha de Helen Morgan e Erik Simmons ela nasceu em 22 de Fevereiro de 1998. Assinado pelos pais e por Alex Morgan como testemunha.
– E a segunda folha? – Claire perguntou.
– A segunda folha tem o registro de um orfanato. Aparentemente, esses dois mudaram de nome. O nome da menina, ficou Mellany Dust, filha adotiva de Phillips Dust. E a folha solta é de um cartório, mas foi falsificado, está no nome de Aiden Flamevell, filho do irmão de Petrus, Davi. – Falei, estava sorrindo ironicamente. Aiden pegou os registros dele e ficou olhando estranhamente. Eu olhei para todos na mesa, que estavam todos chocados.
Akane pegou os meus registros e leu.
– Não dá pra acreditar. – Akane entregou os registros para Melinda, ela estava bem afetada.
– Bom isso sim que é problema grande. – Ellie falou impressionada.
– Um problema grande? Isso é uma tragédia! – Melinda estava desolada. – Eu não posso acreditar vocês não podem ser...
– Bom, os registros nos dizem isso, mas amanhã vamos tirar a prova total. – Eu tentei passar uma tranqüilidade para Melinda. Quando olhei para Claire, ela estava pensativa. – Algum problema, Claire?
– Só um: vocês dois vão tentar se matar? – Ela falou receosa. – Pois as lendas sempre retratam que os dois representantes devem se enfrentar e sempre há um campeão.
– Vamos ter que saber se a informação bate se for verdadeira, então vamos evitar ao máximo uma luta como essa. – Falei, mas sabia que sempre tinha que existir essa luta.
– Como vão confirmar essa informação? – Ben falou, vi que ele estava com medo.
– Existe uma mulher que ela vê o futuro e vive por aqui, vamos ver o que ela fala. – Estava pensando sobre o que ela iria dizer, mas a atitude de Benjamin me chamou ainda mais a atenção. – Mas por que está com medo, Ben?
– Não é nada. – Ele “suava”.
Claire olhou curiosa e deu uma cotovelada nele.
– Será que pode falar ou vou ter que tirar isso de você? – Claire olhou séria para ele.
Akane estava focada nos registros, mas ela olhou brevemente para Benjamin, juntamente com Ellie e Melinda.
Olhei para Benjamin, ele evitava olhar nos meus olhos. Havia entendido tudo.
– Sua família é serviçal da escuridão, não é? – Indaguei com muita certeza.
Ele ficou pálido. Era exatamente isso.
– Um o que? – Claire ficou com uma cara engraçada.
– Serviçal da escuridão. Certas pessoas acabaram oferecendo a lealdade delas em troca de algo, o problema é que essa servidão não iria acabar com a morte dessa pessoa, iria passar pelas gerações, até que o ultimo membro vivo dessa família morra e não deixe descendentes. Ou se quem tiver o “contrato” livrar a família. – Falei com pena de Ben.
– Exatamente. Só que não vejo arrependimento da minha família, esse é um dos motivos pelo qual eu me afastei deles. – Ele falou um pouco triste.
– Pode me falar seu sobrenome? – Perguntei calmamente.
– Benjamin Lamia. – Ele deu um sorriso.
– Há há, hilário! – Ri um pouco. Ninguém entendido, mas assim ficava melhor.
Havia espaço para todos na casa, deveríamos ficar mais atentos com tudo, mas quem seria louco o suficiente para enfrentar 4 mercenárias armadas até os dentes, um lobo, um vampiro de família tradicional e uma bruxa com poderes bem imprecisos?
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NARRADOR P.O.V.
Alex mandou um aviso para o grupo, a sereia (comumente chamada, como Alex havia dito) não poderia falar com eles, pois tinha assuntos para resolver, ela marcaria quando pudesse, mas mandou um recado para Mellany: “O passado assombra até a mente mais iluminada. Tome cuidado com aquele que já foi esquecido”, todos perguntaram a ela o motivo do aviso, mas ela não entendeu, pelo menos não queria assustar a todos com suas neuras. Então, Claire queria conhecer a cidade. Com isso, todos foram juntos, apenas para não ficarem trancados em casa. O dia foi agradável, a cidade era pequena e pacata, mas tinha um charme. Mellany relembrou velhos aspectos do lugar, com isso, deixou tudo mais divertido.
O caminho até a casa era um pouco extenso, mas ninguém estava se importando muito, afinal haviam ido a pé até a cidade. Eles foram caminhando e dava pra se notar muito bem a paisagem local, era a mistura do belo com algo assustador. A floresta que rondava a cidade era linda, mas com a luz do dia, que estava particularmente nublado, ficava assustador. Uma sensação fria desceu pelas costas de Mellany, ela tremeu algo estava muito errado.
– Mell, você ficou arrepiada do nada e nem esta frio. – Aiden ficou preocupado.
– Está tudo bem, apenas estou surtando um pouco. – Mellany olhou para ele e sorriu, mas ela virou o centro das atenções, afinal, o comentário de Aiden foi ouvido até mesmo por Melinda que tinha sérios problemas de atenção. Todos se entreolharam.
– O que é aquilo no meio da estrada? – A voz de Claire saiu um pouco assustada.
Todos olharam para o mesmo ponto que a bruxa e então Mellany sentiu como se tivessem injetado nitrogênio liquido em suas veias. Ela identificou cada parte daquela figura, pois estava exatamente igual ao desenho que ela tinha guardado. A mascara que cobria-lhe a face, onde terminava a mascara seguia pela pele de um urso. A figura estava um pouco de lado e não se via nem um pouco do rosto, mas Mellany sabia que o ser encarava a todos. Ela estava travada, sem saber como reagir, seu pesadelo retornou.
– Mell? – A voz de Aiden começou a ficar distante para Mellany. Então, ela caiu no chão, inconsciente.
Aiden não deixou com que Mell batesse a cabeça, Claire, Benjamin e Akane foram ajudar os dois.
Ellie e Melinda encararam a figura, o vento veio da direção dela, o cheiro de sobrenatural invadiu o ar para todos que podiam o sentir naquele grupo.
– Nunca senti nada assim. – Ellie falou com sua natural expressão blasé.
– O que parece? – Melinda indagou com curiosidade.
– Pode ser irônico, mas é um lobo, com a mistura de algum animal diferente. Não sei ao certo. – Ellie encarou sua irmã, que olhou de volta. Elas voltaram à atenção para o local onde a figura estava. Havia desaparecido. Ellie se virou e foi tentar ajudar.
Melinda sentiu um fluxo de pensamentos incoerentes vindos de algum lado da floresta, ela apenas ignorou e foi ajudar. Mas quando Mellany despertasse, iria reportar a ela o que viu e ouviu.
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MELINDA P.O.V.
Mellany acordou algum tempo depois, ela parecia confusa. Aiden estava ao seu lado e explicou que ela desmaiou do nada, ela ficou mais confusa ainda.
– Aiden, vai lá buscar água gelada e um pedaço de chocolate pra Mell. – Falei de modo doce. Ele me olhou desconfiado, mas saiu do quarto e fechou a porta. Fiz uma mágica para deixar nossa conversa particular.
– Se você fez uma mágica, é porque o assunto é sério. – Mellany sentou-se na cama e me olhou bem séria.
– Vou te dizer que uma mercenária treinada desmaiar do nada é muito esquisito. Então eu dei uma olhada na sua mala, para os outros, estava procurando uma roupa confortável pra você. Mas estava procurando algo pra explicar seu desmaio. Achei um desenho e você tem que me explicar às coisas. – Eu mostrei o desenho, ela estremeceu. – Começa a falar.
– Fui atrás de um mercenário em um manicômio para Philips, ele estava muito lúcido pra um maluco. Perguntei para ele o porquê dele estar lá, ele disse que estava sendo perseguido por esse cara do desenho, achei que era zueira, mas usei uma pistola para tirar algumas coisas dele. Então eu perguntei o porquê desse cara estar seguindo esse louco, ele disse: “Esse problema não é mais meu, essa maldição agora é sua, que tenha mais sorte que eu e não enlouqueça como eu enlouqueci boa sorte na sua jornada.” Então ele soltou a algema, pegou a pistola e deu um tiro na boca. O cérebro dele foi parar na parede à minha frente. Eu sempre quis ter uma vida normal, mas depois disso, fui pra aquela cidade e reencontrei Aiden e minha jornada começou. – Ela falou olhando para a própria roupa.
Estava sem reação, não poderia nunca imaginar essa história.
– Só pode estar de brincadeira. – Sentei na cama e olhei pra ela. Mell parecia muito sincera
– Não estou. – Ela ficou em silêncio. – Aiden esta subindo, guarde o desenho.
Corri e coloquei numa gaveta, desfiz a mágica. Teria que contar a todos enquanto ela dormia, pois Mellany era muito orgulhosa para demonstrar uma fraqueza.
Ele logo voltou com o que havia pedido, saí do quarto e os deixei sozinhos.
*********
– Mellany já havia me falado dessa história, achei que ela não falar isso com ninguém. – Aiden ficou preocupado.
– Isso é algo preocupante, mas vamos nos focar em quem não conhecemos. O cara do desenho, ele tem um cheiro anormal, não é Ellie? – Falei preocupada.
– Sim, estava na floresta pra tentar identificar o cheiro dele, mas não achei nada. Então, voltei pra casa, mas quando estava entrando pela porta principal, senti um olhar me observando. Acho que estamos sob vigia. – Minha irmã não queria deixar transparecer que estava preocupada, mas não pra mim.
– O que vamos fazer? – Claire olhou para Benjamin. Ele parecia reflexivo.
– Observar também, ele teve uma chance de atacar Ellie e não quis. Devemos esperar. – Akane falou pensativa, sua pele estava mais pálida que o normal, mas não ia mencionar isso nesse momento.
NARRADOR P.O.V.
Mellany acordou e se sentia bem melhor que no dia anterior. Aiden estava abraçado com ela. Mell se sentia segura quando estava com ele, mas ele estava em sono profundo, então se soltou levemente do seu abraço e levantou. Ela andava pelo corredor do segundo andar, a casa estava silenciosa, pois todos estavam dormindo, então procurou um relógio, 07h30min da manhã. Desceu até a cozinha, não havia nada de bom para um café da manhã, então ela subiu devagar, entrou no quarto e colocou uma roupa. Até a cidade, demoraria o tempo das lojas abrirem. Ajeitei o cabelo e escrevi um recado falando que iria à cidade, mas já estava retornando. Ela foi caminhando lentamente, aproveitando o ar e o sol da manhã. Depois de um tempo, Mellany chegou a cidade e logo se dirigiu ao mercado, havia aberto praticamente no mesmo horário, pois estava tudo muito fresco. Ela comprou tudo o que queria e andou um pouco pela cidade. Mell lembrou que sua tia havia mencionado uma livraria que continha muitos livros interessantes sobre o mundo sobrenatural. Ela tinha uma coleção, praticamente única, de livros sobre os sobrenaturais. Ela foi rapidamente para o local, que estava aberto. Ela entrou na livraria e só havia uma mulher, uma fada.
– Bom dia! – Ela sorriu – O que deseja?
– Bom dia! Minha tia me mandoueu procurar aqui livros que não se encontra facilmente. – Mellany sorriu levemente.
– Sua tia? – Ela pareceu desconfiada.
– Alex Morgan.
– Ah sim! – Ela sorriu mais. – Venha comigo, por favor.
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Depois de um tempo, Mellany saiu da livraria com algumas novas aquisições. Enquanto caminhava de volta para casa, alguém esbarrou nela. Duas sacolas caíram no chão.
– Opa! – A pessoa que esbarrou nela, um garoto que parecia ter sua idade, falou assustado. Mellany e ele pegaram as sacolas. – Aqui esta, desculpa.
– Tudo bem, estava distraída. Agradeço pela ajuda. – Mell se vira e caminha mais rapidamente para casa, afinal ela tinha demorado demais.
Ela demorou bem menos tempo para voltar para casa. Quando ela chegou, apenas Melinda estava acordada, ela parecia agitada.
– Bom dia! – Mellany falou tranquilamente.
– Não é tão bom dia assim. Todos estão dormindo ainda, mas você parece estar melhor... O que trouxe? – Melinda não parecia focada em um assunto.
– Um pequeno abastecimento, vai dar pra pouco tempo, temos que fazer compras para reabastecer o estoque. – Mellany começou a desempacotar as compras.
– E essa sacola de papel ai? – Ela apontou para os livros.
– Pesquisa, interesse pessoal em uma coisa. – Mellany falou como se não ligasse. – Vamos arrumar uma bela mesa de café? – Ela retirou os livros e começou a arrumar a mesa. Melinda a ajudou, mas ficou quieta. – Bruxinha, o que está acontecendo?
– Estou muito incomodada com uma coisa. – Mellany a olhou interrogativamente. – Aquela figura no meio da estrada. Eu estava pesquisando e digamos que não encontrei nada de concreto sobre essa figura. Apenas especulações, ele é conhecido no meio dos mercenários como Fantasma ou Urso, aparentemente por causa da roupa. Ele mata pessoas específicas e pouquíssimas pessoas sabem como chegar nele, é quase impossível.
– Eu sei disso tudo e sobre a alcunha Urso, não é só pela roupa, mas também pelo seu cheiro. Ele parece ter o mesmo odor que esse animal.
– Mas por que ele está aqui? – Melinda fez uma careta.
– Tenho minhas desconfianças, mas uma é pior que a outra. – Mellany olhou para a própria mão, que estava trêmula.
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