Secrets Weapons

7 Capítulo 7


Pov. Rebecca

Eu estava vermelha e tremendo... Oras... Também! Depois de uma manhã agitada como essa. O primeiro acontecimento foi quando acordei com um estrondo no quintal fiz o meu melhor para acordar e sair correndo, ou seja... Me arrastando até o quintal... E depois de ouvir toda aquela explicação, fui surpreendida por uma face simplesmente linda, o rosto que normalmente estava sério, indiferente ou quase frio, estava brilhando de alegria, e ainda surpresa pela visão inesperada, sou pega no colo de uma hora para outra.

Eu não tinha reação para isso... O que poderia me deixar tão... Enérgica, quente... Até feliz como eu estava?

Eu simplismente só ergui meu olhar, fixando na face bela e contagiante de alegria que Thomas fazia ao me carregar nos braços. Ele olhou e sorriu. O mesmo sorriso de tirar o fôlego de ontem de noite. Eu estava perdida quando ouço um pouco mais a frente a conversa deles.

Eu estava ainda de pijama! Socorro....

Com a posicao que ele me carregava, minha camisola de seda azul marinho já tinha subido mais que o suficiente para o inicio das minhas coxas.

Olho para cima e Thomas, totalmente petrificado encara sem pudor e completamente vermelho minha roupa, ou mais precisamente o lugar em que ela deveria estar cobrindo, tanto na perna quanto no colo.

– Seu... Seu pervertido!

Aproveito do grito da minha irmã para me pular do seu colo e sair correndo junto a ela.corremos para os quartos e acalmei minha respiração tentando processar tudo. Depois de alguns minutos decido me vestir e sair do quarto para ver em que pé estávamos.

Eu encarava minhas roupas sem saber o que vestir... Pedi por biquínis.... Mas quais? Não queria pagar mico com eles em casa.

Acabei com um biquíni azul marinho muito charmoso que ficava bem em mim. Coloquei um short e uma blusa de alça por cima, e fui a cozinha, ainda nem tínhamos tomado café, e eu estava começando a ficar com fome.

Ouço barulhos e sinto um cheiro delicioso.

– O que você esta fuxicando na cozinha Mel? Sabemos que quem prepara as refeições...

Mas antes de eu terminar de falar me deparo com uma visão que poderia muito bem queimar e derreter meu corpo por inteiro.

Meus olhos passaram lentamente pelo seu cabelo negro, mas com goticulas de água, desarrumado, ele deveria ter ido tomar banho, e um vento que passou por nós me confirmou, trazendo um perfume de Carvalho, forte e masculino, as gotas de água escorriam caindo no seu tronco, e esse era o problema. Seu tronco nu. Ele estava sem blusa, mostrando, da visão que eu tinha, suas costas definidas trabalhando enquanto seus braços musculosos se movimentavam para preparar o que deveria ser o café da manhã, a única coisa que tampava aquela carne era faixas enroladas em uma parte do seu corpo, onde está o machucado. Faixas que eu as tinha colocado.

Como eu pude não perceber o pedaço de pele eu estava cuidando?! De algum jeito ainda sim, isso o deixava ainda mais... Qual era a palavra para esse sentimento... Atraída... Não, não era o suficiente... Ele estava sexy.

Me contorci um pouco ao entender o que eu estava sentindo, terminei de me deliciar com essa visão passando pela sua bermuda preta meio folgada e seus pés descalços no chão.

Ele estava de costas e ainda não tinha me percebido.

Talvez eu devesse gritar com ele para colocar uma blusa e deixar eu pensar direito, mas iríamos para a piscina e isso não faria sentido algum, e eu nem mesmo queria. Queria mesmo é que eu pudesse ver mais e mais.

Poderia passar a manha toda olhando.

É isso, talvez eu devesse simplismente me esconder e continuar a vê-lo habilidoso movendo as mãos de um lado para o outro com maestria.

Mas estava tão hipnotizada... Eu queria tocar, e saber se ela era tão macia quanto aparentava ser.

– Ei Thomas, eu acho melhor se apressar com o café da manhã, ou então quem vai ser comido vai ser você — a voz me petrifica. Fui pega no ato.

Ethan sai de trás de mim e da uma gargalhada se divertindo com a minha desgraça.

Thomas se vira para entender o que esta havendo e nota a minha presença, olhando para Ethan que sinaliza para mim.

Mas o moreno não da atenção, acho que essa é a parte ruim de ser brincalhão, quando você fala a verdade, ninguém acredita. Ele então dá de ombros e sai da cozinha ainda sorrindo. E eu suspiro aliviada quando Thomas volta a fazer o que tinha começado.

– Sabe, estou quase terminando, então se estiver com fome só sente e espere mais um minuto.

– Que isso, acabei de chegar sabe, nem estou com muita fome mesmo... — tento disfarçar me aproximando para ver o que ele estava preparando, mas percebo que foi um erro.

Com toda aquela pele exposta perto, sinto um calor emanar, e um arrepio sobe pela minha espinha.

– Espero que esteja gostoso.

– Ah, está, com certeza está — digo me referindo sem perceber, a ele, quando na verdade noto que ele estava falando da comida já pronta na bancada — Que...quer dizer.. Eu Hum.... Não sabia que podia cozinhar — Ah... Meu rosto está quente. O que diabos eu estou fazendo? Sinto a vermelhidão no meu rosto, e com certeza estou levemente tremendo. Preciso me concentrar antes que eu dê bobeira demais.

– Você pode apostar que se eu fosse depender dos dons desses dois aí — diz ele apontando para os dois garotos que mais pareciam crianças brincando de lutinha no quintal — Eu estaria em sérios problemas.

Eu dou uma risada, realmente nao parece que ele estaria em bons lençóis.

Quando volto a olha-lo, ele esta me encarando, fico presa nos olhos frios de gelo, estavam mais perto do que ela tinha programado, já que tinha que se inclinar para poder ver o quintal.

Aquilo estava ficando complicado, nenhum de nos desviávamos o olhar, eu já sentia a tensão, e um certo desejo pela proximidade.... Ao me lembrar de todo aquele corpo perto de mim me ascendeu uma chama tremenda.

Percebi que seus olhos iam ficando mais escuros e sua mão se aproximou da minha cintura.

– Un... É... Bem, eu... Eu eu vou passar aqui rapidinho e vocês me ignorem completamente e terminem de fazer o que tiverem que fazer — Droga Mel!, quer dizer, Poxa. Nao é todo dia que experimentamos outro tipo de contato humano! Eu queria aquilo demais....

Mas... Calma! Isso, está certo! Eu nem o conheco! O que ele pensa que esta fazendo com essas mãos? E esse olhar... O cheiro... Foco!

Altamente vermelha, fui até a porta e gritei para os dois imprestáveis :

– Venham que o café da manhã está na mesa!

E me voltei para sentar na mesa. Sem deixar meu olho sequer se aproximar do olho dele.

Sentia os olhos de Melanie me encarando mas não me atrevia a olhar para ela também.... Drooooga.

– Nossa Thomas, conseguiu a tempo? Pensei que quando eu chegasse só teria metade de você. — O maldito já entra brincando, ainda sem nem saber o que tinha acontecido.

– Senta logo antes que você fique sem — a voz rouca dele ainda me arrepiou.. Droga... Como posso estar tão mexida.

Comemos pouco, então, me sustentei com algumas torradas e suco de laranja, mas logo que terminamos Ethan levanta com os punhos no ar — vamos nadar!!!

E sai correndo, nós somente sorrimos, nos levantamos e seguimos também, eu estava animada, não que não estivesse com vergonha, mas agora tinha coisas mais divertidas em que pensar.

Eu e minha irmã estávamos mais atrás, apesar de vivermos com essa piscina, não tínhamos o costume de usa-lá.

Olhei para ela, e ela disse:

– Já faz um tempo que não vínhamos aqui com para nadar não é mesmo?

Suspiro — Sim.... Já faz um bom tempo.

Olho para frente e vejo o quão animado estavam, Ethan já tinha caído com uma bola de canhão junto com Júpiter, e nesse momento eu só esperei que os pelos dele não enchessem a piscina.

Thomas ia de forma mais elegante, saltando como um profissional e mergulhando da ponta da piscina quase com perfeição.

Olhei para o lado e ela estava praticamente saboreando Ethan como olhar.

Será que comigo também foi tão obvio assim? Bato no ombro dela sorrindo, e ela corada sorri de volta como se entendesse, o troco.

Fomos até a mesinha e começamos a retirar nossas roupas com um pouco de vergonha, afinal, apesar de ser um biquíni... Mostrava mais de uma pessoa do que muita roupa. Ainda mais para quase estranhos, é mais do que eu pensei que aquentaria.

Tirei a blusa, e logo que fiz isso senti o peso dos olhares nas minhas costas, minha irmã começou pelo shorts, olhei para ela e pensamos a mesma coisa. Droga, que vergonha.

O som na água movimentada parou também, fazendo eu ter certeza que nos observavam.

Desabotoei meu shorts e empurrei para o chão, onde caiu sem paradas. Era isso, exposta. Estávamos de lado para a piscina mas, não nos atrevíamos a olhar, ficávamos encarando uma a outra quando noto o lindo biquíni que ela tinha escolhido também.

– Vamos? — Me questiona, não muito mais corajosa que eu.

Eu balanço a cabeça e viramos, haviam três caras nos olhando, mas a intensidade de um olhar para mim foi o que mais me incomodou, Thomas estava coberto até quase o ombro por água, e na hora que ele viu que eu o encarava, abaixou na água virando de costas, coisa que por algum motivo achei fofo.

– Cara que gatas! Tivemos sorte não é mesmo? De tantas complicações que passamos e ainda sim...

Bem, Júpiter poderia ser um desastre ambulante, mas pelo menos ele tinha feito bem em cortar o clima, por mais que nos constrangesse.

Ethan que parecia ter saído do transe encarando minha irmã trata de tentar afoga-lo.

– Ah, então quer dizer que você acha que será fácil certo? Vou te dar uma lição — começam a lutar de brincadeira.

Eu e minha irmã nos olhamos e lembramos de quando nós estávamos aprendendo a nadar ainda, assistindo vários vídeos e lendo livros. E a ideia que surgiu foi mútua. Nos apoiamos na beira da piscina e tomamos posição de nadadores profissionais

–1...

Puxei meu ar com calma e também a ví tomando fôlego.

–2...

Tudo pronto, olhamos a frente e então era só mergulhar.

–3!

FIM DO CAPÍTULO 7

Notas finais
Comentem ^^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.