Secrets Weapons

6 Capítulo 6


Notas iniciais
Espero que gostem

Pov. Melanie

Enquanto eu me lavava tentava entender o que tinha acontecido na cozinha, que não fora nada demais na verdade, mas como que poderia ter me feito reagir de forma tão devastadora? Eu queria conseguir entender isso... Repassei o que tinha acontecido na minha cabeça muitas vezes enquanto a água escorria, em busca de resposta.

" Eu estava apenas lavando a louca, como era de costume meu. Quando, perdida em pensamentos com tudo o que havia acontecido, não percebo a aproximação de um certo ser meio loiro que estava perto demais. Essa aproximação estava me deixando meio nervosa.

– O que você está fazendo aqui? — Digo me afastando um pouco — Deveria estar ajeitando um lugar para dormir assim como o seu amigo peludo.

Os roncos eram tão altos que eu gostaria de apostar que precisariam de tampões.

– Ah, só estava pensando em agradecer sabe? Pela comida. Mas acabei que te achei meio perdida nas nuvens aqui e pensei em ver quanto tempo ficaria assim — Sorrindo como se fosse a coisa mais normal do mundo, disse apoiando-se mais sobre o balcão.

Fiquei encarando aquele sorriso por um tempo. Pensando em como as pessoas são mais complexas do que aparentam ser. Quando percebo que ele notou que eu o encarava, e eu realmente já estava passando a só olhar seu rosto, rosto que começava a se aproximar, quando eles estraga minha concentração dizendo:

– O que houve? Se apaixonou por mim?

O que? Ele estava zoando com a minha cara! Só podia.

Viro nem ao menos terminando de lavar e saio batendo os pés apressada para sair da frente dele."

Mas logo que saio da sua vista me escoro na parede sentindo um leve tremor em minhas pernas.... Só podia ser brincadeira.

E agora estou aqui, saindo do banho e indo para meu quarto em duvida do que aconteceu.

Esses estranhas sensações que eu tenho em contato com outra pessoa com certeza deve ser normal. Afinal. A primeira vez que eu vejo alguém que não é da família.

É completamente normal!

Levanto a cabeça saindo do meu quarto após colocar um pijama.

Mas quando chego na sala, vejo todos dormindo. Em camas desajeitadas pelo chão bagunçado.

Bem, amanhã tudo estará arrumado.

Também não vejo minha irma aqui. Ela já deve ter dormido. Será que demorei tanto assim? Se bem que eles parecem exaustos, não imagino como eles estavam sobrevivendo naquele barco diante desse mar...

O mar...Resolvo sair de casa.

Abro a porta e sinto a brisa marítima em meu rosto me refrescando. Isso era bom. A noite estava ótima e a lua brilhava como um sorriso.

E estranhamente eu lembro do sorriso dele... Era um bom sorriso.. Sincero.

Enquanto eu pensava me sento em uma espreguiçadeira já cansada, deixo um sorriso e um sono me conduzir... E com o vento nos cabelos, eu durmo.

Eu vejo alguém estendendo a mão para mim...mas quem... Não sinto que o conheco. Mas sei que é confiável de algum jeito. Olho para a mão ainda estendida a espera que eu a segure, era forte e com traços marcantes, de quem tinha passado por muitas coisas, e ainda sim com algumas pequenas cicatrizes. Olho para cima meio triste, esperando alguém mais experiente me olhar de volta, mas quando subo o olhar, tudo o que eu consigo ver é um radiante sorriso que parece brilhar e emanar alegria, que não combinava exatamente com sua mão sofrida.

Entao por que parecia ainda assim tão sincero?

Eu quero descobrir. Quero descobrir como e o que tem guardado nesse misterioso homem sorrindo. Levanto minha mão para aceitar a sua quando abro os olhos desesperado com um grito.

– Nooooooossaaaaaa! Venham cá ver isso cara!

Eu me sento assustada e com o coração na boca procurando quem foi o autor dessa porcaria?

Meus olhos avistam um ser meio peludo correndo na minha direção como se não me enxergasse, seus olhos estavam longe perdidos na imensa piscina que havia do meu outro lado.

Em um baque minhas lembranças vieram e eu lembrei do que havia acontecido.

Quando a irritação começou a me dominar e eu ia começar a gritar de frustração por ter me acordado desse jeito, já era tarde demais, Jupert ainda não havia me visto e continuava avançando, até que tropeça na minha cadeira e leva nós dois desastrosamente para o chão.

Ai. Havia batido forte a cabeça, mas não só isso.

Meu pulmão estava sendo pressionado pois todo o peso dele estava sobre mim, e para melhorar a cadeira, que havia sido virada, estava apertando o meu braço.

–Sai de cima de mim!!! Está machucando!

Quando eu grito ele logo percebe que havia me levado junto no acidente e tenta sair desajeitado e sem graça quando olha minha cara de raiva — Er.... Desculpa... Sabe, eu não te vi — Disse desajeitadamente se esforçando para sair de cima de mim, ficando só mais próximo.

Sinto aquela pelugem roçar na minha perna não muito coberta pelo short e sinto um certo nojo. Não era como se eu tivesse nojo de pelos, mas parecia que um macaco áspero estava se esfregando em mim.

– Aaarg sai sai sai anda, está me machucando!

Eles se mexe ainda mais rápido e desajeitado, forçando o meu braço na cadeira me fazendo gemer de dor.

– Desculpa desculpa eu....

Mas antes de terminar, todo o seu peso some e eu o vejo sendo levantado com facilidade, segurando-o pela blusa, e por traz dessa façanha, um sorriso. O mesmo sorriso do meu sonho.

– Ei ei ei — sua voz estava meio rouca, acho que acordou com todo esse barulho — O que voce fez logo de manhã? — como eu imaginei eu ainda estava o encarando quando ele coloca seus olhos em mim pela primeira vez do dia, e logo solta mais um sorriso e estende a mão.

A mesma mão do meu sonho... Dejavu será?

Dessa vez no entanto eu seguro sua mão, não deixando outros ou a mim mesmo me atrapalhar.

Logo que o faço, uma sensação quente e gostosa percorre o meu corpo, era tão agradável que me aproveitei que ele me guinchava para cima para poder apertar mais aquela pele quente em volta da minha que parecia tão fria por ter pego o vento do lado de fora.

– Ethan.

Foi só o que eu pude falar, despejando seu nome da minha boca com um sentimento de gratidão.

– Temos que parar de nos encontrar assim.

Não! Eu... Queria mais desse toque...

– Sim.... Temos...

Eu ainda estava me lembrando do sonho, e aproveitando dessa sensação tão boa que está se apoderando do meu corpo quando o sr. Inconveniência continua a atrapalhar a minha manhã.

– Er... Então Ethan.. Sabe, eu ainda estou aqui então se você puder me soltar sabe... Ai quem sabe poderá segurar a outra mão dela também sabe? Bom para nós dois.

Ele o solta e ouço um baque surdo no chão, seus olhos em nenhum minuto desgrudaram do meu, e quando ele abre a boca para poder falar algo, nosso momento é interrompido novamente por vozes dentro da casa.

– Hei Ethan, o que você já esta incomodando a moça logo de manhã?

– Mel? Eu ouvi o barulho, o que aconteceu aqui?

Nós afastamos rapidamente, e sinto a falta da sua mão... Esfrego meus dedos inconscientemente um no outro... Que bombeira.

Melhor eu tomar um pouco de consciência, balanço minha cabeça afastando pensamentos inconvenientes, e sigo na direção dos dois que vieram saber o que houve.

Eles tem olhares desconfiados, e sei que minha irmã logo vai querer saber o porquê de eu estar de mãos dadas com ele naquela situação.

– Ah, eu resolvi vir dar salvar a lady das atrapalhadas desse mané aqui — enquanto fala, Ethan da uma cutucada em Jupert que ainda estava no chão resmungado de ter sido completamente esquecido.

– Não foi culpa minha, eu estava muito ocupado olhando para a piscina.

Quando essa palavra foi dita, os dois marmanjos se viram para olha-lá, e quando avistam, seus olhos praticamente brilham.

– Piscina! — dizem praticamente juntos.

Olho para minha irmã sem entender nada, e ela apenas dar de ombros completamente confusa.

Uma mão segura na minha de novo, e como se ligasse um interruptor aquela sensação volta.

– Vamos nadar, vamos! Vai ser tão divertido! podemos mergulhar e então... -Eu era puxada com força, e mesmo não tentando detê-lo sabia que seria impossível.- Vem Thomas, e traga a outra ruiva com você também!

Eu olho para trás, a tempos de ver minha irmã ser pega no colo, como uma princesa e ser carregada também contra força.

– Ah cara, como eu estava com vontade de relaxar e... — Mas aí seus olhos finalmente deixam de vislumbrar a piscina e olham para mim, mas dessa vez, ele fica um pouco envergonhado e, estranhamente vira a cabeça.- mas sabe... Eu vou adorar, mas sei que depois vai querer me matar quando perceber, então ... Se quiser... Eu te espero trocar de roupa...

E quando eu olho, eu ainda estava de pijama, com um shorts curto pouco cobrindo as minhas pernas e uma blusa de alça sem sutiã desarrumada, o conjunto todo azul claro estava meio fora do lugar, dando para ver mais do que o suficiente.

– Seu... Seu tarado! — E sai correndo para dentro de casa acompanhada pela minha irmã que estava tão vermelha quanto eu.

FIM DO CAPÍTULO 6

Notas finais
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