Secrets ll - O Retorno
7 Rosie, Rosie
Notas iniciais

POV — Dominique Weasley
Brooke tinha ficado completamente aérea depois da aula de poções, ela nem sequer tocou na comida, o que era estranho para ela que gostava tanto de comer.
– Acho que tem alguma coisa de errada — sussurrei para Rose, já que Alícia estava com Alvo, para variar.
– Com Brooke? — sussurrou de volta e eu assenti, Rose encarou Brooke que estava sentada a nossa frente e nem parecia ter percebido os nossos sussurros, muito menos nossos olhares — Ela está assim desde a aula de poções. Acho que ela recebeu um bilhete de algum engraçadinho caçoando por ela ser novata, a vi pegando um papel no chão e então empalidecendo.
– Broo? — chamei, mas ela continuou encarando o nada — Brooke!
– Ahn... o que foi? — perguntou confusa e eu franzi as sobrancelhas.
– Você está bem? — perguntei desconfiada.
– É claro que estou bem, só um pouco perdida com os horários, nada demais.
– Tem certeza? — pressionou Rose e ela assentiu com um sorriso que não convenceria nem ao Voldy Purpurina.
– Melhor impossível — disse dando de ombros e olhando para a mesa dos professores e então ficando pálida novamente — Eu preciso de ar fresco.
– Tudo bem, qualquer coisa, grita! — brinquei e ela sorriu antes de sair aos tropeços do Salão Principal.
– Ela não está bem — disse Rose.
– Você jura? Eu nem percebi — respondi irônica e ela bufou comendo suas tortinhas de abóbora sem nenhuma vontade.
– Você deveria ser mais legal.
– É o que eu digo a ela todos os dias — disse o traste Potter se sentando ao meu lado e pegando a tortinha que eu estava comendo.
– Não começa.
– Então ceda, será melhor para todos.
– Todos quem? — perguntei bufando e me levantando — Não me encha o saco Potter!
*****
POV — Rose Weasley
E James e Dominique estavam em pé, um de frente para o outro discutindo. Algumas pessoas até prestavam atenção, já outras — como eu — nem se dava mais ao trabalho de tão chato que tinha ficado tudo aquilo.
Senti falta de ar, como sempre, e levantei rapidamente andando a passos rápidos para o jardim, quem sabe o ar fresco fizesse milagres.
Andei meio cambaleante até uma árvore perto do lago e me apoiei nela, respirando com um pouco de dificuldade. Droga, eu provavelmente não conseguiria chegar ao meu dormitório a tempo.
– Weasley? — chamou alguém a alguns metros de mim e eu me virei para trás rápido demais, encostei as costas na árvore e apoiei as mãos no joelho respirando com ainda mais dificuldade — Por Merlin, o que houve?
– Nada, eu... estou... bem — disse arfante e o Malfoy não pareceu convencido, ele se aproximou e segurou meus ombros me fazendo ficar em pé direito.
– Você quer que eu te leve para enfermaria? — perguntou e eu abri a boca para responder que não, mas antes disso minha visão escureceu e eu apaguei.
*****
A claridade do local fez com que eu abrisse os olhos com dificuldade, estava na enfermaria.
Bufei e me sentei.
– Finalmente acordou, srta Weasley — disse a enfermeira vindo até mim e eu fiz uma careta.
– Quanto tempo fiquei desacordada? — resmunguei e cocei os olhos.
– Uma hora e meia, a srta sabe que não pode andar sem sua bombinha! Se o sr Malfoy não tivesse a trago a tempo poderia ter ficado sério. Asma é uma doença trouxa mas é séria.
– Eu sei, me desculpe, eu esqueci a bombinha no dormitório essa manhã — disse com uma careta e ela sorriu de forma meiga.
– Tudo bem, querida, sei que ainda não se acostumou com essa história toda de doença trouxa — ela falou e eu sorri de volta — O sr Malfoy está lá fora, sentado no chão, esperando a srta acordar, devo chamá-lo?
– Tudo bem — concordo e me ajeito melhor na cama.
Ela some da minha vista e alguns segundos depois o loiro aparece, meio tímido a princípio, ele sorri um pouco e fica parado em frente a minha cama.
– Ahn... você deveria sentar, eu acho — digo e ele se senta na beirada da cama — Obrigada por me trazer para cá.
– Você desmaiou nos meus braços, não podia simplesmente te jogar no lago negro e fingir que nada tinha acontecido, não que eu não tenho cogitado a ideia — ele diz e então ri, e eu acabo rindo também — Mas agora de verdade, você está bem?
– Estou, é só uma doença trouxa e estúpida que eu tenho — digo dando de ombros e ele faz uma careta.
– É algo sério? Tipo, câncer?
– Não! Não! — digo rapidamente e ele suspira aliviado — É asma, um problema respiratório, eu tenho que ficar andando com uma bombinha de ar para cima e para baixo o tempo todo, mas as vezes eu esqueço. Se eu tiver uma crise como a que eu tive hoje, eu posso usá-la e ela me ajuda a respirar, basicamente isso, eu não sei explicar direito.
– Acho que entendi alguma coisa, por que você não estava com a bombinha?
– Eu esqueci no dormitório, pensei que o ar fresco pudesse me ajudar, já sabe que me enganei feio né — digo e ele assente sorrindo.
– Bom, nesse caso é bom eu estar sempre por perto, você não acha? — ele pergunta e eu coro — Foi uma brincadeira, Rose.
– Ahn... claro eu entendi que foi uma brincadeira.
– Eu não veria problema nenhum de me aproximar de você.
– É, talvez não seja uma má ideia — digo dando de ombros e ele sorri.
– Acho que devo avisar ao Alvo que você está aqui e pedir para alguma das suas milhares de primas buscar a tal bombinha.
– Obrigada — sorrio e ele assente.
– Tchau — ele diz e me dá um abraço meio sem jeito.
– Tchau, e obrigada de novo, Scorpius — digo enfatizando o Scorpius e ele sorri.
– Até mais, Rosie — sorrio com o apelido e ele sai.
Fico parada por alguns segundos encarando a porta por onde ele saiu até escutar um barulho na janela, minha coruja.
– Ah, não — resmungo, certa de que mamãe já sabe do ocorrido.
Levanto e vou até lá, pegando a carta em seguida.
Mas não era um bilhete da minha mãe, longe disso.
Parabéns, querida Rosie, vejo que arrumou um amiguinho novo.
Não acho que o papai vá gostar muito disso, não é?
As mães de vocês podem ser melhores amigas, mas seus pais ainda se odeiam.
Olha a discórdia que você causará.
Você não é tão certinha assim, certo?
Beijinhos,
–A.
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