Secrets of the Light and Shadow
5 Capitulo 4
Notas iniciais
Acordei em plena sexta feira com meu celular tocando desesperadamente. Quando olho para o meu celular mais recente não havia nada. Puxei a gaveta do criado mudo e lá estava o causador de tanto estardalhaço, meu celular de “trabalho”. Ele não tocava há bastante tempo, mais especificamente desde que cheguei a essa cidade. Peguei o aparelho do mal e olhei o numero. Conhecia muito bem aqueles dígitos.
– Alo? – Falei bem sonolenta. O que poderia fazer tinha acabado de acordar.
– Acordou agora Dust? – Perguntou Jason zombeteiro.
– Não, estou dormindo ainda babaca. – Respondi com a ironia acida em minhas palavras.
– Chistian quer uma reunião com você. – Ele disse mais profissional.
– Claro que quer... Hora e local. – Revirei os olhos e peguei um bloco de anotações.
– Hoje às nove da manhã. – Jason disse. O mais chocante que o endereço era na cidade.
– Ok, até mais. – Desliguei o telefone.
Hoje realmente não poderia ir para a escola “Só espero que Claire e Aiden não apareçam com muitas perguntas.” Pensei suplicante.
**********
O endereço era uma casa bem grande, próxima ao limite da cidade. Aproximei-me da porta e bati na porta. Jason que atendeu.
– Dormindo ainda Dust? – Falou ele sarcástico.
– Continua burro e idiota? – Respondi cruelmente.
Ele trincou os dentes e me deixou entrar. Ele tinha ficado com muita raiva, pois ele foi chamar o Christian batendo o pé. Ele subiu e logo desceu rapidamente e me levou ao escritório e pediu para me esperar lá. Christian chegou logo.
– Mellany Dust, minha mercenária favorita e misteriosa. – Falou brincando.
– Qual a necessidade de tanta bajulação, Christian? – Falei rindo.
– Nada, só deixa-la inspirada para aceitar a missão. – Ele me respondeu ainda brincalhão.
– Se for boa e a missão desafiadora, é quase certo que aceito. Você sabe disso melhor do que ninguém. Bom, qual a sua missão que tem para mim?
– Primeiramente tenho duas perguntas. Primeira, qual foi a maior recompensação que teve da minha organização?
– 5 milhões de reais.
– Reais? – Ele pareceu realmente curioso.
– Eu peço assim. – Falei rindo de sua expressão.
– Havia me esquecido desse detalhe. Segunda, qual foi a maior compensação que você já recebeu?
– Pelo que me lembro 25 milhões.
– Tenho uma proposta irrecusável.
– Então diga Christian.
– Se fizer a missão sem erros, você ganhará 50 milhões de reais.
– O QUE? – Exclamei chocada.
– Isso mesmo.
– Deve ser uma coisa impossível pelo valor.
– É simples, quero que você traga uma pessoa, um sobrenatural.
– Quem? – Eu realmente intrigada, aquela quantidade para caçar uma pessoa?
Christian pegou uma pequena pasta, eu sabia qual era a função daquele objeto, informações da vítima. Quando me entregou, antes mesmo de abrir, Christian começou a falar.
– O nome dele é Aiden Flamevell. – Ele falou.
Eu abri a pasta e lá estava a foto de Aiden. Eu fiquei chocada. O Aiden que conheci na minha infância, que reencontrei a pouco é alvo de uma organização perigosa e rica. Olhei todas as informações, eles sabiam de tudo, como Aiden nunca tinha me dito onde ficava sua casa, acabei gravando.
– Uma pergunta, se vocês têm todas as informações, porque seus homens não foram até lá e pegou ele?
– Porque esse Aiden é realmente perigoso.
– Perigoso? Ele aparentemente é inofensivo. – Falei apontando para a foto.
– Só aparentemente. – Falou sorrindo. Eu queria voar na cara dele, meu amigo não era um perigo.
– Então quer dizer que você esta arriscando a vida da melhor mercenária do mundo, de acordo com você e muitos outros sobrenaturais? – Falei com falso choque.
– Sei que você não vai falhar e nem morrer, confio em você. – Ele piscou para mim e completou — Mas tem uma condição. Ele tem que estar vivo. Pode até estar machucado, mas vivo.
Eu estava ficando mais curiosa e irritada, mas quem sabe não descobriria mais sobre o próprio Aiden.
– O que a organização Pandora quer com esse cara? – Perguntei demonstrando curiosidade.
– Só posso dizer que ele é muito importante para o futuro da minha organização. – Christian falou evasivo.
– Realmente a oferta é quase irresistível, mas eu vou ter que recusar. Estou em uma investigação bem importante...
Christian não me deixou terminar.
– O que? – Ele parecia muito chocado.
– Você não me deixou terminar. Como eu dizia, se você puder esperar eu terminar minha investigação, eu aceito.
– Mas Mellany ele esta na cidade e pode fugir a qualquer momento. – Ele disse exasperado.
– O que posso é o seguinte, ser uma consultora.
– Isso significa o que?
– Quando vocês precisarem de um rastro o mais rápido o possível eu posso ser solicitada, claro com pagamento.
– Tudo bem, mas tem certeza? – Ele estava realmente apreensivo.
– Absoluta. Mas para um rastro perfeito preciso de informações, então posso ficar com a pasta?
– Claro. – Ele ficou decepcionado, isso era visível.
Sai de lá sem muitas despedidas. Corri para a casa, tomando cuidado para não ser seguida. Quando cheguei, olhei para o relógio, ainda tinha algumas horas até Claire e Aiden aparecessem aqui para perguntar onde estava. Isso me lembrava da pasta. Abri e peguei a primeira ficha, era uma das informações iniciais:
NOME: Aiden Flamevell
IDADE: 15 anos
DATA DE NASCIMENTO: 01 de Maio 1998
CLASSIFICAÇÃO SOBRENATURAL: Lobisomem
ENDEREÇO: Inexistente/ Nômade
LOCALIZAÇÃO: Conhecida
INFORMAÇÕES EXTRAS: Inexistente
“Isso é impossível!” pensei surpresa. Sobrenaturais sentem quando outro estava próximo, eu senti que Claire era uma bruxa. Como não senti que Aiden era um Lobo? Não poderia confronta-lo diretamente, se não ele me perguntaria onde tinha achado aquela informação e eu não teria como escapar.
Guardei aquela pasta. E depois de um tempo Aiden e Claire apareceram na minha casa, inventei uma história e depois eles foram embora. Comecei um planejamento. Pandora queria ele rapidamente, então eles chamariam outro mercenário para pega-lo e isso realmente me preocupava.
**********
Passei o final de semana avaliando as possibilidades, foram dois dias de meditação. Na segunda feira acordei estranhamente cedo. Algum instinto me mandava levantar. Acabei obedecendo, como estava muito cedo fui checar meu e-mail (que por sinal, não tinha nada de novo). Fechei a pagina e abri um outro programa para entrar na internet, digitei um código e entrei em um local que só os mercenários tinham acesso, todos nós estávamos nesse site. Para se conectar a ele, era necessário um código próprio (como um login) e podia encontrar novas missões, armas e oque todos checavam, um ranking, que mostrava quais mercenários eram melhores.
Admito, sinto orgulho ao ver meu nome em primeiro lugar. Como era um ranking mundial, dava mais orgulho ainda. Logo depois vinha Phil (pai ou responsável por mim) e em terceiro vinham às irmãs Price. Eu particularmente gostava delas. Quando não estavam “trabalhando” eram ótimas amigas. Sorri quando me lembrei delas, mas logo parei quando vi algo que fez meu sangue gelar.
A organização Pandora queria, realmente, ter logo Aiden. Eles anunciaram suas exigências no site e deixaram o convite em aberto. O convite dizia:
“Quem levasse Aiden Flamevell VIVO até uma das sedes da organização Pandora pelo mundo, iria ganhar acima de 50 milhões (valor e espécie a tratar logo após a entrega).”
Cliquei no convite, mas não li o resto, pois já sabia todas as exigências. Bom o contador de pessoas que se comprometiam ia aumentando. A oferta era bem tentadora e com isso, muitos mercenários (se não todos eles) iriam participar dessa caçada. Eu não iria permitir que pegassem Aiden, eu tinha que descobrir o motivo dele estar sendo perseguido.
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NARRADOR P.O.V.
Aiden e Claire chegaram à escola um pouco cedo demais, não tinha nenhum aluno. Por algum motivo os dois sentiram que algo ruim iria acontecer. Mas acharam que era pela escola estar sombria. Eles andavam, conversavam e implicavam sobre qualquer coisa quando um grupo entrou pela porta do corredor principal. Claire começou a empurrar Aiden para a primeira porta que vê. Era uma sala pequena e cheia de produtos de limpeza, sala do Zelador.
– Por que diabos você fez isso? – Falou Aiden falou com raiva.
– Mercenários armados acabam de invadir a escola, querido. – Claire falou com o medo presente na voz.
Os dois estavam perdidos.
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MELLANY P.O.V.
Eu fui a primeira a chegar à escola, eu não iria ficar e nem ser vista, eu tinha colocado uma das roupas que eu usava como mercenária. Duas katanas presas nas costas em ”X”, duas pistolas automáticas presas no meu cinto e varias adagas, fora a munição extra para as pistolas. Eu não era muito boa com a magica. Não era meu forte. Sabia fazer alguns truques. Um era para sangue e corpos sumirem do local (como uma limpeza) e alguns outros truques que faziam melhorar minhas técnicas de batalha. Consegui fazer com o que eu ficasse como um fantasma, sobrenaturais sentiam que eu estava ali, mas pessoas normais não. Fiquei vagando pela escola procurando meus amigos. Quando os vi, estavam se escondendo dentro da sala do zelador e Nathan e seu grupo tinham visto os dois, eu não iria chegar a tempo. Claire parecia que estava discutindo com um dos capangas dele. Eles estavam arrastando ela e Aiden para fora do colégio. Corri pelo corredor e fiquei visível, estava a uns 5 metros deles.
– Nathan seu idiota! – Gritei.
Ele e seus capangas se viraram na minha direção.
– Ora, ora se não é a melhor do mundo. – Ele falou irônico.
– Poupe as bajulações, entrega os dois para mim, agora! – Falei nervosa.
– Acontece queridinha que você não pegou eles primeiro. – Ele era irritante.
– Mas estava vigiando e esperando o melhor momento para agir, você e nenhum de seus homens babacas sabem caçar, só matar. Então deixa a caçada para os profissionais e coloque seu rabinho no meio das pernas e saia de fininho. – Falei mais acida que conseguia. Claire deu uma risada baixa.
– Tem muita grana em jogo querida. – Algum dos capangas falou.
– Solte a garota, ela não tem nada haver com isso. – Apontei para Claire.
– Acontece que quando saio em missão, eu sinto uma necessidade de matar e ela foi à escolhida. – Falou Nathan.
Puxei a uma das katanas.
– Não vou permitir que mate alguém. – Falei ameaçadoramente.
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CLAIRE P.O.V.
– Não vou permitir que mate alguém. – Falou Mellany de um modo tão ameaçador que até eu tremi. Aiden estava sem nenhuma reação e com o medo claro no seu olhar. Aquele tal de Nathan me segurava e um dos seus capangas mais fortes segurava Aiden com certa brutalidade. Tinham seis pessoas contando com o “chefe” do bando. Os quatro que não faziam nada, foram pra cima de Mellany. Isso não fazia sentido algum.
– Vamos ver o quão boa você é Dust! – Falou esse tal de Nathan com ódio. Estava estampado no rosto dele, que a morte da minha amiga daria um imenso prazer a ele, senti um nojo tão grande daquele cara.
Olhei para cena que estava na minha frente e vi que Aiden também olhava. Foi muito rápido. Menos de um minuto.
Mellany manteve a espada baixa, quando o primeiro fez menção de levantar a arma para disparar, ela o chutou. Juro que ele perdeu a consciência, pois o golpe foi do lado esquerdo da cabeça dele. O primeiro foi ao chão. Segundo cara disparou, mas errou ela não estava lá. Quando ele abaixou a arma, Mell (eu a chamo assim) apareceu do nada e decepou a cabeça do cara, não acreditei que vi aquilo. Veio o terceiro e ela abriu um talho enorme do pescoço do cara, o sangue dele descia como uma cascata. O que estava no chão, desmaiado (eu pensava que estava, mas o miserável me enganou), levantou meio grogue. Ela chegou perto dele e quebrou seu pescoço muito facilmente com suas mãos. O que segurava Aiden tentou pegar a arma, mas ela puxou uma adaga e atravessou o crânio dele em segundos. Mellany veio caminhando na minha direção, ou melhor, na direção de Nathan. Ele apontou uma arma de fogo contra ela.
– Tenho a bruxinha em minhas mãos, esqueceu? – Ele soou em desespero.
– Viu o que aconteceu com o Mendez, não é? – Ela falou calmamente e apontou para o mercenário que segurava Aiden há segundos antes, por falar em nele, era o completo choque que eu via em seu rosto.
– Eu vou mata-la. Não se aproxime sua vaca. – Ele parecia que se importava com seus capangas.
– Não se preocupe, vai se juntar logo ao seu grupinho imbecil. – Ela sumiu e apareceu do nosso lado, Nathan tentou disparar contra Mell, mas ela o fez me soltar e retirou a arma de sua mão e jogou a mesma no chão. Ela o empurrou violentamente contra a parede e ele ficou incapacitado de lutar, isso era evidente. Ela era muito forte.
– Achou mesmo que seus capangas impotentes seriam suficientes para me matar? Como você é patético Nathan. – Ela riu de modo sombrio, se aproximou dele e desferiu vários golpes em seu rosto.
– Por isso que esta em primeiro lugar. Você é a mais cruel mercenária do mundo. – Ele falou cuspindo sangue.
– Bom que sabe disso. – Mellany pegou sua espada e a atravessou no peito dele, fazendo-o morrer depois de alguns segundos.
Mellany tinha muitas coisas a explicar.
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MELLANY P.O.V.
Sabia que naquele momento, iria chover perguntas ou o completo silencio. Virei-me e fiz o feitiço para limpar aquele lugar com o sangue e corpos. Depois encarei Aiden e Claire.
– Mercenária? – Foi à única coisa que Claire conseguiu pronunciar.
Balancei a cabeça concordando. Ela ficou muito chateada, até apavorada. Então olhei para Aiden. Ele parecia não ter reação, mas resolveu abrir a boca.
– Por que nunca me disse? – Ele parecia mais com raiva que decepção.
Meu sangue subiu naquele momento. Eu não era a única ali a ser crucificada.
– Sabe de quem esses malditos assassinos estavam atrás? – Perguntei aos dois, mas vi Claire ficar mais confusa.
– Atrás de você, muito provavelmente. – Falou ele com raiva.
– Há! Piada boa Aiden Flamevell, mas eles procuravam um garoto de 15 anos que nasceu no dia 01 de maio de 1998. Que é nômade e classificação sobrenatural de lobisomem. Que tem a MESMA cara que a sua. – Cuspi cada palavra nele.
– Pera, estavam atrás dele. Por que diabos iriam perseguir ele? – Claire perguntou completamente perdida.
– Isso só Aiden Flamevell pode responder, pois a organização Pandora colocou a cabeça dele a prêmio e a maioria dos mercenários do mundo estão atrás desse desgraçado. – Falei com o sarcasmo acido em minha voz.
– Querem me matar? – Ele perguntou curioso.
– Foi só modo de dizer, querem você vivo e lucido.
– Mas por quê? – perguntou Claire.
– Não posso explicar aqui. Vamos para minha casa, mas antes – me virei para Aiden – Pega aquele moletom com capuz que tem no seu armário. Vai ser muito útil por enquanto.
Ele foi até lá e o pegou sem questionar, colocou-o e assim saímos, ele com o capuz e eu como um espectro. Mas não foi muito efetivo, pois quando mal saímos da escola, apareceram às irmãs Price. Todas elas apontavam as armas para Aiden e Claire. Mas não sabiam que sensação era aquela, mas não estavam gostando nada.
– Parem ai mesmo. – A mais baixa das três apontou para Aiden – Você vem conosco.
– Que violência Ellie. – Falei ainda como espectro.
– Quem falou isso? – Ela ficou confusa.
– Quem mais seria pequeno Hobbit? – Fiquei visível a elas.
Senti uma pequena decepção da parte delas.
– Ah não... Chegou à ladra de missões. – Falou Melinda.
– Senti o cheiro de ladra a quilômetros. – Falou Akane com sarcasmo.
– Meninas, ouve um tremendo engano e preciso da ajuda de vocês. – Falei o mais serio que podia.
– O que? – As três falaram em uníssono.
– Temos que esclarecer as coisas. – Olhei para cada um daquele grupo. – E isso vai levar tempo.
E guiei todos até minha casa e só sairíamos de lá com uma solução.
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