Notas iniciais
Demorei dois meses, eu sei! Mas eu nn tinha computador para postar, meu celular nn conseguia enviar capítulo e eu estava desesperada por isso. Meu notbook estragou algum bagulho no HD e eu estou na minha vó postando pelo do meu pai, então por favor me desculpeem e nn me abandonem! Tem Scorose.

POV — Dominique Weasley

Brooke tinha ficado completamente aérea depois da aula de poções, ela nem sequer tocou na comida, o que era estranho para ela que gostava tanto de comer.

– Acho que tem alguma coisa de errada — sussurrei para Rose, já que Alícia estava com Alvo, para variar.

– Com Brooke? — sussurrou de volta e eu assenti, Rose encarou Brooke que estava sentada a nossa frente e nem parecia ter percebido os nossos sussurros, muito menos nossos olhares — Ela está assim desde a aula de poções. Acho que ela recebeu um bilhete de algum engraçadinho caçoando por ela ser novata, a vi pegando um papel no chão e então empalidecendo.

– Broo? — chamei, mas ela continuou encarando o nada — Brooke!

– Ahn... o que foi? — perguntou confusa e eu franzi as sobrancelhas.

– Você está bem? — perguntei desconfiada.

– É claro que estou bem, só um pouco perdida com os horários, nada demais.

– Tem certeza? — pressionou Rose e ela assentiu com um sorriso que não convenceria nem ao Voldy Purpurina.

– Melhor impossível — disse dando de ombros e olhando para a mesa dos professores e então ficando pálida novamente — Eu preciso de ar fresco.

– Tudo bem, qualquer coisa, grita! — brinquei e ela sorriu antes de sair aos tropeços do Salão Principal.

– Ela não está bem — disse Rose.

– Você jura? Eu nem percebi — respondi irônica e ela bufou comendo suas tortinhas de abóbora sem nenhuma vontade.

– Você deveria ser mais legal.

– É o que eu digo a ela todos os dias — disse o traste Potter se sentando ao meu lado e pegando a tortinha que eu estava comendo.

– Não começa.

– Então ceda, será melhor para todos.

– Todos quem? — perguntei bufando e me levantando — Não me encha o saco Potter!

*****

POV — Rose Weasley

E James e Dominique estavam em pé, um de frente para o outro discutindo. Algumas pessoas até prestavam atenção, já outras — como eu — nem se dava mais ao trabalho de tão chato que tinha ficado tudo aquilo.

Senti falta de ar, como sempre, e levantei rapidamente andando a passos rápidos para o jardim, quem sabe o ar fresco fizesse milagres.

Andei meio cambaleante até uma árvore perto do lago e me apoiei nela, respirando com um pouco de dificuldade. Droga, eu provavelmente não conseguiria chegar ao meu dormitório a tempo.

– Weasley? — chamou alguém a alguns metros de mim e eu me virei para trás rápido demais, encostei as costas na árvore e apoiei as mãos no joelho respirando com ainda mais dificuldade — Por Merlin, o que houve?

– Nada, eu... estou... bem — disse arfante e o Malfoy não pareceu convencido, ele se aproximou e segurou meus ombros me fazendo ficar em pé direito.

– Você quer que eu te leve para enfermaria? — perguntou e eu abri a boca para responder que não, mas antes disso minha visão escureceu e eu apaguei.

*****

A claridade do local fez com que eu abrisse os olhos com dificuldade, estava na enfermaria.

Bufei e me sentei.

– Finalmente acordou, srta Weasley — disse a enfermeira vindo até mim e eu fiz uma careta.

– Quanto tempo fiquei desacordada? — resmunguei e cocei os olhos.

– Uma hora e meia, a srta sabe que não pode andar sem sua bombinha! Se o sr Malfoy não tivesse a trago a tempo poderia ter ficado sério. Asma é uma doença trouxa mas é séria.

– Eu sei, me desculpe, eu esqueci a bombinha no dormitório essa manhã — disse com uma careta e ela sorriu de forma meiga.

– Tudo bem, querida, sei que ainda não se acostumou com essa história toda de doença trouxa — ela falou e eu sorri de volta — O sr Malfoy está lá fora, sentado no chão, esperando a srta acordar, devo chamá-lo?

– Tudo bem — concordo e me ajeito melhor na cama.

Ela some da minha vista e alguns segundos depois o loiro aparece, meio tímido a princípio, ele sorri um pouco e fica parado em frente a minha cama.

– Ahn... você deveria sentar, eu acho — digo e ele se senta na beirada da cama — Obrigada por me trazer para cá.

– Você desmaiou nos meus braços, não podia simplesmente te jogar no lago negro e fingir que nada tinha acontecido, não que eu não tenho cogitado a ideia — ele diz e então ri, e eu acabo rindo também — Mas agora de verdade, você está bem?

– Estou, é só uma doença trouxa e estúpida que eu tenho — digo dando de ombros e ele faz uma careta.

– É algo sério? Tipo, câncer?

– Não! Não! — digo rapidamente e ele suspira aliviado — É asma, um problema respiratório, eu tenho que ficar andando com uma bombinha de ar para cima e para baixo o tempo todo, mas as vezes eu esqueço. Se eu tiver uma crise como a que eu tive hoje, eu posso usá-la e ela me ajuda a respirar, basicamente isso, eu não sei explicar direito.

– Acho que entendi alguma coisa, por que você não estava com a bombinha?

– Eu esqueci no dormitório, pensei que o ar fresco pudesse me ajudar, já sabe que me enganei feio né — digo e ele assente sorrindo.

– Bom, nesse caso é bom eu estar sempre por perto, você não acha? — ele pergunta e eu coro — Foi uma brincadeira, Rose.

– Ahn... claro eu entendi que foi uma brincadeira.

– Eu não veria problema nenhum de me aproximar de você.

– É, talvez não seja uma má ideia — digo dando de ombros e ele sorri.

– Acho que devo avisar ao Alvo que você está aqui e pedir para alguma das suas milhares de primas buscar a tal bombinha.

– Obrigada — sorrio e ele assente.

– Tchau — ele diz e me dá um abraço meio sem jeito.

– Tchau, e obrigada de novo, Scorpius — digo enfatizando o Scorpius e ele sorri.

– Até mais, Rosie — sorrio com o apelido e ele sai.

Fico parada por alguns segundos encarando a porta por onde ele saiu até escutar um barulho na janela, minha coruja.

– Ah, não — resmungo, certa de que mamãe já sabe do ocorrido.

Levanto e vou até lá, pegando a carta em seguida.

Mas não era um bilhete da minha mãe, longe disso.

Parabéns, querida Rosie, vejo que arrumou um amiguinho novo.

Não acho que o papai vá gostar muito disso, não é?

As mães de vocês podem ser melhores amigas, mas seus pais ainda se odeiam.

Olha a discórdia que você causará.

Você não é tão certinha assim, certo?

Beijinhos,

–A.

Notas finais
Atacou a Rose