Notas iniciais
Ei seus divos, como estão? Enfim, vou parar de doidera.. huehuehue' Lembra que em algum capitulo eu disse que ia incluir links de musicas para ficar mais... daora? Então, essas musicas são as que eu achei que combinaram (e fazem parte da playlist de uma pessoa que gosto muito mesmo..). Então, vou explicar a ordem que as musicas devem ser ouvidas. É a partir de cada ponto que ela esta. A primeira vai do começo até antes da parte da história que o Aiden conta. A segunda começa da "pequena" história até o ponto final da parte da Claire. E a terceira vai do ponto da Mellany até o ultimo ponto final do capítulo. É simples, acho. Eu tive que colocar os links no meio da história, porque o Nyah me deu uma trollada. Espero que não fique muito confuso. E eu não coloquei o nome pra fazer suspense.. muhahaha' (Eu sou doida mesmo..) Desculpa os erros e Boa Leitura ^-^

(Primeira musica: https://www.youtube.com/watch?v=SimUipwxmQw )

Quando nós finalmente chegamos à minha casa levei a todos para meu “escritório”. Na verdade era o sótão da casa que havia transformado numa sala de armas e dizia que era meu real escritório.

– Sério que aqui é seu escritório? – Perguntou Aiden ironicamente. Pelo menos ele voltou a falar, isso já era um ótimo avanço.

– Eu acho que foi uma ótima escolha, é um bom local para se esconder, além de ser bem grande. – Falou Melinda. Eu sempre me dei muito bem com as trigêmeas, mas eu tinha mais assunto com Melinda, ela era mais “sociável” talvez?

– Que seja. – Aiden falou ignorando ela. Eu vi que Akane e Ellie não gostaram do tom dele, mas Melinda nem percebeu. Claire se aproximou de Aiden e o repreendeu com um olhar.

Respirei fundo, abri o meu notebook em cima da mesa e abri naquela oferta tentadora.

– Vamos começar. Primeiramente, puxem uma cadeira e sentem, porque isso pode demorar bastante. – Pedi calmamente. Todos o fizeram.

– Bom, agora vou contar o que sei até esse momento. – Contei a eles sobre o que Christian havia falado e todas as suas tentativas de me fazer aceitar a missão. Logo depois puxei o notebook e o dei para todos leem, mas as Price não leram, pois foi daquele local que elas souberam e foram atrás de tal missão. Claire ficou um pouco chocada com a existência de tal site e mais chocada ainda com aquele convite. E Aiden parecia mais absorto que preocupado ou em desespero. Ele estava meio frio e distante.

– Não sabia que existia um site na Deep Web só para mercenários. – Ele disse realmente interessado.

– Há mais coisa entre o céu e o inferno que sua vã filosofia sabe. – Falei simplesmente. Aquela frase era extremamente velha e eu nem sabia o final direito, só disse por que encaixou perfeitamente com a situação.

– Isso foi poético. – Claire falou. Ela tentou soar tranquila, mas falhou miseravelmente.

Aiden me entregou o notebook e eu o recoloquei de volta na mesa.

– Meninas, o que sugerem? – Perguntei as trigêmeas.

– Ele não pode mais ficar na casa que ele tinha antes, é suicídio. – Ellie falou. Era a realidade.

– E, — Melinda olhou rapidamente para Aiden – desculpa, mas ele é fácil de reconhecer. Cabelo, altura, rosto e etc. Ou seja, mudar o físico ajudaria muito. – Ela olhou pra ele novamente – Desculpa, mas é a realidade.

– Eu ia falar o mesmo. Mas a Melinda já falou. Outra coisa, mudar um pouco o visual ajuda, acho. – Akane falou, mas era uma fala incerta.

– Me deixa ver se eu entendi mudar a casca e a casa? É isso mesmo? – Perguntei.

– Basicamente. – Akane falou. Ellie e Melinda concordaram.

– Pera só um instante. – Aiden levantou e olhou para todas nós. – Vocês falam como se eu não estivesse aqui, ou como fosse alguém morto. Decidem por mim o que tenho que fazer, sem ao menos perguntarem o que eu acho. Eu ODEIO quando as pessoas fazem isso. Sinto-me um inútil que não tem opinião ou uma criança. – Ele estava quase bufando. A raiva que emanava dele era quase palpável. Ele tinha chegado ao limite e explodiu. Ele caminhou até mim, eu realmente tomei susto. – Naquela hora na escola, do jeito que falou comigo, me deu vontade de mandar você calar a boca, jogou as coisas na minha cara como se eu soubesse o que esta acontecendo. Só não disse, porque o choque era maior que minha própria raiva. Mas não faça isso de novo, da próxima eu não vou pensar duas vezes antes de falar o penso na sua cara. – Ele tinha terminado e parecia que havia se acalmado, ele voltou e sentou-se na cadeira e voltou a olhar pra mim.

Claire, Akane, Ellie e Melinda estavam mudas de tão surpresas. Mas eu não, naquele momento quis dar um soco na cara dele. Apenas sorri, nem mesmo Phillips nunca havia falado comigo naquele tom.

– Esse pequeno discurso nos leva a pergunta crucial. Por que, em nome de Zalgo, querem você? – Perguntei a ele.

– Bom, é meio difícil de explicar. – Ele falou demonstrando um pouco de cautela.

– Tente. – Claire falou irônica.

(Segunda musica: https://www.youtube.com/watch?v=wtZk8meJJVE )

– Bom vocês sabem que existem varias lendas que cercam o mundo sobrenatural, certo? – Ele começou.

Todas concordaram. Ele começando a contar desse jeito me lembrou de Phil contando à história que mais me fascinou quando criança.

– Todas são sobrenaturais e cada sobrenatural pode sentir outro e até mesmo o que esse sobrenatural é. – Ele deu uma pausa, parecia querer descobrir o que as Prices eram e tambem queria sentir o que eu era então ficou muito confuso, mas prosseguiu. – Acontece que por mais que tente, eu não “disparo” o alarme nas suas mentes de que sou um sobrenatural. Eu passo despercebido, como um humano. E existe uma pequena história para isso. Dizem que quando a terra e todas as suas classificações foram criadas, existiam duas almas que mandavam, por assim dizer, e esses seres entraram em conflito. Eram os espíritos da Luz e da Escuridão. Eles que deram a vida para todos os sobrenaturais e estavam felizes com seus feitos, mas ninguém sabe o que ouve e os dois entraram numa pequena guerra interna. Então o auge da guerra foi quando metade do mundo entrou na plena escuridão e se tornou os soldados negros e a outra parte ficou banhada pela completa luz com os soldados brancos. Eles entraram numa guerra física sangrenta e ambos os lados perderam muito. Então as almas da Luz e Escuridão fizeram uma pequena trégua, que deixariam o mundo equilibrado por algum tempo, até que ele fosse completamente restaurado. Mas quando isso acontecesse à guerra voltaria derradeira.

– Espera então o mundo entrou em ordem quando? Ontem? – Claire perguntou com ironia.

– Me deixa terminar. – Ele continuou a história. – Respondendo a Claire, não, o mundo não voltou ontem ao equilíbrio. Muito pelo contrário foi a milhares de anos. Mas essa guerra é tão silenciosa e sutil que nenhum sobrenatural de fora da briga sabe. E isso pode trazer uma pequena confusão. Quando a Escuridão ganha, o mundo fica mais violento e selvagem. Quando a Luz ganha, o mundo entra numa paz inacreditável.

– Então a Luz já não ganha há bastante tempo. – Akane falou.

– Isso eu já não sei. Mas um dia podem descobrir ou não. – Aiden terminou.

– Espera isso não explica o mais importante. Por que nós não podemos sentir você?

– Bom isso é por que... –Ele ia falar, mas eu o interrompi.

– Porque esses espíritos malucos entraram em sobrenaturais, para poder batalhar e não deixarem só os soldados se matarem. Orgulho puro. Os corpos desses pobres coitados não aguentaram a carga de poder e morreram então as duas almas tiveram a brilhante ideia de criar corpos que suportassem seu poder, não só como um cofre para guardar suas habilidades incríveis, mas também para poder usa-los sem nenhuma consequência. Ninguém sabe ao certo o que eles fizeram, mas conseguiram que dois bebes nascessem com esse destino. Quando essas crianças cresceram, viram que seus poderes sobrenaturais não se estabilizavam. Eles poderiam ser o que quisessem humanos, fadas, vampiros, lobos ou bruxos. Então as reais almas apareceram a eles e lhe explicaram o que havia de fato. Os dois se tornaram marionetes da Luz e da Escuridão. Só que esse poder todo era muito chamativo, todos nós sentíamos. Atraiam assassinos e sequestradores, então os espíritos fizeram uma coisa. Eles comandavam esses corpos de fora. Então os dois decidiram entrar nesses corpos e com isso fizeram algo muito esperto que foi essa camuflagem. Quando eles voltam, esses seres estão adormecidos dentro desses corpos, mas seus poderes não. Acontece que essa alma pode decidir não despertar e com isso fica essa pessoa descobrindo tudo sozinho e isso pode ser tão ruim quanto ser uma marionete. Estou certa Aiden? – Terminei a explicação dando uma alfinetada nele.

– Sim, esta certa. – Ele respondeu. Eu vi seu olhar de “Você vai se ver comigo Milly!” e sorri.

– Então a organização Pandora acha que você é um desses dois seres malucos? – Ellie perguntou bem desacreditada.

– Provavelmente, mas isso é uma hipótese. – Ele falou sem muita certeza.

– Olha é bem difícil acreditar numa história dessas. – Melinda falou.

– Eu acredito. Esse povo é maluco mesmo. – Falei deliberadamente.

– Aiden e Mell, vou ajudar os dois quanto eu puder, mas será que posso ir pra casa e botar minhas ideias em ordem? – Claire falou bem exausta.

– Tudo bem, e vocês meninas? – Perguntei as Prices.

– Vamos ajudar sim. Liga para nós amanhã ok? – Melinda falou meio cansada.

– Ligo sim. – Falei sorrindo um pouco.

Eu abracei Melinda e ela sussurrou “Vocês dois tem muito que conversar.” E sorriu maliciosamente. Quase soquei a cara dela. Quando todas foram embora, só sobrou eu e Aiden. Isso não ia prestar.

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CLAIRE P.O.V.

A vida de Akane, Ellie, Melinda e a minha se tornaram um inferno depois daquela conversa e das revelações. Mell e Aiden não pararam mais de brigar nem por um segundo durante duas malditas semanas. Qualquer coisa que Aiden fazia, Mellany ia lá e alfinetava, ou vice-versa, e assim começava as brigas (que eram muito longas por sinal). No final da primeira semana de brigas, eu já estava explodindo então falei o que não devia mesmo. Eles estavam brigando pelo disparo errado do Aiden com uma pistola.

– Ah chega desse tesão reprimido dos dois, vão logo pro quarto resolver esse troço! – Gritei com os dois.

Os dois ficaram vermelhos, Mell voltou correndo para a casa e Aiden voltou a disparar errado com a pistola. Ficamos sem brigas durante um bom tempo. Mas depois voltou e pior. Naquelas duas semanas mudamos um pouco Aiden, cortamos o cabelo, fizemos uma limpeza de pele (que ficou ótima, e foi uma pequena vingança contra as brigas) e compramos roupas novas pra ele. Confesso, ele ficou bem mais “pegavel” do que antes. Então demos uma arriscada e fomos comer fora. Foi o pior erro que cometemos nesses dias.

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(Terceira musica: https://www.youtube.com/watch?v=-Kne0hWuj0U )

MELLANY P.O.V.

Depois de duas semanas presa na casa, com as meninas indo e vindo e minhas brigas constantes com Aiden. Eu já não aguentava mais ficar ali presa como um pássaro enjaulado. Depois que as meninas terminaram a mudança da casca do Aiden (que teve uma hora extremamente divertida, que só o ouvi reclamando de dor. Já sabia o que as meninas estavam fazendo e confesso que ri de modo maligno, eu estava com muito ódio mesmo), elas decidiram sair. Pedi pra Claire me ajudar, ela era um salão de beleza ambulante. Senti-me ótima depois de todos os tratamentos (embora ela algumas vezes tenha descontado as brigas, exatamente como tinha feito com Aiden). Depois de um longo tempo decidimos ir para uma lanchonete ótima que havia na cidade. Só que elas não pensaram que o clima ia ficar bem pesado na mesa, eu não queria estragar o lanche de ninguém. Então me levantei e sai de lá. Como todos os dias após as brigas, as lagrimas ardiam nos meus olhos. Eu não ia chorar de novo. Fui caminhando sem rumo, até que ouvi alguém me seguindo. Quando virei, era Aiden.

– Por que esta aqui? – Perguntei ríspida.

– Por que você acha? Estou te vigiando. – Ele respondeu no mesmo nível.

– Quem precisa ser vigiado é você, pois não é atrás de mim que meio mundo esta.

– Vai jogar isso na cara? – Ele deu um passo na minha direção.

– Sempre que possível querido. – Respondi sarcástica.

– Você é muito infantil. – Ele falou zombando.

– Digo o mesmo. Afinal, você não mudou muito desde que te conheci. – Falei sorrindo ironicamente.

Quando ele ia falar alguma coisa, o puxei. Vi um sobrenatural batendo de cara na parede. Vampiro, pela velocidade. Comecei a puxar Aiden para longe, mas não reparava muito pra onde ia. Acabamos em um beco sem saída.

– Mellany, que surpresa. Protegendo uma vitima? – Reconheci a voz. Era Marcos, aquele cara era um inimigo declarado de Phillips, se eu me livrasse dele faria bem para a sociedade.

– Algumas pessoas merecem Marcos, diferentemente de você e seu grupo de idiotas. – Falei com completo desprezo.

– Menina, matar você será um imenso prazer. – Ele falou malignamente.

Eu e Aiden seriamos forçados a lutar. Eram muitos capangas e eu estava desarmada, provavelmente a vitima em questão também.

Tentei bolar estratégias, mas só funcionariam se estivesse sozinha. Então, vi Aiden se concentrando muito. Claire e Melinda estavam ensinando ele a usar a magia que ele tinha, mas não tinha dado muito certo.

– Milly, se esconde agora. – Ele falou de modo estranho.

Não contestei nada, me escondi atrás de uma caçamba de lixo. Então alguma magia realmente forte foi lançada. Quando me levantei, vi a metade dos capangas de Marcos mortos. Mas Aiden também estava no chão. Ele não tinha força ainda pra suportar fazer tal coisa sem quase morrer.

Corri para perto dele, estava vivo. Não completamente inconsciente, mas quase desmaiando.

– Eu já volto pra te ajudar. Não durma. – Falei com o senhor mago.

Vi que tinha algumas armas a minha disposição no chão. Eu ia me divertir muito. Aqueles caras só sabiam usar submetralhadoras. Peguei a primeira e sai disparando em todos os capangas, claro que eles desviaram, era essa a graça. Dois vieram pra cima de mim, mal ele se aproximou e já dei um soco, o segundo tentou ajudar, mas eu chutei na altura do seu peito. Disparei na cabeça deles. Dois já foram e pelo que contei, faltavam treze. Veio mais três, um deles conseguiu segurar minha mão na hora que desferi o soco, mas consegui jogar ele pra parede e atirar-nos outros dois, quando apontei para o da parede, acabou as balas então quebrei o pescoço do desgraçado. Enquanto eu lutava, algum vampiro imbecil se aproximou muito de Aiden que estava próximo à parede que nos prendeu naquele lugar e eu estava um pouco longe. Tinha que ajuda-lo, naquelas duas semanas havia tentado melhorar na magica. E consegui, havia arrumado um jeito de me “tele transportar” a curtas distâncias. Assim o fiz e quando o vampiro percebeu, peguei sua arma e atirei sem hesitar. Aproveitei esse curto período de tempo para olhar como estava Aiden, ele ainda estava na mesma. Então prossegui, usei da minha pequena habilidade recém-descoberta para ir mais rápido. Então esse era o plano, matar quem se aproximasse demais. Acabei com os outros dez com muita facilidade, uns com tiros, outros quebrando pescoços. Quando o ultimo capanga foi ao chão, sobrou Marcos. Ele tentou escapar, mas usei minha habilidade nova e ele não teve escapatória.

– Adeus Marcos, Phil vai chorar em seu enterro. – Comecei a rir de modo louco. E então descarreguei o pente inteiro da submetralhadora em seu corpo. Depois “limpei” o local e corri para Aiden.

– Vem, deixa eu te ajudar a levantar. – Comecei a puxa-lo do chão. Ele ainda estava consciente, mas quase não tinha força. Seria um sacrifício chegar a casa.

– Você... Acabou com a raça daqueles caras. – Falou meio sonolento.

– Só fiz o que tinha de ser feito. – Respondi com um pouco de esforço. Aiden estava completamente apoiado em cima de mim.

Ele viu que responder naquela hora iria ser difícil. Então se concentrou em andar. Depois do que pareciam ser quilômetros, chegamos à minha casa. Quando abri a porta, Aiden cedeu à completa inconsciência. Deitei-o no sofá da melhor maneira que consegui. Liguei para as meninas e avisei as meninas que estávamos em casa e bem. Elas não precisavam se preocupar. Depois de jurar que não iria matar o cara deitado no meu sofá, elas desligaram. Fui pra cozinha lavar as louças e tentar pensar em algo pra fazer para comermos, porque quando a ferinha acordasse, estaria com uma fome gigante.

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Decidi fazer algo “especial” e testar minhas habilidades totais na cozinha, então optei pela lasanha. O cheiro que estava pela casa era maravilhoso. Acho que foi isso que despertou Aiden. Ele estava levantando meio desajeitado, então me aproximei do sofá.

– Como você esta? – Perguntei calmamente.

– Como se um caminhão tivesse passado em cima de mim. – Ele respondeu se espreguiçando.

– Coloque os músculos no lugar e vai lavar as mãos. Daqui a uns quinze minutos o jantar esta pronto. – Falei sorrindo.

Ele sussurrou “Da pra fazer muitas coisas em quinze minutos.” Fingi que não ouvi esse comentário e voltei para cozinha. Alguns minutos depois terminava de arrumar a mesa e Aiden apareceu.

– Mãos limpas. – Ele mostrou a palma das mãos.

– Tem certeza? Demorou demais no banheiro. – Falei maliciosamente. Ele ficou constrangido e impressionado com a minha piada.

Voltei para a cozinha e desliguei o forno. Quando retirei a travessa de lá, o cheiro bom ficou mais intenso. Coloquei a lasanha rapidamente na mesa. É Aiden estava com muita fome, dava para ver em seu olhar.

– Esta com mais fome e fraco, pegue primeiro. – Falei rindo.

– Já que insiste. – Ele pegou um pedaço bem grande. Logo após o ataque de gulodice dele, peguei o meu e começamos a comer. Não querendo me gabar, mas já o fazendo estava muito bom. Ficamos degustando em silencio a lasanha, até que Aiden quebrou o silencio.

– Esta delicioso Milly. – Ele falou como se admitisse alguma coisa.

– Obrigada. Mas não posso levar todo o crédito, internet ajuda muito. – Falei me entregando.

Ele riu, mas ficou sério de novo.

– Se não fosse você no beco mais cedo, teria sido pego. – Ele começou.

– Claro que não. Você teria se saído bem sozinho. – Falei discordando.

– Eu cai no chão, completamente sem força para lutar ou me manter acordado. Posso até ter me livrado de alguns mercenários, mas você acabou com o resto deles sozinha. Obrigado, por tudo mesmo. – Ele me encarou. Ele parecia mais sincero que nunca, talvez tivesse vencido o orgulho.

– Bom, eu tenho que me desculpar pelas brigas constantes... – Aiden não me deixou terminar.

– Esquece isso. Foi um erro de nós dois e seria melhor não o cometer novamente.

– Já que insiste. De nada pelo beco então. – Sorri um pouco.

O clima ficou mais estranho ainda.

– A lasanha esta muito boa mesmo. – Aiden voltou a repetir.

– Você já disse isso. – Eu ri um pouco.

– A lasanha esta tão boa que até parece que fui eu que fiz. – Ele falou implicante.

– Se você tivesse feito, não estaria tão bom. – Repliquei igualmente implicante.

Começamos a rir. Finalmente depois de duas longas semanas, eu e Aiden voltamos a conversar e tudo voltava ao normal. Bom, quase tudo.

Notas finais
Estou aberta a sugestões de musicas... Leia, comente e acompanhe a história, isso me ajuda bastante. Beijos ;*