Notas iniciais
Yoo gente linda! Demorei mais cheguei com um capítulo novinho pra vocês. Bom, foi meio hard escrever nesses dias. Estou no final do trimestre e to lotada de prova e trabalho, fora que eu tenho surtos de falta de inspiração. É a vida. Ah, nesse capítulo tem um pequeno Easter Egg. É a expressão nos jogos utilizada pra falar que tem um segredo escondido. Claro que esta óbvio, mas vamos ver quem vai saber donde é. Muhahaha' A musica foi uma coisa dificil, mas achei uma que ficou tocando em looping infinito na minha cabeça foi só ela mesmo. Sem mais enrolação, Boa Leitura ;*

(Musica: https://www.youtube.com/watch?v=iyJy1GLxYf0 )

MELLANY P.O.V.

Acordei às 9 da manhã. O que era tarde, mas eu poderia me dar esse luxo, não é? Levantei a contragosto da cama e peguei o quimono que estava jogado no chão. Minha atenção foi para Aiden, que parecia estar em sono profundo deitado na minha cama. Senti um sorriso se formando nos meus lábios. Coloquei o quimono e o fechei. Desci as escadas e fui ligar para todos, afinal tinha sido uma noite cheia para o nosso pequeno grupo. Depois de avisar as Prices, Claire e Ben, fui preparar um café e fui preparar a mesa do café. Daqui a pouco o esfomeado iria acordar.

AIDEN P.O.V.

Acordei do nada, estava numa cama de casal vazia. Era pra Mell estar deitada do meu lado não é? Levantei e sai do quarto, aproveitei que tinha acordado sozinho e fui tomar banho.

Devidamente apresentável, desci para comer alguma coisa. Mellany estava sentada comendo um pedaço de presunto.

– Bom dia Aiden. – Ela falou sorrindo.

– Bom dia. A mesa esta estranhamente vazia. – Apontei para as cadeiras.

– Liguei para Claire e para as trigêmeas, elas só vêm mais tarde. Afinal, tivemos uma briga boa ontem. – Mell falou com certo alivio. Mas dava pra ver que ela estava incomodada com algo.

– O que te incomoda? – Perguntei. Estava realmente ficando preocupado.

– Ter deixado Thompson escapar. O mundo ficaria melhor sem a presença ruim dele. – Milly falou com raiva.

– Depois daquela ameaça, acho que ele não aparece nunca mais. – Lembrei-me das palavras dela, quando as pronunciou, parecia não ser mais a Mell.

– Ele é inteligente e uma hora vai voltar, mas deixa esse assunto de lado. – Ela sacudiu a cabeça e olhou pra mim.

– Sorte que é isso, achei que fosse outra coisa. – Acabei falando. “Droga!” pensei com raiva.

– O que mais poderia ser? – Ela levantou a sobrancelha direita, me interrogando até com os olhos.

– Nada, nada. – Respondi desviando o olhar. Ela caiu na risada. Voltei a olha-la, ela parecia ter achado algo extremamente divertido.

– Sério que você tem tanto problema assim? Não pode confiar um pouquinho em si mesmo? – Ela falou ainda rindo.

– Não estou entendo porra nenhuma. Fale mais abertamente.

– Claro, se é o que eu estou pensando, você esta preocupado se gostei dos eventos da nossa madrugada. Certo? – Ela falou séria, mas seu olhar era brincalhão.

– Er... Mais ou menos. – Falei sem ter o que dizer como ela tinha percebido?

Ela levantou, parou do meu lado e sussurrou no meu ouvido “Eu adorei e você sabe muito bem disso. Pois minhas reações falaram por si só.”. Mell voltou e sentou em seu lugar novamente.

– Precisava falar tão perto?

– Sim. É uma forma provocante de fazer as coisas.

Peguei o café e um pão, depois daquela frase não era bem aquela fome que eu estava sentindo.

– Existem outras formas de ser extremamente provocante. – Ela estava com o quimono, só que dessa vez fechado. Então, Mellany começou a abrir a parte de cima, deixando um decote incrível.

Eu tinha que terminar de comer, mas estava bem difícil. Quando eu ia levantar, o telefone dela tocou. Mell olhou e desligou.

– O que era? – Perguntei voltando a comer.

– Alarme. – Ela levantou e pegou algo na cozinha, ela voltou à mesa, jogou algo na boca e tomou café que estava na caneca à sua frente.

– O que você tomou?

– Tenho um fluxo muito forte quando estou “naqueles dias” – Ela fez as aspas com as mãos – então tomo anticoncepcional pra não ter problemas com sangue saindo da minha pessoa, igual a uma cachoeira.

Aquilo era nojento, problemas femininos eram uma coisa que eu não entendia e nem queria entender.

– Já entendi. – Simulei um enjoo.

– Palhaço. – Mell tacou um pedaço de pão em mim.

Taquei nela também, mas lembrei de uma coisa.

– Espera então isso quer dizer que... – Nem terminei a frase.

– Que você pode usar meu corpo sem ter consequências futuras? Claro, no problems. – Ela fez soar de modo horrível.

– Credo, parece que vou te despedaçar.

– Eu fiz soar assim. Vou melhorar a frase. Você pode transar comigo sem camisinha, afinal gravida não vou ficar. – Ela pareceu pensar um pouco. – Pera, vamos usar a camisinha.

– Por quê? – Aquilo já estava bem hilário.

– Não sei aonde você tinha colocado essa – ela apontou pra minha calça – coisa ai, em algum outro lugar.

– Ei! – Resolvi entrar na brincadeira – Não chama ele de coisa, afinal, você gostou dele.

– Realmente, gostei. – Eu quase engasguei. Eu estava achando aquele lado dela hilário. Mas o tom de voz dela mudou. – E quero senti-lo outra vez.

Tinha recomeçado as provocações mais apelativas. Ela se levantou e foi andando até a escada, se virou e me olhou.

– Estou te esperando no meu quarto, caso queira ver minhas reações de novo. – Ela subiu e bateu a porta do quarto dela. Tomei o resto do café rapidamente, certa pessoa me esperava no andar superior da casa.

MELLANY P.O.V.

Depois dos eventos do resto da manhã, fui fazer o almoço e esperar o pessoal chegar. A tarde foi boa, todos falamos sobre os pontos positivos de cada um e sobre o que precisa ser melhorado em batalha. As Prices elogiaram bastante Aiden, mas o alertaram sobre o uso da força. Ben surpreendeu a todos lutando como aptidão, provando não ter deixado os ensinamentos de sua família para trás. Ele vinha de um clã de renome no meio dos vampiros. Ele só revelou esse detalhe no momento dele agradecer pelos elogios, nem mesmo Claire sabia. O que há deixou bem fula e ela só falou um “Vamos conversar mais tarde.”. Do nada Aiden levantou do sofá e foi andando pra porta.

– Aonde pensa que vai? – Perguntei sem olhar pra ele.

– Vou esticar as pernas.

Já tinha escutado aquela expressão antes.

– Tome cuidado, os mercenários do mundo inteiro estão atrás de você.

– Vou tomar. – Ele abriu a porta e saiu.

Ben fez menção de segui-lo.

– Esta tudo bem, não precisa ir atrás dele. – Falei acalmando os ânimos.

– Mas ele acabou de sair, sozinho. – Akane pareceu ficar desesperada.

– Você quer ver um lobisomem explodir do nada? – Perguntei calmamente.

Todos estremeceram com a ideia. Era extremamente perigoso.

– Não. – Ela respondeu ainda meio abalada.

– Então devemos deixa-lo ir “esticar as pernas” – Tive que fazer as aspas com as mãos -, porque é necessária a transformação nos dias de lua cheia.

– Mas não é nesses dias que eles se transformam do nada? – Akane parecia assustada.

– Alguns têm controle. Não é algo fácil, mas também não é um cubo magico. Alguns sabem outros só não querem aprender. – Dei de ombros.

– Você trata com naturalidade. – Claire questionou.

– Conheci um lobisomem assim e por quase me matar, ele desenvolveu o controle sobre os seus instintos.

– Quem? – Todos perguntaram ao mesmo tempo, seria hilário, mas eu estava com um aperto no coração. Eu conhecia muito bem aquele aperto, chamava-se saudade daquele homem brilhantemente imbecil e responsável.

– Phillips Dust. Meu tutor e pai adotivo. – Todos pareceram me olhar com solidariedade e por mais que as Prices não quisessem demonstrar, elas pareciam ter um pesar enorme. O que tinha ocorrido com seus pais? Afinal elas nunca me contaram.

*************

Estava dormindo tranquilamente, até que um sentimento de perigo me acordou. Olhei o relógio marcavam 3:30 da madrugada. Sentei na cama, a janela estava aberta e entrava uma corrente de ar que estava congelante.

– Mas a janela não estava fechada quando fui dormir? – Falei para o nada. Eu tinha fechado a janela ou será que não?

Levantei e fui em direção à maldita janela, minha roupa não protegia quase nada do vento. O que só uma blusa longa e calcinha iam resolver? (Eu sempre que possível, vou à seção masculina de alguma loja e compro essas blusas, mas essa roubei de Aiden. Que nem deu falta até agora.)

Olhei para o lado de fora, não havia nenhuma pessoa andando pela rua, tranquei a janela e deitei na cama. Senti-a abaixar com o peso de alguém, puxei a pessoa e nós dois caímos no chão.

– Ai! – A pessoa falou, eu conhecia a voz.

– AIDEN! QUE MERDA VOCÊ TAVA FAZENDO? – Gritei. Eu tinha caído em cima dele.

– Queria te assustar, que pelo visto consegui. Mas não esperava que você fosse reagir. – Ele pareceu estar desconfortável no chão.

– Assusta a mãe. Dá próxima pensa umas quinhentas vezes antes. – Tentei levantar, mas Aiden me prendeu.

– Não levanta, até que o chão é bom quando você esta assim. – Ele avaliou minha roupa – Espera, essa é a minha blusa?

– Sim. Por quê? Algum problema? – Perguntei como se não ligasse.

– A quero de volta.

– Amanhã devolvo. – Eu agia como criança contrariada.

– Quero agora. – Fiquei chocada até achei que fosse brincadeira, mas quando olhei para seu rosto tinha um ar pervertido por trás do pedido sério.

– Toma então. – Tirei a blusa e vendei seus olhos. – Só pelo seu pedido inconveniente, fique sem ver nada. – Falei enquanto beijei rapidamente a boca de Aiden, depois me soltei e fui pra cama.

– Sem graça. – Ele logo estava de pé. – Só vai fazer isso? Tampar meus olhos e ir dormir?

– Vou. – Eu estava tentando achar um jeito bom de deitar na cama.

– Você me obrigou a fazer isso. – Ele subiu na cama, quando estava levantando para empurrar Aiden, o mesmo me fez deitar, só que foi de um jeito bruto, os travesseiros absorveram parte do impacto da minha cabeça. Ele não esperou que minha cabeça se situasse. Logo estava me encarando e não faço ideia de como ele abriu minhas pernas, pois o mesmo estava com o corpo no meio delas.

– O que você esta fazendo? – Eu ia levantar o braço, só que ele pegou meus dois pulsos e os segurou com uma mão só, acima da minha cabeça. Tentei soltar minha mão só que foi em vão. Estava presa.

– Tomando a iniciativa dessa vez. A partir de hoje, você não manda mais em mim. – Seu olhar era muito intenso. Ele me beijou vorazmente e senti que ele não estava brincando.

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Acordei com o sol batendo no meu rosto. Olhei para o relógio, 08h30min da manhã. Sentei na cama e quando me espreguicei senti meus pulsos incomodarem. Ignorei o incomodo. Levantei, tomei um banho rápido e desci para fazer o café da manhã. Daqui a pouco todos chegariam e estariam famintos.

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A mesa estava com todas as cadeiras ocupadas e todos riam. Akane, Mellinda, Ellie, Claire, Ben e Aiden. Eu sentia que aquela era a minha família. E sentia que a noticia ia chocar a todos daquela mesa.

– O que foi Mellany? – Melinda perguntou. Todos pararam um pouco e desviaram a atenção para mim. Vi Aiden ficar apreensivo. Meu rosto devia estar sério.

– Eu tenho que dar uma noticia muito ruim. E não sei como dizer.

– Seja direta então. – Aiden estava exalando preocupação.

– Não tem mais como ficar nessa cidade. Melinda, Akane e Ellie, vocês me entendem melhor do que ninguém. Então, vou fazer aquilo que deveria ter feito há muito tempo, mais especificamente, desde quando soube da caçada ao Aiden.

– Então, o que vai fazer? – Claire perguntou realmente preocupada.

– Vou sair da cidade com Aiden. Nem que para isso tenha que deixa-lo inconsciente ou dopado.

As Prices nem demonstravam choque, afinal elas estavam muito acostumadas a essa vida, mas Aiden, Claire e Ben pareciam não acreditar.

– Esta decidindo por mim de novo Mellany? – Aiden parecia ficar furioso aos poucos.

– Ok, decida. Você vai embora comigo ou é pego em uma emboscada e morto pela Pandora. – Falei seca, eram essa as únicas chances, por mais que não gostasse de admitir, uma hora eles iriam conseguir sequestra-lo e não estava querendo cogitar essa hipótese.

Vi ele engolir a seco na palavra “morto” então nem precisava ele dizer o que ele queria fugir era a melhor opção.

– Mas vocês vão pra onde? – Ben estava perguntando por Claire, que parecia querer chorar.

– Não posso falar agora, mas quando estiver tudo certo vou falar pra todos vocês irem pra lá. Na verdade, quando puderem, vocês vão. Ok? – Não era a melhor opção, mas era a única.

– Quando vocês vão? – Claire estava segurando as lágrimas.

– Em três dias. Só ter tempo de arrumar tudo. A casa fica para vocês e até tudo se resolver, fiquem nela. – Falei olhando para Claire, ela parecia estar desolada.

– Isso é realmente necessário? – Ela perguntou, acabou deixando as lágrimas caírem.

– Infelizmente é, mas em breve nós estaremos todos juntos novamente. – Eu queria chorar, mas tinha que ser forte para mostrar a todos ali que aquela situação não era o fim do mundo, mas sim o começo de outro.

Claire levantou e veio me abraçar. Era um estranho deja vu, mas eu já tinha presenciado tal cena. Foi quando Phillips me disse que nós iriamos embora e eu tive que falar com o pequeno Aiden sobre a minha partida. Aquilo me fez sentir nostálgica e triste.

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Despedimo-nos de todos, por mais que não tinha deixado transparecer muito, eu estava extremamente triste por ter que partir. Quando estávamos no táxi, olhamos para nossos amigos. Não seria a ultima, mas estava parecendo.

– Para onde vamos Milly? – Aiden perguntou com uma voz triste, mas seu olhar tinha uma luz de esperança.

– Não posso dizer agora, mas acho que vai gostar. – Falei sorrindo um pouco.

– Não vai falar agora? Por quê? – Ele ficou curioso.

– Já ouviu a frase, As arvores tem ouvidos, então no meu mundo tudo tem ouvidos.

– Isso é assustador.

– Eu sei. – Olhei para a estrada, não queria leva-lo para esse mundo, mas agora era necessário.

Notas finais
Quem achou o Easter Egg? Muhahaha' Geeente, parem de ser fantasminhas, me ajudem a escrever melhor, por favor! ~snif~ That's all folks! Até a próxima ;*