Secrets ll - O Retorno
13 Eu estou aqui
Notas iniciais
POV — Brooke Alison
– O que aconteceu? — pergunto olhando ao redor confusa, Domi, Rose
e James me encaram — Por que estou na Ala Hospitalar?
– Você desmaiou — diz Rose calmamente e me passa dois papéis. Então tudo vem a minha mente, o bilhete de -A, a foto e tudo ficando escuro. Arregalo os olhos e encaro os três, James estava meio confuso e Domi estava com a cabeça apoiada em seu peito com cara de poucos amigos, ela iria contar para ele sobre os bilhetes, era evidente.
– A McGonagall... — começo a falar mas Domi nega com a cabeça.
– Não vamos falar com ela, não quando isso prejudica alguma de nós — diz e sorri fraco, retribuo.
– Sobre a foto...
– Você não precisa explicar nada, estamos do seu lado, para o que der e vier — diz Rose e eu sorrio aliviada.
– Mas eu só queria deixar claro que isso foi antes de virmos para cá, nos conhecemos naquela festa e ficamos, e depois trocamos mensagens — disse e Domi sorriu.
– Então, era ele?
– Sim.
– Brooke? — alguém diz entrando as pressas pela Ala Hospitalar e eu gelo. Ezra. Ele passa as mãos no cabelo e suspira aliviado.
– Vamos deixar vocês a sós — diz Domi sorrindo.
– Mas... por quê? — pergunta James.
– Cala boca, Jay. Você quer ver ela tomar uma bronca ou me beijar?
– Tudo bem — ele concorda sorrindo e acena para mim, Rose sai logo atrás.
– Oi — digo quase num sussurro e ele se aproxima se sentando na beirada da minha cama.
– Você está bem? — ele pergunta passando a mão no meu rosto — O que aconteceu?
– Eu desmaiei — digo e suspiro — Eu preciso te contar uma coisa, as meninas sabem...
– Tudo bem, Alícia foi me procurar para avisar que você estava aqui — ele diz sorrindo e eu a agradeço mentalmente.
– Ezra, eu... tenho que te contar uma coisa — começo a falar nervosamente — Uma coisa que pode te afastar, mas... ainda assim, eu preciso te contar.
– Está tudo bem — ele diz calmamente.
– Abaffiato — faço o feitiço para as vozes não atrairem a enfermeira que foi tirar um cochilo em sua sala.
– Pode falar Brooke, vai ficar tudo bem.
– Não, não vai — digo encarando minhas mãos — Você vai se afastar e eu acho que seria melhor se o fizesse.
– Certo, você está me assustando.
– Desculpa, é que... acho melhor você ver com seus próprios olhos — digo e lhe entrego o bilhete e depois a foto, ele desvia o olhar de mim e olha para o bilhete.
– O que... — ele começa mas não é capaz de emitir nenhum outro som, a sua boca fica aberta e sua pele pálida.
Abaixo os olhos, lutando contra as lágrimas que começavam a insistir em sair, queria sair correndo dali, correr e correr até cansar, em um lugar muito distante. Sem bilhetes anônimos, ameaças ou professores que conheci em festa.
Ezra segura meus braços e eu levanto os olhos para encará-lo.
– O que é isso? — ele pergunta calmamente.
– Bilhetes anônimos que eu e as meninas estamos recebendo, o primeiro que recebi foi na sua primeira aula, quando descobri que você era meu professor. E ontem Alícia recebeu e descobrimos que todas nós tínhamos recebido, não fazemos ideia de quem é e nem o motivo de estar fazendo isso, mas iríamos até a McGonagall depois da sua aula, fomos no dormitório pegar os bilhetes como prova, e eu menti dizendo que perdi o meu para não te prejudicar, quando estávamos saindo, uma coruja entrou e pousou na minha cama e era esse bilhete com a foto, e bom... o resto você sabe — digo indicando a Ala Hospitalar, ele não diz nada, apenas fica me encarando e tentando colocar tudo aquilo em ordem, voltei a abaixar a cabeça.
– Eu não vou me afastar — ele diz depois de um tempo e eu o encaro surpresa, ele sorri fracamente — Estamos juntos nessa, você não entrou sozinha e com certeza não vai sair, que tipo de professor eu seria se não desse o exemplo aos meus alunos? — eu achei que meu rosto iria rasgar de tanto que eu sorria, eu o abracei com força e ele retribuiu — Vai ficar tudo bem, eu prometo.
– Obrigada — digo e o encaro — Por me ajudar e principalmente não me abandonar.
– Eu não te abandonaria nem se você quisesse — ele sorri e eu o abraço de novo.
POV — Dominique Weasley
Puxo Rose e sussurro para que James não ouça, ele está fazendo cócegas na pêra para comermos antes que alguém morra com a falta de comida.
– Acha que devo contar para ele?
– Sobre os bilhetes? — ela sussurra de volta e eu assinto, ela o encara e suspira — Acho que ele tem o direito de saber, eu já contei para o Scorp e Brooke deve estar contando para o sr Fitz nesse mesmo instante.
– Tudo bem, acho que é a coisa certa a se fazer — ela aperta de leve minha mão me passando confiança e o seguimos para cozinha.
– Eu vou pegar algumas coisas e ir para o quarto, estou cansada — diz Rose me lançando um olhar significativo e eu suspiro, ela enche um pratinho com bolo e tortinhas e pega uma garrafinha de suco saindo dali rapidamente.
– Agora você já pode me beijar — diz James sorrindo e me puxando pela cintura.
– Já que insiste — digo dando de ombros e ele me beija, passo a mão por seu pescoço e agarro seu cabelo.
– Eu adoro a sensação que você causa em mim — ele sussurra e me ergue pelas coxas me fazendo sentar em uma mesa, seus beijos descem pelo meu pescoço e eu lembro a mim mesma que não podemos transar na cozinha e que eu tinha que contar sobre os bilhetes para ele.
– Jay... — começo mas aquilo parecia apenas tê-lo excitado mais, pois suas mãos começam a subir por dentro da minha saia, arranhando minha coxa de leve, solto um gemido involuntário e com o pouco de juízo que me restara o seguro pelos ombros — Eu estou sendo ameaçada.
Ele para na hora e me encara.
– O que? — pergunta confuso.
– Alguém tem mandado bilhetes anônimos para mim e paras meninas desde que chegamos no colégio, não temos ideia de quem seja.
– É sério isso? — ele pergunta com as sobrancelhas erguidas e eu reviro os olhos me soltando dele e descendo da mesa — Domi, espera! É só que... você não pode jogar uma bomba assim do nada e esperar que eu entenda rápido, Lílian ficou com toda a inteligência, lembra?
Eu sorrio um pouco com a piada e o encaro.
– Alguém entitulado -A tem mandado bilhetes para mim, para Rose, Brooke e Alícia, e nos ameassado.
– Temos que contar a McGonagall — ele diz preocupado — Que tipos de ameaça?
– Nada sério, por enquanto, mas estamos com medo. E não podemos contar para McGonagall porque -A tem Brooke na palma da mão.
– Como... — ele começa a formular a pergunta e se cala — O sr Fitz não foi até a enfermaria dar uma bronca nela, não é?
– Você não pode contar para ninguém!
– Tudo bem, loira. Eu sei guardar segredo, mas o que fazemos agora?
– Esperamos — digo suspirando e ele passa a mão no meu rosto.
– Eu estou aqui, okay? Para o que der e vier — sorrio e lhe dou um selinho de leve.
– Tudo bem, agora vamos comer — digo e ele sorri me seguindo pela cozinha.
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