Notas iniciais
and here we go again....

~ despertador começa a tocar...
Droga de despertador – reclamo. O que aconteceu ontem ainda não saiu da minha cabeça, lembro do irmão dizendo que iria conversar comigo, eu estou sem paciência esses dias foram muito cansativos, levantei e fiz minha rotina matinal, coloquei uma blusa de um short e desci, sim os dois como sempre estavam lá.
— Bom dia querida – meu pai disse.
— Bom dia. – respondi com certa preguiça
— Preciso conversar com você Carter. – lembrou Daniel.
— Querida seu irmão está desde ontem falando isso. – disse enquanto olhava pro Daniel.
— Não estou afim, eu não dormi bem a noite com vocês conversando sabia. – levantei as sobrancelhas enquanto falava.
— Não interessa se você dormiu ou não, vamos ter essa conversa. – Daniel me olhei de baixo pra cima e continuou:
— Que roupa é essa que você tá usando? – disse enquanto olhava com reprovação.
— Até a minha roupa você vai querer opinar agora? – respondi irônica
— Você não se vestia assim antes, o que aconteceu com você? Está escondendo alguma coisa? – confesso que arrepiei um pouco. E para ele não perceber meu nervosismo, retruquei:
— Escondendo? Você está louco? – respondi . Ele não falou mais nada apenas me encarava atentamente temendo que ele percebesse algo meu celular começou a tocar olhei no visor “Joaquim chamando” agradeci mentalmente é atendi:
— Alô!?
— Oi, Carter é o Joaquim! Estava pensando da gente tomar um café sei lá, o que você acha? – Joaquim tinha a voz tímida do outro lado da linha.
— Sim, eu aceito. Chego aí em 10 minutos. – concluí rapidamente .
— Estou no Brooklin’s coffee, em frente à Times Square. Você sabe onde fica? – perguntou com preocupação.
— Sei sim, estou indo tchau. – respondi e nem esperei ele me dar um tchau. Peguei as chaves do carro fui até a porta pegar meu sobretudo o que me assustou foi o fato de meu pai e Daniel não terem falado nada encarei Daniel que me olhava com muita desconfiança.

Na brooklyn’s coffee
Estacionei o carro lado da cafeteria, entrando lá além de esbarrar na moça que saía do local avistei Joaquim sentado em uma das mesas. Percebi porque ele acenou pra mim.
— Você veio, você está bem?! – ele disse surpreso.
— Sim porque? – tentei dizer normalmente
— Você parece um pouco pálida.
— Acho que deve ser o frio! – disfarcei.
— Bom dia senhores, aqui está o cardápio, quando escolherem e só me chamar meu nome é Sally. -Disse a simpática garçonete.
— Obrigado. eu e Joaquim respondemos ao mesmo tempo
— O que você vai querer? Pode escolher o que quiser, eu pago.– sua voz saiu engraçada
— Acho que vou ficar com um cappuccino é um sanduíche. – disse com uma certa alegria afinal eu estava faminta, não tomei café em casa, o clima havia ficado tenso por lá.
— Eu te chamei pra jantar, mais aí de última hora resolvi que a gente pode tomar um café primeiro, e quem sabe jantar. Tá ligada!
— Tá ligada? – dei risada da últimas palavras
— Ah eu esqueci de falar, eu moro no bronx. Lá os vizinhos falam gírias sabe. – se explicou.
— Certo, a quanto tempo era na indústria? – perguntei curiosa.
— Acho que uns 4 anos.

Respondeu é chamou a garçonete que se aproximou com um caderno é caneta em mãos.
—Já escolheram?! – ela perguntou
— Um cappuccino e um sanduíche.
— E você senhor? – perguntou enquanto anotava no papel.
— Vou querer o mesmo que ela. – disse e olhou pra mim de um jeito engraçado.
— Vou trazer em 5 minutos. – disse depois que anotou.
— Onde paramos? – ele continuou.
— Você disse que estava há 4 anos na indústria adulta. – lembrei

— Ah sim, eu já fiz diversos filmes. O diretor que eu mais gosto de trabalhar é o Paul Thomas Anderson o cara realmente sabe o que faz. – disse com firmeza.
— Ele parece ser gente boa pelo pouco que conversei com ele, tá mais me conta, qual é a sua cena preferida? – Joaquim me olhou e disse:
— A que eu fiz com você. – respondeu me olhando com seus olhos azuis não pera, eles estavam verdes agora.
— Eu tava falando da categoria. – disse sem graça. Sim eu poderia estar vermelha feito um pimentão naquele momento.
— Ah desculpe. Bom eu gosto de todas praticamente, porém minha favorita e o POV.
— O que é isso?! – disse com duvida. – Joaquim deu uma gargalhada que fez todos da lanchonete nos olhar ele parou por um instante e olhou para a garçonete que se aproximava.
— Aqui está o pedido, bom café. – disse a garçonete.
— Obrigada- eu disse.
— Voltando ~ estrala os dedos. POV e quando a cena é em primeira pessoa sabe, eu que mesmo gravo. – disse e tomou o cappuccino.
— Parece interessante. – respondi e comi meu sanduíche.
— Quer tentar na próxima gravação? Eu posso falar com o Paul se quiser. No mesmo instante o celular tocou.
— Em falar em Paul, não e que é ele? — disse surpreso.
— Fala camarada? – disse empolgado
— E aí firmeza, tá fazendo o que? – disse Paul
— Tô tomando um café, com a Carter!
— Era sobre isso que liguei pra falar. Tenho uma cena amanhã, eu ia ligar pra ela mais já que está aí, deixe meu recado.
— Pode deixar, amanhã nos conversa.
— Até mais.
— Quem era?! – sim sou curiosa.
— O paul, adivinha. Ele disse que tem uma cena amanhã cê topa?!
— Sim claro.
Terminamos o café e saímos Joaquim me acompanhou até o carro me despedi dele e fui para casa.

Em casa
Cheguei, coloquei meu sobretudo no pendurador, aparentemente a sala estava vazia. “ eles haviam saído? – pensei. Engano. Subi no quarto é Daniel estava lá sentado na minha cama talvez ele estivesse me esperando para conversar. Que droga ele mantinha um semblante sério é segurava algo.
— Quem te deu isso?! Onde você conseguiu? – falava enquanto olhava para o envelope. O ENVELOPE! Merda eu esqueci em cima da cama!
— Eu trabalhei é recebi. – disse direta.
— Eles não te pagariam tanto assim. – me encarava.
Merda, merda merda, burra burra, eram as únicas palavras que pensava.
— Eu vou descobrir de onde veio esse dinheiro, Eu vou descobrir! – Daniel disse enquanto se levantou e fechou a porta.

Notas finais
Até o próximo episódio! Xoxo